Pretérito Imperfeito

17 Capítulo XVII - What Have You Done?


Notas iniciais
**Esse capítulo contém links camuflados**

Giuliana abriu os olhos na manhã seguinte, e sorriu. Uma lembrança doce trouxe a deliciosa nostalgia da noite passada.

Damon havia cumprido sua promessa, ficou ao lado da prima contando a sua historinha até que ela pegou no sono. Esta teve maravilhosos sonhos com ele.

Giuliana esticou-se na cama, roçou-se pelos lençóis brancos e soltou um gemido de prazer ao sentir seu corpo dar alguns estalos enquanto se espreguiçava.

Como uma gatinha manhosa, já em pé ao lado da cama, ela retorceu novamente seu corpo anestesiado da boa noite, ou dia de sono, era quase onze da manhã. A garota direcionou-se à sua higiene matinal, mal podia esperar para encontrar-se mais uma vez com seu amado. O dia prometia.

[...]

– Bom dia, Stefan! – Ela disse saltitante atravessando a sala da casa Salvatore.

– Bom dia, Senhorita Party Rock! — Respondeu ele sentado numa poltrona.

– Nem comece com essas brincadeirinhas, se não eu começo a te chamar de Terror dos Esquilinhos! – Giuliana retrucou.

– Você tem que parar de andar tanto com Damon... – Stefan se tremeu e riu.

– N-u-n-c-a! – Ela disse rindo e segui seu caminho até a cozinha.

Chegando lá ela se deparou com um café sendo posto por Damon.

– Ué! Como você sabia que eu tinha acordado? – Ela parou confusa no meio da cozinha, na verdade ela não esperava um café da manhã pelo horário que tinha acordado.

Como todos na casa são vampiros com exceção dela e Laiana, não tinha expectativas de encontrar uma mesa posta a essa altura do dia.

Damon sorriu para a memória dela e deu uma batinha com seu indicador em seu ouvido esquerdo. Ela se tocou.

– Ah é!... Não me acostumo com essa coisa de vampiro.

– Olha que se acostuma sim... Ontem você até me pediu para te morder. – Ele colocou uma jarra de suco para a prima e levantou uma sobrancelha.

Giuliana forçou um pouco sua mente, algumas partes da noite passada ainda estavam um pouco borradas graças ao álcool que consumiu. Ela conseguiu se lembrar, mas corando as bochechas, negou tudo.

– Não pedi nada!

– Pediu sim... – Damon disse quase cantarolando de prazer enquanto enchia um copo com suco de maçã para ela.

– Não pedi! Se eu não me lembro então eu não pedi! – Ela tentava se safar.

– Giuliana, que feio!... – Damon a repreendeu enquanto servia ovos com bacon num prato para ela. – Mentir para mim, logo para mim?!

Ela não se contraia na cadeira, pelo contrário, ficava mais ereta para demonstrar firmeza.

– Como pode ter certeza que minto? – Ela interrogou.

– Pelo simples fato de continuar sendo um vampiro que consegue sentir a quantidade de álcool que tinha no seu sangue, e tenho plena convicção que a quantidade era insuficiente para impedir que recordasse de algo... – Damon deu sua teoria científica.

– Eu não estava no controle... – Giuliana se defendia.

– Então você admite...? – Deduziu Damon.

– Morro outra vez, mas não admitirei. – Ela negou e os dois começaram a rir.

– Isso é o suficiente para mim... – Disse ele.

[...]

Os dois passaram o resto de manhã que tinham provocando o pobre Stefan que não tinha onde se esconder.

Quando chegou à tarde, Giuliana recebeu uma visita inesperada de uma Elena que queria pedir desculpas por seu comportamento enciumado e conhecer um pouco melhor a prima de Damon e Stefan.

Elas ficaram horas e horas conversando, contando histórias, uma para a outra, mas como a nossa Elena tem o costume de contar um pouco mais do que deve, Giuliana ficou irritada com algo, não com a menina que contou, e sim com outra pessoa.

Quando o céu estava dando adeus ao sol, ela acompanhou Elena até a saída. Passando pela sala de estar onde estavam Stefan e Damon, a Salvatore abordou um dos irmãos.

– Stefan, você pode acompanhar sua namorada até a casa dela? – Giuliana perguntou sorrindo ternamente.

– Sim, claro. – Stefan saiu com Elena.

Quando Damon e Giuliana ficaram sozinhos ouve mais umas das transformações da garota.

– Qual é o seu problema? – Ela o encarou com os olhos virados em fúria.

– Perdão...? – Damon ainda sentado indagou confuso.

– Não seja cínico! – Ela disse se aproximando bruscamente do sofá onde ele estava sentado.

– O que foi que eu fiz dessa vez? – Ele indagou mais uma vez ainda não levando a sério a irritação da prima.

– Provocou, incitou, plantou a discórdia! Por que você agora faz essas coisas? Você não era assim... – Giuliana o olhava com raiva muita raiva.

– Da para me contar que droga que eu fiz agora! – Damon agora ordenou irritado com as coisas que ela falava.

– Você falou para a Elena que quando o Stefan saiu comigo foi para um piquenique romântico, e você fez muitas outras indiretas insinuando coisas absurdas para ela... Por quê? Diga-me agora o por quê! Ou irá negar? – Giuliana explicou.

– Não, não negarei... Eu falei mesmo e falaria de novo. – Ele assumiu irado.

– Por quê? Por ciúmes de mim e de Stefan? – Giuliana o olhava com os olhos cheios de água.

– CIÚMES?! Por favor...! Como eu posso ter ciúmes de você? Você está MORTA e deveria ter continuado assim! – Damon agora estava em pé alterado. – Invés de vir infortunar a minha vida...

Giuliana sentiu todas as lágrimas caírem de uma só vez.

– Quem é você? – Ela perguntou para um Damon que se aproximava como um felino sorrateiro.

– Eu SOU Damon Salvatore, eu SOU um vampiro, VOCÊ é quem não entende... – Ele começou a rodeá-la novamente como um felino que agora espreitava sua presa. – Eu NÃO sou mais o BOM que você conheceu...

Giuliana permaneceu com a cabeça erguida e o olhar duro enquanto lágrimas caíam em seu rosto e ele continuava a rodeando. Ela permanecia calada e chorando num misto de ódio, pena e medo.

–... Eu faço o MAL às pessoas ao meu redor... E no final das contas eu acabarei magoando TODOS sem sentir remorso algum, porque eu sou um MONSTRO!... – Damon deu ênfase maior na última frase.

– Eu volto atrás no que eu disse... Eu realmente sinto muita pena dessa Juliana. – Giuliana o desafiou.

Damon zombou da provocação dela.

– Pois é... Mas pelo menos ela está viva!

Ao ouvir aquilo, Giuliana passou uns segundos digerindo as palavras em seguida desparalizou-se e lançou seu punho num golpe que tinha aprendido em um dos filmes que assistiu.

Damon o pegou no ar e apertou com um pouco de força demonstrando que a tentativa de agressão não o agradou nem um pouco. Primeiro Giuliana ficou assustada, depois começou a chorar desenfreada, mas não pela dor que estava sentindo no punho que Damon apertava, mas sim pela raiva que estava sentindo dele.

Ele parou de apertar a mão dela e a soltou largando-a rispidamente. Giuliana atravessou quase correndo a porta da frente da casa, deixando-o sozinho.

Damon ficou completamente irado, com a situação inteira e socou uma parede deixando uma evidente rachadura.

Em seguida, ele recorreu ao seu fiel companheiro, o Bourbon.

[...]

O vampiro estava mais do que furioso, ele era ira pura, porém começou a canalizar completamente sua raiva interior para o álcool.

Diferentemente de Giuliana, que bebera noite passada para se soltar, Damon estava bebendo na intenção de se afogar em álcool.

Quando acabou com o estoque da casa, avançou no estoque reservado e escondido do quarto de Stefan.

Damon sentou-se num sofá com as pernas abertas, os cotovelos sobre suas coxas, curvado para frente, segurava uma garrafa Johnnie Walker Blue Label Baccarat de vinte e dois mil dólares.

Ele se limitava a beber, não pensava de maneira alguma; se fosse um simples humano estaria entrando em coma alcoólico antes da antepenúltima garrafa de uísque que tinha bebido.

Foi quando uma Laiana inocente e distraída atravessou a sala de estar. Damon nem a notou estava muito interessado em um ponto imaginário no chão.

– Boa noite, Damon. – Disse ela ingenuamente.

Ele não ouviu.

– Damon? Você está bem? – Laiana se aproximou vagarosamente.

O vampiro finalmente notou a presença da garota e sorriu sinistramente.

– Sabe quando tudo o que você toca se destrói? – Ele metaforizou.

Laiana sempre preocupada e pronta para ajudar aos outros, sentiu um nó na garganta ao ver a melancolia evidente dele.

– O que aconteceu? – Ela tentava entender a situação, partia o coração ver um homem destruído daquela maneira

– Eu penso que finalmente vou ser feliz aí percebo que não existe felicidade para alguém como eu... – Damon colocou a garrafa de bebida de lado.

– Não é verdade, existe felicidade para todos nós! – Laiana tentava animá-lo.

– Bem... Não para mim, eu sou uma causa perdida... – Damon lançou um olhar diferente para ela, mais intenso.

A garota não conseguiu notar que ele estava completamente bêbado. Como vampiro ele não embolava sua voz, não se movimentava descoordenadamente, pelo contrário, seus movimentos ficaram mais precisos e pesados; nem cheiro de álcool ele exalava, estava na forma de um predador perfeito.

– Claro que não, você parece ser um cara legal... Ou... Vampiro legal, que seja! – Laiana sentada ao lado dele pousou sua mão sobre o ombro de Damon.

Ele deu um arrepiante olhar na mão sobre seu ombro. A menina a tirou instantaneamente um pouco constrangida.

– Aí é que começa o seu erro, eu sou um lobo mau... Ou... Morcego mau, que seja! – Ele olhou para ela com lentas piscadas em suas pálpebras e sorriu de canto de boca.

– E você... Me lembra uma donzela frágil e indefesa, e nós, os maus, adoramos donzelas frágeis e indefesas. – Damon fez um cacho com o dedo indicador no cabelo escuro de Laiana.

– Err... Damon, eu não sei o que você quer dizer com isso. – Disse Laiana se afastando dele no sofá.

– Não, mesmo...? – Damon lançou um olhar que até o último fio de cabelo da garota teria corado.

A garota tentou colocá-lo em seu lugar.

– Olha Damon, não sei onde você está querendo chegar, mas você é namorado da minha amiga J... – Ela falava quando seus lábios foram interceptados pelo dedo indicador do vampiro.

– Olhe para mim! – Ele ordenou com uma voz aveludada e Laiana viu os olhos azuis dele terem as pupilas dilatadas. – Esqueça a pessoa que começa com “J” e esqueça qualquer convenção tola, faça tudo o que seus instintos exigirem de você.

Laiana piscou os olhos e a compulsão foi feita. Ela o olhava de uma forma diferente agora.

– Muito bem. – Damon a parabenizou. – Agora... Onde eu estava?... – Ele segurou o rosto da menina com as duas mãos, os olhos dela que remetiam a duas jabuticabas, brilhavam agora de desejo. – Ah, sim... Eu estava aqui. – Damon amassou os lábios dele contra os dela e houve uma boa aceitação.

Damon meteu a mão por debaixo da nuca da garota e puxou sua juba sedosa de ébano para trás, mostrando o pescoço de pele bronzeada, ele cedeu beijos por essa parte do corpo da menina, em seguida segurou o tecido da blusa dela e a rasgou deixando amostra um sutiã de renda azul bebê. Ele parou um pouco para admirar os seios fartos quase despidos de Laiana e depois começou a beijar seu torso.

[...]

Laiana desabotoou os botões da camisa de Damon e quando este só estava de calça, ela o empurrou em sua cama e posicionou-se sobre ele.

Damon não se conteve em ficar parado, sentou-se com a garota sentada sobre ele, voltou a beijar o busto dela e deslizou sua mão pelas costas encontrando o feixe da roupa íntima, em seguida livrou-se dela.

O vampiro inverteu a posição e sem que a própria Laiana percebe-se com seus olhos humanos, livrou-se de suas calças também. Ele desceu beijando-a novamente...

E o resto da noite foi bastante agitada no quarto de hóspedes onde as amigas de Juliana estavam acomodadas na Casa Salvatore.

Notas finais
E AÍ SENTIRAM FALTA DE FINAIS DE CAPÍTULOS CHOCANTES? EU SENTI. MUAHAHAHAHAHAHAHAHAHA' Até o próximo!