Prelude To Death
12 E sabem derrubar semi-deusas em brigas.
Notas iniciais
Adiei a criação do jogo (Apesar de o Dan está em 50%), pois prefiro trabalhar em notebooks.
Bem, espero que gostem e nos vemos lá embaixo! õ/
*Inicio de Transmissão*
Stº Antonio da Platina – PR
Quinta, 22 de Outubro de 2014 09:42 A.M
Acordara um pouco tarde aquela manhã. Estávamos hospedados na casa da minha tia, a mesma onde eu estava na ultima vez em 2012. Ela é enorme, e tem um quintal gigante, todo verde com sua grama, árvores e flores. E ela ficava num morro, o que nos dava visão paronamica da cidade. Ontem havia sido interessante, pois havia encontrado Lorde JP (É como eu o chamo), um grande amigo meu. Ele havia me feito várias perguntas e eu fiz o mesmo. Ele explicou que a russa o encontrou, e eles acabaram por se juntar. Disse que eles não têm nada sério, apenas um diverte o outro e se acharem coisa melhor não pensariam duas vezes em ir atrás. Eu havia tomado um banho, feito a barba e agora preparava o café da manhã. Depois de tudo pronto e de mesa arrumada, todos se sentaram e eu fiz companhia.
- E então? Qual o plano? – perguntava Vinicius, se servindo de várias torradas.
João Pedro ficou em silêncio, pensando. Ele é bem inteligente, mas depois daquele acidente com a sua bicicleta, seu raciocínio ficou um pouco lento, mas de todo, nada mais foi afetado. Acabei por tomar a palavra:
- Eu e ele pensávamos em ir para a base militar de Jacarezinho... Pode ser uma boa, e talvez tenham boas armas por lá. Armas militares.
Notei a russa morder o lábio inferior e gemer baixinho.
- Armas militares... – ela olhava para mim com excitação.
Desviei o olhar e voltei a comer, não queria atrapalhar o caso do João.
~.~
2h31min da tarde. Eu tivera a ideia de ir treinar um pouco, já que estávamos sem fazer nada. Fiquei surpreso ao ver que a russa – que se chama Petroska Bicov – possuía adagas egípcias, e as sabia manejar muito bem. Mais surpreso ainda, depois que acordei da surra que ela me deu. No corpo a corpo, eu não tinha chances contra ela, nem mesmo cheguei a me segurar e acabara abrindo uma pequena cratera no chão, por culpa de um soco mal dado desviado pela russa. A Natália acabou por não aguentar e gritou comigo, mando-me recuar, pois dizia ser capaz de surrar aquela russa. A luta mal começara e a Natália já tinha ido ao chão, quatro vezes, mesmo usufruindo da sua proteção de espinhos. Não adiantava, aquelas adagas sempre achavam um jeito de perfurar a pele. Depois de algum tempo apanhando da Russa, a Natália recuou e todos nós rimos da cara que ela fazia. Bufando e batendo o pé, ela começou a andar até o portal, dizendo que iria dar uma volta para se acalmar. A russa havia mesmo feito a Natália engolir o orgulho, e eu a admirava comigo, apesar de, saber que a Natália não deixaria isso barato. Nem um pouco. Começamos a voltar para a casa quando algo passou voando por nós e acertou as paredes, fazendo o chão tremer um pouco com o peso dos tijolos caindo e muita fumaça. Olhamos para trás e o portão estava rolando pela grama, e despencou morro abaixo depois de derrubar o muro. A Ana soltou um grito de susto e caiu no chão, tremendo. Olhamos na direção em que ela olhava e paralisamos. Andando, vindo em nossa direção, e saindo da névoa, um homem enorme com dois pequenos chifres na cabeça – devia ter uns 3m e os chifres eram meio acinzentados – e com braços muito fortes. Eu tremi diante daquela visão. Ele olhava diretamente nos meus olhos, e mesmo aquela distância, parecia que ele estava devorando minha alma. Ele estava me apavorando.
- Danzinho, está pronto para um pouco de ação? – disse Petroska, sacando as adagas.
Eu não acreditava. Ela queria mesmo lutar. Ela mordia os lábios e gemia levemente. Apenas grunhi e saquei a katana, jogando a bainha de lado. João e Ana correram para dentro da casa, Vinicius pegou o rifle e mirou bem. Comecei a correr. Petroska me acompanhava e era até mais rápida que eu. Onde estava Natália uma hora dessas? O que ela estaria fazendo? Tantas perguntas, nenhum resposta, mas só devíamos lutar e saber dos detalhes depois. Detalhes do tipo: quem é esse cara enorme? Não sabia responder ainda. Atacamos. Ela foi pelo lado direito e eu pelo esquerdo. O homem com chifres se virou para mim. Tentei corta-lo, mas ele desferiu um soco e por seu braço ser longo quase me acertou. Tive que girar para o lado e desferi um golpe em seu pescoço. Nesse exato segundo, ele olhou para mim, fazendo meu corpo se paralisar todo. Não consegui me mexer, e recebi um soco em cheio no meu tronco – o soco era maior que o meu tronco –, que me arremessou contra um muro, mas não me impediu, pois continuei rolando até ter toneladas de pedra por cima de mim.
~.~
Aqui é Petroska. Estou assumindo, pois a partir daqui o Dan estava desmaiado. Bem, logo depois daquele soco horrível, eu consegui uma brecha e tentei cravar uma das adagas no homem monstro. Isso não aconteceu, pois a ponta da minha adaga dobrou ao meio e eu tive que a jogar no chão. Era inútil. Ele tentou me acertar, mas eu era muito mais rápida. Desferi vários socos, muitos mesmo, e chutes, mas foram todos inúteis e em vão. Meus braços e pernas doíam e já estava ofegante. Recuei um pouco e o observei sorrir.
- PETROSKA MEU AMOR, SAIA DA FRENTE! – gritou João, cantarolando um pouco.
Eu me assustei. Ele estava com uma mini Gatling-gun com tripé armado. Corri para a esquerda e em um segundo, pulei para longe e então ele começou a atirar. Essa arma é de uso militar restrito, quase nunca se acha e é potente. Fura qualquer coisa como se fosse papel. Alimentada por fita, você quase nunca vê 5000 balas durarem 1 minuto – se houver bastante, mas tínhamos caixas de munição ali — , pois sua taxa de disparo é elevado, e ela gira, aumentando ainda mais a eficiência. O único problema era o coice da arma, tem que ter muita força para aguentar, e isso o João tem de sobra. A fita já estava quase no fim, e o homem monstro estava recuando. Sangue jorrava para todos os lados. Aproximei-me do João, que cantarolava uma música enquanto atirava e mastigava um chiclete. Plinc. E acabou-se a primeira fita. Corri para pegar e colocar ali para o João, mas uma pedra veio voando em nossa direção, e era uma pedra enorme.
- Merda... – foi à única coisa que o João disse.
Abraçamos-nos e fechamos os olhos e aguardamos. Nada aconteceu apenas um grito feminino de arrepiar os pelos da nuca cortou o vazio. Olhamos para o alto. Um espinho havia atravessado a pedra e agora a jogava longe. Olhamos. Era a Natália que havia sido arremessada contra a parede. Ela estava horrível. Seu braço direito pendia pendurado, parecia quebrado, pois ela não o movia. Seu cabelo estava estropiado e havia vários roxos e cortes pelo seu corpo. Ela respirou fundo e gritou:
- NUNCA MAIS TENTE MATAR AQUELA RUSSA! – sorri. Ela estava me defendendo, que fofa – POIS EU VOU MATAR AQUELA VADIA! – retiro o que disse.
*Término de Gravação*
Notas finais
Kissus.
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