Notas iniciais
Olá mesamigo! Tô aqui, rebolando no sapateado e balançando os cabelos no balé. Desocupem (tá errado mesmo) pela demora na postagem, mas eu trabalho muito (ensinando desajeitados a remexer os boum-bouns!). Blá blá blá blá... Aqui tá o tiuô capítulo! Mexe com meu ingrêsque tú morre! :-)

Eu sei o que vocês devem estar pensando: Quem te ensinou a dançar bem assim?... Bom, para responder a todos, não foi em aulas e nem com desconhecidos... Foi com um neguinho sinistro que bota pra quebrar e requebrar quando o papo de rebolar.

Já sabem quem é? William Bludworth. Diferentemente do que viram no filme, Willian não é só um “nego” louco e doido que só sabe coisas da morte. Ele também é nota 100% no requebrado, e é muito recalcado. Com os ensinamentos dele, eu cheguei a ganhar o premio “Miss Loira Recalcada”. Mas, *voltando*...

Minha bunda já estava doendo... Com certeza, os ossos já tinham saído do lugar pela falta de Calcitran B-12. Mexendo menos com a bunda e mais com o cérebro, minha cabeleira começou a balançar, indo e vindo aleatoriamente.

– Está tentando reaquecer o celebro? – Eu ouvi alguém me perguntar, fazendo-me virar para a pessoa. – Ah é, me esqueci que você nem tem celebro! MUHAHAHAHA! – Após ver quem era, fiquei assim: ( x_x )

Fui até minha caixa de som e a desliguei, voltando-me com um olhar mortal (só que não) para minha Arqui-inimiga, Maria Vanúbia (*Salve Jorge*). Com aquela pele de torresmo queimado e o cabelo mais claro que o sol, calçando um salto de 1,5 metros de altura, ela veio até o meu encontro, onde ficamos face a face.

– Eu não tenho ce”l”ebro... Eu tenho cé”r”ebro, com “r”! Mas já você, deve ter o Zeca “Pacotinho” no lugar oco da cabeça. – Mandei uma bomba pra ela.

– Pelo menos eu uso meu Zeca “Pacotinho”. Mas você, pra que ter um cérebro, se não vai usar? – Ela me devolveu a bomba mais um extra.

– É, pelo menos eu posso falar que tenho! – Ganhei a batalha do século. Ela olhou pra mim, com cara de Hot-Dog queimado, e sorriu ironicamente, saindo perambulando em seguida pelo local.

– Recalcada!

Tirei uma toalha de uma bolsa minha da Docê-Cabana, rosa, e limpei o suor em meu rosto.

– Você dança tão mal quanto o seu português? – Uma voz masculina me fez tirar a toalha do rosto. Parecia que eu reconhecia a voz, mas não me lembrava de quem era. Após ver de onde veio à questão, “Putz”, me alembrei de que a voz era do chato de fumou a pouco na minha cara.

– Eu acho que desmatei as árvores do jardim do Éden pra ter que ouvir uma coisa dessas! – Fui até a minha caixa de som e a peguei, arrumando a sua tomada.

– Não adianta só ter a calcinha enterrada no ânus. Vim aqui ver se você manda bem no funk! – Ele estava com a mão no bolso da blusa. Eu o olhei estranhamente.

– Você tem uma arma aí? – Andei, levando tudo que trouxe, até ele. O rapaz tirou as mãos do bolso, demonstrando não ter nada. – Que bom, porque já terminei de dançar! – E chaqualhei meu cabelo na cara dele, o deixando meio bobo.

– Quer mostrar que é loira, ou quer fazer seu cabelo voar? – Ele começou a me seguir.

Distraída com ele, eu nem reparei que o sol já tinha ido embora. Não falei da noite, mas sim de um tornado que chegava a ponta do cemitério naquele exato momento.

Com ventos de mais de 100 quilômetros por hora, as árvores próximas a nós balançavam bastante, mas não ligamos para isso. Continuamos a andar, mandando um uma bomba pro outro, até que eu notei que pessoas gritavam atrás de nós.

Nos viramos assustados, olhando pra nós mesmos e vendo o tornado se aproximando em seguida. As árvores começavam a sair do lugar, juntamente dos túmulos e pessoas.

Para causar pânico e trazer um “divertimentozinho” ao público, começamos a gritar e a correr (sendo que no fim isso vai fazer muita diferença).

A menina ingênua e a mãe ruiva foram as primeiras a serem sugadas pelo GRANDE fenômeno da natureza. Um túmulo se soltou do chão e veio em nossa direção, porém nos abaixamos e ele acertou o pastor, destroçando o corpo do mesmo e o levando para dentro do tornado.

– Bem feito pra ele! – Olhei pra trás e logo me virei para o fumante, que ao meu lado, me deu a mão, e começamos a ir contra os fortes ventos do tornado.

– Eu nunca vi uma coisa dessas aqui em MT Abraham... Que loucura! – O homem disse, aproximando-se de um poste.

– O quê? Acha que aquele tornado é loucura? Aquilo é peixe “piqueno” perto do que eu já vi por aí. – E prendi minhas mãos no poste.

– Socorro! – Em grito esquizofrênico me fez virar pra trás e olhei bem a tempo de ver a Maria Vanúbia sendo levada pelo vento.

– Pode levar, satanás! – Ouvi um pequeno tremido após terminar a frase, vindo da minha frente, e quando me virei, senti o drogado me empurrado para o chão. Caí e logo vi sangue jorrando por todo o lado, pintando meu cabelo loiro pra ruivo. – Até que gostei dessa cor!

Me ajeitei melhor e olhei para o local onde antes estava o drogado, porém, só vi partes de seu corpo, destroçado, pelo poste na qual eu segurava anteriormente.

Com a morte dele, as coisas que eu tentava passar por cima com minhas “inteligências” vieram todas à tona e comecei a me recordar de Alex e meus amigos mortos... Minha loucura chegou a tanto que por alguns segundos vi a Terry na minha frente, me desejando pra morrer.

Pisquei várias vezes os olhos e enfim, com a visão melhorada, me senti sendo sugada para dentro do tornado. Fui ficando cada vez mais alta e mais alta. Rodopiei tanto, que me borrei toda de vomito.Um outro homem, gordo, quase me esmagou, porém foi engolido primeiro. Enfim, fechei os olhos para não me ver partir e...

– Pelo menos eu uso meu Zeca “Pacotinho”. Mas você, pra que ter um cérebro, se não vai usar? – Eu morri com a voz da Vanúbia na cabeça? Com certeza estou no inferno! Quando abri os olhos e vi a recalcada na minha frente... Êpa... É a minha chance de arrebentar ela de novo!

– Pelo menos eu posso falar que tenho cérebro! – Mandei a bomba de novo e vi-a saindo de fininho.

– Recalcada!

– Pera í, tá tudo acontecendo como antes... Eu vou morrer... Isso não pode ocorrer... Tenho que virar modelo primeiro... Quero chamar a Gisele Bichem de amadora...

Logo, após muito pensar, saí correndo pela praça, indo na direção contrária a do tornado (que ainda não tinha se formado).

– Pera i... Se eu salvar meia dúzia de pessoas, eu posso ficar famosa, virar heroína e até ganhar a chave da cidade pela minha bravura... É isso! – Voltei correndo para o local onde estavam todos (mãe e filha invejosas, padre, Vanúbia e o maconheiro, que ainda nem tinha falado comigo).

– Ei... Povo de Deus, menos você Vanúbia, temos que sair daqui... Um tornado vai atingir esse lugar e todos nós vamos morrer.

– Como é que é? – Vanúbia se aproximou de mim.

– Santa misericórdia... – O padre também veio em minha direção.

– moça, você bebeu? Eu é quem sou o drogado aqui, e não você! – O fumante disse.

– Não tô nem aí... Vocês tem que vir comigo pra eu ficar famosa... Depois que eu tirar vocês daqui, podem morrer à-vontade! Aproposito, todas vocês são um bando de recalcadas! – E saí correndo, trazendo todo mundo atrás de mim.

– Recalcada? Vou quebrar a tua cara, loiruda! – Disse Vanúbia me seguindo.

Notas finais
U, gostaram? Comentem, se não mando Willian rebolar pra todos vocês, ok? Próximo capítulo virá assim que eu aprender a dançar no ritmo da ragatanga! ATé! :-D