Prelude To Death

17 Coisas de uma Floresta - Parte 1


Notas iniciais
Hey yup!
Como vocês estão? Estou com um pouco de dificuldade para digitar por causa da minha mãe, ela ficou louquinha pelo ocorrido na cozinha e_ê'
Enfim, próxima entrevista com o João e Petroska, o casal do "Pega e não se apega". Me enviem perguntas via Face, Review, Mensagem e/ou Sinal de fumaça.
Espero que gostem desse capitulo!

*Inicio da Gravação*

Algum lugar de uma floresta – PR

Quarta, 28 de Outubro de 2014 04:48 P.M

Daniel

Caras... Como eu fui imbecil. Pra inicio de conversa, não deveria ter deixado o Vinicius contar minha história para aquele povo todo, ainda mais, em detalhes. Se não fosse por isso, eu não estaria correndo aqui nessa floresta à quase dois dias e meio, sem comer quase nada direito e quase sem munição. E o que é pior, eles ficaram comigo. Aqueles dois gêmeos são tão irritantes. E semi-inúteis, pois pelo menos sabem improvisar armas quando necessário. E essa maldita floresta? Parece que tudo nesse lugar quer me irritar, não é possível. Mata fechada, cheio de insetos, zumbis e mutantes. Droga, se eu não tivesse sido burro de descer até esse riacho, eu não estaria nessa enrascada. Olhei para os dois gêmeos. Não conseguimos avançar quase nada, sempre acabávamos voltando para o riacho. Eles estavam ofegantes, e eu também. Estamos correndo desde o nascer do sol, e aquela serpente já está me irritando.

- Vamos parar um pouco por aqui.

Eles sorriram e se sentaram. Evitavam falar. Não queriam agravar a fome... E isso até que foi bom. Encostei-me a uma arvore e verifiquei a pistola. Meio pente. No revolver, três balas. No bolso ainda devia ter umas dezoito balas e uns quatro pentes cheios. Se ao menos eu estivesse com minha katana... Se esses gêmeos imbecis tivessem sido mais rápidos em conserta-la, eu não estaria nessa situação. Escutei um barulho e vi a copa das arvores se mover. Maldita seja essa serpente, maldita seja essa árvore e maldita seja essa vida. Isso estava me enfurecendo.

- Nós vamos ficar bem... Não vamos?

Eles me pegaram de surpresa. Havia esquecido a existência deles. Estavam me olhando com olhos amedrontados. No fundo no fundo, ainda eram crianças.

- Sim. Nós iremos. E tudo o que temos que fazer para continuar vivos, é atravessar essa floresta e chegar até a casa grande. O pessoal está todo lá.

Eles sorriram, ainda com medo, mas acabaram se se encostando a uma grande raiz de arvore e dormiram. Eu também estava com sono, com muito sono, mas eu devia evitar dormir... Afinal, estou de vigia e... Meus olhos estão mais pesados... E...

*Término de Transmissão*

*Inicio da Gravação*

Algum lugar longe dali – PR

Natália

A Carol não parava de me agarrar. Ela não passava de uma medrosa, mas mesmo assim, muito bonita e gostosa.

- Nat, tem certeza de que é por aqui?

Revirei os olhos e respirei fundo. Já havia perdido a conta de quantas vezes ela me fez essa mesma pergunta.

- Sim tenho. Temos que achar o Dan.

- Não vejo o Vinicius.

E nem vai ver por muito tempo.

- O que aconteceu lá?

Essa pergunta de novo?

- Eu já não lhe disse? Estávamos cercados por alguma... Coisa. E ele ficou para trás para me salvar. Ele é um herói, e garanto que está vivo.

Espero realmente que não.

- Tudo bem, irei me acalmar...

Ainda bem. Depois daquilo, ela realmente ficou em silêncio. A Carol é meio pessimista, só pensa no que pode ter acontecido de ruim. Tinha certeza disso, pois vi uma lagrima escapar dos seus olhos. Espero realmente que o desejo dela se cumpra. Que o Vinicius esteja morto. Continuei andando enquanto pensava nisso. A Carol finalmente seria apenas minha. Decidi que devíamos parar, e a Carol fez isso sem reclamar. Ela estava encostada numa arvore, olhando para o céu. Aquele belo pescoço, aquele lindo corpo... Quando vi já a estava agarrando.

- Na-Nat?? O que é isso?

- Ora... Estou apenas relembrando nossos velhos tempos... – disse enquanto a acariciava.

- Eu tenho namorado... Nat, pare! – disse ela tentando tirar minha mão que estava subindo por baixo de sua camisa.

- Ora, vamos... Ele pode estar morto.

- Não diga isso...

- E você já esqueceu de mim? – e eu a beijei. No começo ela resistiu, mas depois ela começou a me beijar também.

- E... O Dan? – suspirou ela entre um beijo ou outro.

- Esqueça-o. Agora somos só eu e você...

- Mas você me odeia...

- Aquilo era apenas ciúme. Venha cá meu amor... – e a joguei no chão. Começamos a nos pegar ali mesmo.

*Término de Transmissão*

*Inicio da Gravação*

Algum outro lugar longe dali – PR

João Pedro

Onde estava Petroska? Essas crianças chorando estavam me irritando.

- Espere! Ninguém pode sair!

- Mas eu preciso ir ao banheiro! – respondeu um menino.

- Urine em uma garrafa, os banheiros ficam no andar de baixo, e a escada está trancada! Ninguém desce!

- Mas...

- Garoto! Olhe aquilo! São centenas de zumbis, talvez milhares. Não sei quanto tempo mais essa chapa de aço mal soldada irá aguentar na escada, mas tudo o que podemos fazer é rezar... – mirei bem e atirei, matando um zumbi de uma senhora obesa – ...E matar.

Petroska e Carol, Vinicius e Natália... Todos haviam saído à algum tempo para procurar o Dan e os Gêmeos. Caramba. Porque fomos dar ouvidos ao Vinicius? Ao ver aquele portão trancado, fechado e soldado, deveríamos ter dado meia volta... Mas nãão... Tínhamos que fazer o Dan feliz, tínhamos que mostrar para ele aquele velho lugar, o qual ele tem várias lembranças. Merda. Eu mesmo vou arrancar uma das bolas do Vinicius quando ele chegar. E juro que vou fazer isso, a menos que alguém acabe me impedindo.

*Término de Transmissão*

*Inicio da Gravação*

Algum lugar perto dali – PR

Daniel

Ótimo. Os gêmeos acordaram e começaram a falar. Isso poderia acabar atraindo alguma coisa, mas ao que parece, eu estava certo, de novo. Aquela maldita serpente nos atacou. Até agora, só vi seu rosto, e ele devia ter uns 5 metros de largura. Acho que nunca vi seu corpo inteiro... E deve ser enorme.

- Corram! – gritava enquanto descarregava minhas ultimas balas nela.

Pronto. Sem munição, sem nada, apenas minha força, mas eu era lento demais para ela. E sua boca era enorme, ela poderia me engolir uma bocada. Os gêmeos corriam lado a lado, e quando eu estava quase os alcançando, o rabo, cauda, sei lá o que daquela serpente atravessou meu caminho.

- CONTINUEM CORRENDO! CHEGUEM AO PRÉDIO! LÁ ESTÁ SEGURO!

Não ouvi resposta. Espero que não estejam esmagados. De repente, a serpente se jogou contra mim e me arremessou, fazendo-me bater em uma árvore e deslocar o ombro. Tentei ignorar e continuei a correr pela floresta, tentando despista-la. Várias vezes escapei por um triz dela, até que, cai dentro de um buraco, todo escuro, parecia uma armadilha. Eu ainda estava no chão quando escutei uma movimentação. Rapidamente me levantei e ataquei, mas fui derrubado em segundos.

- Lento de mais queridinho...

Esse sotaque russo.

- Petroska?

- Sim meu amor, sou eu, e vim te salvar.

*Término de Transmissão*

Notas finais
O que será que acontecerá? Mais segredos serão revelados nos ´próximos capitulos... -qq'
Como iria ficar grande demais e minha mãe está me apressando, vou dividi-los em partes. :3 Assim o mistério aumenta.