Power Rangers: Esquadrão Z

54 Vingança dos Derrotados


Notas iniciais
Sinopse do capítulo: Após derrotar o exército de versões virtuais de monstros que escaparam do simulador de Lokknon, os Rangers não desfrutam do sossego por muito tempo já que outros dois e recentes inimigos se confirmam renascidos, ambos logo selando aliança com Killvox e Andreos. Tenha uma ótima leitura (e que o poder o proteja)!

Diante do exército de monstros ressuscitados, os Rangers confrontaram fantasmas do passado. Dickerson especulou que a onda de energia destrutiva do tubo poderia ter causado um defeito no simulador de Lokknon.


— Lokknon não pode ter recriado todos esses capangas de uma única vez. — disse o mentor.


— Então o que explica esses miseráveis terem voltado assim do nada? — Tim quis saber.


— Ganhamos trabalho redobrado. — reclamou Jessie.


— Essa vida de Power Ranger tá ficando cada vez mais dura. — reforçou Owen.


— Será que são tão fortes quanto os originais ou só cópias baratas? — indagou Zoe.


— Não importa se são menos ou mais fortes que as versões reais, evoluímos muito até aqui. — afirmou Austin.


— Austin tem toda razão, não estarão com problemas sérios se lutarem com tudo o que conquistaram até agora. — concordou Dickerson — Crianças, preciso voltar a Central de Comando, Karen está sozinha lá. Lutem com toda a garra que vocês sabem ter dentro de si.


Austin prometeu:


— A gente vai dar um baile nesses mortos-vivos.


Os Rangers se prepararam.


— Galera, vamos levar isso como um teste de revisão de conteúdo. — sugeriu Austin — Prontos?


— Prontos! — disseram os outros.


— É hora de morfar! — bradou o líder.


— Touro Ônix!


— Tubarão Cobalto!


— Gorila Esmeralda!


— Arraia Rósea!


— Águia Flavescente!


— Leão Escarlate!


Os monstros aproximavam-se perigosamente, todos afoitos em iniciar o combate.


— Touro Ônix! Esquadrão Z! Ranger Preto! — disse Damian fazendo uma pose exibindo seus biceps definidos.


— Tubarão Cobalto, Esquadrão Z, Ranger Azul! — disse Tim realizando sua pose.


— Arraia Rósea, Esquadrão Z, Ranger Rosa! — falara Zoe, posando valente.


— Águia Flavescente! Esquadrão Z! Ranger Amarela! — dissera Jessie posando a sua maneira.


— Gorila Esmeralda! Esquadrão Z! Ranger Verde! — proferiu Owen, posando.


— Leão Escarlate! Esquadrão Z! Ranger Vermelho! — disse Austin em sua pose transmitindo sua força animal de rei das selvas — Mais que defensores da Terra, somos...


— Power Rangers! — disseram os seis em uníssono, explosões de cada uma das cores brotando atrás dos heróis logo dando lugar a uma intensa e súbita explosão de fogo com um enorme Z em dourado projetado na nuvem flamejante.


Na Central, Karen emocionou-se:


— É... Eles voltaram.


— E eu também. — falou Dickerson bem atrás dela quase ao pé do ouvido. A tecnóloga virou-se e ambos trocaram toques nos ombros, felizes de reencontrarem-se.


Barooma remanejou Waxoptic via teleporte ao campo de batalha. O monstro surgiu confuso:


— Mas como vim parar aqui?


— Ih, apareceu um que nunca vimos na vida! — apontou Tim.


— Eu já! — disse Owen — Foi esse monstro que enviaram enquanto vocês estavam fora, não foi lá muito difícil lidar com ele, mas também não vou dizer que fácil. Não derrotei ele porque vim direto pra cá rever vocês.


— Beleza, Rangers, ao meu sinal: no três! — disse Austin — Um... Dois... Três!


Os heróis avançaram guerreiros com gritos prolongados de valentia e coragem. Eletroimã, Akenecron e Minotaurus dispararam seus ataques mais destrutivos juntos, causando explosões de fogo atrás dos heróis enquanto os mesmos corriam. O exército monstruoso avançou meio disperso para fazer cerco. Austin saltou ativando o Colete Zoomorph e em seguida o Modo Fúria Animal. Ao pousar, viu-se diante de Minerrox e Clashbone. A dupla bateu suas armas contra o solo, provocando uma onda violenta de terra rochosa.


— Ciclones Flamejantes! — disse o líder, as patas leoninas girando e soltando jatos de fogo dos buracos. Os redemoinhos de fogo refrearam a onda terrosa, atravessando-a e atingindo os dois monstros que foram lançados contra um rochedo no qual explodiram fortemente ao baterem.


Owen saltou em sua Beast Cycle Verde.


— Ei, eu derreti essa moto feito lava de vulcão! — disse Waxoptic.


Voltaikus e Beetleshock se uniram a ele.


— Não pense que pode escolher um Ranger e lutar por conta própria. — disse Voltaikus.


— Estamos todos nessa juntos, parceiro! — disse Beetleshock.


O trio disparou raios contra a moto que saltou de um rochedo baixo, os disparos causando escalões de fogo enquanto a moto pairava no ar. Owen, atirando lasers dos faróis, atordoou o trio com explosões de faíscas em torno deles. Quando a moto retornou ao chão em velocidade média, Owen ficara de pé sobre ela, sacando a adaga Kong.

— Essa arma aí machuca pra valer! Vocês que se virem! — disse Waxoptic, fugindo.


— Não precisamos de covardes! — disse Voltaikus.


— Eu perdi o medo de espadas! — disse Beetleshock.


A dupla disparou raios que causaram uma explosão, levando Owen a saltar e girar em si no ar energizando o sabre para em seguida desferir um corte horizontal que recaiu tremendamente sobre a dupla.


Beetleshock e Voltaikus caíram para trás envoltos de raios, ambos explodindo fatalmente ao mesmo tempo. Owen retornou ao chão deslizando os pés no solo pedregoso como numa freiada. Virou-se ostentando o Sabre Kong.


Zoe avançou contra Photofocus.


— Pose para a foto, linda garota! — zombou ele.


— Nenhuma garota vai querer um ensaio fotográfico desses! — respondeu Zoe, quebrando a câmera com seu Ferrão de Arraia e chamando:


— Jessie, agora!


Ambas disseram em simultâneo:


— Colete Zoomorph! Cartão da Fera! Modo Fúria Animal, ativar!


Jessie voara com as asas de rapina, pegando os braços de Zoe com as garras dos pés para levanta-la e carrega-la diretamente a Photofocus.


— Rápido, antes que ele regenere a câmera! — disse Jessie.


— Tive uma ideia: faz aquele tornado atirando suas penas, daí posso combinar com minhas bolhas!


— Boa, adorei! — assentiu Jessie que logo girara feito um tufão segurando a amiga que disparou com seu canhão-bolha. O disparou das penas somou as bolhas atingindo brutalmente Photofocus que caiu do rochedo e explodira em fogo no fim da queda.


As duas Rangers pousaram e bateram suas mãos em comemoração.


Trashmaster saltou de uma rocha atrás de Zoe:


— Não comemorem tão cedo! Sentiram saudades?


— Desse seu fedor de lixo? Nem um pouco! — rebateu Jessie.


Com Pierroth e Lotusa se aproximando, Zoe disse:


— Cuida deles, eu fico com o latão de lixo!


Jessie partira contra Lotusa.


— Nunca vou perdoa-la por ter me rejeitado! — disse a dama floral.


— O amor pela minha mãe era mais forte! — revidou Jessieque a chutou com os dois pés de rapina, empurrando-a forte contra uma rocha — E o seu perfume de rosa é horrível, só pra constar! — girou no próprio eixo disparando uma chuva de penas. Lotusa contra-atacou lançando suas rosas negras das mãos num ritmo similar, os ataques colidindo como balas de metralhadora.


Lotusa acabou por não suportar a carga de tiros que prevaleceu sobre a sua, sentindo as penas atingirem-na. A dama floral caíra como num desmaio, envolta de raios, e explodiu em poeira.


Trashmaster lançou sua tempestade de lixo em Zoe, que resistiu:


— Me emporcalhar com seu lixo não me faz parar! A Ranger Rosa disparou as bolhas explosivas, entupindo a lata de lixo. Virou-se de costas ao monstro, posando vitoriosa, o corpo de Trashmaster explodindo no ar.


Pierroth inflara como balão, engolindo Jessie:


— Hoje vou comer passarinho mal-passado! Nham, delícia!


— Jessie! — disse Zoe, preocupada.


Mas antes que ela pudesse agir, o corpo inflado de Pierroth foi sofrendo buracos e fissuras que deixaram fachos de luz amarela deapontarem.


— Ui, acho que deu indigestão!


O corpo do monstro-palhaço tremia enquanto era esburacado até que explodiu em vários pedaços feito papel. Jessie girava feito um tornado tendo usado suas penas para escapar.


— Isso, você mandou bem, Jessie! — elogiou Zoe.


Uma bola de boliche gigante vinha na direção de Zoe.


— Zoe, atrás de você! — avisou Jessie. Damian a salvou.


— Essa foi por um triz hein! — disse ele.


— Damian, obrigada! — respondeu Zoe — Muito bem, você é meu, Boliche Demolidor! Por sua causa eu quase me atrasei pra impedir a derrubada da biblioteca! — disparou seu arpão que fincou no meio da testa do monstro, logo canalizando uma descarga elétrica que o paralisou.


— Não movo nenhum quilograma de ferro!


— O único movimento que fará é o de cair! — falara Zoe, logo disparando suas bolhas que derrubaram Boliche Demolidor e o fizeram explodir.


— Você foi ótima! — elogiou Damian.


Minotaurus e Eletroimã os atacaram, mas Damian empurrou Zoe para evitar que ela se ferisse:


— Zoe, sai daqui!


Os ataques explodiram atrás do Ranger Preto que girou sua bola batedora em preparação. A lançou forte contra o solo, a vibração arremessando ambos os monstros para um pouquinho longe.


— Chifres Bélicos! — seus chifres abriram-se e dispararam tiros nos dois que explodiram caídos.


Ladybee atacou Jessie:


— Não se esqueça de mim!


— Sabe que eu mal tinha reparado em você? Sua importância tem o mesmo tamanho de uma abelha. — provocou Jessie.


Austin se uniu a ela.


— Aí, Jessie, quer ajuda pra mandar essa abelha de volta pra colmeia?


— Só se fizermos uma combinação fantástica! — respondeu Jessie.


— Eu vi como você e a Zoe fizeram! Por que não tenta comigo?


— Se você acha que funciona, vambora!


Jessie colocou as garras dos pés nos braços de Austin e o levantou, logo girando velozmente. O tornado se incendiou de repente, cuspindo uma saraivada de penas com redemoinhos de fogo. Ladybee foi intensamente atingida, cambaleando para trás.


— Nem me deram tempo de atacar, isso não foi justo! — foram suas últimas palavras antes de cair e explodir.


Fossogrim, Hypnoculus e Cérebro de Lesma atacavam Tim simultaneamente, o Ranger Azul estando no Modo Fúria Animal, saltando com a explosão de fogo resultante do golpe em conjunto. Tim disparou um "super torpedo" que os reduziu a cinzas.


Furryetti, por trás, espirrou uma nuvem de pelos.


— Acho que você tá merecendo um banho antes de uma tosa nesse pelo! — disse Tim, usando o Super Hidro-Canhão para inutilizá-lo.


— Não consigo mais soltar nem um fiozinho! — lamentou Furryetti.


Cinemad surgiu:


— Dessa vez não escapa! Vai entrar para o meu novo filme em cartaz!


Tim saltou alto para trás e em pleno ar ativou o modo Super Fúria Animal.


— Míssil Marítimo! — o corpo de Tim, similar ao do Tubarão Cobalto, envolveu-se numa cápsula de água e rondou Cinemad, logo atacando diretamente Furryetti que explodiu em poeira. Voltou para atingir certeiro Cinemad que até tentou fugir, mas fora atravessado e destruído.


Owen derrotou Bakuan com cortes velozes do Sabre Kong, o monstro logo caindo sem chance de defesa e explodindo. Porém, Spyware viera como um enxame de nanorrobôs cerca-lo.


— Sabia que posso invadir os sistemas da sua base?


— Owen, isso não é um blefe. — alertou Dickerson — Ele quase transferiu todo o banco de dados da Intercorp para o Lokknon quando foi instalado acidentalmente nos computadores.


— Comigo ele não tenta esse tipo de coisa! — disse Owen, energizando o sabre.


Saltou foi baixando a lâmina do sabre ao descer, o golpe atingindo o solo com impacto cuja onda de choques expandiu eliminando cada fragmento de Spyware que o cercava.


— Quem mandou se apequenar hein?


Waxoptic surgiu:


— Ah é, pois enfrenta alguém do seu tamanho! — disse Waxoptic que disparou seus raios laranjas, os quais Owen rebateu para oa lados com o Sabre Kong enquanto corria até ele. Deslizou passando por entre as pernas do monstro.


— Vou esquentar suas costas. — mirou a pistola Z prestes a atirar.


— Vai é? — disse Waxoptic virando seu olho para visualizar o lado de trás, logo emitindo sua onda de calor que refreou Owen.


Akenecron, Hameghost e Nagaviper atacaram Austin e Jessie.


— Pronta pra se livrar desses últimos fantasmas? — perguntou Austin.


— Só tem um jeito de conseguirmos! — respondeu Jessie.


— Super Fúria Animal, ativar! — disseram em uníssono, sei corpos logo tomando a forma de seus respectivos animais.


Com seu rugido potente, Austin neutralizou aos três que caíram. Jessie voou aos céus, usando suas asas dilacerantes para lançar cortes de energia que atingiram em cheio o trio, levando-os a explodir.


Com apenas Waxoptic restando, Austin brincou:


— Aí Owen, só sobrou ele, mas seria meio sem graça te deixar saborear a vitória sozinho, né? disse ele com os demais segurando o Abatedor Selvagem mirando em Waxoptic.


— Ah, que pena, estragaram o auge da minha festa. Hahah, tô brincando, claro que meu Macro-Detonador vai somar pra vencer!


Invocou o canhão que foi mandado a se unir ao Abatedor Selvagem. A fusão logo deu origem ao Macro-Abatedor Selvagem que piscou o flash paralisante em Waxoptic.


Waxoptic implorou:


— Não pode ser meu fim! Sou um sobrevivente, eu mereço perdão!


— Só te deixamos pro final por uma razão bem lógica! — disse Austin.


— Aquelas pessoas quase derreteram todinhas debaixo desse sol por sua causa, isso aí é imperdoável! — assinalou Owen.


— Um, dois, três... Disparar! — falaram os seis.


Com o disparo triplo, Waxoptic foi atravessado, caindo e explodindo fragorosamente.


Aracna voltava ao normal imediatamente a destruição do monstro monocular.


— Nossa, mas cadê o Waxoptic?


— Você pagou com a língua, hahaha! — zombou Barooma.


— Você me paga, seu... — furiosa, Aracna perseguiu o cientista.


Lokknon, com dor de cabeça, lamentou a derrota:


— Que dor terrível... A explosão dos meus pais foi lamentavelmente em vão! Minha aspirina... preciso dela!


Mudok o consolou:


— Não se martirize, mestre, eles não passavam de projeções do passado. É hora de voltarmos nosdo foco ao futuro.


De volta à Central de Comando, os Rangers, sem capacetes, foram parabenizados por Dickerson:


— Realmente hoje vocês me encheram de puro orgulho, provaram a evolução que eu prospectei desde o início. Sejam bem-vindos de volta e a caminho de novos saltos de desenvolvimento.


— Não fala assim, Sr. Dickerson, tá deixando a gente todo sem jeito. — disse Owen.


— Ei, o Leozor não vai nos dar parabéns também? — questionou Tim — Aliás, com presentinhos tipo... aquelas medalhas lindonas.


— Hehehe, não, crianças, o comandante anda bem ocupado. — respondeu o mentor — Mas uma condecoração nova até que cairia bem.


— Ele já foi notificado, está tão orgulhoso de vocês quanto nós. — disse Karen — Admitiu que o Esquadrão Z mostrou a que veio definitivamente. A força-tarefa segue plena.


— Mas como prevejo que Lokknon ficará remoendo mais esse fracasso, o maior de todos que ele já sofreu, vocês merecem um bom descanso nessas férias. — disse Dickerson.


— Se o Lokknon estiver deprimido sem a menor vontade de nos atormentar, vamos poder aproveitar as férias de verão em cada segundo. — disse Jessie, contente.


— Não sei não, é um favor grande demais vindo dele. — disse Austin.


— Verdade, não devemos baixar a guarda só por Lokknon ter sofrido uma derrota massiva. — disse Damian, precavido.


— Eu também não vou ficar de bobeira achando que ele vai nos deixar em paz. — disse Owen — Vou continuar praticando nos intervalos da viagem.


— E por falar em viagem... — disse Dickerson sorrindo — Estou com uma marcada para a semana que vem, minha agência de expedição quer que eu explore antigas ruínas no Havaí.


— O senhor vai tirar férias de um trabalho pra se ocupar com outro? — comentou Zoe.


— Não serão exatamente férias se... vocês me acompanharem, certo?


— Tá brincando, né? A gente indo com o senhor pro Havaí?! — disse Austin, empolgado — Pode preparar o avião que eu já vou arrumando a mala.


— Amei o convite, Sr. Dickerson. — falou Jessie — Tirando o Owen, vamos todos nós cinco, né? Amiga... — olhou para Zoe.


— É claro que topo essa viagem, mas antes, óbvio, a autorização dos nossos pais.


— Quanto a isso, deixem comigo. — assegurou Dickerson — Falarei com os antigos membros do Esquadrão Aviário pra que inventem boas desculpas pros seus parceiros.


— Só toma cuidado com minha mãe, ela tem faro de espiã da CIA. — falara Tim.


— Meu pai tá me ligando. — disse Owen, conferindo o celular — A gente se vê, pessoal.


— Falou Owen, a gente agradece pela força. — disse Austin.


O Ranger Verde teleportou-se.


— É, turma, vamos fazer dessas férias as melhores de todos os verões.


Os heróis comemoraram efusivos com palmas e gritos em expectativa pela viagem internacional.


***


Naquele mesmo dia, uma detecção no computador de Barooma intrigou o cientista. Lokknon voltava de seu quarto, recomposto da dor de cabeça.


— Mas isso parece algo a ser investigado! — disse Barooma — Ah, olá, mestre! Recuperou-se da dor?


— Como sempre depois de tomar minha eficaz aspirina. — disse o imperador, voltando ao trono — O que descobriu de tão misterioso?


— O simulador permanece defeituoso! Há pouco gerou mais dois clones de monstros anteriormente derrotados!


— Vou eu mesmo consertar o simulador e cuidar pra que não escapem de lá. — disse Mudok.


— Espere, Mudok, é tarde demais para isso! Eles se encontram na Terra, logicamente se teleportaram com algum plano em mente!


— Mas já não tinham reaparecido todos? — indagou Aracna, fazendo suas unhas.


— Alguns não receberam versões virtualizadas! — revelou Barooma — Esses dois últimos que escaparam estão na Alameda dos Anjos!


— Então é mais prudente não consertar por agora, eles podem desaparecer se o sistema normalizar. — disse Mudok em recuo.


— Engana-se, Mudok! Posso afirmar seguramente que a avaria no simulador e o estado materializado dos clones não são interdependentes!


— Nesse caso, estou indo fazer os reparos. Com licença, mestre. — disse Mudok, saindo da sala.


— Alguma identificação de quem sejam esses meus dois antigos capangas que fracassaram em suas missões originais? — perguntou Lokknon.


Barooma voltou-se ao computador.


— Não são exatamente antigos... São mais recentes do que a grande maioria.


— Se eu adivinhei certo... — disse Lokknon com um sorriso confiante — Hahahaha, o último pesadelo que o Rangers enfrentaram voltará para assombra-los!


***


A manhã seguinte foi bastante movimentada na biblioteca municipal onde os Rangers marcavam presença em prol da feira do livro que ocorria bimestralmente. Vários autores, entre experientes e iniciantes, participavam do evento vendendo exemplares de suas obras em grandes tiragens e concedendo autógrafos e até entrevistas a veículos de mídia. O clube do livro presidido por Zoe montara estandes para compra, venda e troca de livros usados.


— E aí, pessoal, estão indo bem? — perguntou Zoe aos amigos.


— Tá de vento em popa, Zoe. — falou Austin — De todos os estandes, o nosso teve a fila mais longa.


— A Jessie cuida das vendas enquanto Tim das trocas e Austin das comprasde usados em bom estado. — disse Damian, que organizava planilhas.


— Ah, é tão bom te ver assim com essa carinha radiante. — disse Jessie a Zoe, que retribuiu.


— Pra ser bem sincera, gostamos mais das feiras do que das bienais. E tô amando mesmo, eu adoro esse lugar.


— Tá mais lotado que na última edição, não acha? — comentou a Ranger Amarela. — Talvez seja porque é a edição de verão.


— Aí, como é que se fala o nome desse monstro polvo gigante aqui? — indagou Tim, com um livro de H. P. Lovecraft — Cotulhu? Citulhu? Ou é Catulhu? Pra quê inventar nomes tão difíceis?


— Parece que vou ter que interromper meu trabalho pra te dar um curso básico sobre as obras de Lovecraft. — disse Damian.


— Cara, tomara que nenhum livro desse Lovecraft caia nas mãos do Lokknon. Li a primeira página e já tô com medo de passar pra próxima.


— Acho que você ainda é muito sensível pra livros de terror. — disse Jessie, jogando-lhe um livro.


— Cachinhos Dourados e os Três Ursos. Tá de onda comigo, isso aqui é pra bebês.


— Não foi esse o último que você leu? — indagou Damian.


— Ei, não foi, não. Na verdade, nem lembro qual foi.


— Porque deve ter sido há muitos séculos. — disse Damian, gerando risadas.


— Aí, Tim, experimenta ler esse aqui. — disse Austin, entregando outro livro.


— Tubarão. Não me diga que isso aqui é o livro inspirado no filme clássico?


— Não, pelo contrário, o livro que inspirou o filme. — recomendou Austin.


— Beleza, vou começar a ler agorinha. — disse Tim.


— Austin, você tem o superpoder de estimular as pessoas a novos hábitos. — disse Zoe.


— Eu ia sugerir um sobre amor não correspondido, mas acho que ele ia ficar chateado, hehehe. — disse Austin em voz baixa.


Na reserva florestal, próximo à cachoeira Angel Crystal, os borrões supervelozes do Morcego Púrpura e do Urso Pardo cruzavam a mata. Pararam na beira do lago.


— Meu biosonar capta algo localizado na gruta atrás da cachoeira. — disse o morcego-monstro.


— O que estamos esperando? Você não gosta de molhar? — insultou o urso monstruoso.


A dupla saltou hiperveloz, passando da torrente de água e entrando na gruta úmida.


— Logo ali adiante, minha visão noturna detecta um objeto de grande porte. — disse o Morcego Púrpura.


— Sinto um cheiro forte de combustível, é uma nave espacial, muito provavelmente. — dissera o outro.


— Pois fareje mais e fale menos, devemos ser sorrateiros, não sabemos o que iremos encontrar. Portanto, silêncio.


— Não discutimos que você era o líder da dupla. — retrucou o urso monstruoso, seguindo-o.


Em paralelo, Mudok adentrou na sua oficina e notou uma ausência.


— Não pode ser... — disse o androide, olhando para o suporte de Andreos. — Ele sumiu. Impossível, ele não escaparia, a menos que... Ah, claro.


Por um interfone, contatou Barooma:


— Mudok, estou ocupado tentando localizar os dois fugitivos do simulador! O que você quer?


— Barooma, me diga: algum Psycho-Bot entrou na minha oficina para recolher peças descartáveis?


— Conforme você mandou antes de partir na viagem com o mestre! Por que pergunta?


— Grrr, eu devia ter sido mais específico com aqueles palermas. Andreos não está aqui, certamente foi despachado a Terra junto as outras peças.


— Ainda continua estudando o mecanismo complexo dele? Para qual propósito, afinal?


— Não liguei para lhe dar satisfações. Tenho que descer a Terra e recuperá-lo antes que encontre algum hospedeiro.


— Se me der o código de rastreamento que você implantou nele, posso localizá-lo!


— Não, possuo um detector. Notifique o mestre, está bem? Não vou demorar.


Na gruta, as versões monstruosas de Flint e Mason descobriram uma nave encravada na parede.


— Ao que parece, esse lugar não foi o ponto de aterrissagem planejado. — avaliou o Morcego Púrpura — Veja, essas marcas indicam avarias.


— Então quem quer que seja o tripulante, fez um pouco forçado e acabou preso aqui. Será que a nave está aberta para fazermos uma visita?


Uma voz grave e autoritária soou:


— Não aceito visitas de estranhos! — disse Killvox que disparou lasers da sua arma, atingindo a dupla, as faíscas explodindo. O mercenário saltou e dera uma cambalhota, logo chutando os dois quase ao mesmo tempo e em seguida ficando de pé — Vou começar pelo maior! — sacou sua nova espada e foi desferindo golpes violentos no Urso Pardo que passou a defender-se com os braços e depois conseguiu desarma-lo num chute, a arma voando para cima.


— Espada de luxo essa. Você quem forjou? — disse o Morcego Púrpura, pegando a lâmina.


— Me devolva! — Killvox avançou, iniciando um duelo.


— Como se sente sabendo que não pode desarmar alguém que usa a sua espada melhor do que você? — insultou o monstro.


Porém, Killvox ficara de ponta a cabeça, chutando a arma, logo voltando a posição normal com a lâmina caindo de volta a sua mão direita atrás sem que ele visse. O caçador girou para desferir um corte brutal, mas o morcego se multiplicou em alguns clones, a lâmina destruindo um deles de primeira.


— Será que nesse escuro consegue descobrir onde estou realmente? — indagou um clone do Morcego Púrpura, chutando-o.


— A vantagem é que vocês não me conhecem. — disse Killvox, atingindo o verdadeiro morcego.


— Morcego Púrpura! — disse o Urso Pardo.


Killvox o advertiu, a espada em riste:


— Nem mais um passo!


— Admito que... É um bom espadachim. Mas sua escolha foi um mero acerto de sorte. — disse o morcego, reerguendo-se.


— Espere... — Killvox percebeu o emblema de Lokknon na testa do morcego. — Esse ícone... É a marca imperial de Lokknon! Significa que trabalham para ele! Como é possível que ele tenha me achado?


— Ele não, mas nós sim! — disse o urso — Pra início de conversa, nem sabemos quem você é!


— Sou Killvox, o mais temível caçador da galáxia! Coleciono troféus. Vocês querem ser os próximos?


— Podemos carregar o símbolo de Lokknon, mas não o servimos. — disse o morcego, aproximando-se.


— Temos nossa agenda própria e não deixaremos nem Lokknon e muito menos os Power Rangers atrapalharem. — disse o urso.


— Disse Power Rangers? Voltei a este planeta patético pra me vingar deles. Mas se querem uma aliança, não percam tempo comigo, eu trabalho sozinho. — disse o mercenário, passando pelo morcego.


— E no que vem trabalhando desde que voltou? — indagou o morcego.


— Aterrissei há três meses, venho procurando uma fonte de energia conhecida como Tipharex.


Killvox silenciou, caminhando de volta para a nave.


— Se sozinho não conseguiu encontrar esse tal de Tipharex, como espera derrotar os Rangers? — questionou o morcego — Unindo forças conosco, sua chance de sucesso é maior.


— Vocês traíram a Lokknon, o que garante que não me trairão também?


— Não temos nada a perder a não ser essa vida extra. — disse o urso-monstro.


— Nós somos fantasmas. — disse o morcego, aproximando-se de Killvox.


— E Lokknon quer apanhá-los? Vocês apreciam a liberdade como eu. Acho que... posso abrir minha casa aos dois. Sigam-me.


Killvox abriu a rampa de sua nave.


— Lokknon quer mesmo nos prender no simulador? — indagou o urso-monstro ao parceiro.


— Eu duvido. Ele espera agirmos a seu favor. Mas faremos isso por nós... e por ele. — referiu-se a Killvox.


— Sei que minha nave é agradável de se ver, mas não precisam ficar aí parados só olhando por fora. Venham conhecê-la por dentro.


Uma luz tênue pairava após a dupla entrar na nave.


— O que aconteceu com a iluminação? — indagou o morcego-monstro, caminhando.


— A energia central queimou. — respondeu Killvox — Por ora, me utilizo da reserva.


Ele abriu uma porta com checagem retinal. Entraram numa sala banhada por luzes azuis.


— Ele talvez concorde em nos ajudar... já que também possui uma rixa com os Rangers.


— Mas esse é o... — disse o morcego-monstro, diante do capacete de Andreos.


— O parasita que o Mudok tinha como papagaio falante na oficina dele. — disse o urso-monstro.


— Então ele pertencia ao Lokknon?! Que galáxia pequena. — disse Killvox, surpreso. — Por que não me disse que tinha vínculo com ele, seu pedaço de sucata? — bateu no capacete.


— Porque necessito de uma retribuição com compartilhamento de informações. — disse Andreos. — Se me colocar em sua cabeça, sucata será a última coisa da qual me chamará.


— Se você é um tecno-parasita, eu não terei nenhuma autonomia como hospedeiro seu. — contrapôs Killvox — Você está fora da missão.


— Não, eu quero muito ajudá-los, aqueles malditos heróis coloridos são meus inimigos. Killvox, agradeço por ter me encontrado, Mudok se desfez de mim e você é a única oportunidade que me resta. Façamos a nossa vingança juntos.


Killvox encarou a dupla.


— Tá olhando o quê? — disse o urso, rude. — Se quer cair na dele, vai em frente.


— Ligado a ele você pode se fortalecer, Killvox, pense bem. — disse o morcego. — Mas se você não quiser, a minha cabeça está livre e disposta.


O mercenário o barrou com a mão no peito.


— Eu o capturei, eu o usarei. — disse ele, voltando-se a Andreos — Mas com uma condição.


— Hum, já sei o que deseja. Qualquer exigência que fizer, atenderei com prazer.


***


A feira literária seguia movimentada. Tim dormia na mesa com o livro dado por Austin aberto sobre o rosto.


— Gente, o Tim apagou de vez. — apontou Jessie.


— Deixa, foi muita informação pra ele absorver. — brincou Damian.


— Espero que ele não tenha pesadelos com tubarões. — disse Austin — Vou dar uma olhada no estande da galera do clube. Damian, te deixo no comando por enquanto, beleza?


— Beleza, valeu. — disse o Ranger Preto voltando ao seu laptop.


Porém, pequenas esferas metálicas quebraram as janelas, liberando um gás rosado. O público se dispersou em alarido.


Zoe juntou-se a Austin com urgência na face.


— De onde vem essa fumaça? Ouvi vidros quebrando... — disse ela tapando o nariz.


— Granadas entraram pelas janelas... Mas acho que essa fumaça não é venenosa. — disse Austin olhando em volta o ambiente ser tomado pelo gás.


— E se for uma arma biológica? Salve-se quem puder! — disse Rob, membro do clube, correndo.


Tim acordou alarmado.


— O que tá rolando?


— Tim, vem logo, o Austin tá chamando! — disse Jessie, puxando-o.


Os cinco correram para um banheiro, seus comunicadores tocando.


— Tudo limpo. — avisou Damian.


— Na escuta, Sr. Dickerson. — disse Austin ao atender.


— Enquanto todos pensam ser um ataque terrorista, vocês devem encarar como mais ofensiva vinda de outros mundos. — disse o mentor — Aliás, de dois mundos.


— Dois mundos? — falou Zoe.


— Vão para fora e vejam por si mesmos. Karen e eu ficamos meio... chocados.


— Tá legal, estamos indo. — disse Austin, desligando e sacando seu morfador — Seja quem for, vamos detonar e depois retornar com a feira. Hora de morfar!


Na área de estacionamento aberto, a fumaça que alastrava-se era azul. Os Rangers uniformizados chegaram no meio daquele espaço.


— É só um efeito pra chamar nossa atenção. — disse Jessie.


— Vi várias pessoas tossindo. — disse Zoe — Essa fumaça tem sim efeito tóxico.


— Uma mescla de poluentes alienígenas. — disse Damian, conferindo no visor.


— Apareça quem for responsável por isso, agora! — mandou Austin, impaciente.


A figura de Killvox, alterada pela fusão com Andreos, se esclarecia em meio a fumaça.


— Mas esse aí não é o... — disse Tim.


— É ele mesmo. Só que... — disse Damian, notando as mudanças.


Killvox se apresentou com altivez.


— Killvox. — disse Austin — E eu que pensava que tínhamos acabado com você lá no planeta Tubbie!


— Um guerreiro não se mede pela espada que empunha. — disse o mercenário — Aquela humilhação que sofri terá hoje a sua retribuição!


— O que veio fazer aqui na Terra? Por que voltou? — questionou Zoe.


— Além de me vingar? Nada demais.


— Tá, tanto faz, nenhum de nós se importa com o que você veio fuxicar. — disse Tim.


— Desde que vidas inocentes não sejam alvos. — relembrou Damian.


— Voltou de roupa nova, mas ainda são cinco contra um e muito mais fortes. — disse Jessie, desafiadora.


— Mas desta vez engoli meu orgulho e fechei algumas parcerias vantajosas — disse o caçador, olhando para o led de Andreos.


— Estou me sentindo tratado como um mero acessório. — resmungou o tecnoparasita.


— Cale-se, você me deu a dominância e não vou abrir mão dela!


— Eu tô lembrado dessa voz... — disse Austin — Espera aí, agora que reconheci, esse é o Andreos, o parasita tecnológico!


— Mas como ele sobreviveu? — disse Damian.


— O metal que compõe minha estrutura sobrevive aos impactos mais destrutivos. — disse Andreos — Killvox é o hospedeiro que merece os benefícios que só eu ofereço.


— Aí, ninguém merece ficar colado num fungo de metal perdendo o controle. — dissera Tim.


— A diferença é que Andreos me concedeu autonomia em 90% das minhas funções. — explanou Killvox.


— Depois reduz para 80%, 70%... — disse Damian.


— Está insinuando que vou trair Killvox? — disse Andreos — Se dizem que a união faz a força, não há nada de errado em colocar isso em prática.


— Nenhum de vocês irá me convencer de que fiz um mau negócio! — disse Killvox, que forjou dois canhões. — Vou faze-los pagarem o preço mais caro! — disparou com os canhões


— Barreira Z! — disseram os Rangers, tocando as mãos moa ombros de Austin cujo emblema de projetou como um escudo holográfico, rebatendo os tiros de d energia azul e desequilibrando Killvox e Andreos com as explosões de faíscas.


De repente, dois raios elétricos, roxo e marrom, atingiram os Rangers que voaram com a explosão tremenda.


— E agora? De onde foi que veio esses golpes? — quis saber Tim.


— Ali em cima! — apontou Jessie.


O Morcego Púrpura e o Urso Pardo estavam no alto do prédio da biblioteca.


— Eu tô vendo direito? Eles não podem ter voltado... — indagou Zoe.


— Pior que sim, galera. — disse Owen, correndo até eles — Estão todos bem?


— Estamos sim... mas, você sabe de alguma coisa a respeito de Flint e Mason terem voltado a serem capangas do Lokknon? — indagou Damian.


— Haha, que ingênuos, acham que somos as versões originais. — disse o urso-monstro.


— Não precisam falar nada, já sabemos que estavam morrendo de saudades. — disse o morcego-monstro, descendo com o parceiro.


— Não, isso não é possível... — disse Jessie em negação.


— Destruímos as células de morfagem malignas. — disse Zoe.


— O gás que o mentor imbecil de vocês criou pra anular nossos poderes teve o efeito cancelado. — disse o morcego.


— Era temporário, voltamos ao estado que nos torna quem queremos ser de verdade. — falou o urso.


— Killvox, Andreos, vocês ficarão aí parados? Onde está a nossa vingança?


— Então os quatro juntos nessa pra nos detonar. — falou Austin. — Podem vir com tudo, derrotamos vocês uma vez e será ainda mais fácil repetir a dose. Prontos, amigos?


— Colete Zoomorph! — as armaduras surgiram.


— Não são os únicos com novidades! — disse Killvox, que avançou com duas espadas no lugar das mãos. Austin e Owen lutaram com a dupla fusionada, enquanto os demais lidaram com os fantasmas virtuais.


Austin esquivava dos golpes de Killvox e o chutou num pulo no peito. Owen veio num salto com a adaga Kong energizada, desferindo um corte vertical que explodiu faíscas no corpo de Killvox. Mas o caçador resistiu e atacou com as pontas da espadas no peito de Owen o mandando contra um poste de placa. O Ranger Verde tomou impulso e avançou.


— Sabre Kong, materializar! — atacou furiosamente em golpes intensos que chocavam-se com as lâminas de Killvox defendendo-se enquanto voava baixo para trás.


Andreos disparou um laser, jogando Owen para longe.


— Cartão da Fera! — inseriu no colete. — Modo Fúria Animal, ativar!


Killvox lançou dois cortes de energia das lâminas, Austin, ativando o Fúria Animal e correndo ate ele, logo os cancelando ao mover as garras das patas leoninas, rebatendo para os lados com explosões de faíscas. Foi desferindo golpes que Killvox defendia com as espadas intercalando com chutes e ataques das lâminas.


— Estou orgulhoso de vocês, Rangers! Acho que finalmente estamos equilibrados pra uma luta mais justa! — disse Killvox.


— No mesmo nível você e a gente? Vamos descobrir! — disse Austin. — Ciclones Flamejantes!


Os redemoinhos de fogo foram lançados contra Killvox. Andreos criou uma barreira eletromagnética.


— Idiota, deveríamos revidar em ataque! — repreendeu o mercenário.


— Confie em mim, ele chegará no limite de suas forças.


— Mas quanto tempo será que vocês dois aguentam? — questionou Austin.


Enquanto isso, os Rangers enfrentavam dificuldade contra os fantasmas virtuais. Zoe e Tim lançaram ataques aquáticos contra o urso-monstro, que ativou sua invulnerabilidade.


— Que banho relaxante, hahaha! — zombou ele, emanando uma aura de energia e baixou suas patas lançando uma onda de energia atravessando o chão que provocou fortes explosões faiscantes os derrubando.


O falso Mason lançou bumerangues. Damian os destruiu com tiros e avançou com sua bola batedora, atingindo o morcego-monstro, que foi arremessado contra Jessie vinda do lado oposto. Ela o chutou com as patas de águia, jogando-o contra uma van.


— Voltamos mais fortes do que antes e iremos provar isso! — disse o morcego-monstro, reerguendo-se e disparando sua aura em Jessie e Damian que foram atingidos com explosões.


A barreira eletromagnética de Killvox e Andreos enfraqueceu, e os ciclones de fogo os atingiram, jogando-os ao chão.


— Eu avisei que a defensiva era uma péssima ideia! — criticou Killvox, caído.


Owen subiu em um carro no seu Fúria Animal.


— Fiquem onde estão porque tá na hora da massagem do gorila! — com os punhos primatas disparou pulsos energéticos em socos que atingiam Killvox com uma força brutal fornaso uma cratera que se aprofundava a cada golpe.


— Não consigo me mover! — disse Killvox.


— Não reclame da dor, resista e invista! — orientou Andreos.


— Nada de dor, só sinto uma pressão esmagadora!


— Continua assim, Owen! — disse Austin. — Ele vai afundar até o subsolo!


— Não se depender de mim. — disse Mudok, surgindo em teleporte sobre um carro. — Mas que decepção, Killvox. Você retorna a Terra, apanha meu tecno-parasita, faz dele a sua arma e ainda assim perde pra esses fedelhos. Lastimável.


— Mudok! Cai fora, não se mete numa briga que não é sua! — disse Owen.


— É minha sim quando algo que me pertence está envolvido. — disse Mudok, que sacou uma pistola.


Ele disparou um laser azul em Killvox, paralisando-o e desafixando Andreos. O parasita regrediu a sua interface original e saiu flutuando preso em uma bolha elétrica do disparo.


— Killvox, foi um prazer trabalhar com você, uma pena nossa aliança ter durado menos do que deveria! Adeus!


— Andreos, não! Mudok, seu cretino!


— De agora em diante não sairá da minha oficina, sua servidão é exclusiva a mim e ao mestre. — disse Mudok.


— Eu nunca prometi isso. Killvox ao menos me deu um propósito maior!


— Vou desliga-lo pra não aturar reclamações. Até mais, Killvox, você está no seu devido lugar de mérito, hahahaha. — disse Mudok, logo partindo em teleporte.


— Um dia... um dia serei eu que vou rir da sua desgraça, Mudok. — disse Killvox. — Andreos foi o único parceiro confiável que tive e foi tirado de mim!


— Chega, Killvox, você perdeu! — disse Austin, desativando o Fúria Animal com Owen. — Vou pedir pro Sr. Dickerson chamar os Combanautas pra te prenderem!


— É isso aí, vai sair daqui algemado! — reforçou Owen.


— Eu não seria estúpido de facilitar esse trabalho! — disse Killvox, saltando para um carro. — Ninguém captura um caçador igual a mim! E nenhum de vocês saberá onde fiz morada nesse planeta ridículo!


O mercenário desapareceu em teleporte.


— Então ele não está só de passagem. — disse Austin — A missão atual dele o obrigou a ficar aqui na Terra por mais tempo.


— Ele é um turista bem reclamão. — disse Owen.


— Os outros precisam de nós, vamos!


— Agora que Killvox e Andreos fracassaram, não temos escolha senão apelar. — disse o morcego-monstro.


— Apelar pra quê, Mason? — perguntou Austin, juntando-se aos amigos.


Karen fez contato:


— Crianças, esses não são Flint e Mason, eles não sofreram com nenhuma recaída.


— O meu gás reversor era 100% eficaz e de efeito permanente. — salientou Dickerson. — Obviamente que esses dois não passam de fantasmas renascidos do simulador de Lokknon. Flint e Mason estão bem, vivendo suas vidas normais.


— Ai que alívio! — disse Jessie.


— Por um instante eles nos fizeram acreditar. — disse Zoe.


— Pois voltem a se preocupar porque temos um trunfo que vira o jogo. — disse o morcego-monstro, olhando para cima. — Ouça aqui, Lokknon: não trabalhamos pra você! Nos unimos a Killvox e Andreos como um time livre e dedicado a eliminar os Rangers!


— Nem adianta falar que somos crias do seu simulador! — disse o urso-monstro. — Não somos sua propriedade! Entendeu? Estamos livres!


Lokknon reagiu intempestivo:


— Mas que ultrajante! Não passam de simulações virtuais que ganharam vontade própria! Saíram da minha nave, portanto me pertencem! Se vencerem os Rangers, esse crédito será inteiramente meu!


— Eles se rebelaram contra o Lokknon, por essa não esperava. — disse Jessie.


— O fator que desencadeou na materialização dos monstros no simulador também os tornou independentes. — explicou Damian.


A dupla removeu o emblema de Lokknon de seus corpos. — Não respondemos a nenhum império. — disse o morcego-monstro.


— Nós nos bastamos.


Ambos fincaram as mãos no peito um do outro. — Caramba! — falou Owen.


— O que eles estão fazendo? — surpreendeu-se Zoe.


— Feriram um ao outro?! — indagava Jessie.


— Isso tá ficando sinistro! — reagiu Tim. — Esses dois são mais malucos que os originais!


A dupla se envolveu em uma aura de duas cores, os corpos de ambos unificando-se em pura energia. O resultado foi uma perfeita amálgama dos dois.


— Agora tremam diante de Grizzonar! — disse a criatura híbrida.


Dickerson e Karen se espantaram.


— Se polimerizaram! — disse o mentor.


Lokknon tomou sua decisão.


— Eles acreditam não precisarem de mim. Vão agradecer ajoelhados aos meus pés se forem vitoriosos. Barooma, laser regenerador!


— Prontamente, milorde! — disse o cientista.


O raio verde caiu sobre Grizzonar, tornando-o colossal.


— Problema gigante, solução maior ainda! — disse Austin. — Precisamos do poder Megazord agora!


As cinco máquinas animais saíram dos hangares e correram para a batalha. Os Rangers saltaram para os cockpits, sacando suas chaves.


— Chaves de comando! — inseriram e giraram. — Ligado!


— Iniciar sequência Megazord! — disse Austin.


Os zords se conectaram, montando o Megazord Z, que pousou à frente de Grizzonar. O monstro atacou com ondas vibratórias saídas da boca. Ativando o Escudo Selvagem, o Megazord se defendeu, mas foi empurrado.


— O Escudo Selvagem não cobre a defesa exigida. — disse Damian.


— Essa potência quase fez a gente voar! — comentou Tim.


— Nesse caso, o Owen pode nos ajudar! — disse Austin.


— Eu não ia esperar vocês tomarem um golpe bruto. Hora do meu parceiro entrar em cena! — disse Owen, logo soprando o apito da adaga Kong ao chamar o Gorila Esmeralda.


O zord saíra da caverna batendo no peito e rugindo, logo chegando ao confronto. Owen saltou ao cockpit.


— Aí Austin, o que acha de mostrarmos a esses idiotas que temos uma verdadeira fusão de primeira classe?


— Só se for agora! Iniciar conexão Megazord!


O Gorila Esmeralda se desmontara, as partes fixando-se ao Megazord Z.


— Megazord Z x2! — disseram em uníssono.


— Continuem achando que estão com toda vantagem! — falou Grizzonar, que lançou esferas espinhosas.


— Dupla Lança Selvagem! — bradou Austin.


Com a lança de dois gumes, o robô rebateu as bolas, mas Grizzonar liberava mais, atingindo o Megazord.


— A velocidade dos disparos é demais! — falou Damian.


— Bom, sendo assim... Modo Velox x2! — disse Austin.


O Megazord atacou com a lança, mas Grizzonar defendeu com os braços, segurou o cabo e disparou novas ondas ultrassônicas, afastando o robô.


O Megazord liberou as asas de águia e voou, avançando com a lança. Grizzonar lançou novas ondas vibratórias que frearam a arma. — Esses túneis de vibração... são fortes demais! — dissera Zoe.


Grizzonar emanou sua aura bicolor e a disparou no Megazord, derrubando-o. O Velox x2 desativou-se.


— Ainda acham terem a melhor combinação? Acordem! Nossos poderes unificados são incomparavelmente maiores do que separados! — disse Grizzonar.


O Megazord reergueu-se para o round final.


— Tá cantando vitória cedo demais! — disse Owen. — Temos que contar com os protezords, todos eles! — determinou Austin.


Dickerson fez contato.


— Ou apenas um em especial.


— O que quer dizer, Sr. Dickerson? — indagou Austin.


— Austin, você acaba de liberar um segundo protezord exclusivo seu, conheça a salamandra.


— Ganhei outro protezord!? Haha, maneiro! — celebrou Austin.


— Oh, aí sim, cara! — disse Tim.


— Uma salamandra, interessante. — disse Damian.


— Parabéns! — falou Zoe ao líder.


— O líder merece, né? Vai que é tua, Austin, vamos arrebentar! — disse Owen.


— Que tipo de arma será que forma? Ai tô louquinha pra saber! Austin, chama logo! — apressou Jessie.


— Vamos descobrir isso agora, galera! Protezord Salamandra, venha!


O réptil robótico de cores vermelho e laranja veio saltando entre os prédios, atraído ao Megazord, formando uma tesoura de jardinagem.


— Uma tesoura? Mas o que podemos cortar? — questionou Austin


— O brinquedinho novo de vocês não nos assusta! — disse Grizzonar, disparando estacas em forma de asa.


O Megazord usou a tesoura para cortá-las.


— Haha, melhor tesoura que já usei! — disse Austin aprovando o teste. O robô atacou com tesoura, prendendo o corpo de Grizzonar que explodia faíscas — Será que dá pra partir ao meio?


— Será que dá pra partir ao meio?


Dickerson contatou novamente:


— Austin, a salamandra possui um modo alternativo de combate no qual forma uma espada flamejante capaz de eliminar o oponente como a Insígnia Feroz. É isso que faz dela o protezord mais poderoso entre todos.


— Uma espada?! Esse já é meu favorito! — disse Austin. — OK, protezord Salamandra modo espada, ativar!


A tesoura se transformou em uma espada se inflamando em chamas. O Megazord desferiu pesadamente um corte vertical no híbrido que caíra para trás explodindo fatalmente. A euforia dos Rangers foi instantânea tal qual a dor de cabeça de Lokknon.


A euforia dos Rangers foi instantânea, assim como a dor de cabeça de Lokknon.


— Boa notícia: consertei o simulador. — disse Mudok, voltando à sala central.


— Má notícia: os Rangers venceram e o mestre tá morrendo de enxaqueca. — disse Aracna, lendo sua revista.


— Por isso é errado dar segundas chances! — reclamava Lokknon, atordoado. — Minha aspirina, Mudok!


— É pra já, mestre. Lamento por mais esse desgosto.


— Eu nem tive chance de reencontrar o Killvox, preferi responder o quiz dessa revista. — disse Aracna, meio triste. — Onde será que ele vive agora que se instalou na Terra?


***


Na manhã seguinte, ocorria o evento de celebração ao centenário da biblioteca municipal organizado pela prefeitura com a participação de diretores e corpos docentes de todas as instituições da cidade A cerimônia ao ar livre reunia um grande público que estava ansioso para a inauguração da estátua oficial do fundador da biblioteca. O diretor Brewster subiu ao palco para proferir um anúncio:


— É com imenso prazer que comunico a todos os alunos, pais e responsáveis que oficializamos o acampamento de verão da Angel Grove Middle School para este fim de semana!


Os estudantes foram à loucura. O prefeito da Alameda dos Anjos assumiu o microfone:


— Para homenagear esse grande expoente da literatura, tenho a honra de chamar esses bravos heróis para carregarem a estátua de Phillip Corben e receber a medalha de honra ao mérito. Que venham eles... Os Power Rangers!


Os seis heróis saíram da carroceria de um caminhão levando a estátua rumo ao ponto de fixação. O público aplaudia calorosamente, abrindo caminho. Entre eles estavam Flint e Mason, sorrindo e aplaudindo com entusiasmo. Flint assobiou com os dedos na boca e Mason erguendo seus aplausos e gritando "Uhuu!".


Após fixarem a estátua, os Rangers foram chamados ao palco pelo prefeito. Receberam as medalhas com emoção e fizeram uma reverência teatral ao público, que os idolatrava como os legítimos protetores e guerreiros da justiça que mereciam ser considerados.


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