Powerful Blood
1 One New Case
Notas iniciais
Lá estavam eles, João, Maria, Ben e Edward, caminhando até uma cidadezinha onde uma havia relatos de bruxas e crianças sendo sequestradas.
-Será que não podemos ter um dia de descanso? –João perguntou
-Caçamos bruxas, descanso não e obrigatório nesse trabalho... –Maria falou olhando para o irmão
-O que vamos fazer com o Edward? Ele não pode entrar na cidade... –Ben falou
O troll olhou para eles, sua expressão parecia um pouco tristonha.
-Há uma floresta bem ao lado da cidade... Ele sabe se cuidar... –João falou apontando a grande floresta e umas luzes vindas do meio das árvores
Eles caminharam e Edward tomou o caminho contrário, seguindo para a imensa floresta. João e Maria foram ao gabinete do prefeito, enquanto Ben foi a um bar.
Os dois irmãos entraram na pequena sala. Seria escuridão total se não fosse algumas velas e um lampião que ali estavam. O prefeito estava assentado a sua cadeira remexendo em alguns papeis quando deu conta da presença dos caçadores. Levantou os olhos e ajeitou seus óculos os estudando com a pouca luz que ali havia.
-João e Maria, suponho... –ele falou
-Exatamente. –Maria disse dando alguns passos a frente
-Bem, acho que devo lhes explicar a situação... –o prefeito disse apontando com a mão duas cadeiras dispostas em frente a sua mesa
Eles se sentaram e esperaram uma explicação.
-Bem, várias crianças vem sendo raptadas esses dias... –o prefeito falava
-Um simples caso de bruxas... Não precisamos de mais explicações... –João o interrompeu
O prefeito o olhou, seus olhos tinham um brilho assustado.
-Eu não terminei... Todas as crianças eram devolvidas com vida, e mais uma era sequestrada... Até essa ultima...
-E quem seria? –Maria perguntou curiosa
-Peter Solace. Um garoto de, digamos, 9 anos. –o prefeito falou
As poucas luzes na pequena sala faziam sombras no rosto do prefeito, tornando-o mais sombrio a cada palavra.
-E alguma razão para ele ser especial? –João perguntou
O prefeito deu uma leve risada, quase como um deboche por uma pergunta tola.
-Acho que devem falar com a irmã dele... O seu nome é Maya Solace. –ele disse voltando a remexer nos papeis
-Onde podemos encontra-la? –Maria perguntou
-Ela está sempre em lugares diferentes, mas não será difícil acha-la.
Os irmãos assentiram e se levantaram em direção a saída. Ao saírem os dois se entreolharam.
-Tem alguma coisa estranha... –Maria falou e João concordou com a cabeça
Foram de encontro a Ben no bar onde ele se encontrava.
-Ah, vocês chegaram. Pedi uma coisa para vocês... –ele falou sorrindo como sempre
-Vamos precisar de ajuda... Temos que encontrar uma garota chamada Maya Solace. –João falou alto, em meio a multidão
-Maya Solace? É aquela garota ali... –Ben falou e apontou para uma garota encapuzada
-Como sabe? –Maria perguntou
-Ouvi falarem dela enquanto estava esperando vocês... –Ben falou
João olhou para a garota. Seu rosto estava coberto pelo capuz preto só o que aparecia eram seus lábios. Mesmo com a pouca luz do local podia-se ver que ela tinha uma pele alva como a neve o que faziam seus lábios vermelhos como sangue se destacarem.
-Tem alguma coisa de estranho com essa garota... –Maria falou
No mesmo momento, uma espécie de explosão foi ouvida do lado de fora. Os irmãos saíram do bar e viram duas bruxas em pleno ar, rindo pelo feito.
-Onde ela está... –uma delas falou
-Precisamos dela! –a outra completou
João sacou sua arma e Maria seu arco e flecha prontos para atirar, mas as bruxas foram mais rápidas e os jogaram longe. Eles foram parar numa parte vazia da cidade, não havia casas ou coisa do tipo, só uma vegetação rasteira. Eles se levantaram e se assustaram ao ver a garota encapuzada bem ao lado deles.
-Levantem-se, elas estão vindo... –ela falou
Sua voz era doce e hipnotizante. Ela tirou o capuz e seu rosto foi revelado. Ela tinha incríveis olhos azuis acinzentados. Sua face era bela, porém, havia algum mistério por traz dela. As bruxas chegaram e caminharam em direção aos três.
Os dois irmãos estavam prontos para mandar Maya correr, mas antes que pudessem falar alguma coisa, os olhos dela se tornaram vermelhos como sangue, e suas unhas se tornaram garras afiadas.
-Quer seu irmãozinho de volta, aberração? Ele parece ser saboroso... –uma das bruxas falou
A garota sibilou com seus dentes transformados em presas. As bruxas riram e partiram para cima dela. João foi rápido e acertou a cabeça de uma, mas a outra avançou em cima da garota. Num movimento quase imperceptível, as garras de Maya rasgaram a garganta da bruxa e com uma força inimaginável arrancou ela do corpo. Jogou a cabeça longe e olhou para os irmãos que pareciam atônitos a situação.
Ela piscou e seus olhos voltaram ao normal. As garras voltaram a ser apenas unhas. Maya saiu andando normalmente como se nada tivesse acontecido. Os dois recuperaram a razão e se levantaram do chão indo em direção a garota.
-O que é você? –Maria perguntou
-Me chamam de muitas coisas... Vampiro, demônio, as vezes bruxa... Mas não sou nenhum deles. –ela falou
-E o que exatamente você é? –João perguntou
-Sou de uma espécie sem nome. Sou como um vampiro, porém não preciso necessariamente de sangue. Tenho velocidade e força de um demônio, porém, não sou um.
-Por que as bruxas queriam você? –João perguntou novamente
-Não sei ao certo, só me querem... –Maya falou –Acho que precisam de um lugar para ficar... Podem ficar hospedados em minha casa.
-Com uma vampira. Não obrigado. –Maria disse
-Como falei antes, não sou vampira, nem necessito necessariamente de sangue para viver. Nunca tomei sangue de ninguém antes e não começaria agora... –ela falou
Sua expressão era calma, porém assustadora com o brilho da lua em seu rosto. João e Maria se entreolharam.
-Certo, mas se tentar alguma gracinha, sua cabeça explode... –João falou
Maya deu um sorriso de lado.
-Não se preocupe, arrancaria a sua antes que fizesse isso... –ela disse ainda com seu sorriso nos lábios
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