Powerful Blood

15 The Dark Cave (Part 1)


Notas iniciais
Hey pessoas, desculpa mesmo a demora, mas é que esse ano a escola tá pegando pesado... Eu meio que vou ter provas esse sábado e domingo, ou seja, vou perder o meu fim de semana precioso na escola. E ainda tenho que tentar tirar notas boas, por que, digamos que minhas notas não tem sido algumas das melhores, principalmente em português... Pois é...
Mas enfim, espero que gostem desse capítulo e logo dizendo que não tenho previsão para quando sai o próximo...
E por favor, leiam as notas finais, eu tenho uma pergunta para fazer para vocês...
Enjoy...

João acordou e logo se desesperou ao não ver Maya. Só se acalmou ao ver a figura no capuz preto se mexendo como uma sombra por entre as árvores. Katherine e Liza conversavam baixo perto de uma árvore sobre alguma coisa, mas isso não o interessou tanto quanto o que via. Maya não parava. Passava pelas árvores como se estivesse atrás de algo. Seu vulto não diminuía a velocidade nem por um milésimo de segundo.

Ele se levantou e deu conta que sua irmã e Ben estavam tomando café da manhã perto de uma pequena fogueira que estava esquentando água.

-O que ela está fazendo? –João perguntou ao se aproximar de Katherine e Liza

-Não sabemos. Ela está assim desde de manhã cedo. –Liza falou

-Tens ideia de que está acontecendo a ela? –Katherine perguntou com sua linguagem antiquada

Ele simplesmente sacudiu a cabeça em negação, mesmo tendo uma ideia do por que.

-Temos que ir. Quanto mais rápido irmos, melhor... –Maria disse se levantando

Maya parou. Seus olhos vermelhos bem abertos e ela parecia cansada e assustada ao mesmo tempo.

-Ela tem razão. –Liza falou

-Maya... Está pronta? –Katherine perguntou

Ela fez uma pausa e olhou para Maria. Seus olhos pareceram brilhar. Katherine e Liza se entreolharam de olhos arregalados e em fração de segundos foram para frente de Maya barrando a visão dela.

-Maya, você está bem? –Liza perguntou

Ela deu um sorriso e suas presas ficaram a mostra.

-Ótima... Mas... Estou com fome.

E então, passou pelas duas como se não estivessem em sua frente e tentou alcançar Maria, mas Katherine e Liza foram mais rápidas. Seguraram seus braços e a jogaram para traz parando na beira do precipício. João puxou a irmã para perto.

-Maya, o que há com você? –Katherine perguntou

Ela não respondeu, simplesmente correu e tentou passar pelas duas, mas então caiu desmaiada no chão. Katherine havia lhe dado um soco que quebraria seu nariz tão fácil como rasgar uma folha de papel, mas o máximo que conseguiu foi fazê-la desmaiar e o nariz sangrar.

Liza a olhou de olhos arregalados.

-O que? Ela ia matar alguém se continuasse acordada... –Katherine falou –E, cá entre nós... Eu estava maluca para fazer isso. –finalizou

***

Maya abriu os olhos... Não lembrava de nada, só sabia que seu nariz estava doendo muito. Se levantou com dificuldade e percebeu que todos estavam olhando para ela.

-O que foi? –ela perguntou

Mas as faces de Katherine e Liza diziam tudo. Isso já havia acontecido uma vez a muito tempo. Ela perdera a cabeça, num instante, não parecia ela que controlava seu corpo. Como agora, não lembrava o que havia feito, e esperava que não tivesse machucado alguém.

-Eu... Machuquei alguém?

-Graças a mim, não. –Katherine respondeu

Maya sentiu a dor do seu nariz aumentar.

-Você me deu um soco não é? –ela perguntou já sabendo a resposta

Katherine assentiu com um sorriso sarcástico. Maya se levantou devagar e viu a expressão no rosto de Maria, que demonstrava raiva e um tipo de brilho perigoso circundava seus olhos. Fora ela que Maya quase matara dessa vez.

-Por que você ficou daquele jeito? –Ben perguntou

-Não sei... Isso acontece de vez em quando... Eu perco os sentidos... –Maya respondeu

-E não contou isso para nós? –Maria exaltou seu tom de voz –Já pensou que você poderia ter matado alguém com esses seus surtos?

-Eu não sabia que iria acontecer! –Maya irritou-se

-Isso é o perigo, garota! Você é perigosa, devia mata-la agora mesmo.

-Maria, acalme-se. –João falou

-Acalmar? Você está cego, João! Ela não é o que parece. É perigosa, é assassina, é um monstro! –Maria gritou olhando para Maya com toda raiva possível

Maya pareceu atordoada com o que ela disse. Seu corpo vacilou e seus olhos não demonstravam nada do que poderia estar sentindo.

-Monstro... –Maya repetiu, como se seu corpo estivesse ali, mas sua mente em outro lugar

João a olhou com preocupação, tentando ver se a garota iria dar outro de seus surtos.

-Bem, acho que devo continuar sozinha, então. –Maya falou por fim

-O que? –Liza perguntou, visivelmente confusa

-Vocês duas, levem-nos para minha casa. De lá eles partirão sozinhos. –Maya continuou

-Maya, nós não... –Katherine ia falar mas Maya levantou a mão

-Ela tem razão. Sou um perigo para todos aqui. Pode ser que talvez vocês não consigam me controlar novamente.

-Não vamos deixar você sozinha. Faz ideia do que vai enfrentar? –Liza perguntou abismada

-Sei exatamente o que vou enfrentar, mas prefiro garantir a segurança de todos aqui...

-Você não vai só. –Katherine falou séria

Maya a encarou. Seu olhar era sério e autoritário.

-Não vou a lugar nenhum. –João falou sem ligar para o olhar ameaçador que Maya lhe lançou

-Posso falar com você, a sós? –Maya perguntou e João assentiu, tenso.

Eles caminharam por entre as árvores e parou em um lugar onde os outros não pudessem vê-los ou ouvilos.

-Não vai ficar aqui, vai para casa. –Maya falou

-Não, eu não vou e você não vai me obrigar. –ele falou

Maya se mexeu como uma sombra e ficou a centímetros dele o encarando nos olhos.

-Vai ser perigoso de mais, não vou arriscar vocês nisso... Não mais do que já arrisquei. –ela disse

João riu em deboche.

-Eu caço bruxas desde criança, isso não pode ser tão difícil quanto...

-Ah, pode, sempre pode. Você caçava bruxas, mas e os outros monstros? Você não sabia da existência de minha espécie. E também não sabia na existência desses locais. –Maya falava enquanto o rodeava como se ele fosse uma presa –Eles existem para derramar sangue, e não vou permitir que o seu... O de vocês sejam derramados de forma tão brutal.

-Não me importo...

-Mas eu sim. –Maya parou o fitando nos olhos novamente –Muitas vidas se perderam por causa de mim, e uma delas foi a de minha mãe. Não iria aguentar se um de vocês sofresse as consequências dos meus atos.

-Eu posso fazer escolhas, e minha escolha é: Eu vou com você. –João falou convicto

-Não posso deixar que faça isso. –ela disse

Seus olhos agora pareciam demonstrar compaixão. Sua face mostrava que ela realmente se preocupava. João passou a mão no seu rosto e ela abaixou a cabeça.

-Sua irmã tem razão João. Eu sou um monstro. Não importa o quanto eu tente me controlar, o quanto eu tente fingir ser normal... Eu sempre serei um monstro. –Maya falou

-Você não é um monstro. –João afirmou

-E eu sou o que?

-Você é minha. –e a beijou

Maya não tentou recuar, mas sentia que não era certo. Separou seus lábios lentamente, sentindo que queria mais e olhou para ele.

-Por favor...

-Não vai me convencer a não ir. –João disse

Ela respirou fundo com a teimosia dele, mas ficou feliz em saber que ele estaria ao seu lado.

-Mas me prometa, que se eu tiver outro surto daqueles, você irá embora, sem hesitar.

-Maya...

-Prometa.

Ele parou por um segundo.

-Eu prometo...

Depois disso, relaxou um pouco mais. Eles caminharam de volta e Maya se perdeu em seus pensamentos. “Você é minha...” João dissera. Não conteve um pequeno sorriso que insistiu em fugir ao pensar naquilo.

***

Eles já estavam caminhando a quase uma hora. Maria ainda não confiava na companhia de Maya, mas, por insistência do irmão, continuou.

Eles pararam subitamente. A sua frente, uma caverna escura se projetava, alta e profunda. Maya pareceu tensa ao olhar a entrada da caverna. Um vento forte soprou de dentro dela e todos ouviram uma palavra que veio com ele: “Morte”. Dava-se para ver uma grande vala que cortava a caverna ao meio, como uma imensa cicatriz...

Katherine, Liza e Maya se entreolharam, e finalmente entraram na escuridão, sem saber o que poderiam encontrar, mas sabendo que não seria nada agradável.

Notas finais
Ok, espero que tenham gostado, e... A pergunta é: Quantos anos vocês acham que eu tenho? Sei lá, agora eu fiquei curiosa pra saber que idade vocês imaginam que eu tenha... Bem, respondam nos rewiens que no próximo capítulo eu digo a resposta... ;)
Agora, rewiens lindos e maravilhosos são aceitos ;D