Notas iniciais
Capítulo dramático e onde o cerco começa a se fechar...
E desculpa mesmo pela demora DEMORA COLOSSAL em postar capítulos! Serei mais rápido, prometo!

Logo depois da saída de Danny, Derek e Molly chegaram.

– Cooper, você viu o Danny? — Derek perguntou. Ele já estava bem cansado e a sua maldita asma quase atacava novamente.

– Temos de achá-lo!! — Molly disse. — E Lauren também.

– Bem vamos com calma! — Ele disse. — Primeiro me chamem de Coop.

– Vai logo!! — Molly falou.

– Bom, o Danny acabou de ir pro treino de basquete dele e a Lauren...

– E a Lauren... — Derek repetiu.

– Olha, eu não tenho ideia de onde ela esteja.

– Ah, que maravilha! — Derek exclamou e depois sentou num banco de madeira próximo, tentando recuperar um pouco de ar.

– Mas por que vocês os querem?? — Coop perguntou. — Deve haver uma explicação.

– Use a cabeça, Cooper! Por que estamos falando disso? — Molly perguntou.

– É Coop...

– Coop, Cooper, tanto faz!!! Porque agora deveríamos estar salvando Lauren e Danny da morte! — Ela respondeu.

– Não era pra eu responder??

– Coop, cala a boca! — Derek disse.

– Mas...eles são os próximos?

– Sim, Coope...Coop, eles são. — Molly falou.

– Resumindo...

– Eles vão morrer a qualquer momento! — Derek disse levantando do banco já recuperado.

– OK. E agora? — Coop perguntou.

– Agora vamos atrás deles. Eu vou atrás do Danny. Vocês de Lauren.

– Mas não sabemos onde ela está... — Molly falou.

– Provavelmente está junto daquelas patricinhas ridículas. — "Ai, você viu o meu vestido amor?. Claro que vi, fofa, muito fofo, é da..."

Derek interrompeu Cooper falando: – Chega de brincadeiras, Cooper Trejo.

– Derek, foco! E aí, você sabe onde Lauren está? — Molly perguntou, impaciente.

– Bom, enquanto vocês discutiam aí, e eu tava no banco, eu vi ela saindo da escola, com as amigas. Pelo o que eu consegui escutar ela iria no novo shopping...

– Bora, atrás delas, então. — Coop disse. — Eu sei onde fica esse shopping, é só pegar a avenida principal, aqui perto. Acho que ela pegou este caminho. Vamos Molly?

– Ai, temos de salvá-la mesmo?

– Molly, lembra do que eu disse? — Derek perguntou.

– Tá. Faço isso pelo Danny. — Ela disse.

– Você não vai se arrepender, Molly. — Derek disse.

– Vamos ver... — Molly falou.

– Vamos então Molly. Deixa que o tio Coop leva você lá.

– Cooper, cala a boca!

Logo Cooper e Molly saíram correndo em direção a avenida principal. Será que chegariam em Lauren a tempo? Se ela entrasse no shopping, seria difícil de achá-la.

...

Carly saía de uma loja de doces. Havia prometido a si mesma que comeria menos, mas não adiantou. Dieta, doce. Sempre foi assim.

Ela andava pela avenida pensando na faculdade. Era seu terceiro ano. E era estagiária na Presage Paper. Mas caiu justamente na parte em que Roy era chefe. Carly fazia de tudo para agradá-lo, em vão. Roy era grosseiro com ela. Carly com sorte conseguia se controlar. Já se não conseguisse diria poucas e boas na cara daquele idiota...

Continuava andando pela rua quando parou pra pegar um doce de chocolate que havia comprado. Olhou para o seu lado direito e viu uma loja de artigos esportivos. Um garoto por volta de 8 anos brincava com uma bola de basquete. Um homem necessitando de passagem, empurrou o garoto, e ele caiu batendo a cara na bola. Dois dentes de leite que estavam moles saíram caindo no chão da loja. O menino começou a chorar e clamou por sua mãe. Quando passou a mão na boca, havia sangue, que caiu na bola.

Ao ver aquilo, Carly se lembrou do que Kristy havia falado sobre sinais da morte. Aquilo era um sinal. Mas do que e de quem??

Carly não viu, mas nesta hora, Lauren e as amigas passavam atrás dela.

...

Lauren estava com suas amigas caminhando em direção ao shopping. Todas haviam combinado de ir assistir a um filme, no cinema novo chamado Tagert Theatres. Nem lembrava mais o nome do filme, afinal, com todo aquele terror que vivia...

Ela não sabia quem era o próximo. Apenas queria aproveitar o momento com as amigas, que logo poderiam estar chorando num cemitério.

...

Danny estava no refeitório terminando de comer. Já havia trocado de roupa pro treino do time. Era um treino decisivo, onde o técnico decidiria quem iria pro jogo do campeonato estadual de basquete. Danny precisava mostrar que era bom.

Logo o treino começaria. Na quadra, duas pessoas arrumavam a trave. Haviam trocado naquele fim de semana. Os parafusos foram bem arrumados. Dois faltavam ser postos, quando um dos rapazes que arrumavam a trave falou:

– Cara, vamos comer! Tô morrendo de fome!

– Calma, deixa eu terminar o terceiro parafuso.

– Vamos, logo!

– Mano, você não tá nem ajudando...

– Tá bom, então, eu paro mas você vai logo!!

– Terminei!!!

– Vamos agora??

– Falta o quarto e...

– Ah, esse nem faz diferença, vamos logo!!

Então desmontaram a bancada que usaram pra chegar na trave. Um parafuso faltava, outro estava meio frouxo. O vento batia na quadra, através das janelas. E isso não ajudava.

Danny então olhou no seu relógio. O treino começaria.

...

Cooper e Molly corriam no meio da multidão.

– Vamos, Molly!

– Calma, não sou tão rápida quanto você!!

– Mas deixa de ser lerda!!

– Lerda é a tia da sua avó!!!

– Ela já morreu!!!

– Tá, Cooper, cala a boca!!

Eles corriam em direção ao shopping. Cooper na frente e Molly um pouco atrás.

Quando foram atravessar uma rua, Cooper sequer olhou pros lados. Molly conseguiu alcançá-lo e o puxou.

Um ônibus passou de repente.

Os dois caíram na calçada, enquanto alguns curiosos olhavam a cena.

– Senhor Amado! — Cooper gritou. — O que foi isso, você me salvou de ser atropelado!

– Graças a Deus, né. — Molly disse. — Agora vamos com calma, tá?

...

Derek andava em direção ao ginásio de basquete. Ele encontraria Danny ali? O ginásio ainda estava meio longe, mas enquanto andava, sentiu um vento batendo bem forte, o vento seguiu. E derrubou algumas estantes que seriam usadas no laboratório que estavam encostadas na parede do almoxarifado externo.

– A pista! — Derek falou.

– Danny vai morrer com...uma estante?

Derek pensava: Como que uma estante vai matar o Danny? No ginásio, não há estantes! Exceto no...vestiário!!!!! Preciso ir pra lá urgentemente!!

...

Lauren chegava no shopping, mas pela entrada da loja de materiais de construção. Era a única entrada, pela avenida principal, maldita seja! Tinham de atravessar a loja! Foram entrando, Lauren em silêncio enquanto suas amigas conversavam distraídas sobre o filme que assistiriam. Lauren apenas captou que era de terror.

Por quê? — Ela pensou.

...

Cooper e Molly corriam e quase trombaram com Carly.

– Ai, desculpa moça! — Molly disse, e logo verificou melhor a moça. — Peraí, você não a tal da Carly, que estava ontem lá na casa do Derek?

– Hã? Ah, tá vocês são amigos daquele da premonição. Sim, eu sou Carly.

– Ótimo, que maravilha, vamos? — Cooper perguntou, impaciente.

– O que houve? — Ela perguntou.

– Temos de salvar uma pessoa da morte, quer ir conosco?? — Molly perguntou.

– Tá, vamos nessa... — Carly disse, desanimada.

– Vamos logo agora!!

Cooper saiu correndo. Carly e Molly tentaram acompanhá-lo.

...

Danny já estava no ginásio. O treino acabara de começar. Antes alguns exercícios. Danny continuava pensando no seu desejo. Pouco importava pra ele a morte agora, o que importava era o basquete e só.

...

Derek continuava correndo, logo chegou no ginásio. Entrou pelo vestiário, procurando nas estantes alguma que pudesse causar um acidente. Mas tudo parecia normal. Normal demais.

...

Lauren parou pra ver um abajur que estavam vendendo, com uma capa preta sobre a lâmpada. Com figuras de arranha-céus de Nova York. Quando se deu por si, as amigas haviam sumido. Ótimo. E nem sabia onde era a saída da loja. Maravilha.

A loja ainda estava sendo terminada. Uma grande estante no fundo estava bamba ainda. E estava pesada. Cheia de utensílios como ventiladores. Rodando em todas as direções, a área ficava bem ventilada e gelada.

...

Cooper, Carly e Molly finalmente chegaram na loja de construção.

– Bom, pra entrar por aqui, temos de passar pela loja...

– Fala sério, que perda de tempo!! — Carly disse.

– Mas pode ser que Lauren ainda não saiu daqui, então poderemos achá-la! — Molly falou.

– Peraí, Lauren é a próxima? Acho que sei como ela vai morrer... — Mas ninguém escutou Carly. Cooper e Molly já corriam bem a frente, e Carly percebendo isso saiu em disparada.

E entraram.

...

Derek continuava buscando algo que poderia matar Danny no vestiário, quando um zelador apareceu por ali:

– Caham garoto! O que faz aqui?

– Hã? Ah, é...bem estava tentando achar algo...

– O que? Pode me dizer??

Enquanto isso, o técnico do time dizia:

– Time! Vamos começar agora os exercícios com bola!

– Essa é minha chance!! — Danny disse. — Minha chance de começar um treino impecável!

...

Lauren se perdeu na loja e chegou na área dos ventiladores. Um vento gelado saía do local.

Lauren estava totalmente distraída, pensando em como tudo poderia matá-la por ali.

Cooper, Carly e Molly corriam pela loja, então Molly parou e viu Lauren.

– Gente, ela está aqui!!!

– Como? Vamos?? — Cooper falou.

Os três corriam através das seções pra chegar em Lauren.

...

– Bem, eu estava procurando algo de um amigo, que é meu mas ficou com ele...

– Você sabe onde é estante dele? — Então o zelador bateu em uma das estantes com muita força que chamou a atenção do técnico.

– Que barulho foi esse? — O técnico perguntou. Então foi andando em direção aos vestiários.

A maioria do time foi atrás curiosa. Apenas Danny ficou na quadra com a bola. Ele sabia o que fazer.

...

– Lauren!!! — Cooper gritou.

Lauren, cuja atenção estava desviada até o momento, olhou pra frente e viu os três correndo em sua direção. Foi para trás um pouco, mas havia um carrinho de supermercado no caminho.

Então ela tropeçou no carrinho e escorregou, caindo no chão. O carrinho se dirigiu a estante bamba.

– É a morte!! Ela está agindo!! — Carly gritou. Cooper, Molly e Carly estão quase chegando em Lauren. Apenas duas seções.

O carrinho bateu na estante e várias coisas na estante caíram. Ventiladores se despedaçavam quando chegavam ao chão. Nenhum atingiu Lauren.

Mas o ventilador que girava mais forte caiu na direção de Lauren. O plugue que fazia o ventilador funcionar foi desligado, mas o ventilador caiu em direção fulminante à barriga de Lauren.

Logo as hélices atingiram a barriga de Lauren, rasgando sua carne, e explodindo seus orgãos. Iria fatiando tudo o que via pela frente. Sangue era espalhado pelo piso. Enquanto isso, Lauren sentia seu corpo se rasgar com uma dor incrível.

Cooper conseguiu chegar, em vão. Tentou ainda falar com ela:

– Lauren? Consegue me ouvir?

Ela apenas disse:

– Daniel. O Danny... — E expirou. Com sangue saindo de sua boca.

Então a terrível ação teve seu fim. A estante com todos os objetos se soltou e caiu. Cooper pulou pra trás. O corpo inerte de Lauren fora esmagado, fatiado, despedaçado, por vários ventiladores e por aquela estante de metal.

Carly virou os olhos e Molly vomitou. A cena estava horrível. Coop então voltou em si: Danny era o próximo.

Então Carly disse:

– Eu não entendo... — Eu vi um sinal da morte, mas era com uma bola de basquete...não era um ventilador.

– Como? Uma bola? Danny! — Cooper pegou o celular e discou pra Derek, enquanto tentava desviar os olhos daquela cena terrível. Mas não adiantaria. Sempre estaria em sua mente.

...

Danny saiba muito bem o que fazer. Ninguém estava ali pra dizer o que fazer. Pegou a bola de basquete. Jogou uma vez. Nada. Duas vezes. Cesta!

Pensava: Agora dá! Agora dá!

...

Derek estava no vestiário com o zelador, o técnico e os garotos do time. Então um dos garotos disse:

– Eu conheço ele! Ele é amigo do Danny.

– Qual? O que não acerta nada? — O técnico falou.

O celular de Derek soou.

...

Danny foi mais uma vez. Conseguiu. Iria tentar mais duas cestas e dar uma enterrada fenomenal. Apenas pra treinar.

Então pensou no que menos queria: A morte.

Quando eu vou ser o próximo? Será que sou eu? Não, não sou. Tenho certeza. A morte não me mataria antes. Ou será que...

E disse:

– Não Danny, esquece.

A trave balançava ao vento. Um dos parafusos ficou frouxo. Danny não percebeu nada.

...

Alô? Quem é?– Derek atendeu.

Derek, é o Coop. Falhamos. Lauren está morta...

Derek então levou um choque. Ela estava morta.

A voz embargada de Coop continuou a falar:

...e Danny é o próximo. E vai morrer com uma bola.

Mas eu vi que era com uma estante.

Então a voz do outro lado ficou em silêncio.

Cooper?

Lauren morreu com uma estante.

Então...

...

Danny já corria pelo campo de basquete. Aproveitava cada momento. Duas cestas. O que poderia detê-lo? Iria dar uma enterrada fenomenal.

E corria com a bola de basquete.

...

Derek se ligou e saiu correndo entre os jogadores. Ninguém o deteu. Derek subiu as escadas ferozmente pro ginásio e viu Danny com a bola. Correu mais. E gritou:

– Danny, cuidado com a bola!

Tarde demais.

...

Danny enfiou a bola de basquete com toda a sua força. Enterrou com tudo. Quando se pendurou na cesta, a trave se afrouxou. E num rápido movimento, caiu.

Danny caiu em direção ao chão, com um baque, ao atingir o chão de concreto, seu crânio foi rachado por dentro. Sua mandíbula foi quebrada e alguns dentes se soltaram pelo chão.

...

– Não!! — Derek gritou e depois saiu correndo em direção ao amigo quase expirado. Mas se Danny poderia ter alguma esperança, isso foi destruído.

A tabela soltou se e caiu na direção da cabeça de Danny. A tabela esmagou a cabeça de Danny contra o chão, espalhando pedaços de cérebro, sangue, e ainda dentes.

O rosto de Derek encheu-se de sangue e uma das manchas parecia um 8, lágrimas desciam do rosto de Derek, borrando as manchas de sangue. Os outros jogadores chegavam e ficavam atônitos com a terrível cena.

...

Horas depois, Derek estava no carro de seu irmão. Ele o buscara na delegacia. Havia prestado depoimento sobre a morte de Danny. Não via Coop, nem Molly desde a morte de Danny. Estava tão assustado. Ver um dos seus amigos morrer na sua frente: não tem preço.

Seu irmão mais velho, Irwin Connors, dirigia o carro, e estranhando o comportamento do irmão disse:

– Aquilo foi difícil pra você, né?

– Irwin, não você não sabe, foi muito...

– Calma, irmão, você vai conseguir superar isso.

Superar sim, Derek pensou. Esquecer, nunca.

– Bom, acho que tomar um sorvete vai ajudar a melhorar seu alto-astral, né?

– Tanto faz. Tanto faz.

O que Irwin não sabia é que Derek estava preocupado com a lista. Quatro já tinham ido. Quem seria o próximo?

– Certo, melhor não tomarmos. Vamos direto pra casa. Amnahã te levo lá.

Derek apenas conseguiu dizer:

– Obrigado.

E dormiu.

23 de novembro de 2010.

Quando Derek acordou já era madrugada. Já era outro dia. Ele acordou com uma dor no pescoço. Olhou ao redor e tudo estava apagado.

Subiu as escadas em direção ao seu quarto e caiu na sua cama. E dormiu, mas não foi nada agradável. O sonho era horrível. Derek estava preso, não podia se mexer, enquanto vários gritos aconteciam ao fundo. Cenas que não havia visto apareceram. A morte de Freddie, Miranda e Lauren. E a de Danny.

Danny, seu amigo que agora estava morto.

...

Quando acordou, no dia seguinte, nem foi a escola. Pra quê?

Desceu as escadas, e o café estava pronto. Tomou seu café e ficou sozinho, pensativo.

Quem vai ser o próximo?, pensava.

Então novamente as lembranças voltaram a sua mente.

Kristy, Freddie, Miranda, Lauren e Danny passaram. E lembrou-se de Cooper caindo em direção a água. Mas subitamente sua mente deu lembrança de algo maior. Roy caindo na água. Então quem caiu primeiro? Roy ou Cooper?

E logo lembrou de Carly também caindo. E sendo triturada pela hélice.

Então voltou ao normal e a tontura novamente o atacou.

Derek segurou na cadeira pra não cair. Por que sempre teria que ser assim?

...

Na escola, a morte de Danny e Lauren acabou virando um papo cheio.

Jimmy ficou sabendo da morte de Lauren, por meio de suas amigas, e estava pensativo, não parecia o cara forte, e confiante que sempre era.

Miranda e Lauren. As duas. Morreram em apenas dois dias. Jimmy começava a perceber que algo os rondava. Algo terrível. E pelo o que ficou sabendo quatro pessoas que saíram do barco estavam mortas. Não era coincidência. Ele sabia disso.

E sabia que algo misterioso estava operando por trás disso. Não saberia responder. Uma força sobrenatural? Ou mesmo Derek?

Isso ficava martelando em sua cabeça. Martelo, pensou. Não sabia o que martelo tinha a ver com mortes, mas havia pensado nisso.

As luzes da sala piscaram.

Notas finais
Confesso, esse capítulo foi muito triste pra mim, maaaasss...
Curiosidade: Danny originalmente morreria com uma flecha, isso mesmo, arco e flecha. Tirei esta morte pra desenvolver a trama de Danny, do basquete. O que foi uma grande experiência pra mim, pra ver como era construir um plot exclusivo pro personagem como aconteceu aqui.