Power of War

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Primeiro capítulo. Estou cheia de expectativas, espero que gostem da fanfic.

–Era inevitável! –Austin força a sua voz para parecer assustadora e Lana arregala seus olhos, inchados, com lágrimas quase secas. – A Terceira Guerra Mundial explodiu! Tudo começou por disputas de territórios no Oriente médio e logo se tornou algo incontrolável nos demais países! –Ele pega um graveto e desenha no chão coberto de poeira o que parecia ser um planeta e faz bolinhas para sinalizar o que aconteceu. –A guerra cessou e não houve vencedores, apenas países derrotados que aceitaram um acordo de paz e divisão de territórios, que não passava de um disfarce perfeito para enganar a gente. E o que veio a seguir foi ainda pior. Aconteceu á Segunda Guerra Fria! Meu pai fala que essa tal de Guerra Fria é quando não tem um confronto armado. –Ele tenta se lembrar com exatidão, mas logo desiste da ideia. –Mais tarde surgiu os Aliados da Paz, uma frente militar de esquerda boboca que tinha muita tecnologia graças aos países que se juntaram a ela, por isso começou a fazer inúmeros testes com humanos usando drogas radioativas para aumentar a capacidade física e mental. As drogas fizeram efeitos em alguns, mas muitos morreram nessas tentativas de criarem armas humanas. Os Aliados da Paz declararam guerra aos outros países, que criaram uma nova frente militar A Força. –Ele enche o peito ao se referir dessa nova frente. –Eclodiu a Quarta guerra mundial, e os Aliados da Paz. –Austin faz aspas ao se referir dessa frente e Lana solta um sorriso de canto. –Infelizmente ganharam. E dividiu a terra em dois reinos: O Reino do Norte, onde ficam os vitoriosos da guerra. Como você pode ver, esse reino tem muitas terras férteis, mais do que a gente possa contar. Além de tecnologia de primeira. –Ele volta a desenhar outra bola, só que dividida ao meio e escrito “Norte” e “Sul”. –E tem o nosso reino. O Reino do Sul. É o reino pobre e fraco que a gente conhece. Terras inférteis, povo sem esperança e baixa tecnologia. Fomos praticamente exilados para essas áreas como castigo e pagamento de dividas de guerra. –Ele finalmente se senta perto da fogueira e ao lado de Lana. Três garotinhos estavam naquele esconderijo íngreme e frio.

–Você acredita que um dia vamos mesmo ter nossas terras de volta e sem essa divisão de Reinos? –Lana enxuga as lágrimas.

–Mas é claro que sim! –Os olhos de Austin brilham e ele começa o discurso novamente. –Meu pai disse que temos agora uma esperança! –Ele se aproxima dela. –E é você garotinha! Você foi a primeira mutante a sobreviver á radioatividade das nossas terras! Normalmente mutantes nascidas como você morrem de primeira. –Lana se assusta um pouco. – Mas seu pai deve ter dado algum jeito de lhe manter viva. Quando eu te vi pela primeira vez logo soube através dos boatos que era você...

–Mas... –Ela se cobre com o cobertor vermelho que a envolvia escondendo suas feridas e olha para a fogueira, como se quisesse penetra-la. –Eu não quero fazer aquilo novamente. –Seus olhos marejam. Austin suspira e alisa seus cabelos loiros. O segundo garoto chamado Daniel começa a fungar e aos poucos os sussurros chorosos viram berros que ecoam pelo lugar onde estavam escondidos.

–O que foi Dan? –Austin ajeita o garotinho de seis anos que estava choramingando em um emaranhado de cobertores encima de uma pedra.

–Eu não quero mais ficar aqui! Quando eu vou ver o papai novamente? –Daniel começa a dar pontapés no irmão.

–Eu não sei Dan... –Austin tenta segurar Daniel e suas lágrimas. –Mas aposto que quando ele voltar vai trazer um monte de comida e novos cobertores. Por enquanto temos que ficar aqui. –Austin conforta o irmão e faz cafuné até ele pegar no sono. Lana se descobre e vai para mais perto da fogueira que disfarçava o calor que seus pais reproduziam quando estavam juntos. A menina tinha diversos cortes pelo corpo e sua roupa estava manchada de sangue.

–Eu não quis falar meu nome antes porque estava assustada. –Ela se arrasta até a ponta em que Austin estava. –Qual seu nome?

–Austin. Austin Blake. Tenho doze anos. E este menino chorão aqui. –Ele fala olhando para Daniel adormecido no seu colo. Austin tinha cabelos castanhos claros da cor de seus olhos, e uma boca levemente carnuda. Já seu irmão era sua miniatura quando pequeno, a não ser pela cicatriz que tinha em seu pescoço. –Este é Daniel Blake e tem cinco aninhos. Somos filhos de John Blake. Nossa mãe infelizmente morreu quando o Dan nasceu. –Ele da um suspiro longo. –Mas nos viramos bem.

–Meu nome é Lana Estelle. Tenho oito anos. E... –As lágrimas voltam a cair no rosto dela e Austin abaixa sua cabeça. Lana tinha longos cabelos loiros, olhos verdes azulados e dona de um nariz arrebitado.

–Tudo bem, não precisa falar. Eu acho que já entendi depois de passar dois dias com você completamente calada. –Ele da um sorriso tristonho. –Mas eu e Dan e o papai com certeza vamos cuidar de você! Você será a mais nova integrante dos Blakes! Eu prometo...

–BUM! –Um forte estouro tomou conta do esconderijo e logo em seguida o lugar estava tomado por uma fumaça vermelha; homens encapuzados estavam armados e mirando nos três garotinhos. Lana soltou um urro que fez todos caírem no chão, como estivessem presos por uma força gravitacional exorbitante. Ela faz com que Austin e Daniel consigam se soltar e os três correm pelas ruas do Reino do Norte. Eles estavam escondidos atrás de uma velha fábrica de refrigerantes, refugiados do seu Reino, já que muitas famílias invadiram o Reino do Norte para conseguir informações políticas sigilosas e também para terem uma oportunidade de vida melhor.

As ruas estavam em um tom cinza e vermelho. Milhares de pessoas do Sul estavam sendo executadas pela guarda do Norte, a maioria moravam em esconderijos e tendas, se esquivando dos militares. Mas agora as tendas estavam sendo queimadas e os esconderijos descobertos. A cada passo que davam, era um novo estouro, uma nova morte, uma nova cabeça que rolava pelo ar. O chão estava coberto de sangue e os gritos de desespero e dor formavam aquela sinfonia de horror.

–Por aqui! –Austin apontava para uma floresta onde milhares de pessoas corriam apavoradas e pulando uma cerca que dividia o lugar. Lana começou a correr, porém aos poucos diminui o ritmo e segundos depois estava desmaiada sobre a grama. Austin parou, enquanto Daniel prosseguia sua corrida, sem ao menos olhar para trás. –Droga! –Ele a suspendeu e tomou em seus braços, tentando se esforçar o máximo para chegar ao destino final, onde nem ele mesmo sabia onde era.

–O-obrigada. –Ela disse fraca.

–Porque você caiu garotinha? –Ele falava ofegante, ainda na corrida.

–É meu ponto fraco, segundo papai. –Ela deu um sorrisinho de canto e depois fechou os olhos.

Austin correu com todas as suas forças até chegar a um local cheio de refugiados, todos estavam subindo em um helicóptero enorme às pressas. Ele entregou Lana para um homem que já estava subindo, junto com Daniel, mas ao tentar subir no helicóptero foi impedido e empurrado contra o chão.

–Ei! –Ele reclama. –Vocês vão me deixar aqui?

–O limite de pessoas já ultrapassou. Lamento.

–Austin! –Daniel grita do helicóptero.

–O que? Vocês vão deixar todas essas pessoas morrem? –Austin falava furioso.

–Mas é claro que não. Se você ainda não percebeu é o único aqui, a maioria já deve ter corrido para um acampamento aqui perto. Sugiro que vá para lá. É só seguir em frente garoto. Boa sorte. –Mas era tarde demais para Austin, o helicóptero era rápido demais e já tinha partido, junto com todas as pessoas que ficaram e que já tinham achado outro esconderijo.

Depois de alguns minutos Lana finalmente acordou. Sua visão meio embaçada via o rosto de Daniel em prantos. Ele estava pedindo pelo seu irmão e sendo repreendido pela maioria. Lana se arrasta até o garoto, ainda fraca.

–Vem cá. –Ela abraça Daniel forte e chora junto com ele. –Eu vou cuidar de você. Eu prometo. –Ele encosta sua cabeça no colo dela e tenta parar de chorar.

Austin estava perdido e aflito, sua respiração estava mais acelerada a cada curso que tomava, ele não sabia por qual caminho seguir naquela floresta escura, os galhos das árvores só o fazia cair e machucar seus olhos. Um som estridente começou a soar e se aproximava cada vez mais dele. Era uma patrulha do Norte. Provavelmente procurando as pessoas que fugiram dos esconderijos. Uma luz verde o tomou por inteiro e em seguida veio vários militares do Norte, um deles atirou uma bala elétrica em Austin, o que o fez ficar com convulsões pelo corpo e em seguida paralisar na hora, completamente estático na grama. Ele tentou fazer um pequeno esforço para virar seu pescoço a fim de ver o que estava acontecendo, mas foi em vão.

–Olha o que temos aqui?! Um ratinho do Sul. –Disse um dos soldados, com uma voz rouca e colocando uma lanterna para ver melhor o rosto dele.

–Eu conheço esse fedelho! Ele estava junto com a garota que estávamos procurando. –Outro soldado se aproxima.

–Qual é seu nome fedelho? –O soldado chuta Austin, mas ele não entendia sua língua, porém interpretou como se ele quisesse seu nome, encheu sua boca de saliva e cuspiu na cara do soldado.

–Mas o fedelho é folgado. –O soldado da uma risada sarcástica e limpa seu rosto do cuspe. –Olha aqui seu ratinho, se você não contar eu corto sua língua e dou de comida para os cachorros. –Ele puxava os cabelos de Austin com toda força o fazendo gemer de dor.

–Austin, Austin Blake! –Austin grita seu nome para se livrar do homem.

–Deixe-me ver. –O soldado da voz rouca tira um tipo de celular do seu bolço que servia para identificar criminosos. Ele achou uma foto do pai e do irmão de Austin e mostrou aos outros soldados. –Ele é importante, o pai dele está sendo procurado pelas tropas centrais. Talvez esse ratinho possa nos ceder informações. Por enquanto está preso por invadir o Reino do Norte e por desacato a autoridade. Vai pegar nove anos de cadeia. –Austin foi imobilizado e sendo arrastado pelos soldados durante todo trajeto até ser transportado em um carro e levado para prisão.

...

Nove anos se passaram desde o que ficou conhecido como A Noite da Sangria, e desde que Austin foi capturado e Lana e seu irmão levados para o Reino do Sul. Lana e Daniel foram adotados por um homem que era comandante de uma força revolucionaria para tirar o seu reino de estado de calamidade e para recuperar as antigas terras do sul e promover alianças com os possíveis novos reinos ou países. Ele tinha um filho chamado Trevor que tinha a idade de Lana. Os dois sempre tiveram esperança que Austin estava vivo. Mas depois que um helicóptero voltou do Reino do Norte com os refugiados do sul, mas sem ele, perderam a fé e prometeram que iam restaurar os antigos países e a justiça naquele mundo. Aconteceram alguns movimentos no Norte para acabar com a divisão dos reinos e dividi-los nos antigos países, mas todos repreendidos fortemente pela guarda militar do Norte.

O passo barulhento do sapato de um advogado ecoava pelas celas da prisão do Reino do Norte. O silêncio neste lugar também reinava e as condições de um preso sobreviver ali eram quase impossíveis, já que o local foi feito especialmente para morte dos condenados. Celas sujas, poucos suprimentos, maus tratamentos e um pouco do psicológico era o suficiente para muitos morrerem por alguma doença ou depressão.

–Austin Blake. Sua sentença foi infelizmente ampliada. –Um homem de cabelos grisalhos e engravatado falava com Austin através de uma abertura na cela.

–O que? Tem certeza que você é mesmo meu advogado defesa? –Austin se enfurece do outro lado da cela.

–Eu tentei negociar. Mas parece que você cometeu muitos crimes.

–Crimes? Eu nem mesmo roubei!

–Me desculpe senhor Blake, mas de acordo com as leis do nosso Reino o senhor foi penalizado corretamente. Além do que o senhor está sendo acusado de ajudar seu pai a cometer crimes contra a política do reino do Norte, como roubar munições de soldados da nossa nação, agressão física contra soldados do Norte e depredação de patrimônio publico.

–De acordo com as leis do seu reino torto eu quero ser prezo por acaba-lo.

–Calma. Temos uma possibilidade de o senhor sair. –O advogado o instiga.

–Qual. –Austin coloca quase seu rosto inteiro na abertura da cela, desesperado de uma forma qualquer de liberdade.

–Se o senhor aceitar cumprir a missão de ordem militar altamente secreta. –O advogado falava em um tom mais sério.

–Qual seria essa missão idiota?

–A missão seria de executar a réu Lana Estelle. –Austin arregala seus olhos.

Notas finais
Postarei com pouca frequência essa fic, pois é muito trabalhosa.