Príncipes: A Vingança Do Coração Quebrado
3 Capítulo 3 - Garoto estranho.
Notas iniciais
Estava querendo conhecer novos amigos, quando de repente um molestador de meninos apareceu, fiquei completamente espantada queria correr, mas não podia.
- Jean? – O molestador me abraçava tão forte que não conseguia respirar – Então é verdade? – Aquele monstro me colocava no chão onde pude respirar um pouco.
- O que é isso? Quem é você? – Ofegante fitei os olhos daquele “cara” que com um sorriso amigável colocou as mãos sobre meus ombros.
- Não se lembra de mim? Sou o irmão da Louse! Bruno!
Um estalo. Minha mente tinha bifado completamente não sabia o que fazer. Bruno, irmão de Louse, me descobrira! Desviei o olhar para o chão.
- Isso é perigoso! Pois serei descoberta como menina. – Resmunguei o que tirou uma gargalhada escandalosa de Bruno.
- Que nada! Você sempre pareceu com um menino! Acho que você e Louse sempre foram uns meninhos! – Ele dissera inocente, o que fez meu coração encher de ódio.
“Ah! Se eu fosse do seu tamanho iria te ensinar uma lição” meus pensamentos gritavam a fim de nocautear o grandão.
- Onde está Louse? – Bruno interrompera meus pensamentos.
- Nos aposentos, acho que já deve saber onde é. – Respondi desanimada, Bruno fez sinal de positivo e se foi.
Respirei fundo, não acreditava que além de Louse, agora deveria aguentar o Rei dos Burros! Bruno é do tipo musculoso e fortão, porém seu cérebro é do tamanho de uma ervilha; o que admiro em Bruno é sua personalidade tão dócil e inocente, o que faz todos a sua volta se aproveitar dele e isso me deixa chateada.
“Não queria vê-lo no ensino médio, acho que as confusões só estão aumentando.” Meus pensamentos conversavam comigo novamente, escorei a parede e olhei para o pátio onde vi Daniel sentado com alguns amigos da escola “Sempre acompanhado... Louse iria matá-lo se o visse agora.” Fechei os olhos e quando os abri.
- Oi!
Daniel estava à minha frente com um sorriso receptor, senti a garganta seca, seus olhos não eram do Diabo que conheci no fundamental, fiquei petrificada.
- Está tudo bem? – Perguntou com um olhar de preocupado.
“Ele descobriu!” Meu cérebro gritara, se ele pudesse fugir já estaria a quilômetros daquele lugar.
- Não gosto de estranhos. – Respondi com uma voz “masculina” e apática.
- Eu sou novo aqui e... – Ele corou, coçou a nuca, desviou o olhar — Pensei que...
- Você é estranho. – Interrompi saindo de perto.
Não olhei para trás apenas apertei o passo, só pude relaxar quando encontrei Louse e Bruno conversando, pela primeira vez senti que Louse não estava com o propósito de vingança em mente, mas apenas curtindo o momento.
Pela primeira vez naquele colégio pude sorri aliviada.
Fale com o autor