Notas iniciais
Capítulo foi modificado. Boa leitura!

"Há idéias que podem mudar o rumo de uma vida."

— Os 7 Falcões


Anny tocava seu violão em cima da cama quando seu celular tocou. Desdobrando as pernas e se esticando, o pegou no pé da cama. Era Angelina.

— E aí? — ela sorriu, mas quando a voz tremulante no outro lado da linha falou, logo desapareceu. — Quê? Devo pedir para meu pai? Ele irá... Certo, estou indo!

Angelina desligou. Anny arremessou o violão de lado e saltou da cama, pegando sua mochila e jogando algumas roupas ali. Ela saiu quarto à fora, aparecendo na sala. Porém, antes de pisar para fora de seu apartamento, foi parada pelo seu pai Algernon:

— Aonde vai? — ele retirou os olhos do jornal, olhando-a por cima. Sentado no sofá, ele raramente ligava a TV. Seus cabelos incrivelmente negros o faziam parecer mais jovem que era, e seus olhos, claros, desafiavam qualquer um. Menos Anny.

— Angelina! — Anny abriu a porta.

— Para quê? — Apressou-se em dizer. Ela parou.

— Pai... Ah, olhe, ela me chamou, tudo bem? Eu não vou demorar.

Ele franziu o olhar, pois ela era direta e sincera; mas ela já havia saído.


Com os pés batendo no chão a espera do elevador, ela reparou que ainda estava de pijama: as calças grandes finas e folgadas, chinelos e a blusa de manga grande escrito "I LOVE MY CAT". Ela lembrou-se de seu gato que estava dormindo em cima da cama: talvez ela devesse levá-lo para dormir na casa de sua amiga, mas Algernon precisava de uma companhia.

Seus pensamentos dissiparam-se quando o elevador parou em sua frente, as portas abertas revelando-se os espelhos ali: seus cabelos ruivos que estavam em rabo de cavalo estavam despenteados. Pulando para dentro e apertando o térreo várias vezes(como se isso aumentasse a velocidade do elevador), ela arrumou seu cabelo, tirando o que o prendia e amarrando novamente, puxando antes o cabelo para trás. Mal percebeu a música depressiva que tocava do Arctic Monkeys, sua banda favorita.

Ela saiu e correu pela rua que já acumulava neve, virando à direita enquanto várias pessoas a encarava. Aquilo era normal, mas de maneira nenhuma ela achava que estava fazendo coisas anormais. Mas era ciente. Atravessando a rua, ela chegaria ao prédio vizinho qual sua amiga morava.

Não foi necessária sua entrada. Angelina estava sentada na escada da frente, aguardando-a. Anny diminui a velocidade e firmou em sua frente:

— O que houve?

Angelina parecia um pouco espantada, mas levantou-se com uma mochila nas costas e disse:

— Minha mãe mandou-nos ir passar as férias em um acampamento... Qual o nome? — ela olhou em um papel que possuía nas mãos. Um mapa? — Acampamento Meio-Sangue.

Anny franziu a testa.

— Pensei que... Bem, eu deveria avisar meu pai...

— Minha mãe pediu que não. Disse para nós ir que ela vai avisá-lo.

Anny hesitou, mas aguardou um táxi. Quando apareceu, o motorista as olhou de cima para baixo, desconfiado.

— Seus pais sabem que sairão da cidade?

— Com certeza — a voz de Anny saiu convincente para alguém qual o pai não sabia que ela estava saindo. — Não sou nenhuma delinquente.

As levou, apesar de hesitar, para uma estrada que seguia ao Estados Unidos. Era animante, mas medonho. A rua estava quase vazia, às vezes passando um pelo vidro um borrão colorido. Pinheiros alongavam-se ao redor da avenida e chuviscava cada vez mais forte, acumulando chuva e neve, deixando a estrada cada vez mais deslizante. E, como todo deslizo, pode escorregar...

A visão de Anny rodou.

Notas finais
Antes que peçam, aqui eu não expliquei o que aconteceu com o monstro e tal, mas no próximo eu irei!