Powerful Blood
12 Finally
Notas iniciais
Ma enfim... Enjoy!
Depois de uma caminhada, eles pararam em um vilarejo. A noite na floresta não tinha sido boa, por isso precisavam de um descanso. Pararam em uma estalagem qualquer onde se enxugaram e trocaram as roupas.
João, Maria e Ben foram descansar enquanto Maya, Liza e Katherine vagueavam pelas ruas.
–Elas vão se arriscar sair no sol? –Ben perguntou assim que as garotas saíram
–Elas tem os capuzes. E não podem ser tão burras ao ponto de queimar até a morte. –Maria falou
Eles se deitaram, um em cada cama, e fecharam os olhos... Pelo menos dois deles. João não conseguia fechar os olhos. Ele encarava o teto pensando no que ele e Maya haviam falado naquela manhã. Talvez Maria tivesse razão e não devia tentar nada com Maya, mas não conseguia, por mais que quisesse.
Ele então ouviu um barulho de alguma coisa sendo derrubada no banheiro do quarto. Pegou a arma e apontou para o local, esperando que alguma coisa acontecesse. Então o pequeno Jay apareceu latindo e arfando de dentro do banheiro. O cachorro-quimera pulou na cama de João e lambeu seu rosto, feliz.
–Como chegou aqui? –João perguntou
O pequenino cachorro latiu e se deitou em baixo das cobertas de João, se esquentando. Ele perdeu completamente o sono desta vez e resolveu se levantar e ir procurar as garotas.
Ao sair do quarto, Maya caiu nos braços dele, rindo como uma idiota.
–Você está bem? –João perguntou
Foi aí que ele viu um copo de cerveja, vazio, nas mãos de Maya. Ela havia bebido.
Katherine sugeriu que alugassem dois quartos, para esconder que as três não dormiam, então João levou Maya para o quarto dela a colocando na cama com cuidado. Maya o olhou. Seus olhos azuis acinzentados brilharam enquanto encarava as íris verdes de João.
Sem falar nada, ela puxou João e selou seus lábios. Em instantes, ele já estava por cima dela passeando com suas mãos pelo corpo de Maya. Ele sabia que não devia fazer isso pois ela estava bêbada e não controlava o que fazia, mas seu desejo de toca-la falava mais forte.
Ela puxava os cabelos dele, não de um jeito que o fazia sentir dor, mas de um jeito que o fazia querer ainda mais toma-la para si. Ele levantou lentamente a saia do vestido de Maya, dando-lhe uma visão privilegiada de suas coxas, apertando-as enquanto a beijava.
Pararam para tomar ar e Maya tirou a camisa de João beijando seu pescoço, o que o deixou apreensivo, pois não sabia se Maya poderia perder o controle e o atacar. Mas ela não o fez.
Rapidamente, João tirou as roupas que Maya vestia e ela fez o mesmo com ele, sentando em seu colo logo em seguida. Ele a apertava contra seu corpo e queria tomar ela naquele momento. Maya não controlava sua força, o que fazia com que a cada partes das costas de João ficasse com uma mancha roxa de seus dedos.
Finalmente, João não aguentou mais e pôs seu membro já ereto em Maya que gritou quando ele fez isso. João entrava nela rapidamente, e Maya apertava-o a cada estocada. Seus corpos pediam por mais contato, mas era impossível, pois os dois já estavam tão próximos que nem um fio de ar passaria por entre eles. Agora, João ia cada vez mais rápido, sentindo o corpo de Maya estremecer de prazer. Mas antes que ela pudesse chegar ao auge, ele a jogou na cama, fazendo com que seu membro saísse dela. Ela gemeu de insatisfação e ele ficou por cima dela.
Maya abriu os olhos, e o lampejo vermelho passou por eles. João percebeu que agora ela já havia recuperado a razão, estava sóbria novamente e provavelmente com raiva pelo que ele fizera. Mas ele não ligou. João pegou uma das pernas de Maya, passando-a pelo ombro, facilitando a penetração. E assim voltaram para aquele movimento ritmado.
Maya voltou a fechar os olhos e arqueou as costas com o tamanho prazer que sentia. João sentiu seu corpo estremecer e finalmente chegou no clímax, com Maya fazendo o mesmo segundos depois. Exausto, ele caiu sobre o corpo suado de Maya e fechou os olhos ofegando.
–Não devíamos... –Maya ia falar mas João tapou sua boca
–Não estraga esse momento... –ele disse e a beijou novamente, sentindo a textura macia de seus lábios
Maya olhou nos olhos dele com um ar de preocupação mas deu um leve sorriso e passou os dedos pelo rosto de João que fechou os olhos com o seu toque. Ele colocou sua cabeça no ombro de Maya e fechou os olhos. Finalmente havia tomado-a para si.
***
João abriu os olhos e se viu sozinho na cama. Olhou para os lados e viu Maya, já vestida, sentada na sacada da janela olhando o horizonte. O céu estava nublado o que foi bom para ela fazer tal ato.
João se levantou e foi até suas roupas vestindo-as devagar. Ainda estava cansado. Foi até Maya e a puxou para ele lhe dando um beijo logo em seguida. Maya não retribuiu e virou o rosto.
–O que foi desta vez?
Ela o olhou ameaçadoramente.
–Não vamos fazer isso novamente. –ela disse
João bufou.
–Não adianta bufar ou qualquer outra coisa. Sabe como foi perigoso termos feito isso? –ela falou e um lampejo vermelho se interrompeu em seus olhos
–Não vi perigo algum naquilo. –João disse
–Eu podia ter perdido o controle. Podia ter matado você em segundos...
–Mas não matou. Será que não percebe? Não dá para ficar longe de você!
–Sinto muito, mas não posso permitir que isso aconteça outra vez.
No mesmo momento, Katherine e Liza entraram no quarto e ficaram de olhos arregalados ao ver os dois ali.
–Ahn, não queríamos interromper... –Liza falou já pronta para sair
–Não estão interrompendo nada... Ele já estava de saída. –Maya falou olhando nos olhos de João
Ele a olhou uma ultima vez e saiu do quarto a passos largos e apressados.
–Maya, temos que ir... Nosso próximo destino não está muito longe daqui. –Katherine disse, a fim de tirar a tensão daquele quarto
Maya respirou fundo.
–Certo, vão chamar os outros.
As duas assentiram e Maya voltou a olhar pela janela.
Longe, fora do alcance da vista humana, podia-se ver uma ponte de cordas que parecia prestes a despencar do precipício na qual foi construída. Maya sabia que comparado a o que estava por vir, a floresta havia sido uma brincadeira de criança. Deu uma ultima olhada para seu próximo destino e, como uma sombra, saiu dali.
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