Notas iniciais
Hey, desculpem a demora... Aqui está mais um pra vocês ^^

Havia algum tempo que Katherine e Liza haviam subido, e nada de descerem.

-Será que elas ainda estão lá? –Ben perguntou

-Provavelmente... Para onde elas iriam na luz do sol? –Maria falou

João estava calado encarando o local aonde havia aplicado a injeção a algum tempo, porém seus pensamentos não estavam na perna dolorida. Eles variavam entre o dia em que ele e Mina ficaram juntos e no que havia acontecido na floresta com Maya. Sacudiu a cabeça se livrando daqueles pensamentos impróprios.

Katherine e Liza saíram do quarto conversando.

-Só um pouquinho... –Liza pediu

-Não, Liza! Você sabe o que acontece quando bebe... Não é agradável para ninguém. –Katherine falou

-Mas eu estou com sede, e não podemos beber ninguém! –Liza reclamou

-Sei disso, também estou com sede, mas beber não é uma opção. –Katherine disse

Liza bufou de insatisfação.

-Como ela está? –perguntou Maria

-Vai ficar bem, os ferimentos estão se curando. –Katherine respondeu

-Como ela ficou daquele jeito? –João perguntou saindo de seus devaneios

-Não sabemos, ela não quis nos contar. –Liza disse

João se levantou.

-Aonde vai? –Maria perguntou

-Fazê-la falar. –ele respondeu e foi até o quarto de Maya

Ele entrou no quarto e se deparou com a garota de olhos fechados, coberta por alguns lençóis finos. Deu para perceber que ela não usava veste nenhuma, pois dava para ver parcialmente o corpo nu de Maya por debaixo dos lençóis. Ela abriu os olhos e o encarou, silenciosa.

-O que aconteceu? –ele perguntou, quebrando o silêncio do cômodo

Ela não respondeu nada. João respirou fundo e se sentou na cama, tentando ao máximo ignorar as curvas da mulher, tão atraentes e hipnotizantes aos olhos dele.

-O que aconteceu? –repetiu a pergunta

Maya se sentou, cobrindo o corpo com o lençol e encostou-se à cabeceira da cama. Encarou João nos olhos e finalmente se pronunciou.

-Eu achei meu irmão. –ela falou

Ele arqueou as sobrancelhas.

-E por que não o trouxe? –ele perguntou

-Haviam muitas bruxas... Não consegui fazer nada. Por sorte, consegui fugir... Foi aí que você me encontrou. –ela respondeu

-Então você sabe onde seu irmão está?

-Sim. Hoje a noite eu...

-Não. –João a interrompeu –Você não vai.

Maya o olhou curiosa, seus olhos tomaram um tom mais escuro e um lampejo vermelho passou por eles, como se ela estivesse se controlando para não se transformar.

-Peter é meu irmão. É meu dever cuidar dele. Eu vou. –ela disse, sua voz quase como um sibilo

-Ainda está fraca, precisa descansar. –João disse ignorando a fúria nos olhos de Maya

-Não vou descansar até ter meu irmão aqui. –ela disse

A mão de Maya soltou o lençol por um instante de distração e ele caiu até suas pernas desnudadas revelando as curvas dela. João desviou o olhar e rapidamente Maya levantou novamente o lençol até acima de seus seios.

-Não adianta o que você fale, eu vou... –ela falou

-Então tá. –João falou e avançou nos lábios de Maya

Por um momento, ela ficou parada sem saber o que fazer, logo depois puxou João e retribuiu os beijos. As mãos dele passeavam pelo corpo de Maya, que agora jazia sem o lençol. Ele segurou os braços dela acima de sua cabeça e logo depois, pegou uma corda que estava ao lado da cama, amarrando seus braços na cabeceira.

-O que...? –Maya perguntou

-Você não vai. –ele falou ofegante e pegou outro pedaço de corda amarrando suas pernas

Maya então entendeu. Seus olhos se tornaram vermelhos e suas presas cortaram a corda que a prendia pelos braços. João tentou correr mas Maya o jogou contra a parede colocando suas garras em seu pescoço.

-Não tente me enganar, caçador. –ela disse com seus olhos brilhando num vermelho mais escuro que o normal

Ela o soltou e foi até um pequeno guarda roupa, de onde tirou uma roupa e começou a se vestir. Em poucos instantes a garota usava uma blusa branca, um casaco preto, uma espécie de colete e uma calça preta, colada as curvas dela. Os cabelos castanhos caindo pelos ombros e costas. Seus olhos ainda tinham um tom avermelhado, porém agora estavam mais claros que antes.

-Você vai mesmo que eu diga que não, não é? –João perguntou

-Deduziu isso sozinho? –Maya perguntou com ironia em sua voz

-Ok, mas depois não diga que eu não avisei... –João disse saindo do quarto

***

A noite começava a cair na cidade e eles se preparavam para mais uma tentativa de achar as bruxas.

-Maya, precisamos comer... Não dá mais. –Katherine reclamou

-Não posso deixar vocês matarem ninguém. –Maya falou

-E se pegarmos alguém que está prestes a morrer? –Liza perguntou esperançosa

Maya pareceu pensar.

-Há um vilarejo a alguns quilômetros daqui... Algumas pessoas lá estão muito doentes, quase morrendo. Vão lá. –ela disse

As duas assentiram e com um sorriso satisfeito saíram de lá.

-Isso seria o mesmo que matar... –Maria acusou

-Não posso fazer nada. Alguns de minha raça, como elas, se acostumam com sangue e não conseguem se alimentar de nada mais além disso... –Maya falou

-Quando estávamos te procurando, elas disseram que você era a líder delas... Como assim? –João perguntou mudando o assunto

Maya o olhou e respirou fundo.

-Minha mãe era a líder, na verdade. Eu só herdei isso dela. –explicou

-Mas também disseram que você era poderosa... –Maria disse

-Minha mãe tinha poderes especiais, é verdade... Porém eu não os herdei, pelo que saiba. –Maya falou se sentando

-Onde está sua mãe? –Ben perguntou

-Morta. –Maya respondeu o mais friamente possível

Por um momento, as poucas luzes da casa pareceram escurecer, dando ao ambiente um aspecto macabro.

-Como? –Ben perguntou curioso

-É uma história longa. –Maya disse tentando escapar de dar explicações

-Temos tempo. –João disse quebrando as expectativas da garota

Maya respirou fundo.

-A primeira coisa que tem que saber, é que fomos feitas para atrair... –ela disse e deu uma olhada rápida para João –Não ficamos no mesmo lugar muito tempo, não ficamos com um mesmo cara. Porém, minha mãe não fez jus a isso. Quando uma de nossa espécie engravida, ela precisa do sangue do companheiro para alimentar a criança no seu ventre. Minha mãe não fez isso. Ela deixou meu pai vivo, não tomou seu sangue...

-Talvez seja por isso que você não goste de tomar sangue... –Ben deduziu

-Talvez... Mas então, eu nasci. Minha mãe acabou se apaixonando pelo meu pai, e a mesma coisa aconteceu com ele. Eles não deveriam ficar juntos, mas o fizeram mesmo assim. Quando eu tinha 8 anos, meu irmão nasceu. Estava tudo bem, até uma bruxa os atacar. O primeiro a morrer foi meu pai, logo depois minha mãe me mandou salvar meu irmão e sair de lá o mais rápido que pudesse. Deu tempo de ver minha mãe ser estraçalhada pela bruxa... –Maya fechou os olhos ao falar aquilo –Depois de passar pela floresta escura com meu irmão, cheguei a essa cidade. Todos me chamaram de aberração, até a mesma bruxa vir me atacar. Depois de matar ela, virei a protetora da cidade, e continuo aqui até hoje.

-E por que elas querem você e seu irmão? –Ben perguntou pensativo

-Eu também quero saber. Deve ser alguma coisa importante, se não, não se dariam o trabalho de armar armadilhas... –Maya concluiu

O silêcio tomou conta da sala, até Jay, o cachorro, aparecer lá latindo para que Maya o pegasse ao colo.

Notas finais
Rewiens? *w*