Preconceito
12 Medo e abandono
Notas iniciais
Sei que não existe desculpas para eu dar a vocês, mas espero que gostem da fic ^^
Sentado na sacada do quarto folheando um livro, sua mente estava em outro lugar igual ao seu olhar. Mesmo que ele tenha escolhido aquele livro com bastante cuidado ele não tinha interesse em suas palavras, ele estava preocupado demais pensando em Dino, Azumi e na família Vongola. Não que ele considerasse a família Vongola sua família, só que ele estava preocupado com aqueles herbívoros desprotegidos. As coisas não estavam indo muito bem para ele naqueles últimos dias, desde que havia chegado à Itália vivia cercado de médicos, empregadas e de um certo loiro doido que cismava de tirar seu precioso silêncio.
Fechou o livro. Não adiantava ter um livro na mão se ele não estava com vontade de lê-lo. Olhando para o céu, Hibari teve a impressão de ouvir um rouxinol, o que logo julgou ser algo impossível já que rouxinóis só tem no Japão.
- Deve ser saudades de casa – comentou para si mesmo, era até engraçado pensar que há algum tempo ele era um jovem rapaz antissocial e impaciente, e o que mais impressionava é que ele havia mudado tanto que nem mesmo ele tinha percebido.
Ele estava tão concentrado que nem percebeu quando a enfermeira entrou no quarto.
- Senhor Hibari? — Ela chamou e quando ele a olhou, ela deu o aviso — Os médicos já estão lá embaixo esperando para te atender.
- Tudo bem, então já vou — O japonês levantou-se da cadeira.
Aquilo já era rotina para o jovem asiático, os médicos que iam lá todos os dias para saber de sua saúde, ele não estava reclamando do tratamento, só achava exagerado o fato de Dino gastar tanto dinheiro com ele.
Assim que se sentou no sofá começou a sessão de perguntas "Como está?", "Você anda se alimentando bem?", "Anda sentindo alguma dor?". Hibari não gostava de está perto de muitas pessoas, mas aquilo era importante para Dino então ele ia ter que fazer.
A consulta não demorou muito tempo, dessa vez foi apenas perguntas e mais alguns exames físicos, naturalmente já estava se aproximando da cirurgia.
Xxx
O dia de Dino havia começado normalmente, acordou com Hibari ao seu lado; tomou café e agora ele fazia seu trabalho como líder Cavallone. Não era muito complicado, apenas coisas como o dinheiro da família e sobre as cartas dos aliados. Dino se lembrava de quando começara a trabalhar, tudo aquilo era feito com animação e energia, só que agora depois de tantos anos Dino via aquilo de forma monótona, ele fazia tudo com cuidado e precisão.
Enquanto lia o convite para uma festa e pensava uma forma de recusar sem trazer problemas para a sua família e a família do anfitrião, Romário bateu na porta. Após ouvir o baixo “Entre” o braço direito adentrou um pouco nervoso.
- Qual o problema Romário? – Dino desviou o olhar do papel e fitou seu subordinado.
- Senhor, eu sinto informar que a sua presença está sendo requisitada no Japão – O mais velho colocou a carta em cima da mesa, para que o mais novo a visse e a lesse.
Dino não disse mais nada, apenas pegou a carta e leu-a, ele a releu mais duas vezes para ter a certeza absoluta do que estava escrito nela. Quando percebeu que não havia errado em seu entendimento suspirou.
- Quer que eu avise o senhor Hibari? – O braço direito dos Cavallones mantinha uma postura rígida, mas no fundo ele estava muito preocupado com a situação atual.
- Não, ainda não é necessário isso – O loiro precisava de um tempo para pensar numa forma de contar aquilo sem causar uma grande confusão.
- Então quer que eu faça alguma coisa? – O mais velho sabia que seu chefe não havia gostado daquela notícia, afinal ninguém gostaria de saber que era pai de uma criança cujo a mãe era quase uma prostituta.
- Não Romário, não preciso de nada – O loiro estava visivelmente triste com aquilo tudo, então era lógico que ia precisar de um tempo até aceitar tudo.
O mais velho sabia que aquela face de preocupação não ia mudar tão cedo, e admitia está muito impressionado de como as coisas funcionam na vida das pessoas, foi uma grande surpresa saber sobre o passado do Guardião da Nuvem dos Vongolas, mas ficou ainda mais pasmo quando soube que a família japonesa pesava mais a honra do que a própria família. Como havia nascido e crescido na máfia aprendeu desde pequeno que nunca se deve trair ou abandonar a família, aquilo era um crime gravíssimo contra todos e, em alguns casos podia ter como resultado a morte, ou seja, era como cavar a própria cova.
O silêncio que estava naquela sala podia gelar a alma de alguém, mas quem disse que o chefe Cavallone se importava com isso? Dino estava mais preocupado em como ele ia dar a notícia a Hibari e como toda aquela confusão poderia ser resolvida, com a cirurgia do amante se aproximando ele não podia dar o prazer de colocar seu amado Kyoya em situação complicadas e que podem causar estresse. Por isso ele tinha que pensar em algo rapidamente para que ele não tivesse problemas depois.
- O Vongola quer saber se o senhor deseja ir vê a criança – Romário ficava mais nervoso a cada momento, como subordinado e braço direito do Cavallone ele tinha que informar tudo o que podia, desde os riscos que corria até os benefícios que ganharia, mas como amigo leal ele também não estava em condições de pronunciar nada, afinal nem ele mesmo sabia o que poderia fazer.
- Avise-o que irei assim que puder – O loiro deixou os papéis sobre a mesa, não estava afim de ver Tsuna, não queria nem sair do seu escritório! Quanto mais pegar um avião para ir ver os Vongolas.
- Senhor ele deseja te ver até o final dessa semana – Romário sabia que quando o chefe ficava deprimido alguém tinha que inventar algo para que o loiro saísse de casa, afinal se Dino continuasse ali ele ia ficar cada vez mais deprimido.
- Tudo bem, eu viajo o hoje à noite, satisfeito?
- Sim senhor, é admirável a sua disposição para o trabalho – o sarcasmo era muito bem percebido naquelas palavras, não era de maldade que Romário fazia aquilo, mas chegava a ser engraçado o fato de poder brincar um pouco com o chefe.
Dino limitou-se a responder, mas o loiro já sorria com aquilo, o que deixava seu braço direito muito feliz. O mais velho gostava de lembrar o quão emburrado Dino ficava quando usavam sarcasmo com ele enquanto era pequeno, mas (in)felizmente Dino já tratava sarcasmo com ironia ou pura brincadeira.
- Boa tarde – A jovem empregada entrava carregando a bandeja que continha bolinhos e café.
- Obrigado – Dino já estava ficando com fome, e ficou feliz ao vê que a outra havia trazido o seu pequeno lanche.
Xxx
A noite havia chegado, e como previsto Dino estava arrumando as coisas para partir em viagem. Hibari não queria deixar o outro ir, mesmo não gostando de admitir tinha medo de ficar sozinho, afinal ele não conhecia ninguém ali e Dino era até uma companhia agradável.
Com a notícia da partida de Dino na casa, as coisas tomaram um rumo diferente, ninguém ali sabia exatamente o que poderia acontecer enquanto o mestre estivesse fora e muito menos o que poderia acontecer lá.
Dino arrumava as malas, não tinha ideia de quanto tempo poderia ficar lá, mas não queria que fosse por muito tempo, afinal ele estava querendo permanecer em sua amada Itália junto de Hibari.
- Quando você volta? – O moreno estava parado perto da porta olhando o outro arrumar as malas.
- Não sei, mas tentarei voltar o mais rapidamente possível – O loiro tentou rir para o outro, não gostava da ideia de deixar o seu amante ali sozinho.
Hibari não falou mais nada, estava zangado demais com a partida do outro para se pronunciar.
- Não faça essa cara Kyoya – O mais velho odiava a forma que o outro o tratava, já estavam juntos há tanto tempo o que custava um pouco de carinho?
- Trate de voltar vivo Cavallone – O jovem japonês aproximando-se do mais velho arrumou a gravata deste, Dino tinha a péssima mania de não se ajeitar formalmente para os eventos importantes, ou aquilo era apenas uma forma de irritar o ex-diretor do comitê disciplina.
- Eu vou voltar – Dino amava a preocupação do menor, sabia que aquilo era algo muito difícil de se ver ou perceber, então ele sentia-se muito feliz por poder receber o pequeno carinho do mais novo – Kyoya que tal a gente ir ao museu depois? – O loiro sabia que a resposta, provavelmente, seria negativa, mas ele queria tentar até o outro aceitar.
- Você sabe muito bem que eu não gosto desse tipo de coisa Cavallone – Era sempre tão formal com o loiro, mesmo que fossem amantes há tanto tempo Hibari ainda mantinha as formalidades.
— Por que não, Kyoya? – O loiro estava tentando fazer o Guardião da Nuvem dos Vongolas largar o casulo há décadas, mas nunca conseguia, Hibari era inseguro demais com as outras pessoas para poder sair normalmente com Dino como se fossem um casal normal.
- Eu não gosto de multidões – A resposta tanto usada já era decorada por todos os Vongolas e por Dino também, era incrível a capacidade de Hibari negar algo, mesmo que seja apenas um simples e inocente passeio no museu.
Dino não respondeu, aproveitou o silêncio que acompanhava a resposta para admirar os belos olhos negros que se encontravam com os seus olhos. Eram tão belos e misteriosos, o loiro amava aqueles olhos, amava tudo o que tinha no corpo do mais novo, corpo que conhecia muito bem para ser exato, e nada que falassem para ele podia explicar aquele amor estranho e novo. Sempre que via Hibari tinha certeza que nunca o perderia de vista, mesmo que este estivesse no meio de uma multidão cheia de asiáticos.
Não se contendo, Dino abraçou o outro e ficou fazendo carinho em sua cabeça, mesmo que corresse o risco de ser mordido até a morte pelo mais novo. Aquela era uma noite especial, faltava um dia e algumas horas para a cirurgia de Hibari e Dino não poderia estar com ele, doía abandonar aquele belo ser.
Hibari nem se importava com aquele comportamento, já se acostumara com tudo aquele carinho do mais velho, e pensar que um dia ele quis matar o jovem Dino por causa do atrevimento dele. Era impossível imaginar naquela época que um dia eles iam viver sob o mesmo teto e ser tão bem cuidado. Hibari achava aquilo um pouco sufocante, mas seria mentira se ele falasse que odiava o Cavallone, na verdade o amava muito para odiá-lo, mesmo que isso significasse viver ali para sempre com ele.
- Senhor Dino – Romário entrava no quarto e atrapalhava o casal – Desejo lhe informar que já estamos prontos para a sua viajem.
- Tudo bem Romário – O loiro largou o namorado à contra gosto, não gostava de se separar do menor.
Hibari não se despediu, não gostava de gastar palavras com coisas insignificantes e desnecessárias, gostava do loiro e tinha a plena certeza que o maior sabia muito bem sobre isso, então ele não ia falar nada com o loiro.
As costas de Dino foram a última coisa que Hibari viu do loiro antes dele sair do quarto.
Xxx
A jornada de Dino até o Japão não foi muito longa, afinal ele já estava acostumado com aquele “pequeno” problema para ir até o seu amado Kyoya, mas agora era diferente. Dino não estava indo vê o seu querido Kyoya, e sim encontrar Tsuna e os outros para pegar Azumi, já que ela era a filha do seu amante.
Enquanto bebia seu delicioso vinho o belo italiano só pensava em uma coisa, que era como ele ia contar a Hibari sobre Azumi? Poderia parecer fácil, mas nem mesmo ele queria aquilo, o loiro amava o Kyoya, seu Kyoya e de mais ninguém! Então dividi-lo com uma criança, principalmente com uma menina, não estava nos planos do jovem Guardião do Céu Dino Cavallone.
- Senhor – Romário interrompia os pensamentos egoístas de Dino – Vamos pousar, por favor coloque o cinto de segurança – Para o braço direito dos Cavallones a vida de seu chefe era mais importante do que uma taça de vinho, ou dos pensamentos nada gentis de Dino.
Assim que o avião aterrissou Dino foi recebido por Tsuna, Gokudera e Yamamoto, por mais estranho que pareça a onde se via o albino podia procurar com os olhos para encontrar o Guardião da Chuva, e vice-versa. O loiro achava engraçado como as coisas ali funcionavam, lembrava-se bem de como foi a reação dos seus subordinados quando informou sobre a família de seu namorado, algo assim era imaginável na máfia, afinal todos sabiam que mesmo não aceitando legalmente o casamento homossexual na máfia, os gays podiam ficar juntos que ninguém ia reclamar, então porque atrapalhar a vida de um jovem inocente apenas por não gostar da surpresa do filho ser gay?
Como Tsuna não queria deixar Dino muito cansado e por isso ele programou de buscar Azumi no dia seguinte, o que foi até bom porque Dino precisava mesmo descansar. Toda aquela luta interna e a confusão que estava em sua mente abriu espaço para um belo sonho, e Dino teve uma boa noite de sonho depois de muito tempo.
Xxx
Na casa de Takahiro as coisas não estavam indo bem, desde que soube – cortesia dos Vongolas – que Azumi não era a sua filha e sim filha de Hibari Kyoya. Aquilo era um absurdo, xingava a esposa e a filha, mesmo que a última não tenha culpa de nada.
A pequena Azumi estava com muito medo do “pai”, e por isso sua “tia” Sora havia tirado ela de casa com medo da pequena apanhar. Mas Azumi não tinha para onde ir, então estava sentada abraçando um ursinho em meio à neve, como saiu de casa muito rápido tudo o que tinha estava numa pequena mochila ao seu lado, seus olhos já inchados de chorar, por não saber que crime havia cometido, já estavam quase se fechando por causa do sono que sentia, apertava contra seu corpo o ursinho que havia ganhado de seu tio doente, ela tinha esperanças de seu pai se acalmar e ir buscá-la, mas como ela já estava há tanto tempo embaixo da neve que esse pensamento não era mais requisitado. Estava frio e era perigoso uma menininha ficar ali, afinal havia pessoas cruéis no mundo, mas existia uma palavra para um pai que deixava a filha no frio e com fome?
Começou a pensar numa forma de fugir dali, quem sabe ela não poderia ir atrás de algum parente e pedir abrigo? Mas ao lembrar que seu pai ia matá-la se a visse – palavras de sua tia Sora – ficou apavorada, logo estaria nevando novamente e como seu corpo estava muito cansado pela noite mal dormida – ela estava ali desde a madrugada – sabia que talvez não fosse durar muito tempo, afinal com frio, com fome e com medo ela não sobreviveria nas ruas.
Mas para a sua surpresa quem a socorreu foi um loiro italiano que corria desesperado até ela. Dino estava indo tirar satisfação com Takahiro quando viu a cena, mal podia acreditar naquilo, por que fazer isso com uma criança? Os Vongolas que vinham atrás dele também estavam pasmos, a menina parecia estar abandonada.
- Quem são vocês? – A voz dela demonstrava claramente o medo que sentia, ela com certeza estaria em grandes problemas se eles fossem homens maus.
Dino limitou-se a abraçá-la, por mais que não gostasse da ideia de dividir Hibari vê uma criança maltratada era algo absurdo. E abrindo sua boca pronunciou algo que ninguém esperava:
- Eu sou seu novo pai, está bem? – Na voz do loiro se podia perceber emoção, Dino estava com raiva naquele momento, mas também estava tentando ser carinhoso.
- Novo pai? – Azumi não entendia aquilo, ela já tinha um pai – Mas o Takahiro... — Não chegou a completar porque foi interrompida pelo Cavallone.
- Takahiro roubou você, tirou você de quem você pertence, mas eu vou te devolver ao seu outro pai – Aquela conversa poderia parecer estranha, mas era isso que o Cavallone estava mesmo dizendo.
Depois dessas palavras Dino a entregou a um subordinado, ordenando que cuidasse bem de sua futura herdeira – o que casou pânico nos outros ouvintes -, mas como o próprio loiro já havia decidido então ninguém ali ficou contra.
Enquanto a menina era levada para o carro, Romário tratava de explicar a ela o que estava acontecendo — o que não foi muito difícil por causa da mentira do loiro.
- Isso devia ser proibido! — Gokudera estava nervoso, como um ato daquele tipo era feito em pleno século XXI?!
Todos estavam com raiva, a possível, conversa pacífica que eles pretendiam ter com Takahiro era um plano velho e praticamente impossível.
Não demoraram muito para chegar a casa do homem, como era de ser esperar aquilo estava uma confusão. Sora estava entrando no carro quando viu Dino, logo reconheceu o namorado do filho e ela sorriu para eles, o loiro estranhou o comportamento dela, mas presumiu que ela estava feliz por não vê mais Azumi nas mãos de Takahiro. Tsuna ignorou ela e bateu na porta.
Quem os atendeu foi Sakura, a mulher estava triste, mas pôde se vê ódio nos olhos dela quando percebeu os Vongolas. Abriu a porta e passou por eles com raiva, não estava afim de falar com aqueles bastardos.
- O que querem? — Takahiro estava sentado observando a porta, pelo seu tom de voz dava para se perceber o ódio que sentia.
- Nós queremos que você nos dê a Azumi — Yamamoto falava de forma controlada, afinal nenhum de seus amigos tinham calma naquele momento.
- Podem ficar, não desejo vê aquela bastarda nunca mais — O mais velho não queria mais saber de sua "filha", ele sabia que Sakura o traía e ele também a traía, só que quando todos ficaram sabendo o casamento estava acabando.
- Mas ela é uma criança, não faz parte desse seu jogo de aparências — Gokudera não gostava do rumo daquela conversa, era absurdo um pai tratar um filho daquela forma.
- Não me importo — Takahiro bebeu mais um gole de seu chá antes de continuar — Como vocês já tem o que querem, saiam de minha casa.
Aquilo foi o suficiente para Dino pular no pescoço dele, não aguentava mais aquela idiotice e frieza daquele infeliz. A confusão estava armada Dino batia em Takahiro que revidava muito bem, Tsuna e os Vongolas enfrentava os subordinados do mais velho.
A batalha era difícil, afinal o clã Hibari era muito forte e nenhum deles recuava na batalha, mas aquilo não era problema para os Vongolas, que revidavam com força e perfeição.
Dino não teve tanto trabalho assim, afinal Takahiro já era um homem bem velho e o loiro já sabia como agir porque já havia treinado o Kyoya.
Quando a batalha acabou Dino estava feliz, com nojo porque tinha tocado naquele ser desprezível. Mas não foi isso que assustou Tsuna.
- Dino você está sangrando! — Gritou o jovem Vongola.
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A cirurgia de Hibari tinha sido um sucesso, e por isso o japonês dormia tranquilo na cama do hospital. Havia uma enfermeira que entrava em dez em dez minutos apenas para vê se ele passava bem.
Mas em um dado momento a enfermeira ficou nervosa, os batimentos cardíacos do rapaz estavam diminuindo.
Notas finais
Bom por favor deixem comentários, e se quiserem ofender eu vou aceitar também ^^'
Beijos
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