Notas iniciais
Aqui está mais um pra vocês... Espero que gostem =/

Maya os levou até sua casa e os ofereceu um quarto.

-Não confio nessa garota... –Maria falou

-Nem eu. Se ela aprontar alguma coisa, estouramos os miolos dela. –João falou

Eles se deitaram nas camas e fecharam os olhos com um pouco de receio.

No dia seguinte eles acordaram e um cheiro delicioso perfumava o local. Desceram com suas armas em mão e encontraram a garota, encapuzada, pondo a mesa. Ao os ver sorriu e fez um gesto para que se sentassem.

Eles, ainda receosos com a estranha hospitalidade da garota, se sentaram e encararam a comida que estava no prato.

-Ben, você primeiro... –João falou

-Mas, eu...

-Come. –desta vez, João usou um tom de voz mais autoritário sobre o jovem

Ben pegou um garfo e colocou um pouco de comida na boca. Surpreendeu-se com o delicioso saber daquele alimento e pôs-se a comer mais rápido.

-É segura... –Maria disse olhando para a garota encapuzada

-Não vou matar vocês... Ainda preciso que me ajudem com meu irmão. –Maya falou

-Por que você mesma não vai? –João perguntou rudemente

-Por que é um “ninho” de bruxas, posso dar conta de uma, talvez duas... Mas todas aquelas, não. –Maya disse

Eles não falaram nada, apenas comeram em silêncio enquanto Maya os observava atentamente.

-Preciso comprar algumas coisas... Volto logo. –ela falou ajeitando um pouco mais o capuz sobre a cabeça

Ela saiu e João e Maria se entreolharam. João levantou-se e seguiu a garota, no intuito de ver se ela iria aprontar alguma coisa. Ficou meio decepcionado ao ver que ela se dirigia ao mercado da cidade, ainda não tinha motivos para estourar a cabeça da aberração...

Se aproximou dela silenciosamente, tentando não ser percebido pela garota, mas...

-O que faz aqui, João? –ela perguntou

Ele se assustou ao ver que ela o havia percebido.

-Como sabia que era eu? –ele perguntou

-Reconheceria seu sangue em qualquer lugar... Sua diabetes é forte... –ela respondeu

-“Dia...” o que? –ele perguntou

-Diabetes... Por aqui conhecida como “doença do açúcar”. –explicou-se

-Tem um nome para minha doença?

-Não é só você que é diabético, João... No exterior, pra ser mais exata, na Inglaterra, muitos sofrem dessa doença por ingerir uma quantidade exagerada de doces... –Maya explicou

-Já esteve na Inglaterra? –João perguntou e se surpreendeu de estar falando com uma aberração como ela

-Tenho amigos lá... São da minha raça. –ela falou

Por um momento a mão de Maya ficou exposta ao Sol e ela gemeu de dor. Com uma rapidez inimaginável, ela foi para um local com sombra e estudou a mão. João se aproximou da jovem.

-O que aconteceu? –ele perguntou

-Minha pele queima no Sol... Por isso vivo encapuzada. –falou

Ela ajeitou um pouco mais o capuz sobre o rosto e voltou as ruas, andando de cabeça baixa e cobrindo seu corpo.

-As pessoas da cidade sabem sobre você? –João perguntou

-Sabem...

-E eles não tem medo?

-Sou inofensiva a eles... Mas não diria o mesmo sobre as bruxas... –Maya falou caminhando em direção a uma barraca de maçãs

Ela entregou algumas moedas ao mercador que lhe entregou um saco cheio delas.

-Você come maçãs? –João perguntou sem acreditar

Uma nuvem de chuva escondeu o Sol e Maya retirou o capuz do rosto.

-Algum problema?

***

Eles voltaram para casa e viram Maria e Ben sendo seguradas por duas garotas. João, instintivamente sacou a arma mas Maya o barrou antes que ele pudesse atirar.

-Liza, Katherine, o que fazem aqui? –Maya perguntou

As duas garotas se viraram para Maya e sorriram soltando Maria e Ben.

-Viemos, por que nos veio a notícia de seu irmão... –uma delas disse

-Queríamos dar uma força... –a outra falou

As duas tinham uma beleza comparável a de Maya. Uma era alta e tinha longos cabelos dourados que cacheavam na ponta. Os lábios vermelhos se contrastavam na pele alva. A outra era mais baixa e tinha cabelos castanhos lisos. Seus lábios, como os da outra tinham um tom avermelhado chamativo, e atraente.

-Não preciso da ajuda de vocês... –Maya disse meio receosa

-Ainda com raiva pelo cara em Londres? –a morena perguntou

Maya nada disse, apenas as encarou mortalmente e as duas se encolheram um pouco.

-Estávamos com fome... –a loira falou meio assustada

-Fome, não é desculpa, Lisa. –Maya falou

-Você e essa sua dieta estranha... –a outra, Katherine, disse

-Quem são elas? –Maria perguntou com raiva

-São de minha raça. Conhecidas de outros países. –Maya respondeu calma como sempre

As duas acenaram com as mãos.

-Com elas vocês tem que tomar cuidado... Elas tomam sangue... –Maya concluiu

Todos as encararam.

-De onde elas vem? –Ben perguntou

-Katherine vem da Inglaterra e Liza vem do Canadá. –Maya respondeu

-Lá é bem mais animado que aqui. –Katherine comentou

-Então volte para lá, e saia daqui. –Maya falou e seus olhos por um momento se tornaram vermelhos

-Uou, calma aí estressadinha... Não vamos embora. –Lisa disse

-Ah, não vão? –Maya perguntou

-Não. –as duas responderam em uníssono

-Então acho que vou ter que expulsar as duas... –Maya falou e tomou sua forma sobrenatural

A garota pulou em cima das duas que obtiveram uma forma parecida com a de Maya. Elas sibilaram com suas presas, juntas, e Maya, de algum jeito, as jogou para fora da casa.

Ela voltou ao normal e viu Katherine e Lisa se levantarem com dificuldade.

-Estás maluca? E se estivesse ensolarado aqui fora? –Katherine disse

-Seria ótimo. –Maya falou

-Essa raiva toda por que matamos um cara? –Lisa perguntou

-Sabia muito bem quem era aquele cara. –Maya disse

-Desculpe se matamos ele... Não deu para evitar... –Katherine falou

Maya pareceu hesitar em desculpar a loira. Respirou fundo e assentiu com a cabeça.

-Se matarem alguém, seja quem for, eu arranco a cabeça de vocês. –ela ameaçou

-Não se preocupe, vamos nos comportar. –Lisa fez uma expressão debochada

-Além do mais, alguém aqui parece ter diabetes... Odeio sangue de diabéticos... São muito doces. –Katherine disse

João a olhou parecendo ofendido. Elas entraram e sentaram-se onde foi possível.

-Então, por onde começamos? –Ben perguntou

Notas finais
Rewiens?