Powerful Blood

9 Unraveling The Riddle


Notas iniciais
Mas um pra vocês ^^ Espero que gostem!

Maya estava olhando para a cadeira vazia onde Elenir estava sentada momentos antes, ainda pensando no que ela havia dito.

-Ela lhe enganou! –resmungou João –Nada do que disse fez sentido algum... Foi apenas para tomar um pouco de seu sangue!

Maya falava baixo as palavras de Elenir, tentando encontrar sentido nelas.

-Concordo com meu irmão... Você foi burra. Deveria ter perguntado primeiro o que ela tinha que falar. –Maria disse seriamente, ignorando o pequeno Jay que pedia aflito pelo colo dela

-“Enfrentar seus medos, e não ser mortas por eles” foi o que ela disse... –Maya falou, mais pra si mesma do que para os outros

-O que? –João perguntou

Maya se levantou e correu até um cômodo do qual tirou um mapa antigo. Passou a mão por ele como se fosse precioso e o abriu fazendo subir um pouco de poeira que estava acumulada no pergaminho. João, Maria e Ben se aproximaram para ver o conteúdo do mapa, mas nada entenderam.

-O que é isso? –Ben perguntou ainda tentando entender as gravuras

-Um mapa de onde devemos ir... –Maya disse, sua voz mostrando que ela tinha esperanças

-Como assim? –Maria perguntou, realmente curiosa

-“Enfrentar seus medos, e não ser mortas por eles”... A Floresta do Medo –ela falou apontando apara uma gravura no mapa –lá é onde seus piores pesadelos se tornam reais... “Conviver com seu lado sombrio, e não cair” a Ponte Oposta, um dos piores lugares, tenho que dizer...

-Por que um dos piores lugares? –Ben perguntou

-A ponte é estreita, e mostra uma parte de você que você não sabia que existia. Ela tenta convencer você a cair, não é lá muito agradável... –Maya respondeu e continuou – “E, por fim, reviver o passado, sendo tentado pelas lembranças mais tenebrosas”, essa é a pior parte. A Caverna Sombria.

-O-o que ela faz? –Ben perguntou gaguejando um pouco ao falar

Maya fez uma breve pausa.

-Sua piores lembranças... A caverna é dividida em duas partes, e bem no meio, há uma vala. Ela é como um ser vivo... Se alimenta de qualquer coisa que cair na vala, e pra isso, manipula suas lembranças. Muitos morreram nessa caverna.

-Não vejo nada demais.-João disse

Maya o olhou incrédula.

-Ela quer que você se mate.

-É só resistirmos. –Maria falou

-Ela não desiste do alimento assim tão fácil... Se você resistir, ela arrasta você para morte. –Maya falou sombriamente

-Não podemos simplesmente contornar a caverna ou passar por cima? –Ben perguntou demonstrando o medo em sua voz

-Não tem como contornar, ela iria aparecer em nossa frente outra vez. E por cima, nunca. A caverna é esperta, sabe quando tentam passar despercebidos. Se fossemos por cima, o teto se abriria nos levando direto a vala.

-E onde ficam esses lugares todos? –João perguntou

-No norte da Inglaterra. –Maya respondeu

-E como chegaríamos lá? –Maria perguntou

-Cavalos da noite. São o meio mais rápido. –ela respondeu –Ou podemos ir no Jay. –ela sugeriu apontando para o cachorro que abanava o rabo

-Viajar numa Quimera está fora de cogitação... –João disse

-Então... Vamos enfrentar essas coisas todas arriscando ter uma morte dolorosa? –Ben perguntou visivelmente desconfortável

-Não é isso que sempre fazemos? –João disse sorrindo irônico junto com a irmã

***

A madrugada já chegara ao vilarejo. Maya já havia pego tudo que poderia ser preciso e estava selando os cavalos da noite que relinchavam com suas crinas e caldas pegando fogo na noite escura.

João a observava de longe, vendo sua pele que brilhava com a luz da lua. Maria chegou ao seu lado e viu a expressão quase hipnotizada do irmão ao ver Maya.

-Não pode ficar com ela... –Maria disse abaixando os olhos

-O que? –João perguntou olhando para a irmã

-Você ouviu o que ela disse sobre a espécie dela... Foram feitas para atrair e nunca ficam com um mesmo cara ou um mesmo lugar... –Maria falou

-Mas você também ouviu a história sobre a mãe dela... –retrucou João

-E quem garante que ela é igual a mãe? –Maria perguntou

João ficou calado, não sabia mais o que responder.

-Eu sei que você ainda não superou a morte da Mina, –Maria continuou –mas não pode tentar superar com ela... Talvez só te faça ficar pior.

João olhou mais uma vez para Maya que agora olhava o mapa com atenção. Seus cabelos caíam sobre o rosto atrapalhando um pouco sua visão, mas continuava a olhar o mapa como se fosse o mais precioso tesouro.

-Só estou sugerindo. –Maria completou e foi em direção aos cavalos para colocar seus pertences nele

Edward, o troll, havia sido avisado de que eles iriam partir por uns tempos e que ele ficaria livre naquela floresta até que voltassem, o que tirava uma das preocupações da lista. Ben carregava mais do que o necessário em sua mochila, dizendo que era melhor prevenir. Logo todos estavam prontos e montados nos cavalos. E, com um comando de Maya, os cavalos partiram nas sombras.

O fogo de sua crina crepitava próximo aos rostos deles, que tentavam ao máximo se afastar. Maya falou um linguajar estranho e os cavalos pareceram ir mais rápido. As sombras das árvores e animais que se escondiam na floresta passavam rápidas demais, as deixando irreconhecíveis. Após alguns minutos de viajem, os cavalos pararam.

-Por que paramos? –Ben perguntou

-Chegamos. –Maya falou olhando as casas ao longo da grande cidade que lá havia

-Como chegamos tão rápido? –João perguntou ainda sem acreditar

-Esses cavalos podem viajar nas sombras. É uma habilidade bem útil quando se está viajando a noite... –ela explicou

Um dos cavalos relinchou, como se tivesse gostado do elogio. Maya desceu do cavalo e pôs o capuz, escondendo sua pele pálida.

-Venham, tenho que fazer uma coisa antes de irmos ao nosso destino... –ela falou e todos a seguiram a pé

Passaram por algumas pessoas que os olharam curiosos. Algumas mulheres sussurraram para que seus filhos entrassem e trancassem as portas, mas Maya continuava seguindo em frente ignorando todos. Ela parou em frente a uma casa e bateu algumas vezes na porta que se abriu logo em seguida.

-Sim, pois não? –Liza perguntou logo depois reconhecendo a figura de Maya encapuzada -Maya? O que veio fazer aqui? –ela perguntou demonstrando alegria em vê-la

-Sei onde meu irmão está, mas vou precisar de ajuda para chegar nele... Ela está aí? –Maya perguntou

Liza assentiu e deu espaço para que todos passassem. Ao passar pela porta, viram Katherine com seus cabelos castanhos mais bagunçados do que nunca. Ela olhou para Maya assustada.

-O que quer? –perguntou rudemente

-Quero ajuda...

-E por que acha que vamos ajuda-la?

-Olha, Katherine... Eu sei que você não gostou de ter sido proibida de se alimentar... Mas eu não tinha opção. E agora eu preciso da sua ajuda e da Liza para achar meu irmão. –Maya disse num tom suplicante

-Nem sabes onde ele está. –Katherine falou

-Sei. Agora sei. –Maya disse sem mais explicações

Katherine a olhou curiosa, não sabia se ajudava ou não.

-E onde ele está? –ela perguntou

Maya pegou o mapa e o mostrou para Katherine.

-Você está maluca? Não entro nestes lugares nem que quisesse morrer! –ela falou após ver o mapa com atenção

-É o único jeito. –Maya disse num tom choroso

Liza e Katherine se entreolharam por um instante.

-Certo... Mas antes, precisamos nos alimentar... Não sabemos quanto tempo vamos levar para passar por esses lugares. –Katherine respondeu fazendo Maya pôr um sorriso triunfante no rosto

Notas finais
Rewiens?