Preconceito

11 Risos e alegria


Notas iniciais
Olá!^^
Espero que gostem desse capítulo, tentei faze-lo da melhor forma possível ^^'

A nova rotina de Dino estava causando um grande impacto em sua casa; o dia do loiro resumia-se em: trabalhar, cuidar de Kyoya e trabalhar. Não tinha mais festas, não tinha mais piscina e nem mulheres babando pelo lindo chefe Cavallonne, Haruema Dino.

Tudo resumia-se em trabalho e Kyoya, era óbvio que o loiro gostava do japonês, mas nunca foi de forma tão extrema. Dino parecia obcecado naquilo, não tinha um dia que ele ficasse sem falar do amante ou dos planos que tinha para quando este chegasse. Desde que Hibari tinha sido excluído dos Vongolas, o moreno não teve outra escolha a não ser aceitar o tratamento na Itália, e esse era o motivo dos raros sorrisos do chefe Cavallonne.

E era a véspera da chegada de Hibari e Dino ainda estava de pijama, mesmo sendo uma da tarde, o loiro não parecia disposto a fazer qualquer coisa naquele dia, por mais insignificante que fosse. A escuridão do quarto era causado pelas cortinas fechadas, o cheiro daquele quarto era poeira e a fragrância do loiro que permanecia na cama. Os pensamentos de Dino eram relacionados a sua família e seu amante, era estranho o fato que aquele loiro podia ser tão sério quando se tratava desses assuntos.

- Senhor — a empregada que estava entrando no quarto interrompeu o pensamento do líder Cavallonne — Aqui está o seu café.

- Obrigado Marta — Dino não estava com vontade de levantar, mas o cheiro de café lhe deu energia para isso — Marta, você sabe se já tomaram as providências para " aquilo" — perguntou antes de dar um gole no café.

- Sim senhor, já está tudo pronto mestre Dino — ela respondeu sorrindo — Assim que ele chegar, nós avisaremos os médicos.

- Ótimo, era isso que eu queria ouvir — olhou de relance para o jornal que estava na bandeja — Está dispensada Marta.

A empregada de cabelos castanhos fez uma referência e saiu do local aliviada, seu mestre parecia feliz com a notícia que os melhores médicos já estavam prontos para atender o seu amado.

Enquanto andava pelos corredores acabou encontrando Romário, que estava a caminho do quarto do chefe.

- Como ele está Marta? — Romário e Marta já estavam habituados a conversarem nos corredores, então ela simplesmente sorriu antes de respondê-lo.

- Ele está melhor, a notícia que tu me deste causaste nele um bom efeito — Marta estava um pouco corada, sempre agia assim perto do mais velho.

- Obrigado por isso — Romário riu de canto, achava se velho demais para se envolver com aquela menina tão jovem e bonita, mas — Marta, você tem algo para fazer em seu dia de folga?

- Não, estarei livre — disse olhando para o mais velho.

- Quer sair comigo então? — aquilo era constrangedor, um homem daquele tamanho pedido uma jovem para sair com ele, Romário sentia-se um idiota.

A menina ficou feliz e surpresa, aceitou o convite deixando o mais velho feliz. Separaram-se e seguiram com seus sorrisos.

xxx

Após a vista de sua empregada e do bom café, é claro, Dino sentia-se mais vivo e disposto para o dia. Enquanto lia o jornal pensava em tudo que havia ouvido de Tsuna, era óbvio que ele não havia gostado da ideia de tirar Hibari da família, mas até mesmo ele percebia que aquele era o único caminho viável. E Tsuna havia explicado que não era uma "expulsão" e sim um "desligamento", afinal assim que as coisas melhorasem Hibari poderia escolher retonar, então o loiro até gostou da ideia.

Mas algo ainda estressava Dino, e esse "algo" era a família do moreno, o loiro não compreendia o motivo de tanto preconceito com Hibari, não podiam deixá-lo em paz? Tinham mesmo que implicar com o seu moreno? As perguntas de Dino, naturalmente, não tinha respostas e se não fosse pelas palavras dura de Tsuna naquela noite, talvez Dino não entendesse mesmo os motivos de Hibari. O líder Cavallonne não apenas sentia ódio de Takahiro e de Sakura, mas também sentia ódio de si mesmo, por ter deixado Hibari sozinho no Japão tantas vezes e por ter brigado com ele várias vezes tentando saber sobre o seu passado.

- Eu sou um estúpido — a dor e a tristeza podia ser vista em seus olhos, Dino colocou o jornal ao seu lado na cama e ficou a observar o teto, sempre olhava para cima quando estava confuso.

- Não, não é chefe — Romário, que tinha a mania de ser a sombra de Dino, entrou tão devagar que assustou o jovem Cavallonne.

- Há quanto tempo você está aqui, Romário? — falou o mais novo quando se recuperou do susto.

O mais velho deu um pequeno sorriso, seu jovem mestre era distraído quando não estava trabalhando.

- Não faz muito tempo, chefe — Romário ficou sério e deixou que Dino visse o envelope pardo que tinha em mãos.

- O que houve agora? — Dino podia ser muitas coisas, mas na hora do trabalho ele era realmente um grande homem.

Romário nem tinha coragem de encarar Dino, naquele momento teve que se segurar para não pedi perdão por sua incompetência. Passou o envelope para o mais novo, que ainda estava sentado na cama, e esperou. Não precisou esperar muito tempo para vê o que chefe ia fazer, assim que Dino leu a carta suspirou triste antes de pronunciar algo sobre aquele assunto.

- Quando chega o resultado? — perguntou por fim, depois de muito tempo em silêncio.

- Deve ser daqui a alguns dias — o braço direito do Cavallonne também não sabia o que devia fazer, na máfia não podia se ter um filho bastardo, mas naquele caso não tinha ideia do que era mais correto.

— Mantenha-me informado, por favor — essas foram as últimas palavras de Dino, e reconhecendo que o chefe não ia falar com mais ninguém saiu do quarto fechando a porta.

Não achava que todos os japoneses fossem iguais, mas admitia que Azumi e Hibari eram bastante parecidos. Também havia pensando naquela possibilidade de seu moreno ser pai, mas tinha que ser a mãe uma vadia? E, como dizia a carta, que havia sido o próprio Hibari que tinha solicitado o exame, então até ele tinha duvidas, né?

Admitia que a primeira coisa que havia sentindo quando leu a carta era uma vontade imensa de matar Azumi, por esta ameaçar seu namoro, mas agora compreendia que aquela menina era uma criança, então não tinha culpa.

Dino levantando-se da cama, quase que imediatamente, começou a se despir. Ele queria um banho; ele precisava de um banho, porque apenas um banho podia ajudá-lo a se acalmar.

xxx

"Logo chegaremos à Itália, mas antes vocês devem comer" disse a voz feminina que saía da caixinha.

Viajar de avião era algo que Hibari, particularmente, detestava. Odiava muita gente, e mesmo na primeira classe ele ainda odiava aquilo. Sua amada cidade era mil vezes melhor que qualquer coisa com pessoas. Mas dessa vez não teve outro jeito, ele foi obrigado, ou melhor dizendo, arrastado até o avião.

"Maldito Tsunayoshi!" Resmungava mentalmente enquanto olhava para o prato de comida que lhe fora servido. Odiava comer fora de casa, e principalmente comer enquanto viajava para longe de casa. Hibari ainda estava preocupado com o resultado de sua investigação sobre Azumi, podia se dizer que era temor ou até nervosismo, mas na verdade era ansiedade, se aquela menina fosse mesmo sua filha bastarda ele estaria metido em um grande problema.

- Está tudo bem, senhor? — perguntou a aeromoça que percebeu o sentido de raiva do moreno.

- Estou bem sim — Hibari olhou de relance para a bolsa onde estava seus remédios — Você pode me dar um copo d'água?

- Sim senhor, espere um momento, por favor — ela não demorou muito para trazer a água, e Hibari pôde tomar seus remédios no horário certo.

Quando se viu só, Hibari não teve outra saída a não ser pensar em Dino e em sua amada cidade que deixara para trás. Passou tanto tempo refletindo sobre tudo que não percebeu que todos os outros passageiros já estavam adormecidos.

Olhando em volta percebia-se logo que ali era primeira classe e por isso, ele não teria nenhum problema com muita gente, embora ter odiado a "pequena" família que seguiu ele até o aeroporto.

Olhou para o relógio que carregava, e vendo que já era tarde se pôs a dormir, afinal ele tinha a absoluta certeza que quando chegasse na Itália ia ter um grande teste de paciência.

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No Japão as coisas não iam muito bem, Tsuna estava a beira de um ataque dos nervos, nada que acontecesse naquele dia poderia animá-lo, por quê? Bom, para entendermos isso devemos saber como foi o dia dele.

Quando acordou fez tudo o que devia ser feito no banheiro, assim que saiu de seu quarto o fiel braço direito, Gokudera Hayato, lhe trouxe as informações do dia, coisas como reuniões que deviam ser feitas; cartas de outras famílias; e o mais importante, a investigação sobre Azumi. Coisa que lhe atraía muita atenção, afinal ele não poderia deixar aquilo passar em branco. Mas foi o início dessa investigação que ele cometeu um grave erro, ele alertou Takahiro. E agora teria que lidar com aquele problema sozinho, já que Hibari estava na Itália junto de Dino.

O senhor estava sentando na poltrona em frente a Tsuna, sua face séria e raivosa poderia dar medo a alguém normal, mas os sentimentos do mais velho não se comparava em nada com o ódio que toda a família sentia por ele, Tsuna estava juntando toda o seu autocontrole para não perder a paciência com o senhor, mesmo sabendo que este não merecia.

- E então, em que posso ajudá-lo, senhor Takahiro? – o sorriso forçado do Guardião do Céu era algo estranho, uma expressão raríssima no rosto do chefe da família Vongola.

- Aquela menina não é filha daquele troço, por favor, não faça algo que poderá se arrepender mais tarde – a voz do mais velho podia sair calma, mas na verdade ele estava tentando não parecer irritado.

Tsuna não gostou daquelas palavras, na verdade ele detestou e sorriu de forma provocativa, dizendo:

- Por acaso isso é uma ameaça, senhor Takahiro? — o tom debochado do mais novo e o olhar frio de Tsuna mostrava que ele não ia medir esforços para acabar com qualquer um que ameaçasse sua família.

O mais velho, por sua vez, levantou-se e andou até a porta como se não se importasse com as palavras do menor. Quando este saiu foi imediatamente acompanhado até a porta por Gokudera e Yamamoto.

Tsuna ficou sentado no sofá do escritório pensando no que ia fazer para salvar a mente daquela criança antes que seja tarde demais.

- Tudo bem, boss? — a voz fina e carinhosa de Chrome tirou Tsuna de seus pensamentos.

- Ham? — Tsuna não tinha percebido ainda ela ali — Estou bem sim, só que...

- "Só que"? — ela queria ajudar, de todos os guardiões Chrome era a mais sentimental, lógico por ser mulher ela era assim.

- Só acho que devia ter cuidado melhor do Hibari-san — disse por fim, como chefe da família Vongola, Tsuna odiava vê um de seus amigos sofrerem.

Chrome entendeu o sentimento de Tsuna, Mukuro havia alertado ela sobre essa mania de carregar tudo nas costas que Tsuna possuía, ela o achava um grande homem.

E resolvendo animá-lo pronunciou:

- Você fez o que pôde, mas se ele continuasse aqui aquele senhor não ia deixá-lo em paz — ela fez uma pequena pausa escolhendo as palavras — e você sabe que Dino vai cuidar bem dele, então vai dar tudo certo boss — ela sorriu para ele.

Tsuna olhou um pouco assustado para ela, mas logo sorriu como resposta. Ela estava certa, desligar temporariamente Hibari e mandá-lo à Itália foi a melhor coisa a se fazer. O sorriso dela aqueceu um pouco seu coração machucado pela separação de sua família.

xxx

Dino estava nervoso, o avião que estava o seu amante aterrissava naquele momento. O loiro ficou feliz ao vê o seu moreno vindo naquela direção.

Hibari vinha vestido com o seu terno preto, sempre formalmente bem vestido, nada mais esperado do ex-presidente do comitê disciplinar.

- Yo Kyoya! — Dino estava radiante, era a primeira vez que ele passaria tanto tempo com Hibari, era como se eles fossem morar juntos.

- Você é barulhento — Hibari estava com o seu humor habitual, não entendia como um idiota podia ficar tão feliz por motivos imbecis.

O chefe da família Cavallonne sorriu, era algo raro já que Dino não ria fazia dias. Os subordinados do mais velho pegaram as malas do guardião da nuvem e colocaram no carro.

Dino, Hibari e Romário foram no carro principal, uma ferrari vermelha, o carro predileto de Dino. Romário sentia-se um pouco incomodado com a situação, ele sabia muito bem que o senhor jovem mestre queria agarrar o jovem guardião da nuvem e fazer coisas com ele, e até mesmo Hibari devia está com saudades do amante.

A viagem para a mansão Cavallonne foi tranquila, e os jovens amantes se comportaram muito bem. Quando lá chegaram as empregadas logo foram serví-los, e Hibari sentiu um pouco de raiva ao vê tanta mulher cercando o seu cavalo coisante. Aquilo era absurdo!

O dia ia se passando calmamente, não tinha bagunça, nem gritaria, a casa do loiro era mais calma que Hibari havia imaginado. Dino havia chamado vários médicos para cuidar de Hibari, coisa desnecessária diria o moreno, mas não ia dizer nada, afinal ele precisava dos médicos. Mesmo não querendo admitir, gostava daquele jeito do mais velho.

Quando a noite finalmente chegou o loiro percebeu um problema: Como Dino ia se segurar tendo o namorado dormindo ao seu lado a noite inteira e sabendo que isso aconteceria muito dali para frente.

- O que foi? – disse o moreno que estava de pijama negro e se deitando na cama, Hibari já imaginava a resposta, mas preferiu perturbar Dino.

- Nada, eu só quero te desejar boa noite – “Desejar seu corpo está noite” pensou o loiro, mas logo tratou de tirar aqueles pensamentos impuros de sua mente.

Deitaram-se para dormi, Dino ainda tinha desejo, mas pelo seu amante ia se segurar. Passaram se exatamente vinte minutos e nenhum dos dois ainda havia ido dormir, era estranho que o sono não chegava nunca para eles. Mas para a surpresa de ambos quem tomou a iniciativa foi o próprio Hibari. O japonês ficou cara a cara com o loiro e disse corado “Senti sua falta” enquanto olhava para baixo.

Aquilo pegou Dino desprevenido, o loiro nunca pensou em ouvir tais palavras do moreno e um sorriso extremamente bobo formou-se em seu rosto. Respondeu aquela frase fazendo um carinho no rosto e beijando a testa do amado, que se surpreendeu, parece que Hibari havia achado que Dino estava dormindo, algo que fez o mais velho rir. “Kyoya sempre tão fofo” pensaste ele ao perceber os pensamentos do mais novo.

- D-Dino?! – o jovem ex-guardião da nuvem estava atordoado, porque aquilo teve que acontecer, era para ser apenas mais uma confissão da noite e nada mais, porque Dino estava acordado?

- Não se preocupe Kyoya – o loiro sorriu enquanto fazia um carinho no rosto do outro -, estarei sempre aqui, com você, por você.

Um beijo tímido começou após isso, que logo se tornou algo mais forte e por instinto ou costume ambos já estavam se beijando de forma suave enquanto passavam as mãos um no outro. Mas algo alertou Dino parando imediatamente seus movimentos.

O moreno não entendeu o motivo daquela pausa, Dino não era de parar no meio “daquilo”, então qual era o motivo? Pensando sobre o que poderia levar o loiro a parar lembrou-se da doença e caiu em si. Aquilo era bastante complicado.

- Desculpas Kyoya – Dino beijou o lábios do amante mais uma vez antes de sair de cima dele e ir ao banheiro.

Hibari não era mais uma criancinha, era lógico que ele sabia o que o outro faria no banheiro, por isso não ia permitir tal coisa. Mas o problema era que seu corpo também sentia falta do loiro, semanas sem a companhia daquele cavalo coisante tinha este resultado.

O moreno segurou a braços do loiro antes deste chegar ao banheiro, no primeiro momento Dino não compreendeu tal ação, porém quando viu a face corada e o volume na calça do menor sorriu curto.

- Kyoya... — o loiro não sabia o que fazer, ele também estava querendo sexo depois de tanto tempo, mas o estado de Hibari era tão convidativo...

"Dane-se essa merda!" pensou antes de agarrar o mais novo lhe dando um beijo ardente. O menor não percebeu, mas logo estava deitado na cama novamente. O loiro tinha que tomar cuidado para não machucar o amante, afinal qualquer marquinha poderia ser um problema para o tratamento, abaixou a calça e a cueca do outro e começou a brincar com o membro deste.

No começo foram apenas provocações, ele só queria vê a reação do menor, mas percebendo que também não aguentaria tratou de abocanhar aquele pedaço delicioso, em sua opinião.

Foi com a mão em seu próprio membro, mas o gozo do outro foi mais rápido. E vendo que Dino ainda não havia gozando, Hibari ficou preocupado. O moreno então levantou-se da cama e colocou o mais velho sentado, ficando ajoelhado entre as pernas deste, e com a sua pequena boca começou a chupar o membro de Dino.

Hibari não sabia se estava fazendo de forma correta, mas ainda sim continuava e os gemidos de Dino o deixavam ainda mais disposto a continuar aquele pequeno trabalho.

Dino acabou gozando, mas Hibari não conseguiu engolir tudo, o que fez o menor ficar com a face suja. Dino teve uma crise de risos, aquilo era inacreditável, Hibari era algo inacreditável.

- Pare de rir Haruema! — o moreno ficou irritado, não era possível que aquela anta podia ser tão estúpida a ponto de rir.

Como o loiro apenas ria, Hibari começou a bater nele com o travesseiro, a cena era cômica e acabou acordando todos os outros moradores da casa, graças as gargalhadas de Dino.

Notas finais
Beijos