Powerful Blood
5 What Is It?
Notas iniciais
Enjoy it!
–Como vamos acha-la? –perguntou Maria
–Precisamos de cavalos. –Katherine disse
–Cavalos? –Ben perguntou
–É, cavalos! –Liza falou com mais urgência
Eles correram até um estábulo local e soltaram alguns cavalos.
–Como eles vão nos ajudar a chegar lá a tempo? –João perguntou
Katherine e Liza retiraram das capas alguns grãos. Eles tinham uma aparência diferente dos outros grãos que já haviam visto. Brilhavam numa luz avermelhada hedionda, porém seu formato parecia o de um grão de café. As duas levaram os grãos a boca dos cavalos que relincharam sacudindo as cabeças e dando coices no ar. Só então que os caçadores vieram perceber que os cavalos estavam mudando de forma. Seus pelos marrons se transformavam num negro cor da noite e seus grandes olhos castanhos tornaram-se vermelho sangue. Suas caldas e crinas se tornaram chamas. Katherine sorriu, aprovando a nova aparência do equino.
–O que é isso? –perguntou Ben assustado
–Cavalos da noite... São mais úteis no anoitecer, mas acho que vão dar conta... –Katherine explicou
Uma nuvem cobriu o sol e as duas garotas tiraram os capuzes que protegiam seus rostos.
–Vamos. –Liza falou
Eles subiram nos cavalos com cuidado, porém Ben soltou um grito por que queimara a mão ao encostar na crina do cavalo. O equino relinchou, o que para os ouvidos de Ben foi uma risada de deboche.
–Cuidado com as crinas e as caldas... –Katherine avisou
–Agora que você vem avisar isso? –Ben perguntou massageando a mão queimada
–Vamos! –Liza disse
Os cavalos trotaram numa velocidade incrível, na qual nenhum outro alcançaria. João teve de se segurar bem para não cair e ao mesmo tempo se afastar do cavalo, pois a crina chamejante estava a centímetros de seu rosto. Eles adentraram na floresta e se moviam como sombras na noite, rápidas porém silenciosas. Eles pararam um instante.
–Para que lado ela foi? –perguntou Katherine a João
Ele olhou para os lados tentando reconhecer o lugar.
–Para lá. –apontou
Os cavalos voltaram a correr rapidamente. João se segurava o mais forte possível para não cair, mas suas mãos escorregaram no pelo negro do animal e ele foi jogado com força e velocidade para o lado. Caiu num barranco, quebrando com as costas um tronco de uma pequena árvore e saiu embolando pela descida. Ao finalmente parar levantou a cabeça com dificuldade, gemendo de dor. Ao fazer isso, viu uma figura ensanguentada a alguns metros de distância. Reconheceu Maya. Ele se levantou com uma dor imensa na coluna e caminhou até a garota.
–Maya! Você está bem? –ele perguntou
A garota virou o rosto. Estava repleto de sangue. O sol saiu e Maya deu um grito de dor, sua pele estava queimando, como se estivesse em meio ao fogo. Só aí João percebeu que ela estava sem seu manto. O vestido, antes branco, estava com partes marrons, graças a terra, e vermelhas, graças as feridas que a garota portava, além de estar rasgado aos montes. João se pôs na frente do sol, ficando por cima de Maya. Boa parte de seu corpo foi coberta, mas não foi o suficiente. João não tinha forças para tirar Maya daquele lugar, e muito menos ela para sair dali por si só. Tirou a camisa e colocou sobre as pernas de Maya barrando o resto do sol com o seu corpo. Os gritos da garota se cessara. Seus olhos estavam vermelhos e as garras fincadas ao chão.
–Calma, eu vou te tirar daqui... –ele falou
Maya o olhou nos olhos com certa dificuldade para mantê-los abertos. Outra nuvem passou pelo sol e João sair de cima da garota, deitando-se no chão.
–Onde... Onde estão os outros? –Maya perguntou
–Não devem ter me visto cair do cavalo... –João deduziu –É sempre assim. Eu geralmente fico para trás, Maria só se dá conta do que aconteceu quando já é tarde, e o Ben? Pior ainda. Esse daí não... –João falava quando foi interrompido pelos lábios de Maya se encontrando nos seus
Maya separou os lábios olhando para ele.
–Você fala de mais. –ela disse
–Já me disseram isso antes... –falou e puxou a garota para cima de si
João a beijou como se precisasse sentir os lábios dela nos dele, e nunca mais os separar. Ela passou as mãos nos cabelos dele enquanto ele tentava tirar seu vestido rasgado. Com rapidez, João sentou-se puxando Maya para seu colo tirando um lado do vestido dela, revelando seu seio. Maya abriu os olhos e eles se tornaram vermelhos. Saiu do colo do caçador e se encostou em uma árvore, ajeitando a alça do vestido. Suas presas estavam a mostra e ela respirava pesadamente encarando o homem que estava atordoado no chão, tentando processar o que lhe havia acontecido. Maya piscou algumas vezes e voltou ao normal.
–Não podemos fazer isso. –ela disse, e se pôde ver receio em sua voz
João ainda estava sentado no chão, olhando para a garota curioso.
–Por que não? –ele perguntou
–É muito... –Maya ia falar mais foi interrompida por quatro cavalos negros parando em sua frente
–Ai meu Deus! Encontramos você! –Liza falou e logo depois olhou para João que ainda estava sem camisa –Interrompemos alguma coisa?
–Não. –Maya disse num tom frio
Maria olhou para o irmão curiosa. Ele, por sua vez, pegou a camisa e a vestiu.
–Acho melhor irmos, ela está muito ferida... –João falou
Subiram nos cavalos, Maya com Ben em um deles, e foram para a casa dela. Ao chegarem, deixaram os cavalos na parte de trás da casa e levaram Maya para dentro.
–Maya, vá para o seu quarto. Tire a roupa, eu e Liza já estamos indo para lá. –Katherine disse
Maya assentiu e subiu com dificuldade as escadas, dando um ou dois tropeços no caminho. Katherine e Liza pegaram algumas coisas e saíram misturando tudo. Logo em seguida Katherine pegou uma faca e cortou seu braço, fazendo com que o seu sangue caísse na mistura.
–O que está fazendo? –Ben perguntou
–Uma pequena poção para curar ferimentos... –Katherine respondeu limpando o braço com a própria língua como se isso fosse normal
–Aprendemos com algumas bruxas brancas. –Liza completou
João repentinamente se lembrou de Mina. E ao mesmo tempo o que havia quase feito com Maya na floresta. Ele se perguntava o por que a garota mexia tanto com ele. Sacudiu a cabeça tentando se livrar desses pensamentos. Katherine e Liza saíram de lá, levando a mistura para o quarto de Maya. João se sentiu fraco de repente e desabou no sofá. Maria entendeu e pegou a injeção que o irmão tomava para conter a “doença do açúcar”. Ela aplicou a injeção na perna do irmão e ele ficou melhor. João respirou fundo e retirou a injeção da sua perna, sentindo dor, mas ignorando-a, como sempre.
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