Notas iniciais
O capítulo está pequeno, mas bem, é um capítulo-prólogo. Espero que gostem!

"Leonardo era um sonhador, e aos sonhadores deve ser permitido sonhar."

— Assassin's Creed

A arte de Angelina estava quase pronta. Pouco a pouco, com uma paciência incrível, montava os contornos do recheio dos cupcakes que acabara de sair do forno. Ela adorava cozinhar, mas este prazer não se comparava ao seu amor por pinturas, tanto que a mãe havia separado um quarto, ao lado da cozinha onde se encontrava, apenas para a arte dela.

Os cabelos de Angelina eram louros e encaracolados, os olhos, claros como mel. Ela não havia puxado nada de sua mãe, May, qual possuía cabelos lisos e negros, e os olhos, penetrantes e desafiadoramente escuros. Então tudo tendia que Angelina havia puxado o pai desaparecido.

D-E-S-A-P-A-R-E-C-I-D-O: Era uma palavra um tanto conturbante. Havia uma teoria da sua mãe que dizia o motivo de tamanha paixão pela arte. Mas Angelina sabia que esse não era o único lado: "preencher o vazio pela falta de um pai". Porque pouco se importava com a convivência de um homem no seu quesito familiar; e mesmo que ele tivesse saído da estrada enquanto dirigia em um monte, e capotado 360º graus até o fim, e suas chances de sobrevivências fossem nulas, ou tanto ele estar em Las Vegas apostando em sua vida poderosa, ela não ligaria de saber seu paradeiro ou mesmo querer conhecê-lo. Sendo ele um problema da sua vida ou um benefício, ela não era egocêntrica.

No momento, May estava lendo na sala, deixando Angelina cozinhar sozinha. Aquilo já havia virado rotina, logo não era mais perigoso. Ela finalizou seu último trabalho e analisou, com prudencia, os enfeites de cada um: pareciam saborosos, com cores e formados diferentes, como flores e enfeites de morango.

Ela amava aquilo; amava deixar tudo perfeito. Era seu trabalho e função, com o desejo que futuramente seria famosa por sua arte. Um sonho grande para uma garota de doze anos.

Ela deixou seu pensamento flutuar como um anjo pela casa, porque quando olhou para o chão, viu com desprezo a massa crua do bolo esparramada. Ela odiava quando aquilo acontecia, por mais raro que fosse. Virando-se para trás, com o propósito de procurar algo para limpar aquilo, viu que a gosma estendia-se até o quarto onde pintava. Seguiu direto, pois não havia porta alguma — para visitas e até para eles mesmos admirarem ao passarem pelo percurso da sala e cozinha. Dentro, a gosma parou no meio do nada, mas ela não se recordava de ter entrado ali para nada que fosse enquanto cozinhava.

Mal sabia ela que a gosma não era massa.

Parando onde a linha acabara, olhou para cima quando algo pegajoso pingou no seu ombro. E, é claro, com um grito estridente e desesperado, ela viu o monstro babão acima de si.

Notas finais
Deixem suas opiniões e sugestões. Até o próximo chapter!