Prelude To Death
16 Desentendimento
Notas iniciais
Bah, sobre os comentários, vou começar a responder a partir DESSE capitulo. Os outros vou respondendo aos poucos.
Eu ia postar esse capitulo ontem, mas como tive um acidente minha mão não estava das melhores. Apesar da dor irritante, consegui digitar. Se ficou ruim, culpem minha mão.
*Inicio de Gravação*
Jacarezinho – PR
Segunda, 26 de Outubro de 2014 13:08 P.M
Caras... Vocês não fazem ideia de como a Petroska é insistente. Ela queria de todo jeito “agradecer” pelo tanque, mas eu não queria isso. Se o João não tivesse dado um “pega” nela ali, eu não teria conseguido escapar. Não é que eu não goste, estou procurando por outra pessoa, simples assim. É meu jeito de pensar, devo fidelidade a ela até que encontre seu corpo, seja vivo ou morto. Depois de sair da escotilha, vi Vinicius discutindo com dois rapazes no meio do pátio. Corri para lá e me aproximei, enquanto eles sorriam felizes para mim.
– Ei, tudo bem? – falaram os dois em uníssono. Eram gêmeos.
– Sim... Quem são vocês?
Eles se entreolharam e disseram.
– Irmão, ele é direto...
– Sim irmão, ele é.
– Eu sou o Ricardo Vasconcelos!
– Eu sou o Bruno Vasconcelos!
– Prazer! — disseram os dois, estendendo as mãos.
Apertei as duas ao mesmo tempo, e só depois percebi que havia pegado as costas das mãos do... Quem? Bruno? Ricardo? Ai caramba, eles me deixariam louco. Eles me contaram que eram ótimos mecânicos, e se poderiam entrar para o grupo. Perguntaram se poderiam trazer mais um “pequeno” grupo de pessoas para cá. Eles estavam num ônibus todo reforçado, que segundo Bruno (Ou Ricardo), foi eles que reforçaram com aquelas chapas de aço. Natália ficou furiosa e me puxou para dentro de uma saleta. Começou a gritar comigo sobre mantimentos, mas a ignorei e comecei a sair da sala.
– Vai fugir de mim?
– Estou apenas tentando ignorar nosso egoísmo. Estamos num Apocalipse Zumbi, temos que salvar o máximo de pessoas possíveis.
– Sabe que isso vai ser um banquete, não sabe?
Não respondi. Estava apenas absorto em meus pensamentos e sai da sala. Escutei ela detonar a saleta, mas criança mimada é assim, chega um ponto em que temos que ignorar. Os gêmeos logo começaram a me chamar de “ by Browse to Save\">chefe”, mas eu nunca me elegi “chefe”. Quando disse isso a ele, todos começaram a me levantar e fazer “urras”. João assentiu com a cabeça. Mi Lorde abrindo mão do cargo de chefe? Eu estava prestes a concordar quando a Natália saiu da saleta.
– SOU EU QUEM DEVE SER A CHEFE by Browse to Save\">AQUI! – ficaram todos em silêncio, surpresos. – É isso ai! Esse “merdinha” ai não tem nem cérebro para ser chefe desse grupo! – abaixei a cabeça, tentando controlar a raiva. – Se eu não for a chefe ninguém vai ser!
O pessoal me desceu e começou a andar em direção a Natália. A raiva crescendo, punhos cerrados e tremendo, eu estava quase perdendo o controle. A Natália continuou a gritar e a xingar todo mundo. Parecia ignorar minha aproximação, ou nem me notou. Quando cheguei bem perto dela, ela gritou comigo e falou algo por “só corre atrás de um cadáver!”. Aquilo foi à gota d’água. Não controlei minha mão, ela simplesmente desceu, e lhe dei um tapa no rosto.
– Cale a boca, garota mimada. Não desrespeite as pessoas assim. Não desrespeite ela assim!
Virei as costas e comecei a andar para os gêmeos, afim de dar instruções. A Natália ficou um bom tempo sentada, no mesmo lugar, fitando o chão, atônita e quase sem se mover. Pensei ter visto uma ou duas lágrimas, mas eu não iria pedir desculpas. Não podia passar por fraco de novo. Conversei com Bruno e Ricardo, eles iriam customizar todos os carros que pudéssemos usar ali com armamentos e chapas de aços reforçados. Pedi para não mexerem no presente de Petroska e eles concordaram. Esperançoso, peguei minha katana e as entreguei. Eles disseram ser impossível para eles consertarem aquilo, eles nunca tinham mexido com espadas. Eles poderiam tentar forjar uma nova e aprender a forja de espadas, e só depois poderiam se arriscar a consertar. Eu lhes disse que estava tudo bem e me retirei. Peguei um colchão, um travesseiro e uma coberta fina e fui me deitar nos muros da base da militar. Comecei a observar o céu. Estava realmente lindo naquela noite. Eu poderia até esquecer o Apocalipse. Olhei para o pátio. Haviam acendido uma fogueira e estavam cantando e dançando. Que alegria.
– Se divertindo?
Olhei, era o Vinicius, e estava abotoando a calça. A Carol estava arrumando o vestido e descendo do muro pela escada. Esses dois...
– Que faziam?
– Nada demais. – ele se deitou do meu lado – Sinto pela Natália hoje.
Sorri para ele e voltei a olhar o céu.
– Tudo bem amigo.
– Sabe, gostei daqueles dois gêmeos ali. Os dois são gente boa, e podem ser uteis.
– Pois é. Achei o mesmo.
– E Dan, quem diria! Pegar esse tanto de gente para usar de isca caso a gente precise? Belo plano.
– O que!?
– É, eu saquei tudo, caso você precise fugir, é só jogar as crianças ou aquelas idosas em cima dos zumbis, não é?
Eu o agarrei pelo colarinho da camisa e o arremessei lá embaixo. 15m de altura, e ele sobreviveu a queda. Ele se levantou e continuou caminhando normalmente pedindo desculpas. Esse Vinicius é mais estranho do que qualquer um ali. Ele e a Petroska, os dois, pareciam não ser humanos... Esse mistério vou ter que desvendar sozinho. Voltei a olhar para o céu. Estava realmente lindo. Fiquei algum tempo olhando ali e alguém me trouxe uma bebida. Era meio amargo, mas não me importei. Bebi tudo e logo depois fiquei sonolento. Já era noite, estava cansado. Tive que dormir cedo.
*Término de Transmissão*
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