Premonição: Águas Mortais
4 Por Um Fio
Notas iniciais
NOVAMENTE LEMBRANDO:
TODOS os personagens das minhas três primeiras fics(O Trem da Morte, Recomeço, e esta), estão disponíveis suas fotos:
http://marcioviniciusfanfictions.blogspot.com.br/2012/11/personagens-de-premonicao-o-trem-da.html
21 de novembro de 2010.
Freddie estava morto. Quando sua família soube, chorou, ficou atônita. Sua mãe, entrou em colapso, porque havia perdido seus dois filhos em apenas dois dias. Um no barco. Outro na estrada.
Derek nada sabia. Até essa hora chegar...
Eram 4 da tarde. Havia se passado 4 horas desde a morte de Freddie.
Derek conversava pelo celular com Molly:
– Amor, você acha que aquele papo de morte era verdadeiro?
– Não sei, fofura. A menina poderia estar louca.
– Mas ela quase morreu. Se não fosse eu, ela...
– Mas você viu a morte dela?
– Eu vi, Molly. Eu vi ela caindo do píer, eu vi a madeira perfurando a barriga dela.
– Foi por isso que você a parou?
– Exato! Eu já vi todo mundo morrendo e depois mais uma! Sorte que ela acreditou e parou.
– Mas será que a história da morte é verdadeira?
– Olha, eu pesquisei na Internet, e achei algumas histórias sobre isso. Teve uma que aconteceu na nossa cidade!
– Ai, meu Deus! Sério?
– É! Isso aconteceu várias vezes, mas o que me assusta é que...
– Que...
– Todos que sobreviveram aos acidentes morreram.
– Isso que dizer que vamos morrer?
– Não, não, vamos! Quer dizer, espero...
– Ai, Derek, estou morrendo de preocupação...
– Calma, Molly, nós precisamos nos manter focados!!
– Mas será que alguém já morreu? Danny, Lauren, Jimmy...
– Não sei, Molly, mas nem fala de morte...minha cabeça tá cheia!
– Tudo bem, agora vou desligar, minha mãe tá me chamando...
– Tchau, fofa.
– Tchau, se cuida!
Molly desligou o telefone. Derek deixou ele em cima da escrivaninha do seu quarto, próximo ao seu computador. Tinha de terminar de ver a creepypasta das premonições, ainda faltava algumas coisas pra ler, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, o celular tocou novamente.
– Fala sério! — Então ele atendeu o celular. Uma voz meio desconhecida falou:
– Alô? Por acaso, você é o garoto que teve a premonição que um barco ia explodir?
Derek meio cauteloso falou:
– Sim, sou eu. Quem é você?
– Eu sou a garota que você salvou de morrer no píer, meu nome é Kristy Browning.
– Sei quem é. Então Kristy, por que você ligou?
– Eu estava preocupada com vocês, precisaria manter vocês perto pra não morrerem.
– Olha, moça, não vamos morrer. Acho que você está meio louca.
– Não estou.
– Olha moça, desculpa, mas hoje eu estou com a cabeça cheia...
– Apenas não desligue o telefone.
– Tá bom, então...
– Olha, eu estava na Internet e vi algo que me assustou, hoje aconteceu um acidente em uma rodovia, que um homem morreu. E quem estava atrás do carro dele era Roy, um dos sobreviventes do acidente.
– Tá, continue.
– Logo liguei pra Carly, pra ver se ela sabia, e ela disse que não. Mas acreditou.
– E daí?
– E daí, que quando eu vi na notícia o nome do rapaz que morreu parece que era o mesmo com quem eu estava conversando naquele dia. Seu nome era Freddie.
Derek se lembrou subitamente de Freddie. Será que ele estava morto?
– Então Freddie morreu, e eu nem sei quem é ele.
– Basicamente. Acho que isso foi um aviso. Porque tudo isso não é normal.
– Ainda não acredito.
– Você vai acreditar. Ela lhe dará um sinal.
Então Kristy desligou o celular. Derek deixou ele em cima da escrivaninha e logo foi até o notebook que estava ao lado. Ligou e entrou na Internet. Digitou no site de pesquisa o nome de um site de notícias da região. Logo entrou no site.
Derek persistia concentrado. Logo digitou no campo de busca: Freddie, mas milhares de Freddies apareceram. Então pesquisou por Roy McKenzie, então outras páginas falando de Roy, um grande executivo apareceram. A primeira chamou a atenção porque era nova:
"Executivo da Presage Paper torna-se testemunha em estranho acidente próximo a White Plains".
Clicou. A página entrou mostrando a foto do carro de Freddie. Parte do carro tinha sido amassado pra baixo do caminhão, o vidro de trás havia sido quebrado, e muito sangue estava perto dali.
A matéria dizia:
"Hoje por volta das 1h da tarde, próximo a White Plains, um rapaz chamado Freddie Anthony, morreu em um estranho acidente. Segundo a principal testemunha, o executivo de Presage Paper, Roy McKenzie, que estava próximo ao local, Freddie estava em alta velocidade em seu carro, quando em uma curva, não conseguiu frear e bateu a frente do carro em um velho caminhão. O carro não parou e continuou por baixo do caminhão, e acabou decapitando Freddie. Sua cabeça saiu pelo vidro traseiro e ao acertar ao chão foi esmagada pelo pneu do carro que vinha atrás, que era de Roy.
Derek parou de ler na hora. Ficou atônito, será que Kristy falava a verdade? Freddie seria só o primeiro da lista?
– Preciso ligar pra Kristy.
Nesse momento alguém abriu a porta.
– Hã? — Derek falou meio assustado.
– E aí, irmão? — Cooper falou.
– Sim, claro, tinha de ser o Cooper! — Derek falou.
– O que você tá fazendo? — Cooper disse, já chegando perto do notebook de Derek.
– Nada não. — Derek tentou tampar a frente do computador.
– Derek, você não me engana, meu filho. — Cooper disse. — Você tá vendo o que?
– Já disse. Nada.
– Mano, acho que você tá num site meio estranho, já que não quer mostrar...
– Cooper, eu tenho cara de quem vê pornografia?
– Minino, você não tem, mas você não quer me deixar ver o que você está vendo. Sendo assim, é suspeito.
– Mano, você entra no meu quarto do nada, quase me mata do coração, chega falando que eu vejo pornografia e agora quer ver o que eu faço??
– Cara, eu sou seu amigo. Relaxa.
– Não Cooper, não é que eu não goste de você, mas é difícil explicar pra você o que acontece, entende?
– Tá bom, eu entendo Derek. — Cooper suspirou e sentou na cama de Derek.
– Olha, eu preciso fazer uma ligação e olha, apenas espera um pouco.
Cooper deu de ombros.
– Tá bom, no problem.
Derek não se sentia seguro com Cooper, porque sabia que o amigo era muito curioso e logo começaria a voltar a perguntar sobre o que estava acontecendo, então iria aproveitar esse momento com Kristy ao máximo.
Procurou na lista de últimas ligações e achou o número de Kristy. Colocou pra chamar. A voz de Kristy falou:
– Sabia que você ia ligar.
– Eu vi num site sobre a morte desse tal de Freddie. Pelo que parece ele foi decapitado, certo??
– Certíssimo. A morte apenas começou seu jogo. Liguei pra uma moça chamada Molly...
– Minha namorada.
– Ok, sua namorada Molly. Depois eu pedi o telefone dos irmãos...
– Lauren e Danny.
– Isso. Lauren e Danny, que acreditaram porque já tinha visto no site mas sua namorada Molly achou isso uma besteira e disse que ia ligar pra você...
– Bem, agora tá no ocupado...
– Enfim, já que o recado tá dado, eu gostaria de pedir de nos reunirmos em algum lugar...
– Minha casa.
– Ok, sua casa. Apenas preciso do endereço. Carly também.
Derek passou o endereço a Kristy.
– Ok, sei onde é. Vamos marcar pras 7 da noite, beleza?
– Mas e os outros?
– Que outros?
– Que não tem nosso telefone.
– Bem, eles...
– Você também não sabe o que fazer, né?
– É. Infelizmente.
– Mas, enfim. Tchau. Até as 7 da noite.
– Adeus.
Derek desligou o celular e virou a cadeira pra Cooper.
– Tem algo de estranho acontecendo né?
– É, Cooper, tem, sorte sua que está fora disso.
– Eu percebi.
– Mas eu vou pedir um favor pra você. Ligue pra Danny e Lauren dizendo que vamos nos reunir aqui na minha casa.
– Para?
– Apenas fale, Cooper. Por favor.
Cooper pegou o celular que estava no bolso de calça e ligou pra eles.
Derek apenas ficou esperando a ligação de Molly. Menos de um minuto depois, o celular tocou.
– Alô?
– Oi, Derek. É a Molly.
– Oi, Molly.
– Sabe aquela moça do píer?
– Sim, ela se chama Kristy Browning.
– Que seja. Então, ela ligou pra mim dizendo que um cara que sobreviveu ao acidente graças a você morreu...
– Freddie Anthony. Ele saiu mesmo.
– Oh, então é verdade?
– É, Molly, infelizmente é...
– Então ele foi o primeiro?
– Espero que não. Espero que tenha sido apenas uma coincidência. Mas acho que não...
– Ai, meu Deus! — Molly disse. — Então vamos morrer?
– Parece que sim, Molly.
– Oh, no.
– Mas agora tenho de falar uma coisa urgente.
– O que?
– Kristy pediu pra nos reunirmos aqui em casa hoje as 7 da noite. Como você mora perto dá pra vim andando.
– Ah, sério? Quem vem?
– Kristy, Danny, Lauren e aquela moça puxa-saco do chefe, Carly.
– E Cooper?
– Já está aqui.
– Bom, vou tentar ir. Enfim, tchau amore.
– Tchau, Molly.
Derek desligou o celular. Cooper já havia falado com Danny e Lauren, e disse:
– Resolvido. Os dois vêm. Mas que papo de morte é esse?
– Cooper, é que acho que a morte está atrás de quem saiu do barco por causa da premonição...
– Então não estou incluso afinal nem saí do barco e sobrevivi!
– Cooper, as vezes você é muito egoísta...
– Bom, só estava falando a verdade. Mas agora falando sério: esse papo é de verdade mesmo?
– Um dos sobreviventes está morto. Isso já aconteceu outras vezes também.
– Ah...
– Você acreditou?
– Sei lá, isso é muito bizarro pra minha cabeça. — Cooper disse. — Quer saber, vamos relaxar a cabeça. Vamos jogar videogame.
– Numa hora dessas você pensa em jogar videogame?
– É a melhor coisa que sei fazer.
– Ok, então.
Os dois desceram.
Enquanto isso...
Miranda estava penteando seus longos cabelos loiros.
– Ai, eu preciso estar sensacional hoje! É hoje o dia em que o Jimmy vai ver que a melhor pessoa da vida dele sempre esteve ao lado dele.
Miranda se viu no espelho.
– Miranda, você vai arrasar!
Ela vestia uma pequena saia vermelha e uma regata branca escrito:
"I Will Love You Forever"
Então Miranda foi saltitando feliz da vida pro quarto de sua mãe, que havia morrido no acidente. Agora a casa era só dela. Ela podia tudo ali dentro.
– Ai, mãezinha, coitada de você, mas eu não posso mudar o destino...
Miranda procurou algum esmalte que prestasse na gaveta de maquiagem da mãe. Achou uma de glitter. E começou a passar. Suas unhas reluziam por causa do esmalte.
– Miranda, você é poderosa! O Jimmy vai cair ao seus pés, ela dizia.
Mal sabia Miranda que Jimmy nunca gostou dela.
Era 5 da tarde.
Depois de passar o esmalte, Miranda pegou o batom e começou a passar. Alguns minutos depois, Miranda estava incrível, pra alguns linda, pra outros, meio extravagante, mas o que importa era a intenção.
Miranda saiu de seu quarto e foi até a sala. Pensou:
Vou fazer uma cruzada de pernas pra ficar mais sexy pro Jimmy. Ele não vai resistir...
Sendo assim, Miranda cruzou as pernas e ligou a TV pra assistir algo. Estava passando um jornal.
"Reabre hoje o famoso Final Destination Club!" Pra quem não se lembra, no começo do ano ocorreu um grande desabamento no local, que destruiu tudo...
– Espero que consigamos chegar lá, com toda a multidão...
Então deu um beijo da unha. A unha colorida de glitter ficou meio vermelha parecendo sangue brilhante...
...
Enquanto isso, Danny treinava em sua casa, o basquete. Logo teria de ir pra casa de Derek, com a irmã, por causa daquele papo macabro da morte.
Então, seu pai, Josh Beltran, chegou no quintal e disse:
– E aí, filho? Como tá indo com a bola?
– Ah, oi pai. Tá tudo beleza.
Danny jogava a bola na cesta, treinava, treinava. De longe, de perto. Ele sempre fora aficcionado por basquete desde criança. Adorava ver aqueles campeonatos nacionais. O NBA? Ele pirava.
Então seu pai, o chamou.
– O que foi, paizão? — Ele perguntou.
– Senta aí, menino.
– O que foi?
– Como é que estão indo os treinos do time? Todas as vezes que fui te ver você estava no banco...
– Ah, pai, é que tipo, eles falam que eu não tenho porte físico pra isso. Sou meio baixo e...
– Filho, você realmente gosta de basquete?
– Que pergunta, pai, é claro.
– Então você não deveria se deixar abater por esses idiotas. Você precisa acreditar mais em você, Daniel.
– Pai, me chama de Danny, por favor. Daniel é tão estranho...
– Mas é seu nome. Você vai ter que acostumar com ele. E tem mais: se você gosta de basquete, você pode, você consegue. Se nem tu acreditar, quem vai? Deixa de ser inseguro, Daniel, você vai conseguir essa vaga no time, você vai mostrar. Pensa nisso.
E Josh entrou, deixando Danny sozinho com a bola, pensativo.
...
18:30.
Ding-dong. A campainha da casa de Miranda tocou.
– Ai, deve ser o Jimmy! — Então ela pegou sua bolsa e saiu. Trancou a porta. Jimmy estava esperando ela no carro.
– Prima, pra uma pessoa chata, você até que tá linda...
– Obrigado, fofucho! — Miranda disse. — Mas eu não sou chata, caramba!
– Que seja! Tá preparado pra mexer os músculos, dar muito beijo na boca e ficar até de manhã na badalação...
– Claro, fofo.
Jimmy ligou o carro e começou a sair.
– Porque hoje você vai pirar comigo, gata.
– Oh, sério? Ainda bem, que você percebeu que aquela tiazinha não estava ao seu ponto... — Miranda se referia a Lauren.
– Claro! Ela era muito idiota, pro meu gosto.
– Então você gosta é de mim, né?
– Claro, fofa.
Jimmy sabia mentir muito bem.
...
19:00
Ding-dong.
– Já vai, já vai... — Derek falou.
Ao abrir a porta, viu que era Kristy.
– Olá. — Kristy falou. — Tudo bem? — Ela tentou disfarçar o que sentia por Jane.
– Tudo, é...Kristy!
– Então eu trouxe Carly comigo, algum problema?
– Não...Carly é a puxa-saco, né?
– Que bosta! Não sou puxa-saco, apenas gosto de ajudar as pessoas... — Carly respondeu. — Hum, você deve ser Derek, né?
– É, sou eu mesmo. — Derek disse. — Vamos fazer a reunião lá no meu quarto, é melhor.
– Alguém mais está aqui? — Kristy perguntou.
– Molly, Danny, Cooper e Lauren.
– Gente, vamos entrar por favor? — Carly disse. — Onde é seu quarto, Drake?
– É Derek.
– Isso, Derek, onde é.
– Acompanho vocês. Vamos.
Kristy e Carly entraram. Derek fechou a porta.
Enquanto isso...
– Miranda, vamos logo, porque o clube vai encher...
– Calma, fofo. — Miranda saía do carro.
– Miranda, o clube tá quase cheio...
– Vamos então!
Os dois foram correndo até a portaria do Final Destination Club. Começava a se originar uma fila, mas logo os dois entraram.
Tudo havia sido mudado, a parte de cima continuava, mas agora em vez de uma abertura, tinha um teto abaixado, com um grande globo de luz. Foi a única coisa recuperada do clube antigo.
Na pista de dança, holofotes dançavam para todos os locais possíveis.
– Cara, isso mudou mesmo! — Jimmy exclamou.
– Concerteza, priminho. — Miranda disse, segurando sua bolsa com força, porque tinha medo de que alguém roubasse.
– Tá um ambiente bem mais daora. — Jimmy falou.
– Pois é, fófis.
O DJ tocava as músicas do momento. Gelo seco era solto por todo o local. Aquele local tinha tudo pra ter a maior noite de reinauguração de todos os tempos.
Os dois foram andando até um espaço de descanso, que fora feito entre o palco e o bar, bem no canto, Miranda sentou-se e Jimmy disse:
– Vou comprar uns drinks pra gente.
– Mas podem perguntar sua idade e daí...
– Eles não vão perguntar minha idade, amor.
Jimmy foi, deixando Miranda no vácuo.
Então Miranda olhou pra frente e viu uma pedra com o nome de todos os mortos no acidente, chegou mais perto e começou a ler:
– Peter Rosewell, 34.
– Eric Keynes, 26.
– Hanna DelBlanco, 23.
– Louise Guardía, 18.
– Sinan Malik, 15.
Quando Miranda sentiu um arrepio percorrendo seu corpo. Ela não sabia porque havia sentido aquele arrepio. Nada poderia ter feito aquilo.
Nisso Jimmy chegou por trás e tocou no ombro de Miranda fazendo-a levar um susto.
– Jimmy, nunca mais faça isso!!
– Ué, apenas fui te chamar...
– Mas não desse jeito!
– Então como você quer que te chame?
– Assim: — Mirandinha do meu coração,por favor você pode se virar?
– Eu não vou fazer assim...
– Okay! Se você prefere...Agora vamos ao que interessa... — Miranda disse.
Ela tentava não contrariar Jimmy.Tinha conseguido o homem dos seus sonhos e agora iria por tudo a perder?
– Ah, as bebidas...
– Claro, né, fófis.
– Então, agora pra comprar precisa de identidade, passei o maior mico por lá...
– Fala sério! Agora o que a gente faz?
– Relaxa, que eu vou conseguir o que você deseja...
Realmente Jimmy sabia mentir muito bem.
Notas finais
E quem percebeu as referências a série como Presage Paper e White Plains?
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