Notas iniciais
Sei que faz tempo que não atualizo... mas se ainda tiver alguém lendo, boa leitura!

O Natal, assim como a Noite de Ano Novo, foi tudo o que qualquer pessoa que adora estar rodeada pela família poderia pedir. Teve a famosa bagunça na cozinha, quando três culturas diferentes se encontraram para decidirem o que iria ser servido na Ceia, teve a mistura de idiomas e costumes com relação aos presentes, enfeites e até mesmo quanto à entrega de presentes, mas nada foi capaz de atrapalhar o momento. Depois de algumas conversas e trocas de ideias, deu para juntar cada costume e transformá-lo em algo que fosse único das duas famílias.

Teve, também, irmãos implicando uns com outros, até o ponto que os pais tiveram que intervir e mandar que parassem de brigar e não, não estou falando de Tuomas e Olivia, mas de Kim, Ian e eu, e Alex e Will, e as vezes todos nós juntos, falando, gesticulando, tentando provar um ponto que achávamos certo, o que deixava meu pai e meu sogro malucos e foi por muito pouco que eles não nos puseram de castigo em algum lugar.

E claro, teve Elena, que, aos poucos foi se acostumando com a ideia de que tinha um bebê na família, mas, nem tanto assim. Ela ficava observando Sebastian brincar com seus brinquedos, balbuciar qualquer coisa, de longe, sempre curiosa quando alguém iria pegá-lo, mas nunca se prontificou a chegar muito perto e pegá-lo no colo. Quando alguém comentava isso, ela sempre corria para perto de mim, ou de Alex ou de Dona Amelia, buscando refúgio nas três pessoas em quem ela mais confiava no momento, já que Tanya sempre que podia, tinha Seb sob sua guarda, para aliviar um pouco o trabalho de Vic e Kim, para assim os dois pudessem descansar por alguns minutos.

Teve também as disputas de sempre, valendo a arrumação da cozinha na Noite de Natal. Se nesse ano não teve hockey no gelo, tivemos futebol americano. E foi uma bagunça tão grande, que no final ninguém sabia o placar, isso porque os americanos tentaram por ordem na casa, mas os europeus, à certa altura, já estavam era rindo da falta de prática com a bola oval e, assim, resolveram que avacalhar ao jogo era muito mais divertido do que ficar trombando uns nos outros.

Sei que era um tanto injusto com meu sogro, que no ano anterior não se importou de jogar um pouco de hockey em uma tarde gelada na Finlândia, porém, a diversão foi garantida e até mesmo ele, o maior apaixonado pelo esporte entre todos, caiu na gargalhada diante da nossa falta de jeito.

A noite de Natal foi memorável, pois foi a primeira de Sebastian, e ele ficou encantado com as luzes piscantes, com a enorme árvore, que meu sogro fez questão de comprar uma de verdade e de quase três metros de altura, e que toda a família ajudou a enfeitar, sendo que colocamos Elena nos ombros do pai para que ela colocasse o enfeite mais importante no topo e, assim que ela conseguiu equilibrar a estrela na ponta da árvore, decretamos o início da noite e das comemorações.

Como manda a tradição, só colocamos os presentes depois que as crianças foram dormir, e foi engraçado ver um bando de adultos tentando achar espaço debaixo da árvore, ao mesmo tempo em que não queriam fazer barulho, e nem podiam, ou Seb acordaria no berreiro, tudo para que a manhã do dia 25 fosse tão marcante para eles, quanto costumava ser para nós.

Já era madrugada do dia 25, quando pude me deitar ao lado de meu noivo, morta de cansada.

- Oi, Estranha! – Ele me cumprimentou, quando me joguei ao seu lado.

- Boa noite para você, Desconhecido. – Retruquei, também na brincadeira.

Tudo isso porque mal tivemos tempo de ficarmos às sós desde que eu voltara da Europa. Toda santa vez que a gente tentava dar uma fugida e ter um tempinho só para gente, algo acontecia e éramos interrompidos, ou por nossos pais, ou por nossos avós, ou até mesmo sobrinhos. E, assim, ficar junto em um mesmo ambiente por mais do que cinco minutos virou uma missão impossível.

- Está até parecendo os primeiros dias do nosso namoro onde sempre algo acontecia ou alguém nos interrompia... — Ele brincou ao meu abraçar.

- Está mesmo. Não passa um segundo sem ter alguém atrás de um de nós.

- Ou dos dois.

- Elena! – Falamos. Já que ela era quem mais nos chamava. Principalmente quando os pais iam ficar com Seb.

- Será que ela vai gostar dos presentes? – Ele me perguntou, trocando de assunto.

- Ela não liga muito, gosta mais de abri-los, do que saber o que é.

- E só uma pergunta, onde você arranjou tempo para comprar tudo isso?

- Já ouviu falar em e-commerce? Algo como compras pela internet? Fiz muitas delas nos últimos dias.

- Deveria ter pensado nisso. Teria me poupado um bom tempo.

- Você efetivamente saiu para comprar os presentes? – Coloquei-me sentada para olhar a expressão dele.

- Uns dias depois das gravações. Tinha que ir, já que você me deixou aqui sozinho por quase vinte dias...

- Larga de ser manhoso. Era só comprar pela internet. Mas, pelo seu esforço hercúleo de ter saído do trabalho e encarado lojas e mais lojas em prol do Natal de nossas famílias, mesmo não gostando, merece até um presente adiantado. – Falei e dei um beijo nele.

Íamos deixar nos levar pelo momento quanto bateram na porta.

- Não acredito! – Alex se jogou na cama e tampou o rosto com um travesseiro.

- Vamos fingir que estamos dormindo. – Falei e tentei não fazer barulho, mas bateram de novo.

- Quem vai? – Alex perguntou.

- Você. – Apontei para ele e o empurrei da cama. E ele se levantou todo descabelado para abrir a porta.

- Elena?! – Escutei-o falar assim que abriu a porta só um pouco.

- Oi, setä! Não te acordei não, né?

- Não. Ainda não estava dormindo. Mas o que você está fazendo acordada essa hora? – Ele abriu a porta e nossa sobrinha entrou.

- É que eu tava preocupada. – Ela disse séria.

- Com o que, Pequena? – Entrei na conversa e isso bastou para que ela subisse na cama. Alex fechou a porta e veio se sentar do nosso lado.

- Se o Papai Noel iria nos encontrar aqui! Todo ano estamos pertinho dele, e nesse ano viemos para longe, fiquei preocupada dele se perder ou coisa assim.

- O Papai Noel não se perde, Lena. – Garanti.

- Agora eu sei que não.

- E como você sabe disso? – Alex perguntou um tanto nervoso e olhou para mim.

E ela, com o maior sorriso do mundo e, também, na maior cara de pau, só respondeu:

- Porque debaixo da árvore tá lotado de presente. Mas tem muito presente meeeeesssmooooo! – Ela deu ênfase.

- Elena, nós já te falamos que você não pode ficar tomando conta da árvore!

- Mas eu não estava... eu fiquei com sede e me levantei para tomar água, quando passei pela sala, vi que a árvore estava lotada de presente e que o leite e os biscoitos que deixamos já tinham acabado. Eu juro, tio, não estava querendo saber o que estava lá debaixo. Eu só vi!

- E por que passou aqui? – Perguntei.

- Porque agora eu perdi o sono, e como a Liv tá dormindo e falando enquanto dorme, eu pensei que poderia passar aqui e contar para vocês. – Ela se explicou.

- Você perdeu o sono, não perdeu? – Indaguei.

- Depois de ver todos aqueles presentes, sim. Posso ficar aqui? – Lena pediu com carinha de cachorro que caiu da mudança.

E não seria nessa noite que Alex e eu ficaríamos a sós.

- Não tem nenhum bichinho para pegar? – Ele perguntou já conformado que teríamos companhia.

- Posso trazer o Olaf?

Só apontamos para a porta, e Lena saiu saltitando para voltar não muito tempo depois, e se ajeitar entre nós dois.

- Confortável? – Perguntei.

- Muito! – Ela respondeu com um sorriso enorme.

E ficamos nós três conversando, até que Elena simplesmente desligou de uma hora para outra.

- Quem sabe na próxima noite, não? – Alex murmurou e me deu um beijo.

- É, quem sabe? – Falei rindo da esperança dele.

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A manhã de Natal foi inesquecível.

Pela primeira vez Elena não foi o despertador de ninguém, ela dormiu até tarde, e, por consequência, Alex e eu também.

Quando ela resolveu que era hora de acordar, já passava das nove da manhã e todos estavam esperando que a Baixinha chegasse correndo na sala, falando sem parar e agitada, assim como ela havia feito no Natal passado.

Porém, Lena, ainda vestida com seu pijama de gatinho e calçada com pantufas que imitavam as patas de um felino, foi a sincera e apenas disse:

- Eu já sabia que tinha um monte de presente debaixo da árvore. Vi de noite e tive que contar para a tia e o tio. – Ela apontou na nossa direção, já que entrávamos na sala. — Por isso dormi até agora.

- Então a mocinha mexeu nos presentes?

- Não, mamãe, eu passei aqui para tomar água, porque não conseguia dormir, pois a Liv estava falando sem parar enquanto dormia, e foi quando eu vi. Mas eu não mexi em nada. Juro, juradinho.

Todos acreditaram na sinceridade da Pequena e partimos para abrir os presentes.

Para os adultos não tinha muita coisa, mas as crianças e dos dois adolescentes ganharam muitos embrulhos. E foi no momento de desembrulhar os presentes que Elena, por livre e espontânea vontade, chegou perto de Seb.

- Ele quer ajuda, tia Vic? – Ela perguntou quando viu que o primo só balançava a caixa, mais interessado no barulho que fazia do que no conteúdo, não que ele soubesse disso.

- É sempre bem-vinda. – Vic sentou Sebastian no tapete, ao lado de Lena e ela começou a ensinar ao primo como se abria um presente de Natal. Chegando ao ponto de pagar a mão dele e ajudá-lo a rasgar um dos embrulhos. Seb gargalhou com o barulho que papel fez e Lena deixou que ele rasgasse até mesmo os dela.

- Finalmente! – Tanya murmurou do meu lado vendo a filha caçula brincando com o bebê.

- Uma hora tinha que ir. – Disse minha mãe. – E não precisamos forçar nada, viu?

E, daí para frente, Lena foi um grude com o primo, abandonando a irmã mais velha sozinha na área de saltos, que era onde Liv passava praticamente todo o dia. Às vezes, eu a acompanhava, outras apenas ficava assistindo a sua clara evolução no esporte, mas a maioria dos dias, eu passei fazendo o mínimo de coisas, e curtindo minha família.

E, antes mesmo que eu pudesse me acostumar com uma rotina mais tranquila, o ano virou e logo cada um estava voltando para sua casa e sua rotina.

A despedida foi aquele chororô de sempre, dessa vez sem planos, tendo em vista que minha mãe estava para sair para a última ronda nos Médicos Sem Fronteiras e eu tinha que organizar a empresa para o transporte da Fórmula 1e, depois, os preparativos finais para dar início à fundação.

E, só para variar, eu saí do aeroporto com os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar depois de me despedir de todos. Alex teve que pedir que eu colocasse os óculos escuros para que não fossemos surpreendidos por algum paparazzi e, no dia seguinte, termos a minha foto chorando em uma capa de revista de qualidade duvidosa, com uma manchete mentirosa, feita somente para vender a informação falsa.

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A primeira semana de janeiro serviu para ficar em casa, sem fazer nada, somente na companhia de Alex. Finalmente tendo tempo para nós dois, depois de um dezembro corrido. Nós bem que tentamos ter aquela rotina de correr na praia e depois café na Dottie, mas a fama de Alex tinha escalonado rápido demais, e estava quase impossível ir a lugares muito abertos, sem que uma pequena multidão se formasse à sua volta.

Se não podíamos correr na praia, resolvemos fazer trilha, que é algo que não falta nos arredores de Los Angeles, e, sendo algumas bem desertas, não encontramos nenhum curioso que começasse a filmar a passagem de meu noivo e depois postasse nas redes sociais nosso paradeiro.

Lógico que o café na Dottie continuou, porém, passamos a ir mais cedo e, assim, evitar o horário de muito movimento e, por conseguinte, os curiosos.

As gravações da série foram retomadas na segunda semana de janeiro, juntamente com a minha volta ao trabalho. E, a nossa promessa de ano novo era só uma: ter um horário de trabalho que nos permitisse chegar em casa e ficar um ao lado do outro na grande maioria dos dias da semana.

Agora se iríamos conseguir cumprir isso, só o tempo diria.

Eu passei grande parte do mês em ligações, videochamadas e reuniões com todo o staff da Fórmula 1 e das equipes que compõem a categoria, planejando a temporada que estava prestes a se iniciar.

Como eu não queria ir para a Europa só para resolver pequenos detalhes de datas e permissões para entrega das cargas nos autódromos do mundo, vivi uma semana e meia no mesmo fuso da minha família, o que desagradou meu noivo e desregulou todo o meu sono. Chegando ao ponto que um dia eu cheguei em casa no horário em que meu noivo estava saindo para o trabalho.

Porém, como tudo na vida, as coisas se resolvem e, duas semanas depois, tudo se acalmou. Agora era só esperar pelos testes de inverno e pela temporada em si.

Na segunda semana de fevereiro, um pouco antes do Dia dos Namorados, todos os carros, materiais e ferramentas das equipes foram devidamente coletados e enviados para o Bahrein. Foi o nosso maior teste, e tudo deu certo, apesar de que eu fiquei tão aflita que algo pudesse sair do controle que me esqueci até de ir para casa e Alex acabou aparecendo no escritório para me tirar de lá e me levar à força para dormir e descansar.

Tirando isso, o restante do mês foi o mais normal possível, e, ainda tive a sorte de ganhar outra surpresa de Dia dos Namorados, mas desta vez eu sabia exatamente a importância da data e também retribuí o presente.

Março chegou com o início da temporada da Fórmula 1 e a exposição maciça da empresa na mídia, pois a nossa logomarca estava estampada em alguns guard rails e, tinha também o prêmio pela melhor volta da corrida, que era patrocinado por nós e entregue por um de nossos representantes que ficou encarregado de acompanhar as cargas e verificar se tudo estava correndo bem. Na prática, tínhamos um escritório itinerante, que ia aonde a categoria ia. E, meu pai chegou a me perguntar o motivo pelo qual não era eu a representante, já que eu fui ao primeiro grande prêmio.

- Porque eu simplesmente não posso. – Foi a minha resposta. – Queria, mas não posso. Tenho certeza de que David vai nos representar muito bem. E, além do mais, ele adora tudo isso aqui e é um ferrarista doente, ele está em casa. – Afirmei, enquanto estava andando ao seu lado rumo à saída do Autódromo do Bahrein.

Com isso, voltaram a falar de mim na impressa americana, nada muito assustador, mas o suficiente para que algumas pessoas que cruzavam meu caminho na minha ida ao Pilates, ou no supermercado, ficassem me olhando e tentando adivinhar se era mesmo a mesma mulher que viram na TV.

E, a exposição trouxe, como sempre, críticas boas e algumas farpas dirigidas à minha pessoa, principalmente vindas de algumas fãs de Alex. Algo que eu já havia previsto há um tempo e, para o qual Dona Amelia tanto me preparava.

Para minha surpresa, eu me vi sendo a inspiração de algumas páginas no Instagram, onde pessoas, postavam fotos minhas e destrinchavam as roupas que eu usava, ainda indicando onde comprar e quanto custou cada peça. E, quando eu falo de fotos minhas, quero dizer todas, pois ia desde minhas roupas de corrida, até as roupas e acessórios que uso para trabalhar, e, também, minhas roupas do dia-a-dia.

Comentários sobre minha aparência pipocavam nestas páginas. Eu não lia, nem procurava, mas recebia um resumo vindo de Amanda e, também, de Sara, que sempre ficava observando se algum comentário passaria dos limites. Alguns passaram, mas preferimos ignorar. As pessoas são muito corajosas atrás de seus smartphones, tablets e computadores, mas, na vida real, são covardes que nunca falariam as mesmas coisas estando frente a frente com a pessoa.

Se a minha vida seguia tranquila, a de Alex estava agitada no quesito carreira. Ele tinha voltado de vez, fora indicado a alguns prêmios, não somente pela série, mas também pelo filme, era procurado para fazer comerciais e campanhas, e, não raro, seu rosto estampava algum outdoor por aí.

E, devido a tudo isso, nosso refúgio acabou virando o Rancho, que era onde passávamos cada segundo quando não estávamos trabalhando, ou arrumando a casa. Nossa vida, finalmente tinha encontrado uma rotina certa e agradável, o que me satisfazia plenamente. E, às vezes, Alex arriscava e ia surfar com a turma, sempre em lugares não muito movimentados, e, eu ia junto, afinal, tinha prometido que iria tentar surfar...

Minhas aulas iam progredindo, agora eu conseguia pegar uma onda do início ao fim sem cair, mas manobras que eram boas... nenhuma. E, quando toda a turma estava junta, eu preferia ficar de fotógrafa a me arriscar nas ondas.

E, assim nasceu nosso grupo de fotos. Milhares eram postadas todos os meses, algumas acabavam parando em revistas especialistas de surf, devido não somente à manobra ali eternizada, mas também à qualidade da foto e do enquadramento.

Claro que somente as melhores saiam nestes sites, as que resultavam de tombos homéricos, caldos vexatórios e das inúmeras brincadeiras que fazíamos dentro e fora d’água, ficavam no privado do grupo, ou como Matt adorava brincar, eram guardadas para serem mostradas para todas as famílias nas vindouras festas de casamento.

A brincadeira das fotos ficou tão séria, que eu acabei comprando um jet-ski, e depois de turbinar o motor, passei a acompanhar a turma de dentro d’água. Às vezes eu pilotava e tirava as fotos, outras tinha alguém que pilotava para mim.

Nossa maior maluquice foi em Portugal, quando, depois de muito discutirmos, fomos todos surfar as ondas gigantes.

Não, eu não surfei, nem poderia, morreria debaixo daquele vagalhão, porém, pilotei o jet-ski que colocava cada um debaixo da onda perfeita e depois acelerava para longe dali. Somente ficando em alerta caso algo acontecesse com um dos surfistas malucos.

Nada de ruim aconteceu, tirando alguns caldos que nos assustaram à princípio, mas depois viraram somente uma boa história para contar, e, as fotos, essas sim, eram dignas de quadros.

E, assim, a nossa página anônima de fotos de surfistas, foi ganhando fama, sem que ninguém soubesse quem eram os surfistas ou quem postava lá, cargo que Emilly e Lilly assumiram com maestria e prometeram a todo custo proteger a identidade de todos ali.

Mas, de todas as surpresas que tivemos no primeiro trimestre, com certeza a visita de minha avó Mina foi a melhor. Ela não ficou muito tempo, somente cinco dias, mas foi reconfortante ter alguém da minha família ao meu lado por um tempo e, por que não, alguém para me mimar um pouquinho, cozinhando e deixando meu almoço pronto toda manhã, quando saía para o escritório e, quando eu voltava, o jantar estava na mesa. Minha avó era meu anjo da guarda e eu desejei que ela pudesse ficar por aqui para sempre.

Contudo, ela tinha voltado a dar aulas em um conservatório de música, e tinha que voltar para a Áustria, que era onde ela morava agora.

E, enquanto eu tentava arrumar um tempinho para visitar minha família e amigas na Europa, e conhecer a nova morada de minha avó, minha mãe estava no meio do turno dela na África, conseguíamos contato todos os dias, através do telefone via satélite que ela tinha, e cada dia mais a saudade aumentava e, não raro, contávamos os dias para que ela voltasse para casa.

O trabalho que ela fazia era nobre, porém, sempre me deixava agoniada que ela estivesse em lugares onde a segurança era mínima e nós nunca podíamos prever o dia seguinte. Assim, toda a família, mas principalmente meu pai, contava os dias para o retorno em definitivo dela para casa.

Abril trouxe boas notícias.

Minhas sobrinhas vieram passar as férias de primavera comigo, foram quinze dias de visita, ou como minha sogra bem disse, de treinamento para cima delas, pois agora, elas também treinavam na Inglaterra, já que meus avós ingleses, junto com Dona Amélia e Dona Laura, combinaram de fazer um esquema de treino para as duas, de forma que se elas realmente quisessem continuar no esporte, teriam o melhor treinamento do mundo. E as duas estavam decididas a representarem a família e a Finlândia nas Olimpíadas. O caminho seria longo, todavia, se elas se dedicassem como falavam que iriam, seria recompensador.

E, a primeira prova seria agora na primavera, quando tanto Liv, quanto Lena participariam de seu primeiro torneio oficial, valendo pontos no ranking da Federação Equestre Internacional. Assim, a vinda delas para cá, não só serviu para matarmos a saudade, como para que treinassem em uma arena aberta, pois o clima da Inglaterra ainda não estava permitindo o treino ao ar livre, e a competição, que ocorreria na Argentina, seria em arena aberta.

O torneio seria no final de maio e minha sogra estava com a ideia fixa de ir para o Reino Unido junto com as meninas para coordenar o treinamento de lá, junto com minha avó Claire, e, depois seguir para a Argentina com elas.

Enquanto minhas sobrinhas treinavam, Pietra apareceu sem avisar em Los Angeles e acabou no Rancho conosco, para discutir alguns pormenores do restaurante, Benny, claro estava com ela. E em uma tarde de sábado, nos sentamos na cozinha para conversar.

- Está quase tudo pronto. Só precisamos decidir a data de abertura e... – Ela parou de balançou a mão.

- E o que? – Perguntei curiosa.

- Quando vocês vão poder ir? Porque depois da ajuda que nos deram, vocês serão os padrinhos desse restaurante.

- O dia em que vocês puderem e quiserem. – Disse Alex simplesmente.

- Mas maio não tem o torneio da Amazonas Mirins? – Benny perguntou.

- Final de maio, e serão só quatro dias. – Expliquei. – Portanto, tem o restante do mês.

- Tudo bem, vamos decidir e informamos vocês. E, temos outro problema.

- Que seria? – Alex e eu perguntamos juntos.

- Precisamos testar as receitas. – Disse Benny simplesmente.

- E? – Fingi ser sonsa.

- Precisamos de cobaias. – Pietra foi direta.

- Chama a Mel. – Retruquei. – E vê se ela traz o Alemão com ela. Está passando da hora de ele ser enfiado nas suas encrencas também.

- A McLaren não vai liberá-la para isso.

- A turma do surf? – Alex tentou.

- Já chamamos. Eles vão, mas queremos o paladar de vocês também. A Kat cozinha bem, acho que tem uma noção maior.

- Eu não tenho noção nenhuma! – Tentei sair da enrascada.

- Qual é, Bionda, quebra o galho.

Olhei para Alex em desespero. Ele me olhou de volta, igualmente aflito.

- Comida de graça por uma semana. – Benny tentou convencer Alex pelo estômago e pelo bolso.

- Uma semana!?

- Sim, temos que ter certeza de que todos os pratos são bons. Inclusive as sobremesas.

Eu me levantei da mesa e fui atrás de um copo de água, Alex é que foi o corajoso de nós dois para perguntar.

- Quando?

- Final desse mês! As gravações já vão estar no fim, certo, cara? – Benny questionou todo esperançoso.

- Mas é o próximo do nosso aniversário! – Reclamei.

- De namoro?

- Não, de nascimento. Os dois lindos aí nasceram no mesmo dia. – Pietra explicou.

- Melhor ainda! Cantaremos “parabéns” e vai ter até bolo. – Benny falou na maior cara de pau.

Alex grunhiu qualquer coisa e eu gemi em desespero. Não tinha como sair dessa.

- Quando é a prova dos vestidos das madrinhas? E do terno dos padrinhos? – Tentei cavar uma saída, só que Pietra me pegou no pulo.

- Uma semana antes. Achou que eu iria esquecer logo isso, Kat?

- A esperança é a última que morre.... – Murmurei.

E, sem saída, acabamos por aceitar.

- Espero sobreviver. – Foi tudo o que Alex disse.

Concordei com ele com um aceno de cabeça, já pensando se seria muito doloroso passar meu aniversário em um hospital sofrendo de intoxicação alimentar.

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As férias das meninas não foram só de treinamento, tiramos um final de semana e levamos as duas na Disney. Andamos em todos os brinquedos e ainda fomos em todas as atrações dos estúdios que tem lá. Foi um bom momento de descontração longe de cobranças, movidos por excesso de doces e por muita adrenalina das inúmeras montanhas russas que fomos.

No domingo à noite, depois que passamos com elas na Dottie, não somente para comer as panquecas, mas para que a nossa segunda mãe pudesse ver as mascotes preferidas, voltamos para o Rancho, já que Dona Amelia já tinha nos cobrado responsabilidade, uma vez que no dia seguinte tínhamos que trabalhar e as duas voltavam ao treinamento.

A semana passou devagar, com uma rotina de acordar muito cedo, ir para LA e depois voltar ao Rancho ainda com tempo de pegar um pouco do treinamento das duas.

Lógico que eu consegui trabalhar de casa, e, assim, fiquei mais um pouco ao lado das duas, observando a clara evolução das meninas, principalmente, a de Elena, que agora tinha Pandora como sua égua preferida.

À noite, sentávamos na sala e sempre víamos um filme ou uma animação até a hora de dormir, e, no sábado de manhã, tive que levá-las ao aeroporto, para que voltassem à rotina de sempre, a novidade, era que minha sogra era quem as levaria para casa e ficaria por lá.

- Seu pai vai ficar bem sem ela por aqui, não vai? – Perguntei para Alex quando o avião decolou e nós dois íamos para o carro.

- Acho que é a primeira vez que isso acontece, acredito que ele ficará bem sim. Só tem uma coisa...

- Que é?

- Pode apostar que ele vai aparecer lá em casa para jantar quase todos os dias.

E foi dito e feito, meu sogro, mais ou menos lá pelo final do expediente, me ligava perguntando se eu iria cedo para casa, quando eu confirmava que sim, ele só avisava que jantaria conosco.

A presença dele era completamente diferente da esposa. Enquanto Dona Amelia estava sempre falando, procurando saber o que nós fazíamos e como estávamos, meu sogro era o contrário, ele não falava muito, porém, tinha uma qualidade que me surpreendia a cada dia.

Às vezes, enquanto eu e Alex estávamos fazendo o jantar, ele aparecia na cozinha e perguntava, além se iria ter sobremesa, é claro, se tinha algo para que fosse consertado.

Na minha cabeça não tinha, Alex também falou que tudo estava em ordem.

O Sr. Pierce ficou ali conosco, discutindo a vindoura temporada do futebol com o filho por um tempo, depois pediu licença e quando vimos, ele estava parado no jardim dos fundos, arrumando algo na fogueira.

Cutuquei Alex na cintura e mostrei a cena. Alex balançou negativamente a cabeça e depois voltou a me ajudar.

E, nas próximas visitas, meu sogro fez a mesma coisa, dava uma desaparecida e quando notávamos, ele estava arrumando uma porta que estava rangendo, colocando no prumo o armário da cozinha, e, até mesmo chegou a nos perguntar se não íamos fazer nenhuma reforma na casa.

- Reforma? – Questionei espantada.

- Sim. Reparei que na casa da sua família, tanto na Inglaterra, quanto na Finlândia, tem sauna. Não quer fazer uma aqui?

E a pergunta dele remeteu a uma conversa que tive com meu pai na primeira vez em que ele esteve aqui.

Eu não dei resposta, mas Alex se interessou pelo assunto, perguntando o que o pai dele tinha em mente.

E essa foi a alegria de meu sogro, e eu nunca o vira falando tanto, chegando ao ponto de nos chamar na área externa para nos mostrar o melhor lugar para a sauna.

Eu achava que não era necessário, apesar de sentir falta de uma boa sauna de vez em quando, mas Alex adorou a ideia e quando eu percebi, os dois estavam fazendo planos para quando a obra já tivesse terminada.

- Dois doidos. – Murmurei baixinho em finlandês, apesar de, lá no fundo, saber que ao menos assim meu sogro teria algo para distrai-lo até a volta de Dona Amelia, mesmo que isso custasse um pouquinho da paz que tínhamos. Era por uma boa causa.

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E, com meu sogro focado em construir uma sauna, tendo Alex como ajudante em tudo (até em atrapalhar), a nossa garagem virou uma grande marcenaria o que foi um prato cheio para Thor, que hora sim e outra também, ia correndo até lá e pulava nos montinhos de serragem, o resultado foi que ele acabou até trocando de cor, ficando num estranho tom de marrom dourado.

Eu via a evolução da sauna dia após dia, e com a redução do ritmo das filmagens das séries que os dois carpinteiros de plantão faziam, logo a ideia tomou forma e, mais uma vez, eu me maravilhei com o talento de meu sogro, vou deixar Alex fora disso, porque até hoje ele não me mostrou nem os desenhos que ele fizera para meu escritório, o que, para mim, conta como se ele não soubesse fazer nada, a não ser tirar o pai do sério, como aconteceu em uma noite de sexta. Assim que deixei o carro do lado de fora, notei que os dois discutiam algo, sendo que o Sr. Pierce segurava o croqui do desenho da sauna nas mãos e apontava para Alex.

- Eu falei que não era assim. – Foi o que eu consegui ouvir de onde estava.

- Mas eu achei melhor colocar ali. – Respondeu Alex.

O pai encarou o filho e eu decidi que não me meteria nessa conversa, uma vez que eu não entendia nada de construção, porém, sabia que os dois deveriam estar com fome, e como Dona Amelia me disse uma vez, e eu passei a observar, os dois tem a tendência de ficarem um tanto mau humorados quando ficam muito tempo sem comer, o que significava que os humores deveriam estar em um nível bem baixo, razão pela qual, talvez, estivessem discutindo por algo bobo.

Assim, os dias foram passando, eu recebia atualizações de minhas sobrinhas e seu treinamento todos os dias, tanto por elas, quanto por minha avó Claire e, também, por Dona Amelia, que fazia questão de ligar todos os dias para conversar conosco.

Uma semana antes de nossos aniversários, fomos à Europa para a prova dos vestidos de madrinhas e, também, dos ternos dos padrinhos. Foi uma viagem interessante, já que foi a turma do surf todinha, e tambémKim, Vic e Seb, sim todos estes, no jato, e, assim, a bagunça foi garantida por quase quatorze horas, que foi o tempo que demorou para desembarcarmos em Milão.

Foi uma viagem diferente, agora só faltavam quatro meses para a grande festa, e a expectativa começava a crescer, afinal, Benny seria o primeiro a dar esse passo entre todos, e olha que ele foi o último a começar um compromisso sério.

Na Itália, fomos separados, mulheres para um lado, homens para o outro, e acabamos passando o dia inteiro assim. Lá também nos encontramos com Tanya, Elena, Liv, minhas avós, Dona Amelia, que veio ver os filhos e, também, dar uma passeada e, claro, Mel que também era uma das madrinhas, a única que morava na Europa.

- Eu estou me sentindo excluída assim! – Ela reclamou quando ficou sabendo que todos vieram juntos.

- Muda para a Califórnia que você não ficará! – Pepper respondeu de pronto.

- Ela não pode. O amor da vida dela mora em Oxford e trabalha na Mercedes. Se ela fizer isso, fica para vovozinha! – Vic encheu a paciência dela.

- Amor esse que nós não conhecemos ainda! – Pietra pontuou.

- Você conhece! – Mel acusou.

- Eu não conheço! – Fiz coro. – Só sei onde ele trabalha e que ele é alemão. Fora isso, nunca vi nem foto.

Mel, que não tem lá uma paciência muito grande, só ameaçou me arremessar um arranjo que estava perto dela.

- Isso tem cara de ser muito caro, se eu fosse você nem pensaria em arremessar! – Emily deu o pitaco.

Mel saiu de perto da mesinha com arranjo e começou a praguejar em português.

- Mas tem alguém aqui que não fale dezenas de idiomas? – Lilly perguntou quando cada uma começou a encher a paciência de Vic em alemão.

Íamos responder que isso era culpa de nossa educação em um colégio interno, mas chegou a nossa hora de provar os vestidos, e, para o alívio de Mel, a conversa foi interrompida.

E a próxima hora foi uma confusão de idiomas, nacionalidades e culturas que, para as atendentes do ateliê deve ter sido o dia mais complicado que elas já tiveram, porém, para nós, foi uma boa forma de descontrair e, também, esquecer nossas rotinas definidas pelo relógio.

Ao final do dia, fomos todos para Maranello e terminamos a noite no Ristoranti da Nonna, comendo, bebendo e conversando em uma altura que mais parecíamos uma grande família de italianos do que uma turma multi-nacional.

A volta para casa foi tão barulhenta quanto a ida, mas a certeza era a de que logo, logo todos voltaríamos para a Europa para uma das maiores festas que todos jamais imaginaram ver ou presenciar.

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E, a semana de degustação dos pratos do restaurante, que ninguém queria que chegasse, tinha chegado.

- Como vamos fazer com o seu pai? Não podemos simplesmente deixá-lo aqui, sem jantar. – Perguntei para Alex, ainda na segunda de manhã quando vi na minha agenda os compromissos do dia.

- Fácil, pergunta o que ele prefere. Virar cobaia ou cozinhar a própria comida. Dependendo da resposta, ele vai com a gente. – Ele me respondeu simplesmente.

E como meu sogro tinha passado o final de semana aqui em casa e estava hospedado por aqui, foi o que fizemos, e o Sr. Pierce, depois de dar uma risada, apenas falou:

- Boa sorte para vocês, qualquer coisa, me liguem, que eu vou visitá-los no hospital.

Encorajador ele, não?

Passei o dia inteiro pensando em uma boa desculpa para não ir, desculpa essa que incluísse Alex, não achei nenhuma, ele, por sua vez, também não encontrou e com essa perspectiva de parar o hospital pairando sobre nós, e como prometemos, ou melhor, fomos coagidos a irmos, colocamos uma fachada de corajosos e entramos no carro.

E, antes mesmo que saíssemos da garagem, meu sogro, que estava cortando algo na sua carpintaria improvisada, falou:

- Boa sorte para vocês, e não esqueçam de me avisar onde forem internados.

Só nos despedimos dele e saímos para a noite.

- Eu juro que não sei o motivo de estarmos fazendo isso... – Alex murmurava a cada metro.

- Nem eu.

-E se fingirmos que estamos doentes?

- Não temos cinco anos, Alex. E, eu duvido que a Pietra não apareceria lá em casa para conferir por ela mesma, se estávamos falando a verdade ou não.

Ficamos em silêncio, cada um remoendo a decisão que tomou, e, quando entramos na rua da casa dos pombinhos, vimos que estava lotada de carros, e que todos se amontoavam no portão.

- Fala gente! – Alex cumprimentou todos de uma vez, já eu passei cumprimentando um a um. – Por que não entraram?

E os olhares trocados diziam a mesma coisa.

Ninguém tinha coragem.

- Sei que temos que ir, mas... – Lilly falou e depois fez aquela cara de quem se desculpa, mas não queria estar ali.

- Entendi. – Respondi.

- Assim, temos que entrar. – Grant, falou. – Só estamos querendo saber quem vai apertar a campainha.

- Essa não dá choque. – Matt comentou.

- Não temos medo de um possível choque... – Emilly falou.

- Mas do que nos espera do outro lado dessa porta. – Matt completou.

E, em uma cena até inusitada, fechamos a roda e ficamos nos encarando por um bom tempo. Até que Pepper foi a corajosa e tocou a campainha.

- Ou eu mato a minha fome ou...

- A comida te mata! – Will completou a fala da noiva.

- E que a sorte esteja ao nosso favor. – Grant murmurou quando Benny abriu a porta.

Cada um se ajeitou na enorme mesa que fora colocada no deck dos fundos, da cozinha vinha os sons característicos de um restaurante, e ocasionalmente um xingamento em italiano.

Quando os pratos de hoje ficaram prontos, Pietra veio explicar o que eram e, na teoria, como deveriam ser saboreados.

Na frente de cada um foi colocado um prato, já montado. Era a entrada.

- Mangiamo! – Disse Pietra em italiano.

Com um prato mais simples, ninguém fez hora, e, eu vi que o tempero da salada foi surpresa para muitos ali, e reconheci como sendo um dos segredos de Nonna e percebi que ela deveria estar por trás de tudo isso. No fundo, ela não abandonou Pietra à própria sorte, mas estava ajudando a neta com o próprio restaurante, mesmo que os pratos fossem um pouco distintos do que eram servidos em Maranello e tivessem um ingrediente a mais, para combinar com a Califórnia e, por que não, virar a marca registrada do lugar.

Com esse pensamento em mente, fiquei muito mais tranquila com o que seria servido ao longo da semana e me preocupei somente em saborear os pratos para poder criticar, seja para o bem, ou para o mal, logo em seguida.

Assim que acabávamos os pratos, os dois futuros donos do restaurante, vinham, se sentavam na cabeceira da mesa e pediam pelos vereditos. E, talvez, para a total surpresa deles, ninguém reclamou do que provou. Cada um, ao seu jeito, elogiou o prato e os sabores.

E, assim a semana passou e, como prometido, no dia de nosso aniversário, apareceu até um bolo.

Cantaram parabéns, estouraram balões, apareceram com um bolo que tinha 35 velas, e só não nos deram um banho de farinha, porque Pietra falou que a dela era especial para massas.

- Só uma correção, eu não estou fazendo 35. Ele é quem está! – Apontei para Alex.

- E isso faz diferença? – Benny perguntou e levou um tapa de Pietra.

- Para uma mulher faz toda a diferença! – As mulheres que estavam presentes falaram juntas.

Aos homens só restou ficarem quietos e concordarem com as namoradas.

Ao final da semana, todos os pratos e sobremesas haviam sido aprovados por todos. Não tinha nada do que se reclamar, e sobraram elogios aos dois.

A primeira parte da inauguração do restaurante estava cumprida, agora era aguardar a aprovação da Nonna, que viria no próximo mês e o grande dia da abertura ao público, que não demoraria muito mais, já que a degustação de sexta foi no local onde funcionaria o Sapore d’Italia, e não tinha muito mais a ser feito ali.


Notas finais
Bem, é isso. Espero que tenham gostado. Neste final de ano tentarei postar o máximo possível, assim como escrever também, quero terminar esta história o mais rápido possível... Muito obrigada a você que leu. Até a próxima! xoxo