Notas iniciais
Capítulo triste e com ação, aproveitem!

23 de novembro de 2010.

Derek estava em sua casa. Ele sabia os próximos. Mas não tinha coragem de enfrentar o que aconteceria. Ele achava.

Seu irmão, Irwin, veio passar uns dias em casa, mas Derek nem sequer falou com ele. Sentia-se culpado. Por Freddie, Miranda, Lauren e especialmente, Danny. E saber que agora outras pessoas também estavam na lista, era terrível. Mas algo lhe quebrava a cabeça.

Cooper, ou melhor chamando, Coop, não saiu do barco. Ele estava no barco, mas não morreu. Como? Será que ele estava na lista realmente?? Por que ele viu Cooper morrendo na visão, mas como é que ele não morreu? Será que quando ele caiu do barco na visão, ele morreu? Ele não havia visto nenhum corpo ou estava irreconhecível?

Tudo isso deixava Derek mais apreensivo.

...

Irwin estava com Derek, conversando. Pouco antes, Molly havia ligado. Seria o funeral de Lauren e Danny.

– Eu não entendo, Derek. — Irwin disse. — Por que você não quer ir? Era um dos seus melhores amigos...

– Simplesmente por isso, Irwin. Eu acho que...aquilo foi demais pra mim.

– Derek, escute. Calma. Tá tudo bem. Sua vida irá seguir normalmente após isso. Confie em mim.

– Confiar é fácil, difícil é esquecer...

– Derek, confie. — Irwin disse. — Nós vamos lá, ainda vou buscar Molly e Cooper, os seus dois amigos. Depois eu levo você pra tomar um sorvete.

– Tá bom, você venceu. Vamos.

– Primeiro vai lá trocar de roupa.

– Tá bom, irmão. — Derek lançou um olhar a Irwin e subiu as escadas.

Depois de ter trocado de roupa, os dois se dirigiram a porta em silêncio total.

Derek não esqueceu de pegar o broncodilatador, o aparelho pra asmáticos. Como ele.

Entraram no carro de Irwin e saíram.

...

Molly já estava do lado de fora da casa, sentada em silêncio.

Lauren. Por que não tentou enxergar o lado bom dela antes? Ela era boa. Mas Molly não havia enxergado isso. Tinha a ideia de que era tão desprezível quanto Jimmy. Era teimosa demais, e não conseguia ver esse lado. Derek, Cooper conseguiam até ver. Mas ela nunca.

E agora, Lauren estava morta. Sentia-se culpada por isso. Mesmo sabendo que ela não havia causado a morte dela, carregava um peso na consciência.

Então o carro do irmão de Derek chegou.

...

Cooper estava dentro do carro de Irwin, todos em silêncio total. Cooper, ou Coop sabia que agora estavam na mão da morte. E o cara engraçado que era, fazendo piada de tudo, havia calado-se.

Encostado no vidro da janela do carro, olhando enquanto a casa de Molly chegava, Cooper pensava em tudo o que acontecia. Uma lista. Quatro pessoas mortas. E ele estava no meio desse turbilhão. Sabendo o que aconteceria com os outros, em pouco tempo, seria o único sobrevivente do barco.

No começo, tinha certeza que não morreria, mas agora, tinha uma má sensação.

...

Molly entrava no carro de Derek, percebendo o clima triste, decidiu ficar quieta. Resolveu ficar frio naquele dia, deixando tudo mais triste. A cada sinal parado em direção ao cemitério, um clima pior.

Mas Irwin decidiu quebrar o gelo:

– Pessoal, o que houve? — Irwin perguntou. — Estão todos quietos.

– Não temos nada pra falar, Irwin. — Derek disse.

– Mas, como aconteceu? O acidente que matou os dois?

– Bom, Lauren morreu numa loja de construção. Um ventilador caiu na barriga dela. — Cooper disse.

– E Danny morreu no treino de basquete. A tabela caiu e esmagou a cabeça dele.

– Bom, desculpa ter perguntado... — Irwin disse.

– Nós entendemos sua dúvida. — Molly disse, encerrando o assunto.

...

Ao chegarem no cemitério, uma cerimônia ao ar livre acontecia. Os caixões de Lauren e Danny estavam recobertos de flores, e com fotos dos dois. Um clima triste, mas assustador tomava conta do local. Lá já estava Carly.

– Ai, vocês chegaram! — Carly disse, aproximando-se do grupo.

– Carly, você já está a quanto tempo por aqui?

– Há uns 10 minutos. — Carly disse. — Isso é...tão triste., até pra mim, que mal conheci os dois, imagine vocês que conviviam há muito tempo com eles...

– Pois é, é muito difícil... — Molly falou. Ela sabia o que falava.

Todos se sentaram em cadeiras no fundo. Na frente estavam os familiares, e vários amigos dos mesmos, alguns chorando, outros consolando os pais. Derek tentou enxergar a mãe e o pai dos dois. O pai estava lá, cabisbaixo. A mãe...

– Desista. — Carly disse. — A mãe deles não aguentou. Foi pro hospital de ambulância.

Ouvindo isso, Derek ficou mais triste.

...

Roy estava na Presage Paper. Super atarefado, quase perdendo a cabeça. Foi quando sua assistente, Gina, chegou.

– Senhor, tem um tal de Nicholas, que quer falar com o senhor.

Roy então explodiu.

– Já chega! Eu não aguento mais! Eu preferia morrer a continuar nessa droga! Eu vou explodir!

E Roy saiu andando nervoso de sua sala, empurrou Gina pro lado, e foi em direção ao estacionamento.

– Credo, esse aí tá soltando fogo pelas ventas! — Gina disse.

...

O funeral aconteceu de uma maneira muito triste.

Mas todo funeral era triste. Mas esse era duplamente pior. Porque eram dois irmãos.

...

Jimmy estava na escola. A sala estava quase vazia. As amigas de Lauren foram ao funeral dela. Derek, Molly e Cooper também. Sem contar mais alguns que foram prestar uma última homenagem a eles.

Resultado: a sala estava quase sem ninguém.

Então a diretora-geral Cassy além de Dominick, o diretor da High School MT. Abraham, deram um comunicado de que as aulas pro 2° ano do Ensino Médio, estavam suspensas. Jimmy poderia ir embora.

...

O funeral acabara. Todos levavam flores aos caixões. Carly, Molly e Cooper deram sua colaboração. Mas Derek não conseguiu nem se mover.

– É tudo minha culpa... — Derek suspirou.

Irwin olhou pra seu irmão e perguntou:

– Como assim, Derek??

– Eu estava ali na hora da morte dele. Quase o salvei mas...

– Derek, não foi culpa sua, era a hora dele. Não se pode mudar o destino, quando chega a sua hora, você não pode fazer nada... — Irwin parou e pensou um pouco. — Há menos que acontece algo sobrenatural como aconteceu com aquele jovem daqui de MT. Abraham que previu o acidente de avião, e tirou algumas pessoas de lá. Mas depois...todos morreram. É impossível mesmo.

Ao ouvir o que Irwin disse, Derek gelou. Era mesmo impossível? Tinha de haver uma saída.

– Bom, vamos agora? — Molly falou. — Eu odeio cemitérios, são tão tristes.

– E assustadores. — Carly falou.

– Vamos então. — Irwin pegou a chave do carro.

Derek viu uma garota longe. Olhando um túmulo. Conhecia ela, sabia. Mas não lembrava de onde. Sabia que deveria falar com ela.

Mas não falou e seguiu os outros. Mas sempre olhava pra trás enquanto se afastava. A garota tinha uma flor e parecia chorar.

Era Kristy Browning.

...

Molly e Cooper sentaram atrás. Derek entrou no banco do carona. Carly iria pegar um ônibus, para ir a sua casa. Hoje havia faltado na faculdade. Mas Irwin a chamou:

– Carly, pode vir com a gente!

– Ah, obrigado. — E abriu um sorriso. O primeiro daquele dia triste e frio.

...

Derek perguntou a Irwin:

– Nós vamos tomar um sorvete mesmo nesse frio?

– Ahã. Vai esquentar. Confie em mim.

Irwin tinha razão. Um sol fraco apareceu. Pelo menos esquentou um pouco.

...

Roy dirigia rapidamente pra longe da Presage Paper. Prometeu que nunca iria por os pés ali. Ele dirigia o carro pra longe, queria ir o mais longe que pudesse. Mais precisamente pra casa do seu irmão. Já havia ligado pra ele no carro, e ele ficou surpreso pela visita repentina.

Roy nunca foi sociável com ninguém, agora ele parecia estranho. Roy sentia isso. Vontade de abandonar tudo. Após essa atitude, concerteza seria demitido da Presage Paper. Até que enfim.

...

Derek não sabia como dizer quais eram os próximos da lista. E tinha Irwin. Ele concerteza o acharia louco.

Então resolveu esperar pela sorveteria.

...

Jimmy se reuniu com três de seus amigos, Gale, Harry e Percy. Os quatro iriam pro shopping, não o novo mas o maior e mais antigo.

Iriam ver um filme de terror.

Mas Jimmy não sabia que esse filme, era o mesmo que Lauren assistiria.

...

A sorveteria já estava chegando. Foi quando Irwin anunciou:

– Bom, eu decidi com o Derek, pra gente tirar o clima tenso, nós vamos a uma sorveteria. É logo ali.

– Uma sorveteria? Mas eu estou de regime. — Carly disse.

– Você pode ficar do lado de fora se preferir — Irwin disse. — Ou sei lá, comprar uma água e ficar conosco...

– Poxa, que surpresa! — Molly disse.

– Verdade, estou morrendo de fome. Enterros me dão fome.

– Coop, cala a boca! — Molly disse. — Deixa quieto, tá bom?

Derek ainda estava preso no seu mundo terrível tentando processar o que acontecera. Lauren e Danny haviam morrido. Irwin sabia a história de um tal de Alex. A garota no cemitério. Seus amigos em perigo. Nada se encaixava.

A sorveteria logo chegou.

Irwin estacionou o carro um pouco antes e todos saíram. O sol estava bem fraco, mas sem vento. Deixando o clima até que gostoso.

Irwin, Carly e Cooper foram. Molly esperou Derek um pouco.

– Derek, aquilo te deixou mal, não é?

– Pois é, me senti impotente diante daquilo. Como se não pudéssemos combatê-la. Mas agra estou forte. Estava pensando em como isso poderia dar certo. E vai dar certo.

– O que vai dar certo?

– Enganar a morte, claro.

– Mas você sabe os próximos da lista?

– Agora é Roy, aquele chefe da Carly. Depois Coop e Carly.

– Mas Coop... — Molly hesitou, mas continuou. — Ele vai morrer???

– Não sei, mas acho melhor ficarmos de olho. — Derek disse.

Nisso chegaram na sorveteria que estava vazia. Os três haviam escolhido uma mesa ao canto direito. Uma janela grande decorava a frente ao lado esquerdo. Era repleto de mesinhas, e ao canto tinha o lugar onde estavam as massas dos sorvetes.

A frente da sorveteria tinha uma avenida. Do outro lado, havia um posto de gasolina.

...

Roy acelerava o carro, estava tentando espairecer sua mente. Observou no painel do seu Mustang prateado, que a gasolina estava acabando.

Precisava de um posto o quanto antes.

...

Molly e Derek decidiram pegar sorvetes de massa. Já Cooper falou:

– Ô tia, eu quero um Fire Ice pra mim.

– Cooper! Olha o respeito! — Molly disse.

Cooper olhou pra Molly com uma cara de "eu vou te esganar"

– Já sei. É Coop.

E Cooper novamente olhou com uma cara happy pra ela.

Carly pediu uma água. Irwin não queria nada e foi ao banheiro.

Todos se sentaram na mesa. Cooper ainda estava o pedido.

– Bem, como todos aqui sabem, estamos sendo perseguidos pela morte. — Derek começou.

– Sim, e quem serão os próximos? — Carly perguntou. — Você sabe, não é?

– Sei, mas falar isso vai doer.

– Po...po...por quê?

– É que você e Coop serão os próximos. Quer dizer, depois do seu chefe.

– Como? Eu, o Coop e o Roy?

– Exatamente.

– Me excluam dessa. — Cooper disse. — Eu não estou na lista.

– É isso que me preocupa, Coop. Não sabemos se você está ou não.

Então a garçonete levou o pedido:

– Hã, senhor sobrinho, aqui está.

A garçonete deixou o sorvete na mesa e piscou pra Cooper, que quase explodiu. Nisso Derek olhou pra frente. Na geladeira, uma propaganda da Hice Pale Ale.

– Viu Coop, como é bom? — Molly falou.

– Cala a boca! — Cooper falou.

– Geralmente sou eu que falo isso... — Molly disse.

– Bom, continuando Derek... — Carly falou.

– Bem, a morte está atrás de nós. Isso é fato. Sabemos os próximos. Mas não temos nenhum sinal.

– Nenhum? — Carly perguntou, gritando.

– Ahã. — E olhou pra Cooper comendo seu sorvete. Fire Ice. O sorvete quente. Era tão refrescante, que chegava a "queimar".

Queimar. Essa era a pista.

– Roy vai morrer queimado.

– Como assim? — Molly perguntou.

– Acho que é isso. Só não sabemos como impedir.

– Fala sério. Assim não adianta nada.

– Gente, eu vou sair pra fora. — Carly se levantou e pegou sua água. — Esotu muito atônita com isso.

Irwin voltava do banheiro. E perguntou:

– Por qual motivo ela foi embora?

– Ela não foi. Apenas está na frente.

Derek olhou pra janela e viu Jimmy. Jimmy, não. Tudo menos ele. Mas Derek sabia que teria de falar com ele, logo. Só ele, Molly e Jimmy sobravam na lista. Caminhando. Em direção ao shopping. Ele achava.

...

Roy continuava em seu carro e logo chegou a um posto de gasolina. Tinha alguns galões no carro e foi encher. Além do seu carro é claro.

Roy parou seu Mustang e saiu do seu carro. Um vento frio passou pelo local.

Ele virou pra frente e reconheceu uma figura. Carly Watkins, a chata da estágiaria. Sentada próximo a sorveteria em frente.

...

Roy enchia o tanque do carro, esquecendo dela ali, pensando em como mudaria sua vida.

Então ao se lembrar, Roy retirou rapidamente a mangueira do tanque. Não sabia muito bem o que aconteceu, mas ao retirar a mangueira, ela pegou fogo.

O fogo subiu pela mangueira e pelo braço de Roy que gritava. A gasolina continuava escapando, e a mangueira caiu na gasolina atiçando o fogo.

...

Carly viu a cena e se espantou. Levantou se do banco e foi em direção a janela se afastando. Um homem pegava fogo em frente. Enxergou melhor e reconheceu. Era Roy. Pensou em entrar pra pedir ajuda, mas logo Cooper saiu pela porta, espantado.

– O que está acontecendo??

– É Roy. Aquele homem é Roy! — Carly gritou.

Todos paravam pra ver a cena. Quem estava no posto tentava sair.

...

Roy tropeçou e caiu com a cabeça no fogo. Seu corpo já havia virado uma tocha humana. Sentia seu corpo rasgar, queimar, sua cabeça ficou zonza. Ao cair de cabeça no fogo, sentiu seus olhos queimarem, seu rosto ser destruído. Mas pensou uma última coisa:

"Agora sim eu posso descansar em paz."

E expirou enquanto o fogo se alastrava pelo posto.

...

Cooper saiu correndo pra dentro da sorveteria e disse a Derek:

– Derek, aquele homem...É Roy!

– O quê? — Derek se levantou.

...

O fogo se alastra pelo posto, quando tudo aconteceu. O posto explodiu, enviando pedaços pra todos os lados.

Metais retorcidos voavam em direção a rua. Foi quando aconteceu. Carly colocou as mãos na frente do rosto e foi pra parede.

Derek, Cooper, Molly e Irwin assistiam a cena. Então Coop se virou pra eles.

– E agora? E agora?

Molly saiu correndo pra tentar alcançar Carly.

Derek viu o momento em que um capô de carro saiu voando em direção a sorveteria, apenas pensou uma coisa. Coop. Ele estava de costas sem ver nada.

Derek correu e empurrou Cooper pro lado. O capô invadiu a janela da sorveteria, destruindo várias coisas.

Em chamas, quebrou mesas e cadeiras onde Cooper estava. E até uma parte do telhado.

Em choque, Coop conseguiu dizer apenas uma coisa:

– Você me salvou.

Derek olhou pra frente pra tentar ver Molly. Conseguiu. Mas ela apenas fez um não com a cabeça.

Notas finais
Novo capítulo sai em breve!! Leiam!!