Praeternatural Chronicles - Dreams X
1 Colors
Notas iniciais
Praeternatural Chronicles — Dreams X
Episode 01 – Colors
O que lhe vem à cabeça quando ouvires a palavra “cor”? Um arco-íris, talvez, ou então marcas de sua infância. A cor pode ser necessariamente uma percepção visual que é provocado por um feixe de fótons sobre algumas células na retina, criando então a imagem de que nada é igual. Para muitos, esta simples e direta palavra pode lembrar “alegria” e “divertimento”, mas para mim é justamente o contrário. Recordo sofrimento, traumas e muito sangue, que ficaram ocultos por um grande tempo, ou talvez para toda a eternidade da luz. Talvez eu só consiga ir a fundo fazendo sacrifícios satisfatórios, isso é uma vida profana.
Desgostando de viver? Quem sabe? Tenho certeza desta lúgubre. Ela domina todo o meu consciente, toda a minha alma e todo meu gosto pela vida.
Ainda consigo me lembrar daquela noite pluviosa descendo pelo vidro da minha janela, respingando toda a sua fúria, através de tempestades, arruinando a vida de todos. Pobres humanos que morreram sob a discórdia da natureza, sendo jogados para todos os cantos do universo. O tornado não deixava barato. O ser humano poderia aprender a não sujar nosso ambiente com aquela “mera punição”? A natureza parecia saciar a sua sede de vingança contra nós, deixando claro o que poderá vir de pior se continuarmos do jeito que estamos. Eu não sou igual a eles.
Debrucei-me pela janela, abraçando os joelhos, sentado em minha cama, presenciando a tempestade na área urbana da minha cidade. Foi pouco destruída, para a sorte d e l e s. Sim, eu iria meu mudar para uma outra.
– Filho – minha mãe correu até a mim – Graças a Deus! Deu tudo certo. Iremos embora pela madrugada.
Após ouvir sua doce e delicada voz sob meu ombro descoberto, não hesitei de dar um largo sorriso. Então, aquele seria meu destino. Navegar pelos cantos da minha nova cidade, explorando cada centímetro, cada façanha.
Nunca viajei de avião antes. Para tudo tem uma primeira vez. Minha família mora no Rio De Janeiro há cinco anos. Sentia saudade deles, e mal poderia esperar para ter um reencontro. Estava aos meus dezenove anos, saindo do lugar onde sempre vivi, o lugar onde nasci e amadureci, levando tombos no meio do caminho, mas levantando mais forte e derrubando a todos que me faziam mal.
Meus objetivos naquela nova cidade eram distintos. Minha família me escondia fatores de quando eu era menor, e muito antes de eu nascer. Eu sinto isso. Meus sonhos me atormentam, corroem minha alma de um jeito surpreendente. O que quer que seja, sentiriam minha fúria assim como me senti ao saber que eles quase me afogaram.
Até hoje não aprendi a nadar.
Meus objetivos estão claros, minha ida ao Brasil já estava confirmada e minha aventura estava apenas começando. Com apenas um passo para dentro do veículo aéreo, eu estava mais certo do que nunca que não descansaria até desvendar os reais significados destas visões.
Elementos celestiais à minha espera.
Brasil, lá vou eu!
Continua...
Fale com o autor