Powerful Blood
16 The Dark Cave (Part 2)
Notas iniciais
Enjoy...
A caverna era escura como aparentava ser. Maya os guiava pela escuridão até uma tocha aparecer. João passou a frente e ficou ao lado de Maya, percebendo como ela estava tensa. Qualquer barulho que ecoasse ela procurava na direção do som, alerta para qualquer perigo.
Após alguns minutos de caminhada, pelo que Maya pode contar, apareceu uma névoa branca na frente deles, que cobria todo o caminho. Aos poucos a névoa pareceu tomar forma, bem na beirada da vala.
Um belo homem de cabelos negros como a noite e olhos azuis como o mar apareceu para eles. Katherine se deteve, pareceu hesitar em continuar caminhando, e olhou para o homem. Sua pele era branca, talvez por causa da névoa. Ele usava trajes tão antigos quanto a própria Katherine e seu olhar era vazio, porém, significativo.
–Kath... –o homem falou sem mudar a expressão do rosto
Sua voz era doce e calma, mas Katherine parecia com medo e estava paralisada no mesmo lugar.
–Michael? –ela perguntou
O homem sorriu, porém, um sorriso frio como se estivesse sendo forçado a sorrir.
–Sim. Por que razão fizeste aquilo a mim, Kath? –ele perguntou
Maya a encarou. Sabia bem quem era aquele. Katherine havia se apaixonado por este rapaz a muito tempo. Mas, numa noite, não conseguiu controlar a sede que sentia perto dele e o matou. Só se deu conta do que havia feito depois que já era tarde e sempre se culpou por isso, por mais que tentasse disfarçar.
–Eu... Eu não queria... Eu... –ela falava com sua voz tremula
–Venha, Kath... Venha para mim. Eu perdoo você, vamos ficar juntos outra vez... –Michael disse, estendendo sua mão
Katherine deu um passo a frente.
–Katherine, não! É uma ilusão, ele vai fazê-la cair na vala... Continue andando. –Maya alertou
Katherine pareceu não ter ouvido nenhuma palavra do que Maya havia dito, continuou dando passos lentos em direção a Michael. Maya correu para a frente dela, barrando-a.
–Ele está morto, Katherine... Não está mais entre nós... –ela falou tentando tirar Katherine do seu “transe”
–Venha comigo Katherine... –Michael falou
Então, Maya virou-se para sua imagem. Seu rosto mudou completamente. As belas feições de Maya se modificaram para um rosto macabro. Seus olhos, se tornaram completamente vermelhos, não só as íris como geralmente ocorria. Sua boca pareceu aumentar de tamanho e os dentes eram presas grandes e afiadas. As unhas tornaram-se garras e ela atacou a imagem de Michael, fazendo a névoa desaparecer.
O rosto dela voltou ao normal. Ela então olhou para João que parecia aterrorizado. Poucas vezes Maya mostrava sua verdadeira face. Não a bela e convidativa que ela tinha, e sim, a face de sua espécie, a face do monstro que ela tentava esconder dentro de si. João tentou se acalmar, pois viu que Maya estava tentando ver sua reação, mas não conseguiu esconder o medo que sentiu.
–Vamos... –Maya falou e continuou andando
Liza estava abraçada a Katerine e sussurrava algma coisa para ela. Maya andava na frente, tentando manter distância dos outros. João se aproximou.
–O que foi aquilo? –ele perguntou
A luza da tocha que ele carregava refletia no rosto pálido de Maya, fazendo sombras que a deixavam mais assustadora.
–Aquilo, era eu. Eu de verdade. –ela falou
–Como pode ser você?
–Sou um monstro, João... A única diferença dos monstros normais é que eu sei me disfarçar.
João olhou para o chão. Não sabia o que falar naquela hora. Nunca imaginou Maya daquele jeito, nunca a imaginou... Como um monstro. Ele parou de pensar quando a névoa branca apareceu diante deles novamente. Ela formou a figura de uma mulher, desta vez. Suas feições mostravam ódio e desaprovação, olhava diretamente para João e Maria.
–Muriel... –Maria resmungou baixinho
–Fedelhos... –ela falou rindo de escárnio –Todo aquele esforço para me matar... Para que? –e então olhou diretamente para João –Para perder a garota que amava?
João balançou de um pé para outro, desconfortável.
–E ainda mais agora, que vou voltar. Renascerei do sangue puro, e não a nada que poderão fazer. –Muriel falou
–Cale a boca, vadia. –João resmungou e atirou na névoa, não fazendo resultado algum
Muriel atacou. Seu rosto se tornou o de uma bruxa e Maria tentou atacar, mas não deveria ter feito aquilo. Quando pulou para perto de Muriel, ela a jogou em direção a vala.
–Não! –João gritou
Só então viu que Maya segurava Maria na borda, sua mão quase escorregando.
–Peguei você... –Maya falou e a puxou para cima
A caverna fez um som desagradável, e a imagem de Muriel desapareceu, dando lugar a outra pessoa.
Maya encarou a figura formada de névoa. Uma mulher de longos cabelos castanhos e olhos azuis acinzentados como os dela a olhava com pena. Usava um vestido preto longo e seus pés descalços.
–Você me matou. –a mãe de Maya falou
Maya quase desabou no chão.
–Não... Eu... –ela tentou falar
–Por sua causa eu estou morta. Você é a culpada por tudo. –ela falou
A imagem da sua mãe passou por ela, indo novamente apara a borda da vala. Era esse o medo que ela tinha por ir naquela caverna. Sua pior lembrança, sendo manipulada. Seu ponto fraco.
–Deveria ter deixado você morrer. –a mãe dela falou, fria
Então, sua imagem pegou fogo e ela deu um grito agonizante que ecoou por toda a caverna.
–Não! –Maya gritou e pulou na direção da mãe
Seu corpo foi puxado para a vala, e então, sentiu um empurrão em seu peito a jogando para terra firme, e um novo grito ecoou pela caverna... O grito de Liza. Maya conseguiu ver o que aconteceu.
Antes que cair, Liza pulou para sua frente a empurrando, mas também dando impulso para que ela caísse na vala no lugar de Maya. Ela conseguiu ver o corpo de Liza bater no fundo de pedras pontiagudas. Pode ver a hora exata em que uma delas atravessou seu corpo sem piedade. Então, Liza se transformou em sombras que foram absorvidas pela caverna.
Maya impediu um grito e foi para traz, de encontro aos braços de João que a segurou e a fez correr. Ela estava tão atordoada que não percebeu o estremecimento da caverna e as pedras que caíam do seu teto.
–Corra, Maya, corra! –João gritou
Maya, como se num repuxo de adrenalina, segurou Ben e João ao mesmo tempo e os puxou, correndo com toda velocidade que podia pela caverna que tentava ao máximo detê-los.
A raiva tomou conta dela. Liza havia morrido por sua causa e não havia mais o que fazer, sua velocidade foi aumentando e a caverna parecia não ter mais fim. Katherine fazia o máximo para acompanha-la mas estava cada vez mais difícil.
Eles finalmente viram a luz do dia, mas quando finalmente iam atravessar o fim da caverna, pedras caíram bloqueando a passagem. Estava escuridão total, mas formas humanas feitas da névoa brilhavam indo em direção a eles. Maya não aguentou mais. Havia chegado até ali, e iria até o final, não iria morrer tão fácil. Se virou para a parede de pedras e com um grito e um chute derrubou todas elas. Ela e Katherine puxaram João, Maria e Ben para fora e só pararam após estar bem longe dali.
Maya os soltou e olhou para Katherine, seus olhos marejavam. Ela caiu de joelhos e em sua mente a imagem de Liza morrendo passava como uma tortura lenta e dolorosa. Maya gritou. Gritou para tentar espantar aquilo de si. Pessoas morriam por causa dela, e ela não fazia nada a respeito.
João tentou se levantar e ir até ela, mas Katherine a alertou com um olhar de que não era a hora. Olhou para ela com pesar nos olhos.
Maya gritava, como nunca havia gritado antes. “Deveria ter deixado você morrer” as palavras da ilusão de sua mãe ecoaram por sua cabeça.
–Ela deveria ter me deixado morrer... –sussurrou para si mesma –Eu deveria estar morta...
Katherine se abaixou ao lado dela.
–Ela salvou sua vida...
–Mas morreu! –Maya gritou, ela agora chorava
Katherine se afastou um pouco com o grito. Maya olhou para a árvore que estava na frente dela e subiu como uma sombra. Naquele momento, ela só queria ficar sozinha.
Notas finais
Quanto a minha idade... Gente, disseram que eu poderia ter uns 23 anos...
Duas pessoas acertaram minha idade: Everdeen Black e Rebekah Mikaelson...
Gente, eu tenho 13 anos e vou fazer 14 dia 20 de julho (aceito presentes...). Sério, sou bem mais nova do que vocês pensaram...
Bem, até o próximo capítulo...
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