Notas iniciais
U.U É minha primeira fic, então peço que deixem REVIEWS!

Olá, bom dia (só que não!) a todos vocês que foram designados pela morte para lerem (acompanharem e comentarem) a minha história.

Como sabem (pra quem viu Premonição 02), eu, Clear Rivers, loira do corpo moreno e cabelos pretos, com olhos verdes e um olhar castanho, morri em uma grande explosão num hospital. Certo? Errado.

Ainda estou bem viva, e passei por muitos “perrengues” depois que vi meus amigos morrerem daquelas maneiras muito patéticas. Aproposito, a Terry nem era minha amiga. Mas voltando ao assunto...

Para lucrarem com o filme (já que não tinha partes pornográficas), o diretor me fez supostamente “morrer” em cena de explosão. Porém, quem morreu foi outra loira... Err... Uma longa história...

Querem entender isso de uma forma mais original nos desígnios da morte? Vamos começar do começo (só que não.).

Após a morte do meu ex-namorado... “Ex” não pelo fato de ele estar morto, mas sim porque eu pretendia terminar com ele naquele mesmo dia... Porém, um tijolo me ajudou inesperadamente. *Voltando*... Todos acharam que eu tinha ficado louca após ver Alex morrer daquele jeito. Porém, posso afirmar com sinceridade, que eu ainda não estava 100% “chapada”.

O que eu quero dizer com isso? Você deve estar se perguntando nesse exato momento (e eu também... não fui muito lógica).

Quero dizer que uma coisa aconteceu entre a morte de Alex e o acidente na pista 180 (ou 23... É confundível). Algo aconteceu entre esses fatos (comigo) que fez outros “algo” mudarem-se no rumo da história.

Quero dizer, de uma forma melhor, que um fato aconteceu entre o período da morte da Alex e a minha internação na clínica. Um fato que já estava premeditado pela morte (ou não)... Que já era pra acontecer de qualquer modo... Um fato muito esquisito e que ainda ninguém sabe sobre si, exceto os loucos que leem isso agora.

Sabe o que é esse tal fato? Uma outra premonição...

Só que, nessa nova dramaturgia, o visionário não era uma moça bonita ou um rapaz bombadão... Era eu, uma loira louca, assustada e burra.

Vou lhes contar de uma forma mais “compreensível” essa história. Está no ar (ou não): “PREMONIÇÃO 06 – Deu a louca na Clear”.

Tudo Começou...

Após uma noite de vários pesadelos terríveis com o Justin Bieber vindo cantar em MT Abraham, eu acordei numa bela manhã de Sexta-feira. Aos poucos, o sinal da aparência foi surgindo pela manhã: Unhas quebradas, tortas e sujas; Cabelo liso sem passar chapinha (Nusss...); Olheiras maiores que túneis de metro; Sarnas e espinhas por todo o rosto; Além de barba e bigode não depilados. Tudo isso me fez querer ficar mais “elegante” para minha grande visita “da tarde” a um local muito especial.

Depois de resolver quase todos os problemas acima, exceto o bigode, acabei de me arrumar como requer a música (?). No lugar de um longo vestido azul, coloquei um short pequeno, jeans apertado, que destacava corretamente os traços do “BoumBoum”. Minhas belas pernas brancas e secas ficaram para o lado de fora. Vesti uma blusinha que tampa apenas da cintura para cima, e coloquei uns óculos escuros. Calcei uma tamanca “Martinê” tamanho 44 e, após pegar meu belo som “microssistem”, saí cambaleando em meio à rua (com uma tremenda dificuldade para ficar equilibrada com o salto-alto), indo em direção a certo lugar.

No caminho, não deixando de reparar, reparei que todos os homens me olhavam. Eu, sorridente e rindo à-toa, olhando para o sol de 40°C que torrava minha cara, dançava na cara dos “funkeiros”.

Em certo ponto da rua, um “funkeiro” (assaltante dá no mesmo), chegou por minha frente, fazendo-me parar e o encarar. Ele, branco de pele escura, me olhava de olhos fechados, assoprando uma fumaça fétida na minha cara. O desgraçado ainda fumava maconha. Eu, desprezando a hipótese de ele estar armado e me dar um tiro, coloquei o meu óculo escuro para cima (na testa) e o olhei, encarando-o. Ele também me olhou, revistando meu corpo de cima a baixo.

– Você quer parecer uma funkeira ou uma saracura branca ambulante? – O pesteado tirou o cigarro da boca, assoprando novamente a fumaça na minha cara. Eu me segurei muito (MESMO) para não voar pra cima dele e mostrar o golpe “Rasteira Louca da Clear”, que consequentemente iria matá-lo. Retomando o controle, suspirei fundo, tirando a fumaça que já estava em meu pulmão e mandando de volta pra ele.

– Eu prefiro parecer mais “Loira”! – E voltei a andar pela rua, levando meu som comigo. O rapaz, após ser “escarrado” pelos amigos, me olhou de costas.

– Vai mesmo, gostosa! – Eu ouvi, mas fingir não ouvir. Continuei meu caminho até chegar ao local predestinado por eu naquele dia.

Bom, o tal “local” era o cemitério da cidade. Explicando melhor, fui para checar os túmulos dos meus amigos, exceto a Terry.

Por alguma idiotice, os corpos dos passageiros do voo 180 foram enterrados um do lado do outro, ficando uma fila na mesma ordem em que morreram nos acidentes após o voo. Após procurar por flores (pra eu roubar) nos túmulos dos meus amigos, andei em direção a um poste de energia. Com minhas habilidades de 007, desencapei os fios elétricos com um alicate e puxei uma fiação até a tomada do meu som, que estava sobre o túmulo do Alex.

Logo, com o som ligado e 100% “Rep-ado”, coloquei um funk dos melhor e comecei a dançar, descendo até o chão na frente das covas dos meus amigos.

Uma garotinha, de aproximadamente sete anos, passava junto da mãe por túmulos vizinhos aos meus, quando ambas me viram dançar na boquinha da garrafa.

– Mamãe, mamãe! – A garotinha chamou a mãe, apontando seus dedos pra mim. – Quando o pastor fala que o diabo gosta de fazer festa sobre os fracos, é isso que ele quer dizer?

– Claro que não, filha. Isso não é festa, até eu danço melhor que ela! Acho que essa moça está tentando fazer é macumba. – A mãe ruiva continuou a andar, indo junto da filha para uma das covas um pouco mais afastadas de onde eu estava.

– Recalcadas! – “Ôzei” com elas, balançando a cabeleira loira pra cima e pra baixo.

Depois que a música acabou, coloquei “Eu gosto dessa dança *sexual*, que faz *BoumBoum* mexer...” e me acabei aos trapos.

“Vô pum baile, vô zuáá... Quando a....”

Eu dançava tão bem, que quem era “Maria Vanúbia” perto de mim.

Segundos após meus pensamentos recalcados, um pastor passou por túmulos próximos ao meu, me olhando de cima a baixo.

– Gostou? – Eu me virei pra ele, dançando. Ele acenou negativamente com a cabeça.

– Pobre alma perdida... O Satã ganhou mais uma! – E continuou a andar pelos túmulos do cemitério, me deixando dançar sozinha.

– Hm.... Vai mesmo, quem precisa de você? – Virei novamente para os túmulos dos meus amigos, e continuei a dançar. Eu praticava ali toda sexta-feira, e não era pra chamar atenção não, queria emagrecer e ficar com 12 quilos... Mesmo peso de quando eu tinha um ano e meio.

Notas finais
Espero que tenham curtido. E, se não quiserem ser pisoteados e mortos por um BoumBoum, é melhor que comentem, ok? Segundo capítulo vem daqui a longos meses, ou dias. Comentem que apresso a postagem, ok? Abraço a todos!