Preparativos E Provocações
2 Capítulo II - Dois Adolescentes
Notas iniciais
Agora que terminei a última história da SC (que no outro site tinha bem mais comentários), decidi terminar essa em consideração aos queridos e queridas que acompanharam "Uma Família se Forma" - essa é a continuação, que mostrará o casamento e o arranca rabo entre os dois amores da vida de Camus :)
Capítulo II – Dois Adolescentes
Milo acordou e se espreguiçou vagarosamente com um longo bocejo até se jogar de bruços novamente na cama, era incrível como cada noite ao lado de Camus era inesquecível para ele. Obviamente às nove da manhã, Camus já estava no escritório há muito tempo.
O escorpiano estendeu o braço até o telefone sem fio e discou o número de seu amado em meio a um novo bocejo preguiçoso.
– Mô? – Disse Milo com uma voz arrastada e preguiçosa.
– Fala Milo.
– Cadê você?
– Milo, você sabe que estou trabalhando. O que quer? – respondeu Camus ocupado, segurando o telefone com o ombro enquanto mexia nos papéis a sua frente.
– Hum... Podemos almoçar juntos?
– Eu vou ter que degustar algo para o casamento?
– Não...
– Eu vou ter que escolher entre duas cores quase idênticas para algum tipo de detalhe do casamento?
– Não...
– Eu vou ter que escolher algum tecido para a fita do bem casado que você dará de lembrancinha no casamento?
Milo se irritou um pouco e cortou logo aquela conversa.
– Não, Camus, não. Eu só quero conversar com o meu noivo, será que eu posso?
Camus revirou os olhos ao outro lado da linha se questionando o que Milo aprontava agora.
– Ok, Milo, ok. De qualquer maneira você precisa assumir que está um pouquinho imerso em questões do casamento, ultimamente não fala em outra coisa. Se quer almoçar comigo sem problemas, mas você sabe que tenho apenas uma hora.
– Eu sei amor, eu sei... Vamos apenas ter um momento só nosso.
– Milo, agora preciso desligar, tenho uma reunião. Deixei Hyoga estudando em casa, ele tem prova na escola. E ah, deixei o café da manhã pronto para você, fiz os ovos do jeito que você gosta, torradas, geléia, suco... Enfim, dê uma olhadinha minha vida. Preciso ir.
Disse Camus desligando o telefone. Milo sorriu se enrolando novamente nu nos lençóis desejando não levantar naquele dia tão gostoso, mas sabia que precisava. Ele se levantou e se vestiu lentamente e se arrastou até a cozinha após escovar seus dentes e cabelos.
De repente Milo parou, Hyoga estava sentado na mesa com um sorriso de orelha a orelha. Ele havia comido tudo que Camus preparara para Milo, obviamente no intuito de provoca-lo.
– Estava gostoso Hyoga?
– Hum, uma delícia! – Hyoga sorriu e piscou para Milo que tentava se conter para não reagir, afinal, não iria entrar no joguinho do menino.
– Você sabia que esse café da manhã era meu?
– Claro que sim.
– E por que comeu?
– Porque sim, Milo.
Hyoga respondeu com desdém e Milo virou as costas em direção ao quarto para pegar sua pasta e sair. Quando Hyoga viu que não conseguiu provocar Milo, ficou extremamente nervoso.
– O que que é hein? Acordou sem fome?
– Ah Hyoga, estou cansado das suas criancices. Não aguento mais você desmarcando meus compromissos, sumindo com as minhas coisas, fazendo mil e uma caretas. Não vou mais perder meu precioso tempo tentando te mostrar o quão infantil e imaturo você tem sido... Camus uma hora vai perceber o eu você vem fazendo e...
– Meu mestre é um idiota! Ele não enxerga que você não presta para ele, que não traz nada de bom que...
Foi a vez de Milo interromper.
– Você só pode ser masoquista! Você não viu a surra que levou da última vez que decidiu atordoar seu mestre? Você perdeu completamente o juízo, pato? Depois não adianta vir choramingar para eu te ajudar a se safar, porque não vou!
– E quem disse que eu preciso da sua ajuda? E, outra coisa, dessa vez eu não estou provocando meu mestre, seu babaca. Acho bom desistir dele por bem, porque eu não vou parar nunca. Vocês se pegando eu até aceito, mas essa palhaçada de casamento eu não vou engolir!
– Mas Hyoga...
Hyoga saiu deixando Milo sozinho e olhando para a mesa. Ele ficou assim por alguns segundos, até se formar um sorriso e ele pegar a câmera que deixou atrás do vaso que mostrava tudo que Hyoga fez e a conversa.
– Bom, eu ainda não sei o que vou fazer com isso... Mas tenho certeza que será útil um dia.
oOo
Chegara a hora do almoço e Milo estava com seu jeans justo e escuro, com uma camisa preta de seda e sapatos pretos esperando ao lado da porta de Camus, com as mãos no bolso.
Camus saiu da sala com aquela cara de quem estava com a cabeça no trabalho ainda. Logo se assustou quando foi agarrado pelo colarinho e beijado praticamente à força por Milo.
– Milo, AQUI NÃO! – Disse um envergonhado Camus entre os dentes a fim de não aumentar mais ainda a ceninha que Milo fazia em seu trabalho.
Milo ri, colocando o braço no de seu amado e saiu quase saltitando, apontando coisas na rua e elogiando seu noivo a todo o tempo. Em pouquíssimo tempo Camus relaxou e se deixou levar por aquela forma de ser tão leve daquele seu eterno namorado adolescente.
TRIM
O celular de Camus toca, ele atende e fica com um semblante sério, encarando Milo.
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