Presa no Tempo
12 Capítulo 12: Black, White and Blue (+18)
Notas iniciais
Por favor, leia as notas iniciais antes de começar o capítulo.
~ 19:20, Segunda-feira, Junho, Ano: 2140.
Eu sai correndo pela rua, sozinha. Ouvi Rafael gritar algo que parecia ser meu nome mas era indecifrável pois estava longe.
A chuva começou a cair.
— Porra... Agora vai parecer que estou em um daqueles clips...
**
Fui pra casa a pé, me arrependi de não ter ido com o meu carro, minhas pernas estão doendo e minhas roupas estão pingando. Fui para o banheiro e liguei o chuveiro, tirei minha roupa e entrei em baixo da água. Era tão boa a sensação de água quente escorrendo pelo corpo depois de um banho de chuva, enquanto deixava a água cair em minhas costas eu pensei em tudo que aconteceu hoje. Mas o que mais me magoava era minha briga com Rafael, eu estava tão triste pelos nossos segredos... É egoísmos ele ter que me contar tudo enquanto eu mantenho os meus segredos.
Embaixo do chuveiro mesmo, eu comecei a chorar, minhas lágrima se disfarçaram com as gotas do meu rosto.
**
~ 20:32, Segunda-Feira.
Depois do banho, eu fui para o meu quarto e deitei na cama.
— Vou dormir...
Peguei meu celular na cômoda e olhei as mensagens, tinha uma chamada perdida de uma antiga amiga minha, Luana.
Retornei a ligação.
" — Alô, Helena?
— Quanto tempo!
— Sim! Ah, hoje eu e umas amigas minha vamos numa 'festa' numa casa noturna que começa as 21:30, dura a noite toda, bora?
— Ah Luana, não sei, você sabe que eu não gosto muito de festa assim...
— Eu sei, Doida, mas vai ser divertido. Dança, comida, bebida, homens para ficarmos 1 noite e não nos iludimos. — ela riu.
Dei risada
— Acho que não vai fazer mal a ninguém!
— UHUL! — ela comemorou — Te vejo na entrada pra entrarmos juntas!"
Ela desligou rapidamente
— Não vou mais dormir. — dei risada.
Alguns segundos depois recebi uma mensagem com o endereço da casa noturna.
Preciso mesmo esvaziar a cabeça. Levantei e fui até o meu armário, eu poderia ficar em casa remoendo as minhas mágoas, mas eu não sou disso.
"Vou por essa blusa rosa, com meu short preto, meia calça, bota...", pensava em todas as combinações possíveis, "Droga, se eu tivesse uma jaqueta iria ficar mais legal."
Peguei meu relógio de cima da cômoda.
— Eu não gosto muito de usar, mas...
Puis o relógio e escolhi uma jaqueta curta, preta.
— Bora.
Puis comida pro Minx.
— Tchau Minx! — ele miou.
Fui pra garagem.
**
~ 21:35, Segunda-feira.
Puis meu carro no estacionamento da casa noturna e fui pra entrada. Olhei ao redor procurando minha amiga.
Do nada, duas mãos me agarraram pela cintura.
— AH! — eu dei um pulo.
— HELENA! — ela disse me abraçando — Que saudade!
Dei risada.
— Sim! — a soltei — Vamos entrar?
— Claro.
A fila ainda era pequena, quanto mais tarde maior ela fica, sorte que viemos cedo. Fazia tanto tempo que eu não via a Luana, da última vez que a vi seu cabelo era mais curto e castanho, mas agora ele estava longo e preto com as pontas azuis e com algumas tranças puxando sua franja para trás. Sua roupa era um pouco parecida com a minha, só substituir o short por uma jeans e a blusa rosa pra uma blusa em tom violeta.
— Ta linda!
— Eu sei. — ela jogou os cabelos do ombro.
— Você disse que ia vir com umas amigas.
— Ah! Eu ia vim sim, mas elas decidiram se encontrar lá dentro. — ela me puxou pela mão até a entrada — Essa é uma festa patrocinada por um dos motoclubes aqui por perto, sabia?
— Eu nem sabia que ia ter essa festa! — nós rimos juntas.
Ela conversou com o segurança da casa noturna e nós entramos.
— Como vamos encontrar suas amigas aqui? — eu perguntei.
— Não sei não! — ela riu — Vou pegar alguma coisa pra gente beber, quer o que?
— O que você pegar pra você ta bom pra mim! — eu falei olhando em volta.
— Ok.
Enquanto ela não voltava, eu fiquei olhando ao redor ouvindo a música que tocava.
"O tempo nunca é fácil quando se está sozinho
Sua mãe, ela sempre te disse pra ser forte
A vida dentro da sua cabeça se arruinou
A queda da sua alma para a loucura apenas começou
Isso é a vida real
Adiante, dentro da noite e da via láctea
Sempre será preto, branco e azul pra você."
"Ninguém agora conhece Ladyhawke...", pensei.
As luzes brilhavam em tons de preto, branco e azul e faziam curvas de acordo com a batida da música. Isso continua sendo incrível pra mim. Como eles conseguem fazer as luzes seguir uma linha curva?
É sempre assim, colocam uma música "calma" enquanto as pessoas entram e depois que elas gastam todo o seu dinheiro no bar, eles colocam eletrônica e outros gêneros.
— Espero que o DJ esteja inspirado hoje e coloque algumas músicas um pouco antigas.
— Você ama musica antiga né? — disse Luana voltando e me estendendo um copo.
— São as melhores. — eu dei risada — O que é?
— Mojito.
Provei.
— É muito bom, do que que é?
— Da pra ver claramente que tem limão! — ela deu risada.
No copo tinha pequenas rodelas de limão que boiavam junto com grandes pedras de gelo.
— Mas a bebida, é o que? — perguntei
— Não sei...
— É Rum! — disse um homem que passou por trás da Luana e nos mandou uma piscadela. Acompanhamos o homem com o olhar, depois eu e minha amiga trocamos olhares e demos risada.
— Por que não vai lá conversar com ele? — Luana me perguntou.
— Há! — fiquei surpresa — Claro que não, você sabe que não sou mais de puxar conversa como antes e além do mais, — olhei pra ele novamente — além do mais eu acho que ele ta olhando pra você!
Ela olhou na direção dele e ele mandou um sorriso pra ela.
— AH NÃO! — Luana disse virando de costas pra ele — Você sabe que eu não consigo fazer essas coisas!
Pensei por um instante, da última vez que saímos juntas, ela só teve coragem de conversar com um cara enquanto bêbada.
— Bebe isso ai logo. — disse pra ela.
— Por que?
— Lua, se você não consegue falar com ele sóbria, vai falar com ele "alegre".
— O QUE?! Não! Eu não vou me embebedar pra poder ficar com um homem por uma noite.
Dei uma risada alta.
— Só fico bêbada se você também ficar.
— Ta doida? — disse dando uma golada na minha bebida — Além do mais, você sabe que quando eu bebo, o que eu mais tenho vontade de fazer é dormir.
— Isso é por que você nunca ficou bêbada aqui.
— Nem pretendo. — dei risada.
Ela me pegou pelo pulso e me levou até o bar.
— É Mayara, né? — Luana perguntou.
Uma moça de cabelos castanhos bem claros, praticamente loiros, olhou pra gente enquanto prendia o mesmo em um rabo de cavalo. Usava um vestido muito fofo, meio curto e preto com brilhos dourados nas mangas.
— É o que a placa diz. — ela riu.
— Me vê outro desse? — Luana pediu.
— Por que não experimenta outra coisa?
— Eu não quero misturar tudo não, obrigada. Mas essa aqui... — disse apontando pra Luana.
— Olha aqui, Helena, isso foi tudo ideia tua.
— UÉ! — olhei pra ela com olhar de surpresa — "isso foi ideia tua", eu só dei a ideia, mas foi você que negou e agora ta aqui querendo beber.
— Tem algum motivo pra vocês estarem aqui discutindo isso?
Olhei para a Mayara que estava em pé do outro lado do balcão olhando nossa discussão.
— Um cara ficou olhando pra ela e ela quer falar com ele mas não tem coragem.
— Ah, típico. E agora você quer beber pra tentar ter algo com ele?
— Não! — ela disse.
— Por que não bebe com ele? Ou, leva um drink pra ele.
— Ta... Vou tentar.
Mayara preparou algo rápido. Luana pegou a taça e foi até as mesas do outro lado.
— E você? Veio com alguém? — perguntou a barmaid.
— Não. — disse pegando o copo e percebendo que estava vazio.
— Interessante... — Mayara disse debruçando no balcão e chegando com o rosto perto do meu — Namora?
— Me vê outro desse. — disse pondo o copo entre nossos rostos.
— Sei, não faço seu tipo né?
Eu ri.
— Exato.
Ela virou os olhos rindo comigo. Virei meu olhar pra Luana que já estava voltando e sentando do meu lado.
— E ai?
— O que?
— Como foi?
— Ele agradeceu.
— Só isso? Qual o nome dele.
— Ele disse que é Lucas.
— Ele disse ou você perguntou? — falei.
— Ele disse.
Puis a mão na testa.
— Pelo menos você tem o nome dele.
Mayara pois um copo na minha frente.
— Prontinho! — ela disse passando um pano no balcão.
Luana deu um sorriso ao ver o meu copo.
— MAS! Eu só vou beber pouco, só pra te dar apoio.
— Tudo bem! — ela abraçou meu braço — Pelo menos sei que você está aqui me apoiando.
Eu não devia beber, mas... Faz tanto tempo que quero curtir, sei que assim não é a melhor maneira de curtir, mas quem sabe com alguns goles eu não fique com tanto sono e esqueça um pouco minha briga com Rafael. Mayara pois uma pequena taça na nossa frente de Luana que pegou e bateu a beirada no meu copo.
— Que a gente pegue alguém hoje. — ela falou.
— Amém. — rimos juntas.
**
~ 23:02, Segunda-feira.
Olhei pra minha amiga, ela tava encostada na parede conversando no celular, fui até ela, mas ao chegar trombei numa mesa e as pessoas que a usavam ficaram me fuzilando com o olhar.
— Desculpe!
Cheguei perto da Luana.
— Por que suas amigas ainda não chegaram?
— Elas não vem mais. — ela disse desligando o celular — Agora to triste eu realmente achei que elas viriam!
— Hey, relaxa! Pelo menos eu vim! E estou aqui pra TE DAR O MAIOR APOIO DO MUNDO! — eu gritei o final da frase.
— Depois você disse que álcool te da sono.
— Como você disse colega, — peguei ela pelo ombro guiando até o bar — "alguns goles e você não vai ficar com tanto sono"!
— Mas eu não disse isso.
Eu olhei pro chão confusa.
— Tem razão, acho que fui eu. — olhei pra ela de novo — Provavelmente fui eu narrando uma história em minha própria mente.
— Que? — ela deu uma risada mais fina que o normal.
— Ignore. — disse pegando meu copo — Agora vamos fazer você conquistar o carinha lá que tu ta afim. Toma.
Dei meu copo pra ela.
— Doida, ta vazio! — ela pegou da minha mão.
Nos encaramos sérias por um instante, depois demos risadas juntas.
— Mayara, me da mais alguma coisa ia qualquer. — nós pedimos rindo.
Mayara mexeu a cabeça de um lado pro outro como se tivesse negando algo, mas um sorriso divertido logo apareceu em seu rosto.
— Por que você decidiu vir aqui e beber comigo? — ela puxou o banco pra sentar mas sentou tão na beiradinha que quase caiu no chão.
— Briguei com o Rafael e não queria ficar lamentando minhas mágoas em casa... Vou lamentar na baladinha — olhei pra Mayara — Isso é MUITO BOM!
Ela riu.
**
~ 00:01, Terça-feira.
— E tropecei e cai encima de um carro, eu atropelei o carro do pai! — dei risada e as pessoas que estavam na mesa comigo também — Mas é impossível eu morar em 2016, na verdade era tudo um sonho eu não morava em 2016, não tem como eu ter morado em 2016! Eu não sei de onde eu tirei essa ideia da minha cabeça!
— Meu Deus, Helena. — disse Luana pondo o braço envolta de mim — Você devia escrever um livro com as histórias que você conta!
Luana levantou rapidamente deixando a cadeira cair para trás e erguendo seu copo.
— HELENA! A GAROTA PERDIDA NO TEMPO!
Eu dei risada.
— MELHOR, MELHOR! A GAROTA PRESA NO TEMPO!
Rimos juntas. Ela foi sentar novamente e caiu no chão por cima da cadeira segurando o copo ainda pra cima.
— NÃO DEIXEI CAIR NADA! — ela disse.
Pessoal na nossa mesa comemorou dando risada e batendo palmas.
— Na verdade ele é meu irmão! Eu to apaixonada pelo meu irmão! Isso é errado! — eu ri ajudando Luana a se levantar — É incesto!
— Não é errado, só é mal visto pela sociedade! — Luana disse ficando em pé dando uma cambaleada. — Rafael ele é um gato!
— Nem me fala! — disse — Se ele tivesse aqui agora, mesmo sendo meu irmão eu iria agarrar ele com toda a força! Que nem fazia antes.
— Divide comigo! — Luana olhou pra mim.
Eu olhei pra ela séria.
— Nunca. — disse.
Ficamos nos olhando por um tempo depois rimos como duas bêbadas. Ela virou seu copo na boca.
— Ai, ai, ai! — disse uma garota, que nem conhecemos, sentada na mesa junto com a gente — Querem tequila?
— O famoso ritual da tequila? — disse um cara sentado ao lado dela.
— Não lembro a ordem.
— Sal, limão e tequila não é?
— Não! — eu disse dando uns passos em direção a mesa e trombando nela de novo — Lambe o sal, bebe a tequila e chupa o limão. E se alguém quiser chacoalha sua cabeça depois.
— Como sabe? — Luana perguntou se apoiando em mim.
— Ah! — eu cambaleei com o peso dela no meu ombro — Eu fiz isso na formatura do ensino médio com o Rafael.
— Você que fez?
— Não, ele. Eu dei o limão pra ele morder depois e chacoalhei a cabeça dele. — dei risada lembrando — Ele caiu da cadeira!
Luana riu.
— Por que não começa por você. — disse a garota — Já que você já fez.
— Eu não faço isso a anos! — disse.
— VAI! VAI! — ela começou a gritar e uma multidão começou a se reunir em volta da gente gritando junto.
Dei risada, peguei meu cabelo e o prendi num rabo de cavalo bem alto. Peguei o sal que estava na mesa e puis um pouco na minha mão segurando a dose de tequila na outra.
— Melhor não... — pensei.
— Ah, qual é? — Luana falou.
— EU SOU UMA BÊBADA COM CONSCIÊNCIA. — disse.
O povo a nossa volta riu.
— Ok...
Lambi o sal e minha língua deu uma leve ardida. Logo em seguida eu bebi a tequila e mordi o limão, o limão quebrou o gosto da tequila levando um gosto muito bom a minha boca. Sem eu perceber um cara segurou minha cabeça por trás e me chacoalhou. Eu fechei os olhos por um instante e dei alguns passos para trás e o som da multidão a minha volta parou e a música também, minha audição sumiu por alguns instantes. Eu abri os olhos de novo e minha visão estava turva, depois de alguns instantes ela voltou junto com minha audição e eu percebi que o povo estava esperando eu dar algum sinal de consciência. Eu bati o copo na mesa e dei um grito pra chamar a atenção, que contagiou todo o povo, que gritou comigo e bateram palma.
Luana me abraçou dando risada. Eu dei risada, olhei por cima do ombro dela onde o homem que me segurou estava sorrindo pra mim e indo embora.
"Eu não pedi para você fazer isso.", pensei olhando pra ele com o rosto franzido.
— Vamos lá sua bêbada consciente. Vamos dançar! — Luana me arrastou até onde o povo dançava.
**
~ 00:32, Terça-feira.
Fui até o banheiro e lavei meu rosto com água gelada me sentindo um pouco melhor da Tequila.
Voltei pra dançar com a Luana e percebi que ela dançava olhando pro Lucas estava com um sorriso malicioso vendo ela se mexer. Aproximei-me dela.
— Chama ele pra dançar com você.
— Ainda não.
— Por que? — perguntei.
— Dança comigo? — Luana perguntou.
— E o que é isso que eu to fazendo? — disse rindo.
— Digo... Mais perto. — ela riu.
— Pra que?
— Pra provocar ele. — ela disse.
— Provocar ele e todo o resto do povo né. — disse.
Luana riu me pegando pelas duas mãos e fazendo movimentos junto comigo.
— Eu não sei dançar assim. — disse.
— Nem eu, só segue o ritmo da música!
Ela começou a mexer o quadril de um lado pro outro e eu segui seus movimentos. Uma hora ela levantou as mãos e girou nossos corpos pondo nossas costas uma colada na outra mexíamos nossas cinturas, braços e quadris da mesma maneira. Olhei pro Lucas e ele assistia nossa dança com a cabeça virada de lado enquanto seus amigos assistiam e riam um com os outros.
— Esse riso é um bom ou um mau sinal? — eu disse chegando perto do ouvido da Luana.
— Não sei.
— Ele deve ta achando que a gente é lésbica.
— A gente ta parecendo?
— Não sei, vamos analisar a situação. Você esta esfregando suas costas nos meus peitos e sua bunda na minha virilha.
Ela riu.
— E você ta segurando meu quadril!
— Se não fosse isso o que eu faria com minhas mãos?
Eu parei de dançar.
— Não é melhor você ir lavar o rosto e se acalmar? — eu ri.
— Pra que? — ela riu — Ta divertido.
Ela pois seus braços em volta do meu pescoço. Senti uma vontade enorme, então, peguei no seu pescoço, puxei pra mim e encostei meus lábios nos seus. Ela levou as mãos nos meus cabelos.
— Desculpa. — dei risada e me afastei dela.
Ela me olhava com os olhos arregalados.
— Tudo bem, foi na brotheragem.— ela deu risada.
— Será que Lucas se sentiu provocado? — ela perguntou olhando pra ele.
Revirei os olhos, peguei ela pelos ombros e a virei pra ele.
— Vai logo falar com ele! — falei.
— Eu vou.
Finalmente ela já tinha criado coragem e foi. Eu nunca tinha beijado outra mulher, mesmo que tenho sido só um beijinho. Foi normal para mim, foi bom, mas não senti nada de especial, pareceu realmente um beijo de amiga.
— Helena! — disse Luana me puxando — Esse é Lucas, Lucas essa é Helena.
— Oi. — disse analisando ele.
— Tudo bem? — ele disse sorrindo pra mim.
— Sim. — me aproximei do ouvido da Luana e sussurrei — É bonitinho.
Ela sorriu e começou a conversar com ele.
**
~ 02:20, Terça-feira
Encostei-me à parede no fundo onde o povo estava dançando. Dois minutos depois um cara encostou do meu lado.
— Sabe, — disse no ouvido dele que tomou um susto — o beijo foi gostoso. Mas não teve nada de mais. Não to dizendo que foi ruim. Mas não é a mesma coisa que receber um beijo do Rafael.
Disse olhando pra ele e dei risada.
— Foda, vim aqui pra esquecer dele e só falo dele.
— Namorado? — ele perguntou.
— Não sei, mas eu gosto dele! — disse pegando o copo da mão dele — Sabe o que é pior? — eu dei risada — A uns 20 minutos eu vi ele subindo a escada com a barmaid! Ele achou que eu não ia ver ele, mas, eu, vi.
Eu continuei dando risada e bebi.
— Idai?
— IDAI? — eu parei de ri — Eu gosto dele! Mas ele é meu irmão!
— Você ta bêbada?
— SÉRIO? Juro, nem percebi. — dei risada.
Ele me puxou pela cintura e me abraçou.
— Não, não quero.
Ele colocou as mãos nas minhas costas puxando meus seios pro peito dele.
— Sai daqui. — disse empurrando ele.
— Veio sozinha?
— Nop. — disse — Minha amiga está ali.
Apontei olhando pra direção, vi ela beijando Lucas loucamente e ele pondo as mãos na cintura dela.
— Ela não conseguia conquistar o cara, ai ela...
— Não me interessa isso. — ele disse pegando no meu cabelo.
Ele me puxou pela cintura novamente, o copo escapou da minha mão, caiu no chão e se estilhaçou, automaticamente um robô apareceu e limpou. O cara se aproximou do meu rosto e me beijou.
— Sai! — empurrei o rosto dele pro lado.
Ele pegou minha mão e segurou pra baixo.
— Cala a boca. — ele disse me levando até a saída dos fundos.
— Sai fora! — bati no rosto dele com força.
Ele pois a mão onde bati.
— Vadia.
Me puxou pra fora e senti as gotas de chuva fria batendo no meu rosto quente.
— Sai, o que você ta fazendo? — disse soltando meu pulso da mão dele.
Ele me empurrou pra parede.
— Fica quietinha. — ele disse passando a boca no meu pescoço — Prefiro assim.
— ME LARGA!
Ele pois a mão na minha boca.
— Quieta!
Ele disse abaixando a outra mão e pondo dentro do meu short. Automaticamente, eu levantei minha perna e dei um chute entre as suas pernas. Ele levantou a mão e me deu um tapa no rosto, depois encostou na parede com a mão no saco por causa da joelhada que lhe dei.
Por estar meio zonza eu escorreguei e torci meu tornozelo, depois cai numa poça de água da chuva e meu celular caiu do meu bolso na água.
Tentei ficar em pé mas não conseguia.
— RAFAEL! — gritei pedindo ajuda.
Meu celular ligou a tela abrindo os contatos. Automaticamente eu peguei e liguei pra ele.
— Atende! — vi o homem vindo em minha direção.
"- Helena? — ele atendeu.
Eu ouvia uma música abafada no fundo de sua voz.
— RAFAEL? — disse desesperada — ME AJUDA! EU NÃO SEI O QUE ELE VAI F...
Ele pegou minha mão com força.
— EU..."
— DESLIGA ISSO!
Ele pegou meu celular da minha mão.
"- QUEM TA AI? — ouvi Rafael gritar do outro lado."
Ele jogou meu celular na parede quebrando a tela e caindo de novo no chão molhado.
— Me solta! — disse.
Eu batia nele enquanto ele passava a mão nos meus seios e os apertava. Bati no rosto dele o arranhando deixando marcas vermelhas em sua pele. Ele subiu em cima de mim, me pegou pelo pescoço e me apertou no chão enquanto eu me debatia para me soltar, com a outra mão ele começou a abrir o meu short que estava colado ao meu corpo por que estava todo molhado por causa da chuva. Eu batia minhas pernas nele para tentar me soltar, eu queria sair!
Fale com o autor