Príncipes: A Vingança Do Coração Quebrado
2 Capitulo 2 – Transformações e alunos!
Notas iniciais
Louse me esperava em frente ao portão do colégio, sabia que aquilo tudo era armação daquela garota com o coração partido em mil pedaços, sem expressar nenhuma emoção parei em sua frente e com um abraço amigável ela me recebeu.
– Jean! Estamos estudando juntas novamente! – Colocou as mãos sobre meus ombros e fitou meus olhos – Inseparáveis!
– Você planejou tudo, não foi? – Tentei ser a mais fria possível – Daniel está neste colégio, não é? – Desviei meu olhar para o portão, respirei fundo.
Louse tirou as mãos do meu ombro e me guiou até o pátio principal do colégio, que por sinal era fantástico como jardins de palácios, sentamos em um banco perto ao arbustos de rosas, com um olhar perdido e triste, ela me encarou.
– Jean, nunca serei a mesma, meu coração está partido em mil pedaços. – Louse colocou a mão direita no peito – Sinto que só posso recuperar minha dignidade me vingando de Daniel e ele estará neste colégio.
– Eu sei, mas como consegui nos inscrever aqui, somos garotas e este é um colégio masculino. – Olhei para o rosto de Louse, que sorriu satisfeita.
– Meu pai é melhor amigo do diretor e como todos “adoram” minha família ele aceitou ter duas meninas. – Respirou fundo, segurou a minha mão – Com uma condição!
– Qual? – Estava nervosa.
–Temos que fingir ser rapazes, evitar contatos diretos como vestuários, banhos e alguns esportes que expõem nossos corpo; e isso eu já resolvi! Agora só falta... – Louse largou minha mão dando um pulo – Nos transformar rapazes belos e charmosos!
– Você é maluca? – Gritei, colocando a mão na testa – Meus pais aceitaram essa condição? – Resmunguei.
– Sim! – Louse gargalhou.
Não queria ser um rapaz colegial, queria ser uma menina bem cuidada, cabelos longos e olhos penetrantes, sabia que Louse também desejava isso, mas Daniel tinha destruído este sonho com aquela maldita frase.
– Okay. – Respondi indo para o matadouro.
Louse e eu estávamos passando por transformações; cabelo cortado, medições dos uniformes, as gases para que os seios não ficassem acentuados, tivemos quase um Dia de Príncipe, durante cinco dias aprendemos a ser completos “machos”, aprendemos onde ir, o que falar, como agir, como reagir e até defesa pessoal em caso de alguns molestadores.
– Molestadores? Cara isso é muito louco! – Louse estava admirada; todas às vezes que conversamos caíamos na gargalhada, nossos modos eram completamente diferentes – Agora o teste da masculinidade suprema! – Louse socou meu braço.
– Qual? – Perguntei inocente. Louse me olhou maliciosamente então compreendi o teste final. – Garotas... – Resmunguei desanimada.
– Claro né? – Ela gargalhava de minha reação, parecíamos duas malucas tentando ser “homenzinhos” – Nossas vítimas! – Apontou para duas garotas que pareciam distraídas ou fingindo estar.
Louse foi na frente, não acreditava no que via, era insano e anormal, sei lá não sabia o que pensar.
“Travestis!” Pensei; indo atrás de Louse que já estava arrancando suspiros das meninas, olhei tímida, com um sorriso amarelo fiz um sinal com as mãos.
– Este é meu amigo de infância Jean! – Louse se apoiava em mim – Ele é tímido, não é uma gracinha? – Louse estava passando dos limites, apertava minhas bochechas – Mas não tão gracinha como vocês. – Fitava as garotas que ruborizaram imediatamente – Temos que ir, amanhã começam as aulas e estamos conhecendo a vizinhança.
– Até mais garotas. – Acenei com as mãos e me retirava com Louse.
– Vocês são de que colégio? – Uma das meninas perguntava nervosa.
– Instituito San Gonçalez. – Respondi com um sorriso tímido e segui caminho até o colégio com Louse – Vou dormir... Essa coisa de ser garoto dá muita vergonha e trabalho. – Resmunguei, Louse sorriu, concordando com a situação.
– Irei refletir sobre minha vingança. Boa noite, Jean. – Me abraçou tão carinhosamente e retribuí éramos irmãs de alma.
– Boa Noite, Louse. – Fui em direção aos dormitórios, Louse estava triste, sentia que ela não queria ser um príncipe, mas uma princesa. Fiquei com raiva, agarrei o travesseiro com todas minhas forças — Queria que Daniel fosse para inferno. – Sussurrei, adormecendo.
Era de manhã alguns alunos chegaram de madrugada e outros naquela manhã, o dia estava pacífico me arrumei e fui em direção à cozinha, comi algumas coisas e saí dela um pouco sonolenta, então percebi que o número de alunos tinha aumentado; alguns grupos brincavam, outros alunos seguiam para os alojamentos e outros ficavam sentados nos bancos do pátio principal.
Estava curiosa queria conhecer todos, até sentir uma mão pesada em meus ombros, olhei para trás e vi um rapaz bem mais alto que eu, cabelos negros arrepiados e olhos negros como de Louse e tão forte quanto Louse, queria chorar, mas não podia então fiquei olhando atenta para ele, que deu um sorriso malicioso.
“ Molestadores de meninos!” Pensei desesperada, minhas pernas tremia como todo meu corpo.
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