Presente do Inverno
8 Perdidos?
Notas iniciais
"Você não pode desistir da sua família,
não importa o quanto se sinta tentado a isso."
— O Último Olimpiano
Quando se acha a saída para seus problemas, você o tenta usar mesmo tardia. Agora, para os semideuses que possuíam uma nova tripulante na jornada, literalmente correram para a saída dos fundos, a qual era a chave para fora de seu problema. Os pais de Lucy usaram-se como isca, deixando a filha hesitante, e os novos amigos, relutantes.
Mas Lucy era compreensiva e otimista, pois não houve uma vez sequer que ela olhou para trás. Eles vão conseguir. Eles conseguem. Afinal, foram eles que me treinaram.
Enquanto eles marchavam na neve, deixando dezenas de pegadas para trás, ouviram uivos dos monstros morrendo. Em certo ponto, distantes o suficiente para não ouvir uivos, começaram a conversar.
—Você ou seus pais — começou Henry. — já lutaram com cães infernais?
Lucy arqueou as sobrancelhas.
— Aqueles lobos... ah, cães, tanto faz... são monstros do inferno? Na série Sobrenatural, eles são criaturas em forma de cachorro, só que feitos de sombra...
— Não são seres da bíblia que estamos lidando — Esclareceu Henry. — Estamos lidando com seres da mitologia grega.
Lucy soltou um "ai", quando bateu a cara na mochila de Angelina, que estava parada na sua frente; Angelina também não teve culpa, pois Anny fez a mesma coisa que ela. Todos chocaram-se como um trem de carga, com grandes "ai!".
Henry sacou o arco e uma flecha de sua aljava com cautela, sem movimentos bruscos, para evitar a atenção do monstro a frente. O cão já estava com as orelhas empinadas, atento a qualquer barulho que houvesse. Foi quando o monstro virou-se, e, em mira certeira, Henry acertou sua testa. Tudo parecia seguro, mas de um pinheiro próximo pulou um cão em cima de Henry, derrubando-o.
Desesperada, Angelina assoviou, chamando sua atenção. Ele avançou.
Lucy gritou algo a Henry, e em vez dele dar-lhe uma arma grande como uma espada, jogou uma adaga. A adaga voou e ficou batendo na mão da garota, que tentava não fazê-la cair. Acabou caindo, mas a pegou novamente em uma fração de um segundo. Ela correu em direção do monstro que perseguia Angelina, que estava gritando. Quando Lucy e o cão ficaram frente a frente, ela pulou em sua direção, colocando as mãos no ombro do monstro, as pernas esticadas para cima, logo as pousando no chão feito uma bailarina. Virou para o monstro, raspando profundamente a adaga em suas costas, transformando-o em pó.
Todos a olharam surpresos, admirados e boquiabertos.
Lucy caminhou cambaleante até Henry.
— Sua adaga...
— Não — ele disse, pegando outra no cinto. — pode ficar com elas.
Eles caminharam silenciosamente pela floresta, que agora o sol claro da manhã fazia uma esplendida luz refletir nas árvores finas — agora, não havia apenas pinheiros ali, como Ácer, Choupo e Maples cobertos de neve.
Mesmo que a neve não havia derretido e nem não o faria, o rio que avistavam a uma pequena distancia não estava congelado como deveria. A fonte corria, batia nas pedras e as contornava, às vezes pulando por cima. Ainda assim, gelo estraçalhado ou em grandes pedaços acompanhavam o movimento da água.
Lucy enfiou a mão na jaqueta e tirou de lá uma câmera, a qual apontou e tirou uma foto.
— Vamos atravessá-lo...? — Henry parecia estar falando com si mesmo.
— Henry — Era a primeira vez que Anny pensava nessa situação. — por acaso, você sabe para onde estamos indo?
— É claro que sei — Henry desviou o olhar, dando um sorriso leve. — Mas para a garantia... Que tal encontrarmos a alto estrada?
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