Predador: A Irmandade Dos Justiceiros
25 Capitulo 25: Aliança Sedenta por Sangue
Notas iniciais
Os dias foram passando bem rápidos e com isso o treinamento e a nova criação de armas e armaduras para os poucos justiceiros que ainda estavam vivos.
Kaelina pegava pesado e não tinha piedade dos treinamentos que fazia Akemi, Carol e Kenshiro e ate Caique treinarem 5 vezes por semana.
Depois do treinamento de Stealth a mais velha fez eles fazerem treinamentos de percepção, presença, mira, agilidade, força, laminas, armas de fogo e outros vários treinamentos que serão necessários quando forem as ruas.
Akemi e Carol se mostraram rivais naquele local, a mais nova era muito estourada, determinada e exigente, queria sempre estar a frente dos outros dois para assim dizer protege-los, já Carol era calma e dócil, fazendo tudo de forma calma e básica conseguindo atingir resultados igualando as situações, o que provocava uma certa revolta na mais nova que acabava discutindo e só não saindo no tapa por causa de uma Lilith assassina e uma Kaelina sombria.
Os que atingirão níveis bem mais altos eram Kenshiro e Caique. O ruivo se mostrava muito bem disciplinado, sério e direto em atingir cada objetivo que lhe era mandado. O justiceiro tinha se dado bem com as garotas e ate mesmo com Lilith.
O líder dos justiceiros que mudou praticamente da água para o vinho, o azulado não conversava muito com seus amigos e quando os via estava sempre sério e sem expressão em seu rosto, frio, quieto e reservado era assim que todos o observavam. Caique quando não estava no laboratório estava treinando e quando não estava treinando, ficava trancado em seu quarto quase sem comer e raramente falava com os presentes.
Tinha escurecido e Caique treinava em uma sala especifica para treinamentos de combate, o local era grande e continha vários objetos como sacos de areia e ate bonecos de madeira, para treinamentos com kung fu. A sala continha tudo que era preciso, para se aperfeiçoar em qualquer arte marcial e de defesa.
O rapaz se movimentava com uma agilidade surreal tão grande que era muito difícil, ver seus punhos e pernas por causa da velocidade dos golpes nos sacos e nos bonecos de madeira. O azulado retira as faixas pretas nas mãos e seca um pouco o suor que escorria pelo peito definido do justiceiro. Caique vai ate a cozinha e la pega um copo de água gelado, virando tudo goela a baixo com um gole.
– Se não se cuidar morrera antes mesmo de sair daqui. – O jovem segue a voz e encontra Akemi parada no balcão da cozinha com um copo vazio. – Treinar ate quase morrer e beber uma jará de água gelada depois não é uma combinação saudável. – Akemi diz com uma voz meio raivosa.
– Não estou muito preocupado no momento. – A voz do rapaz sai fria, o que surpreende e assusta ao mesmo tempo a menor.
O azulado passa pela garota indo em direção a porta. – Jogar seus sentimentos fora não ira ajudar você a ficar mais forte... Em momentos de tristeza, precisa derrubar esse sentimento ruim ao lado das pessoas que ama e não guardar tudo para si só. – Akemi diz olhando para as costas do rapaz que tinha parado ouvindo calado.
– Por sentimentos que acabei cometendo erros... Erros que levaram a morte de pessoas queridas, se sentimentos só me atrapalham então não preciso deles. – Responde frio e sem fitar a mais nova.
O azulado volta para o laboratório e olha para uma área do local que 4 panos, cobriam algo que ele não deixava ser visto. – Meus primeiros projetos estão finalizados, agora vamos por em pratica as informações que vocês me deram pessoal. – O olhar de Caique assim que ele foca em outra área do laboratório se torna negro, sem brilho nenhum. – Predador esta com desejo de sangue.
Akemi alguns minutos após ter falado com o mais velho, disse a Lilith o que ele tinha dito, a mais velha ficou em choque, do tempo que ela o conhecia nunca o viu ficar assim. A mais velha decidiu ir ao laboratório conversar com o azulado.
– Caique aparece. – Lilith entra e olha ao redor tentando encontrar o justiceiro, mas nenhum sinal dele ali foi então que ela percebeu os locais cobertos com pano e os descobrem, descobrindo armaduras e armas. – Quando foi que ele terminou isso? – A morena estava em choque, observando aquelas armaduras e em uma delas estava pendurado um cartão com o nome Akemi, sem demora ela corre e chama os demais justiceiras mostrando as armaduras.
A armadura de Akemi era da cor prata e protegia seus braços, ombros, peito e coxas a jovem pegou uma parte da armadura e pode perceber como ela era leve, porem como Caique não fazia nada ruim já sabia que a resistência da armadura era muito forte, junto da armadura ela encontrou uns arcos com varias flechas cintilantes, duas adagas com pequenas perolas vermelha e uma foice de 1,80m ao lado da armadura.
– Ele não falha ao criar esses brinquedos. – Comenta a jovem vestindo a armadura e pegando a foice, quando a armadura foi ativada a garota conseguiu sentir a leveza do metal e também a força, velocidade e agilidade de seu corpo aumentar.
Quando Carol e Kenshiro chegam ao local Lilith mostra as armas de alta tecnologia e pela revisão do ruivo com um poder de fogo assustador, ao lado tinha um pequeno bilhete escrivo. – Carol escolha as armas que for utilizar, mas não exceda o limite de peso que possa carregar e não utilize armas que não consiga se esconder. – A menina da um pequeno sorriso e escolhe dois revolvers, duas pistolas, um rifle de assalto e por ultimo uma arma que chamou a atenção da morena, esta arma envolvia o pulso e o radio ia ate um pouco antes do cotovelo, na frente laminas brancas que não refletiam a luz e um espaço no meio onde o cano da arma estava, logo um pouco atrás o cartucho de balas.
– Entendo agora o porquê de a companhia Masayoshi ser a pioneira e mais poderosa empresa de tecnologia do planeta. – Kenshiro comenta surpreso com aquelas armas.
– Seus projetos são insuperáveis. – Comenta Lilith vendo pelos projetos que o azulado estava a os poucos voltando a o normal. – Sempre que esta triste você vai criar... Seu idiota estranha. – Pensa sorrindo a mais velha.
Longe dali Caique caminhava com uma blusa azul escuro, uma calça jeans preta e um tênis azul, já se passava das 2:30 da manhã e o azulado estava pondo em pratica o que tinha planejado.
– Ei você ai. – Uma voz grita do outro lado da rua onde olha e 3 homens caminham para a sua direção. – Essa é a nossa área e não queremos ninguém aqui. – O justiceiro mantinha a cabeça coberta, pela touca da blusa e um pouco abaixada não deixando seu a vista rosto.
– Peço desculpas e já irei embora. – Caique da meia volta e da um passo, porem um dos 3 homens entra na sua frente com um revolver na mão.
– Bom agora que você esta aqui, vai ter que pagar uma taxa pra ir embora. – Outro bandido diz sorrindo.
– E quanto é?
– $2.000 dólares para cada um. – O criminoso diz com um sorriso.
O azulado ainda sem deixar seu rosto ser visto retira do bolço da blusa 3 bolos de dinheiro e joga para os homens. – Esta ai. – Diz caminhando, mas então ele para e sem se virar pergunta a os criminosos. – Eu gostaria de uma informação sobre onde posso encontrar Rinori.
– Por que quer encontrar ele?
– Preciso de dinheiro para algo que tenho em mente, soube que ele pode me ajudar. – Fala calmo ainda sem se virar.
– Para um cara que puxou $6.000 dólares como se fosse o troco pro pão.
– O que você quer realmente com ele? – Os 3 homens apontam as armas para o justiceiro.
– A alma dele. – Caique se vira rapidamente e lança 3 shurikens que atinge o pescoço de 2 dos homens e o ombro do terceiro que cai no chão e joga a arma longe. – Então amigo pode responder minha duvida? – O criminoso não conseguia ver o rosto do rapaz, mas pode enxergar o sorriso sombrio e maligno que o justiceiro tinha.
– V... vo... você é Predador? – O homem sentia o medo inundar seu corpo temendo o homem a sua frente.
– Eu? Não, fiquei sabendo que ele morreu e quis saber das coisas do meu modo. – Diz calmo olhando para o homem caído no chão. – Onde posso encontrar Rinori Maito?
– E... ele... ele pode ser encontrado no prédio Sucyro no centro da cidade.
– Obrigado meu amigo. – O azulado faz uma reverencia e se afasta do homem, quando ele estava longe do local ele se vira para um beco. – Pode sair já, sei que esta me seguindo.
Da escuridão do Beco Kaelina aparece com sua armadura, à expressão em seu rosto não era nada boa. – Pretende fazer as coisas sozinho a partir de agora? – Daemonia pergunta com a voz levemente irritada.
– Não sei... Estou pensando na proposta.
– Se fizer coisas sem pensar ira acabar morrendo igual seus amigos.
– Fiz um juramento que não iria morrer em quanto não limpasse a cidade então, a morte pode esperar. – O justiceiro começa a caminhar calmamente com as mãos no bolso. – Se for me seguir que faça isso pelas sombras, se alguém descobrir estaremos ferrados.
– Por que saiu do esconderijo sem proteção e desarmado? Se alguém percebesse que era você, iriam atirar sem pensar duas vezes.
– Queria tomar um pouco de ar fresco, aquela estufa subterrânea deixa a gente um pouco sufocado. Em relação a alguém me descobrir, todos os criminosos acreditam que eu estou morto, um surto de pequenos atos de justiceiros esta acontecendo por toda a cidade, consigo muito bem me manter escondido, ou lutar contra homens armados você sabe muito bem disso. – Caique diz calmo caminhando sem pressa alguma. – E ainda caso algo aconteça comigo, sei que você iria vir me ajudar. – Termina de falar com um sorriso discreto.
– Se a policia te encontrasse, não poderia fazer nada, eles estão autorizados a te eliminar caso seja encontrado.
– Não estou preocupado com a policia até por que. – O azulado para de frente para uma casa. – É ela que pretendo visitar. – Kaelina logo que olhou percebeu que aquela era a casa do chefe da frota policial da cidade.
– O que pretende fazer na casa de Shiru? – A morena estava desconfiada com as atitudes e ações do azulado.
– Eu não vou fazer nada, quem ira fazer é você. – Caique olha para a mulher e sorri para ela. – Entre la e copie todos os arquivos que estão no computador de Shiru, sem minha armadura fica difícil fazer isso então... – Antes de terminar a morena pega o pen drive da mão dele e rapidamente escala a casa do policial, sem fazer nenhum barulho ela entra na casa e vai ate o computador, colocando o pen drive que levou 5 segundos para copiar todos os arquivos. Sai pelo mesmo local sem acordar os moradores. – Minha fonte é 100% confiável. – Fala o azulado quando a morena volta lhe entregando o objeto.
Bem distante da casa do policial os dois justiceiros ouvem um grito e sem pensar correm encontrando 5 homens cercando uma mulher, um dos homens estava no chão com o que parecia ser 5 balas no peito.
– Diversão finalmente. – Caique salta atingindo o rosto de um dos homens e fazendo um não com a mão para a justiceira.
– Não se meta ou ira se machucar. – A jovem que tinha cabelos loiros e ondulados chegando ate a cintura, segurava duas facas militares e tinha duas pistolas na cintura. O justiceiro reparou no corpo da jovem que tinha seios médios, pele clara, cintura fina, pernas torneadas e bumbum duro e firme.
– Por esses caras? Duvido muito. – Caique desvia de um bandido com uma faca na mão, segurando no braço dele, atingindo seu pé de apoio e o lançando na parede próxima.
A jovem loira com as facas na mão corre para cima de dois homens esquivando das barras de ferro, fincando a faca na mão do primeiro e na mão do segundo bandido. – Para quem não conhece a dor, conhecera agora. – A jovem retira a faca e corta o ombro do primeiro, a coxa do segundo, finca na costela do primeiro, finca no ombro do segundo e puxa abrindo a barriga do primeiro bandido e o peito do segundo. Para finalizar ela lança as facas que atinge a garganta do ultimo em pé e o peito do que estava jogado no chão.
– Muito ágil e assassina gostei de você. – Caique comenta num canto escuro do beco não deixando seu rosto ser visto. – Estou precisando de uma dessas pra equipe.
– Equipe? Seja o que for que estiver pensando eu não quero entrar. – A loira vira as costas e vai caminhando.
– Preciso de pessoas que tenham força, velocidade, agilidade e o principal... Ódio no coração. – A jovem para quando ouve a palavra ódio.
– Por que quer pessoas assim? – A jovem desconfia e se vira com uma de suas mãos na pistola na cintura.
– Pretendo limpar esta cidade que esta mergulhada no caos e no medo, para assim as pessoas terem mais segurança e esperança no futuro para seus filhos e para si mesmos. – Informa com um sorriso sincero no rosto.
– Quem é você estranho?
– Me chamo Caique Masayoshi, porem sou muito mais conhecido por aqui como Predador.
– Predador? – A jovem se assusta ao ouvir aquele nome, o nome que todos os criminosos temem na cidade, o nome que ela tem ouvido diversas vezes. – Predador esta morto nunca irei acreditar que você é ele.
– Hahaha como as pessoas são ingênuas. – O rapaz retira a toca e mostra seu rosto. – Não estou morto e caso você seja algum policial disfarçado ou trabalha para os bandidos, saiba que eu não serei pego nem morto enquanto o medo e a violência reinar nesta cidade. – Fala sério. – Preciso da ajuda de pessoas como você que estejam dispostas a me ajudar a limpar esta cidade, por isso estou pedindo sua ajuda.
A jovem abaixa um pouco a cabeça e pensa por alguns segundos logo a ergue novamente. – Eu aceito me juntar a você. – Caique da um sorriso meio sombrio e alegre.
– Bem vinda a os Dragões Negro. – Diz esticando a mão para a jovem. – Qual seu nome?
– Me chamo Sayuri e tenho 17 anos.
– Interessante não acha. – Atrás de Sayuri Kaelina aparece com uma cara de tédio observando a nova justiceira.
– Veremos isso na base. – A morena atinge um poderoso chute no rosto da mais nova que desmaia, Caique se assusta e pergunta por que fez aquilo, mas Kaelina somente olhou para ele e virou as costas.
Chegando na base o azulado leva uma imensa bronca de Lilith por ter saído sem armadura e sem informar para onde ia, fora que ela quase matou ele por ter trago uma garota nos braços. Caique deita a mais nova em uma cama num dos quartos e fecha a porta, mas pede para que Carol ficasse com ela ate a hora dela acordar e explicar a situação.
– Antes que eu receba mais broncas, consegui algumas informações importantes então não me atrapalhem. – O justiceiro volta para o laboratório e começa a olhar os arquivos copiados na casa do policial. – Caso se preocupe eu não deixei pistas, nem na área onde matei aqueles homens, nem na casa do policial e no beco também não. – Fala para Kenshiro que estava encostado em um canto do laboratório.
– Não sou a Lilith para te tratar como criança ou me preocupar, se você deixou algo que pode te matar depois para trás. – Fala o ruivo com a voz calma. – Vim aqui para analisar os arquivos que você copiou, para assim conseguirmos descobrir onde esta Furrano.
– Meu interesse não é a localização dele agora e sim suas fraquezas. – O sorriso sádico e sombrio volta a o rosto do justiceiro.
Depois de algumas horas Sayuri acorda, encontrando Carol que lhe oferece algumas bolachas e informa onde estão para a mais nova justiceira.
– Eu quero saber por que aquela mulher me bateu. – Massageava o local golpeado que latejava por causa do golpe.
– KAELINA POR QUE VOCÊ BATEU NA SAYURI – CHAN? – Carol grita para a mais velha que estava sentada em uma de suas motos.
– Por que eu não tinha nenhum pano para cobrir os olhos dela na hora. – Simples e direta foi a resposta da mulher, gotas surgem no rosto de todos os presentes no momento.
– Onde esta o rapaz que pediu minha ajuda?
– Esta analisando algumas coisas e criando outras. – Responde com um sorriso no rosto.
– Ei novata, va descansar amanha seu dia sera bem puxado. – Kaelina diz em cima da moto.
– Você não é minha mãe. – Uma faca é atirada passando ao lado do rosto da garota que se assusta com aquilo.
– Não sou mesmo. – A morena sai do local e vai ate o laboratório, onde Caique estava projetando outras armas e Kenshiro analisava os arquivos. Kaelina não entendia o que o azulado estava planejando e estava ficando preocupada com os planos que ele criava. – O que você esta pensando em fazer? – Pensa a justiceira fechando a porta e indo para a oficina ver suas motos.
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