Prelude To Death
11 Russas são violentas...
Notas iniciais
Ah, estou pensando em desenhar os personagens, para que possam usar como planos de fundo e! RUFEM OS TAMBORES!
ESTOU CRIANDO UM GAME DE LUTA 2D DE PRELUDE TO DEATH -Q Oq acham da ideia? Opinem por favor!
*Inicio de Transmissão*
Stº Antonio da Platina – PR
Quarta, 22 de Outubro de 2014 03:43 P.M
Meus braços doíam. Alias, meu corpo todos estava doido e dormente. Eu sentia algo penetrando minha carne, atravessando-me, e meus músculos faziam um esforço máximo. Sentia o chão ceder aos meus pés, e aos poucos o peso foi me empurrando para baixo, forçando-me a ficar de joelhos. A faixa que tampava meu olho direito se soltou, e consegui enxergar perfeitamente no escuro. Olhei para cima. Eu segurava quase duas paredes do prédio e parecia que mais concreto caia em cima, aumentando seu peso. Ainda sentia algo dentro do meu corpo e olhei para a Natália. Para que ela não fosse esmagada, ela se transformou numa bola de espinhos, mas como eu estava muito próximo a ela, fui afetado. Várias, centenas, talvez milhares dos seus espinhos, me atravessaram. Eu sentia meu coração enfraquecer, respirar era difícil – sentia uma dor e parecia estar afogando por dentro, talvez o sangue tivesse entrado nos pulmões – a dor era horrível e eu não conseguia gritar.
- Na... At... – as palavras se recusavam a sair.
- Que foi? – perguntou ela sem se mover.
- Os espinhos... Tire-os... De... Mim... – cuspi uma grande quantidade de sangue.
Ela virou o rosto e disse um “Ah”, como se fosse algo comum e tirou todos os espinhos.
- Satisfeito? Só reclama também.
Olhei para ela meio atordoado. Como assim? Ela me atravessa com vários espinhos e não tenho o direito de reclamar? De repente meu corpo começou a queimar, e eu deixei o peso ceder, me espremendo contra o chão.
- Ei! Cuidado, segure isso direito, seu inútil! – gritava Natália.
Ela estava me irritando. Ignorei, a dor no corpo era maior. Sentia algo por dentro se fechando bruscamente. Meu coração se acelerou e respirar ficou mais fácil. Meu cérebro, agora com mais oxigênio, voltou a toda. Os buracos pelo meu corpo se fecharam totalmente. Eu apenas pensei “Uau”. Meus músculos estavam me respondendo de uma maneira sem igual.
- Nat.
- Que foi?
- Quer sair daqui?
- Óbvio, pergunta imbecil!
Apenas sorri. Ela parecia uma criança mimada, então jogaria do jeito dela. Posicionei minhas pernas, apoiei minhas mãos de uma maneira confortável e para que o peso ficasse bem distribuído e comecei a forçar. Aos poucos aquele peso enorme começou a subir, acompanhando-me. O chão tremia um pouco e a calçada cedia. Algumas pedras rolaram e um pouco de luz entrou, forçando-me a fechar meu olho direito. A Natália me olhava, atordoada.
- Pronta para tomar um banho de sol?
Nem esperei sua resposta. Com um rugido poderoso, coloquei toda a minha força, toda a que existia em meu corpo! Arremessei aquelas toneladas de concreto para o ar, vendo-a cair em cima dos muros e dos zumbis, bloqueando sua passagem. Olhei para o céu, abri os braços fechei os olhos e rugi, rugi como se fosse uma besta selvagem. Eu era poderoso, e havia descoberto isso. Abaixe-me, com os músculos pulsando por causa do esforço, peguei o pano e amarrei no olho direito, sorrindo para a Natália, que estava boquiaberta. Escutei um barulho, um rifle, e o vi quase em câmera lenta. Estava vindo à direção da Natália, bem na cabeça. Com tempo eu a empurrei, mas a bala acertou meu peito, fazendo-me cuspir sangue e rolar no chão. Levantei com a mão no peito, a bala atravessara e o ferimento se fechava. Limpei com as costas da mão o sangue na minha boca e olhei para um dos prédios. Vi uma cabeleira ruiva se abaixando. Fiquei sério.
- NATÁLIA, SE ESCONDA ELA ESTA MIRANDO EM VOCÊ! – comecei a correr.
Subi nos pedaços do prédio que eu havia jogado nos zumbis e pulei para dentro da praça. Ouvi o pessoal gritando algo, mas não dei atenção. Vários zumbis vieram para cima de mim, assim como cães zumbis. Apenas os socava, bem no meio da face, suficiente para mata-los com pura força bruta. Algumas balas de rifle passavam por perto ou raspando em mim. As arvores estavam ajudando. Quando atravessei a praça, não perdi tempo pulando, comecei a gritar e acelerei, acertando o ombro na parede de concreto puro, quebrando-a. Quando sai para a rua, a fumaça estava alta e outras balas passaram por perto. Avistei a nossa caminhonete e corri até ela. Peguei a katana e quando comecei a correr, um míssel passou por cima de mim, explodindo a caminhonete e me arremessando a alguns metros. Nossas armas e mantimentos. Seja que for que está lá em cima, eu iria mata-lo! Rapidamente fiquei de pé e corri em direção ao prédio, dessa vez nada iria me parar. Quando cheguei perto do prédio, mordi a katana e pulei, pendurando-me na sacada. Fui subindo aos poucos. Parece que o nosso inimigo havia me ignorado, pois ele tentava acertar a Natália. Eram quatro andares, mas subi com facilidade. Ao chegar ao topo, fiquei andando na beirada do prédio. O cara estava no canto, nem me notou. Corri para cima gritando e saquei a katana, desferindo um corte horizontal. De repente ele se virou, alias, ela se virou e gritou:
- CHERT! – não entendi bulhufas daquilo, mas ela falava num forte sotaque russo. Ela era uma mulher e eu não ataco mulheres.
Desviei a katana para o lado, o que me fez perder o equilíbrio. Ela se levantou e gritando outra coisa em russo me chutou, fazendo-me despencar os quatro andares. Eu me movia desesperadamente. Um calafrio ia de uma ponta a outra no meu corpo. De repente bati no chão. Ele cedeu um pouco e eu comecei a sentir muita, muita dor mesmo. A katana descia pela rua, indo parar na esquina, perto da Carol, que a pegou sem saber como a segurar. Eu rolava de dor, apesar de tentar evitar. Eu sentia meus ossos todos deslocados e fora do lugar. A dor piorou quando eles começaram a voltar. Eu urrava de dor, novamente. Vi de relance a russa ruiva descer do prédio por uma corda que estava na sua lateral e correr para cima de mim.
- Chert, ya budu kastrirovatʹ vas s zubami! – foi o que ela gritava. O que eu entendi? Zero.
Ela andou até mim e ergue a perna. Ela ia pisar no meio das minhas pernas, na minha “zona de perigo”. Eu não conseguia me mover, então apenas fechei os olhos e mordi o lábio.
- SUA VACA DESGRAÇADA, TIRE SUAS PATAS DELE! – abri os olhos, era a Natália, que agora chutava o estomago da russa. Ela também segurava minha katana.
A russa rolou para rua acima, mas logo se postou de pé. A Natália desceu a katana sobre a cabeça dela, mas ela segurou a lamina entre as mãos. Seu rosto estava desesperado e ela suspirou quando segurou. A Natália, sem ter muita força, estava perdendo contra a força da russa, que empurrava a katana contra ela. Sem saber o que fazer, ela começou a chutar bem entre as pernas da russa, que ficou indiferente.
- Sua pequena vaquinha! – disse a russa, com aquele seu forte sotaque russo – que quase me faz rir – e com um quê de raiva no fundo.
Ela também chutou a Natália, só que ela, por estarmos numa descida, demorou mais tempo para se colocar de pé. A Natália apontou sua mão para a russa e fez dois espinhos voarem contra ela. A russa rolou para longe, para a direita, e as setas explodiram em espinhos no chão. Ela sacou duas pistolas da cintura e começou a atirar na Natália. Ela fez brotar do chão um espinho do tamanho de um tronco de arvore, o que a defendeu das balas, e no mesmo segundo, ela avançou contra a russa, pegando-a de surpresa pela sua esquerda e erguendo a katana. Ela não teve tempo de desferir o ataque, pois uma bala acertou a lamina da katana. Eu já estava sentado e um pouco melhor e olhei na direção da bala, rua acima. Reconheci ele na hora. João Pedro!
- MY LORD! – gritava aos pulos enquanto corria para ele.
Ele sorriu e abriu os braços.
- Hello, my bitch! – e piscou.
*Término de Transmissão*
Notas finais
Espero que gostem!
Kissus!
~Higor.
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