Powerful Blood
15 The Dark Cave (Part 1)
Notas iniciais
Mas enfim, espero que gostem desse capítulo e logo dizendo que não tenho previsão para quando sai o próximo...
E por favor, leiam as notas finais, eu tenho uma pergunta para fazer para vocês...
Enjoy...
João acordou e logo se desesperou ao não ver Maya. Só se acalmou ao ver a figura no capuz preto se mexendo como uma sombra por entre as árvores. Katherine e Liza conversavam baixo perto de uma árvore sobre alguma coisa, mas isso não o interessou tanto quanto o que via. Maya não parava. Passava pelas árvores como se estivesse atrás de algo. Seu vulto não diminuía a velocidade nem por um milésimo de segundo.
Ele se levantou e deu conta que sua irmã e Ben estavam tomando café da manhã perto de uma pequena fogueira que estava esquentando água.
-O que ela está fazendo? –João perguntou ao se aproximar de Katherine e Liza
-Não sabemos. Ela está assim desde de manhã cedo. –Liza falou
-Tens ideia de que está acontecendo a ela? –Katherine perguntou com sua linguagem antiquada
Ele simplesmente sacudiu a cabeça em negação, mesmo tendo uma ideia do por que.
-Temos que ir. Quanto mais rápido irmos, melhor... –Maria disse se levantando
Maya parou. Seus olhos vermelhos bem abertos e ela parecia cansada e assustada ao mesmo tempo.
-Ela tem razão. –Liza falou
-Maya... Está pronta? –Katherine perguntou
Ela fez uma pausa e olhou para Maria. Seus olhos pareceram brilhar. Katherine e Liza se entreolharam de olhos arregalados e em fração de segundos foram para frente de Maya barrando a visão dela.
-Maya, você está bem? –Liza perguntou
Ela deu um sorriso e suas presas ficaram a mostra.
-Ótima... Mas... Estou com fome.
E então, passou pelas duas como se não estivessem em sua frente e tentou alcançar Maria, mas Katherine e Liza foram mais rápidas. Seguraram seus braços e a jogaram para traz parando na beira do precipício. João puxou a irmã para perto.
-Maya, o que há com você? –Katherine perguntou
Ela não respondeu, simplesmente correu e tentou passar pelas duas, mas então caiu desmaiada no chão. Katherine havia lhe dado um soco que quebraria seu nariz tão fácil como rasgar uma folha de papel, mas o máximo que conseguiu foi fazê-la desmaiar e o nariz sangrar.
Liza a olhou de olhos arregalados.
-O que? Ela ia matar alguém se continuasse acordada... –Katherine falou –E, cá entre nós... Eu estava maluca para fazer isso. –finalizou
***
Maya abriu os olhos... Não lembrava de nada, só sabia que seu nariz estava doendo muito. Se levantou com dificuldade e percebeu que todos estavam olhando para ela.
-O que foi? –ela perguntou
Mas as faces de Katherine e Liza diziam tudo. Isso já havia acontecido uma vez a muito tempo. Ela perdera a cabeça, num instante, não parecia ela que controlava seu corpo. Como agora, não lembrava o que havia feito, e esperava que não tivesse machucado alguém.
-Eu... Machuquei alguém?
-Graças a mim, não. –Katherine respondeu
Maya sentiu a dor do seu nariz aumentar.
-Você me deu um soco não é? –ela perguntou já sabendo a resposta
Katherine assentiu com um sorriso sarcástico. Maya se levantou devagar e viu a expressão no rosto de Maria, que demonstrava raiva e um tipo de brilho perigoso circundava seus olhos. Fora ela que Maya quase matara dessa vez.
-Por que você ficou daquele jeito? –Ben perguntou
-Não sei... Isso acontece de vez em quando... Eu perco os sentidos... –Maya respondeu
-E não contou isso para nós? –Maria exaltou seu tom de voz –Já pensou que você poderia ter matado alguém com esses seus surtos?
-Eu não sabia que iria acontecer! –Maya irritou-se
-Isso é o perigo, garota! Você é perigosa, devia mata-la agora mesmo.
-Maria, acalme-se. –João falou
-Acalmar? Você está cego, João! Ela não é o que parece. É perigosa, é assassina, é um monstro! –Maria gritou olhando para Maya com toda raiva possível
Maya pareceu atordoada com o que ela disse. Seu corpo vacilou e seus olhos não demonstravam nada do que poderia estar sentindo.
-Monstro... –Maya repetiu, como se seu corpo estivesse ali, mas sua mente em outro lugar
João a olhou com preocupação, tentando ver se a garota iria dar outro de seus surtos.
-Bem, acho que devo continuar sozinha, então. –Maya falou por fim
-O que? –Liza perguntou, visivelmente confusa
-Vocês duas, levem-nos para minha casa. De lá eles partirão sozinhos. –Maya continuou
-Maya, nós não... –Katherine ia falar mas Maya levantou a mão
-Ela tem razão. Sou um perigo para todos aqui. Pode ser que talvez vocês não consigam me controlar novamente.
-Não vamos deixar você sozinha. Faz ideia do que vai enfrentar? –Liza perguntou abismada
-Sei exatamente o que vou enfrentar, mas prefiro garantir a segurança de todos aqui...
-Você não vai só. –Katherine falou séria
Maya a encarou. Seu olhar era sério e autoritário.
-Não vou a lugar nenhum. –João falou sem ligar para o olhar ameaçador que Maya lhe lançou
-Posso falar com você, a sós? –Maya perguntou e João assentiu, tenso.
Eles caminharam por entre as árvores e parou em um lugar onde os outros não pudessem vê-los ou ouvilos.
-Não vai ficar aqui, vai para casa. –Maya falou
-Não, eu não vou e você não vai me obrigar. –ele falou
Maya se mexeu como uma sombra e ficou a centímetros dele o encarando nos olhos.
-Vai ser perigoso de mais, não vou arriscar vocês nisso... Não mais do que já arrisquei. –ela disse
João riu em deboche.
-Eu caço bruxas desde criança, isso não pode ser tão difícil quanto...
-Ah, pode, sempre pode. Você caçava bruxas, mas e os outros monstros? Você não sabia da existência de minha espécie. E também não sabia na existência desses locais. –Maya falava enquanto o rodeava como se ele fosse uma presa –Eles existem para derramar sangue, e não vou permitir que o seu... O de vocês sejam derramados de forma tão brutal.
-Não me importo...
-Mas eu sim. –Maya parou o fitando nos olhos novamente –Muitas vidas se perderam por causa de mim, e uma delas foi a de minha mãe. Não iria aguentar se um de vocês sofresse as consequências dos meus atos.
-Eu posso fazer escolhas, e minha escolha é: Eu vou com você. –João falou convicto
-Não posso deixar que faça isso. –ela disse
Seus olhos agora pareciam demonstrar compaixão. Sua face mostrava que ela realmente se preocupava. João passou a mão no seu rosto e ela abaixou a cabeça.
-Sua irmã tem razão João. Eu sou um monstro. Não importa o quanto eu tente me controlar, o quanto eu tente fingir ser normal... Eu sempre serei um monstro. –Maya falou
-Você não é um monstro. –João afirmou
-E eu sou o que?
-Você é minha. –e a beijou
Maya não tentou recuar, mas sentia que não era certo. Separou seus lábios lentamente, sentindo que queria mais e olhou para ele.
-Por favor...
-Não vai me convencer a não ir. –João disse
Ela respirou fundo com a teimosia dele, mas ficou feliz em saber que ele estaria ao seu lado.
-Mas me prometa, que se eu tiver outro surto daqueles, você irá embora, sem hesitar.
-Maya...
-Prometa.
Ele parou por um segundo.
-Eu prometo...
Depois disso, relaxou um pouco mais. Eles caminharam de volta e Maya se perdeu em seus pensamentos. “Você é minha...” João dissera. Não conteve um pequeno sorriso que insistiu em fugir ao pensar naquilo.
***
Eles já estavam caminhando a quase uma hora. Maria ainda não confiava na companhia de Maya, mas, por insistência do irmão, continuou.
Eles pararam subitamente. A sua frente, uma caverna escura se projetava, alta e profunda. Maya pareceu tensa ao olhar a entrada da caverna. Um vento forte soprou de dentro dela e todos ouviram uma palavra que veio com ele: “Morte”. Dava-se para ver uma grande vala que cortava a caverna ao meio, como uma imensa cicatriz...
Katherine, Liza e Maya se entreolharam, e finalmente entraram na escuridão, sem saber o que poderiam encontrar, mas sabendo que não seria nada agradável.
Notas finais
Agora, rewiens lindos e maravilhosos são aceitos ;D
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