Power Rangers: Esquadrão Z
63 O X da Questão (Parte 6)
Notas iniciais
Na manhã seguinte, os cinco principais Z-Rangers se deliciavam com um brunch na Cantina do Earl. Os comunicadores tocaram. A turma levantou para ir ao corredor da entrada, mas Earl os pegou no flagra.
— Ahá, lá vão vocês saindo de novo sem nem terminar de lamber os dedos, hein.
— Trabalho do colégio, Earl, tem que agilizar. — mentia Austin.
— Trabalho em grupo. — reforçou Jessie.
— Mas outro dia fazemos a farra do brunch pra não sobrar nenhum farelo. — prometia Tim.
Os heróis se despediram indo ao corredor. Austin atendeu ao chamado.
— Na escuta, Sr. Dickerson.
— Rangers, encontrarmos algo das profundezas dos arquivos da Intercorp. Algo que, pra ser sincero, nem gostaríamos de ter desenterrado.
— Já estamos indo. — disse o líder — Ficar na curiosidade é que não vamos, né? Vambora.
Os cinco teleportaram-se a Central de Comando em pilares de luzes nas respectivas cores. Ao chegarem, foram se aproximando.
— Será que essa coisa que tava enterrada é um dos podres da Intercorp como aqueles babacas disseram? — indagou Tim.
— Pode-se dizer que, de certa forma, é um esqueleto no armário que foi muito bem escondido. — relatou Dickerson soando preocupado.
— OK, nós literalmente infringimos as normas e acessamos os arquivos proibidos usando hack avançado. — disse Karen.
— O Comandante Leozor não vai ficar uma fera se souber? — perguntou Zoe.
— Por falar nele, tentamos contato hoje cedo pra obter autorização, mas... — disse Dickerson cruzando os braços — Ninguém respondeu.
— Aconteceu alguma coisa, tá na cara que eles aprontaram. — disse Jessie.
— Bem, Rangers, quero que assistam essa gravação de uma reunião do conselho da Intercorp de 1975. — falou Dickerson pondo na tela principal o vídeo em preto e branco — Isso talvez mude a percepção de vocês como mudou a nossa.
Após o play, os Rangers assistiram atentamente a filmagem na qual membros do conselho discutiam medidas para refrear o Esquadrão X em caso de rebelião tendo em vista que eles tinham passagens criminais documentadas. A decisão unânime acabou sendo a de forjar uma missão falsa num planeta com dias contados para destruição através de uma estrela em colapso, tudo para evitar a realização do temor de alta possibilidade que jogaria a corporação do auge a queda em tempo recorde.
Os heróis se viam estarrecidos ao término do vídeo.
— O conselho... armou toda a missão pra se livrar do Esquadrão X. — disse Austin.
— Por isso foram deixados para serem engolidos pela estrela junto com o planeta. — falou Zoe visivelmente chocada.
— Tá difícil acreditar, foi cruel fazer uma coisa dessas. — opinou Jessie.
— Então os caras maus são os conselheiros e não eles? — questionou Tim.
— Peraí, sejamos sensatos: o conselho tomou essa medida porque viu um potencial de perigo neles, afinal tinham fichas criminais. — disse Damian.
— Poderiam estar tramando um golpe na Intercorp já naquela época. — falou Austin.
Damian estalou os dedos com um piscadela apontando para o líder, concordando.
— O que também nos chocou foi o fato da Intercorp transformar delinquentes em cadetes como num programa reformatório. — destacara Karen.
— Não há mocinhos nessa história. Foi essa mudança de visão que tivemos. — falara Dickerson — A antiga gestão da Intercorp previu a tentativa de golpe pelo Esquadrão X, e provavelmente estavam certos, mas faltaram com a ética e a moral encaminhando eles para um fim terrível.
— Então dá pra dizer que... eles estão certos em se vingar? — perguntou Tim.
— Acorda, Tim. — disse Zoe — Mesmo que tenham sido vítimas do conselho, eles não viraram heróis injustiçados se querem destruir o que a Intercorp é hoje em dia.
— Bem observado, Zoe. — falou Dickerson — A gestão atual não merece pagar pelos erros do passado. Aquela formação do conselho tinha uma política extrema que hoje é impraticável.
— O Owen, o Flint e o Mason não vão ficar sabendo? — perguntou Jessie.
— Enviamos o vídeo por mensagem nos celulares deles. — informou Karen — Estavam ocupados pra virem.
Naquele instante, o trio viera em teleporte.
— Chegamos em boa hora? — indagou Mason.
— É, se pouparam de ver em tela maior o lado sujo da Intercorp. — disse Damian.
— Vimos o vídeo, achei meio sinistro. — disse Owen.
— Mas não vamos ficar com pena daqueles otários só porque levaram rasteira dos chefões. — disse Flint.
— Não mesmo, esse vídeo não muda o fato de que eles são bandidos e querem acabar com a Intercorp sem ver que hoje ela é diferente. — sintetizou Austin.
— Atenção, mensagem do Esquadrão X. — anunciou Karen, tensa ao ver o sinal piscando na sua tela — Dickerson...
— Sim, abra. — decidiu o mentor, corajoso.
Karen o fez receosa, um vídeo logo abrindo e preenchendo a tela. Kronan estava na Terra e transmitia a mensagem:
— Uma proposta de desafio ao tão estimado Esquadrão Z: venham hoje, as quatro horas, neste lugar onde estou agora. — mostrou parte do local, um ferro-velho abandonado — Temos uma surpresa a fazer. Se atrasem... e verão um show de fogos de artifícios no espaço.
— O que será que ele quis dizer com isso? — Tim indagava.
— Explodir a Intercorp? — especulou Jessie.
— Bem possível. — disse Karen — Na mensagem cifrada do comandante Leozor, ele diz que há uma bomba de nananorrobôs no supercomputador da estação que detona se houver contato conosco.
— Topamos o desafio. O que rolou em Kelton entre nós e eles não vai se repetir. — falou Austin.
***
No horário exato combinado, os Rangers se encaminhavam para o confronto final no ferro-velho desativado onde se viam pilhas de veículos com peças sucateadas além de máquinas pesadas. Numa área aberta, os dois quintetos iam de encontro encarando uns aos outros em passos largos e firmes.
Ambos os grupos, desmorfados, pararam a uma distância segura.
— Ora, ora, eu não imaginava que o inexperiente Esquadrão Z fosse tão pontua. — ironizou Kronan.
— Ei, será que não vieram de teletransporte? — questionou Dresh sorrindo cínico — Isso aí é trapaça.
— Não é não! — retrucou Jessie fuzilando o Ranger X4 com o olhar.
— Olha aí, eu sabia que ela era gatinha. — atiçou Dresh que fez gesto de beijo para ela.
Jessie reagiu com nojo puro mesclado a repulsa.
— Pra quê aquele foguete, Kronan? — perguntou Austin — O que vocês pretendem?
— Essa é a surpresa do show que preparamos. — disse o Ranger X1 que com um controle remoto.
O foguete atrás dos renegados estava sobre uma plataforma redonda construída por Thalo a qual girou com a ativação do controle, mostrando o foguete em 360⁰. Porém, um detalhe no veículo espacial deixara os Rangers perplexos.
— Não pode ser... — disse Zoe, atônita.
— Diz que é pegadinha. — falara Tim, chocado.
— Dessa vez foram longe demais. — afirmou Damian.
Leozor estava acorrentado ao foguete com uma mordaça de ferro. O nome da NASADA via-se no veículo. Dickerson e Karen se atarantaram.
— Comandante Leozor! — disseram em uníssono.
Owen, Flint e Mason também assistiam.
— Foi por isso que não deu pra fazer videochamada com ele mais cedo. — disse Owen.
— Covardes. — falou Mason — Se é algum tipo de desafio valendo a vida do comandante, eles vão jogar na maior sujeira.
— A gente tinha que entrar sorrateiro pra tirar ele de lá. — sugeriu Flint.
— Não, pode ser arriscado demais. — negou Dickerson voltando-se ao trio — Fiquem tranquilos, vocês agirão na hora certa.
Leozor soltava grunhidos como pedidos de socorro.
— Se nos derrotarem, o lançamento do foguete é cancelado e vocês resgatam o comandante mais frouxo que eu já vi. — explicava Kronan — Mas se vencermos, o foguete é lançado com rota programada a estação da Intercorp.
— Onde tudo vai fazer kaboooom. — disse Dresh.
— Num espetáculo de cinema. — completou Wyvoll.
— Não vai nada, não vamos deixar isso acontecer! — declarou Austin fortemente.
Karen se apavorou.
— Ah não, eles vão transformar esse foguete num míssil que vai atingir diretamente a estação. Se por pouco eles vencem essa luta...
— Sim. — concordou Dickerson — Será o fim.
— Roubaram esse foguete da NASADA! — apontou Jessie.
— Eles roubaram. — disse Kronan — Eu cuidei de fazer uma visitinha a estação pra convidar Leozor a nossa festa. Ele sabia que seria desfeita recusar.
— Tudo numa noite só?! Vocês estão mesmo cegos de vingança. — disse Zoe.
— Pra estarem tão obstinados a ponto de montar esse plano maquiavélico. — disse Damian.
— OK, chega de conversa, nada de diplomacia. — falara Kronan — Agora, parceiros!
Se alinharam lado a lado.
— Transmutação X! — bradaram juntos.
Os X-Rangers foram tomados de auras, logo morfando em suas formas Ranger, os capacetes se destacando em energia. Sacaram suas armas de tiro laser de longo alcance. Já os Z-Rangers sacaram suas células e morfadores.
— Muito bem, pessoal! Prontos? — disse Austin.
— Prontos!
— É hora de morfar! — bradou o Ranger Vermelho.
— Touro Ônix!
— Tubarão Cobalto!
— Arraia Rósea!
— Águia Flavescente!
— Leão Escarlate!
O quinteto renegado abriu fogo em conjunto. Os Z-Rangers correram em grito de guerra até eles, os lasers causando uma intensa explosão de fogo atrás.
— Colete Zoomorph! — acionaram todos juntos, as proteções corporais surgindo.
Os X-Rangers avançaram.
Austin invocara seus punhos selvagens socando Kronan que defendia-se com os braços e com sua arma. O Ranger X1 girou dando um chute duplo que mandou Austin contra um carro sucateado onde caiu explodindo em faíscas. Kronan disparou lasers que explodiram fortemente atrás de Austin, o Ranger Vermelho saltando com a força da explosão flamejante.
— Modo Fúria Animal, ativar!
Ao acionar a forma aumentada, Austin partiu para cima com suas patas leoninas tentando golpear Kronan que desviava hábil. O Ranger X1 chutara as duas patas e disparou lasers, mas Austin fizera defesa com elas sendo empurrado com os pés arrastando.
— Você verá um poder de fogo inédito! — disse Austin — Ciclones Flamejantes!
As patas giraram incendiando, logo lançando os redemoinhos de fogo contra Kronan que acessara uma forma monstruosa correspondente ao poder Arachnida numa aura sombria. Quando os ciclones se aproximavam, Kronan elevou sua aura com as mãos estendidas, absorvendo o calor das chamas para nutrir uma esfera de energia similar ao ataque final combinado dos X-Rangers. Disparou a esfera, atingindo Austin em cheio. O Ranger Vermelho foi jogado rolando deitado no ar até cair sobre dois carros empilhados, resultando numa explosão.
Já Jessie travava sua revanche contra Dresh que disparava lasers enquanto ela dava cambalhotas escapando das explosões de faíscas. Avançou em voo baixo com as garras raptoras fazendo um corte em X, mas Dresh esquivou rolando para o lado, o ataque explodindo poeira. Jessie foi chutando-o no ar até voltar ao chão usando suas garras. Dresh defendia-se com a arma e com o braço esquerdo, resistente.
Com um chute, elevou Jessie ao ar onde ela rolou e no instante certeiro disparou lasers que a atingiram no uniforme.
— Você pra mim fica mais linda quando tá brava, sabia? — disse o Ranger X4.
— Ah, é? Pois vou te fazer mudar de opinião agora mesmo! — disse Jessie em posição — Modo Fúria Animal, ativar!
— Transformação maneira! Mas a minha impõe mais respeito, olha só!
Dresh acionou sua forma monstruosa, logo disparando tentáculos de energias como corpos de centopeia e manejando como chicotes que Jessie atacava com as garras.
— Grande coisa! Só ficou mais alto e mais feio do que já era!
Jessie energizou as garras da pata direita, baixando-as com força nos tentáculos e gerando uma explosão de fogo atrás que logo estourou poeira.
— Eu renuncio a vingança e até te convido pra sair comigo se adivinhar quantos dedos tenho aqui atrás. — falou Dresh escondendo as mãos.
— Tá me achando com cara de idiota!?
— Idiota você não é, mas garotas baixam a guarda fácil demais.
Dois tentáculos brotaram atrás de Jessie, logo agarrando-a e a tirando do chão. Zoe fez menção de ir salva-la, mas Makeena barrara e disparou lasers que caíram explosões em torno da Ranger Rosa.
— Daqui você não passa sem me enfrentar, fofinha.
Zoe levantava, destemida.
— Modo Fúria Animal, ativar! — disse Zoe saltando para a direita quando Makeena disparou mais lasers que explodiram em fogo — Canhão-Bolha! — disparou as bolhas agressivas.
Makeena, porém, elevou sua aura e com apenas a mão esquerda anulou a rajada de bolhas.
— Isso é alguma piada?
Zoe insistiu, as bolhas grudando no corpo de Makeena que recuava lento. Zoe virou de costas estalando os dedos.
— Se for uma piada, sou eu quem estou rindo agora!
As bolhas estouraram de uma vez, salpicando faíscas do traje de Makeena que gemia de dor. Jessie acabou arremessada, caindo sobre um carro com explosões faiscantes e enfim ir o chão.
— Isso não fica assim! — disse Makeena, irritada, logo acessando sua forma monstruosa baseada em Maripha, um dos patronos de Artropopha.
Zoe voltou-se a ela recebendo um ataque de energia das asas que a fez voar com a explosão resultante. Tim saltava para o lado escapando dos tiros explosivos de Thalo.
— Modo Fúria Animal, ativar! — ao voltar para o chão, disparou com seu hidro-canhão.
Thalo usou os braços cruzados em defesa sendo empurrado, logo ativando sua forma aumentada, lhe dando o poder de dobrar a água, transformando numa esfera grande que foi lançada contra Tim. O Ranger Azul fora preso na esfera d'água.
Thalo lançara raios de energia azul das patas de crustáceo salientes perto dos ombros, destruindo a esfera que explodiu em vapor, Tim caindo sobre um pilha de peças com raios dançando em volta do corpo.
Já Damian lidava penosamente contra Wyvoll que era um ágil combatente. O Ranger Preto golpeava com sua marreta, mas o Ranger X5 defendia com notável resistência. Damian bateu a marreta sobre os braços de Wyvoll defendendo cruzados.
O Ranger X5 energizou-os, empurrando Damian para longe, o Ranger Preto quase voando.
— Admite a derrota que você passa menos vergonha, nerd!
— Nunca! Modo Fúria Animal, ativar!
Damian rapidamente girou sua esfera batedora para cima fazendo-a adquirir mais massa e tamanho, em seguida lançando-a contra Wyvoll que respondeu acessando sua transformação monstruosa, o que possibilitou lançar finos tentáculos espinhosos verdes de energia que envolveram a bola metálica, parando-a.
— O que você fez?
— Embrulhei pra presente! Mas vai ficar comigo!
— Grr, larga... — dizia Damian tentando puxar a bola de volta num cabo de guerra.
— Quem tem mais força? Você pra puxar de volta ou eu pra arrancar?
Com o emanar de sua aura, Wyvoll levará a melhor ao separar a esfera da corrente.
— Acho que sou eu! — disse ele largando de lado a bola arrancada para criar pequenas esferas espinhosas em volta com sua energia.
— Não pode ser... Ele arrancou minha esfera batedora sem quase nenhum esforço!
— Se achou aquilo impressionante, isso aqui é supimpa!
O Ranger X5 lançou os orbs pontudos que acertaram Damian como se fossem manipulados com a mente. Depois pegaram impulso para caírem sobre o Ranger Preto e faze-lo voar numa tremenda explosão de fogo.
— Super Fúria Animal, ativar! — bradou Austin saltando como um leão bravo de onde havia caído — Rugido do Rei!
A vibração do rugido lançou Kronan direto a um caminhão que foi esmagado pelo seu peso com faíscas explodindo dos cantos.
— Amigos, vamos apostar tudo numa combinação do Super Fúria Animal! — sugeriu Austin — Depressa!
Os demais reergueram-se e acionaram o Super Fúria Animal em simultâneo. Os quatro foram até Austin reunindo-se. Kronan levantou-se e caminhou meio manco ainda em sua forma monstruosa.
— Formação agregada, já!
Os outros X-Rangers vieram por teleporte para próximo do líder e os cinco ergueram suas mãos que energizaram-se alimentando com seus poderes uma espada de energia formada acima de Kronan como seu braço direito.
— Rangers, dez segundos! — alertou Dickerson, aflito.
— Não vai dar tempo... — falou Karen, apreensiva.
A espada energética dos X-Rangers fora baixada numa fração de segundos antes dos Z-Rangers investirem no ataque somatório, causando uma explosão intensa de poeira. Os heróis caíram rolando com o Fúria Animal e sua extensão desativando na hora. Aracna, assistindo com uma tigela de pipoca, desapontou-se.
— Ah, eles nem voltaram as suas ridículas formas civis. Mas a vitória dos meus pupilos já tá garantida. — Quer dividir, Barooma? — o cientista estranhou ela oferecer a pipoca — Ah sim, você tá de dieta. Aproveito mais. — Barooma balançou a cabeça como se revirasse os olhos.
— Mestre, volte logo... — disse em voz baixa.
Os X-Rangers aproximavam-se ameaçadores dos heróis caídos e fragilizados após o ataque devastador sofrido.
— Me ajudem a decidir: acabamos com eles agora ou ativo o lançamento do foguete? — falara Kronan.
— Você quem sabe, irmão. — disse Wyvoll — Mas se tá dando poder de escolha pra nós pela primeira vez, então... Prefiro brincar mais com eles.
— Arrancar pedaço por pedaço. — disse Thalo movendo as pinças de caranguejo.
— Ou aprisiona-los num casulo onde não possam respirar. — sugeriu Makeena.
— Eu ainda mal testei meu super veneno elétrico. — disse Dresh.
Dickerson voltou-se a Owen.
— Hora da sua intervenção, Owen. Boa sorte.
— Beleza, lá vou eu. — disse ele ao sacar sua célula e morfador — Hora de morfar! Gorila Esmeralda!
— Não é o nosso fim! — disse Austin com dores, esforçando-se para levantar.
— Eu tô baqueado, cara. — murmurou Tim — Falei que íamos arrebentar... Acabou que a gente se arrebentou, ai...
— Últimas palavras? — indagou Kronan.
— Só se for quando vencermos! — rebateu Austin, a confiança inabalável.
Owen viera montando na Raposa Cryog que saltou. A fera lendária cuspiu bolas de neve que caíram sobre os X-Rangers, congelando-os instantaneamente, logo correndo até os Rangers e parando de lado frente a eles. Owen desceu das costas dela.
— Tá todo mundo bem?
— Agora estamos já que você nos salvou. Valeu, Owen. — disse Austin levantando.
— Essa é a Raposa Cryog?! Oh, ela é tão cute-cute. — comentou Jessie, encantada.
— Essa pelagem branca deixa ela tão charmosa. — falara Zoe.
— Cryog, você arrasou. Te chamo de novo quando precisar. — dissera Owen à fera que soltou um ganido e logo correu.
— Haha, essa foi sensacional! — disse Tim — O que vamos fazer com esses picolés?
— O lugar deles é num freezer bem fechado. — disse Jessie.
Porém, as couraças de gelo se rompiam com fissuras de luz em cada X-Ranger até que rapidamente explodiram.
— Ih, derreteram! — falou Tim.
— Boa tentativa, mas nos parar não é missão pra amadores. — disse Kronan.
— Hahahaha, o que os Power Pirralhos farão dessa vez? Mandem eles irem pra casa chorando pro colinho do papai e da mamãe! — disse Aracna com a boca cheia de pipoca.
Os Z-Rangers se posicionaram.
— Eles se provaram bastante fortes numa escala incrível. — disse Damian.
— Já esgotamos tudo que tínhamos. — alarmou Zoe.
De repente, brilhos incandescentes nas marcas de domador em Austin, Damian e Owen reacenderam a chama da esperança.
— Tudo ainda não! — disse Austin — Nossas marcas de guardião estão dando sinal para sincronizar nossas forças!
— Tem razão já que a tríade se completou. — disse Damian.
— É o momento perfeito pra combinar nossos poderes! — falou Owen — Vamos nessa!
— Poder domador lendário, despertar! — bradaram os três com os braços direitos erguidos.
Uma pequena esfera de fogo, outra de terra e outra de gelo surgiram acima das mãos dos domadores de feras lendária, as quais se expandiram em favor de uma transformação energética que forneceu vestes chamadas de escudos sagrados ligados a capas correspondentes aos poderes elementais do trio.
Tanto os Rangers quanto Dickerson e Karen maravilharam-se.
— Isso é admirável, eles desbloquearam o poder total de domadores graças a formação completa. — disse a tecnóloga, sorrindo.
— Yeah, a bola do jogo voltou a ser nossa! — celebrou Tim, eufórico — Vocês estão... super-irados com essas capas!
— Os três mosqueteiros modernos! — falou Zoe.
— Estão lindos! Arrasem! — disse Jessie.
— Podemos não ser os três mosqueteiros, mas o significado do lema é o mesmo pra nós! — declarou Austin com firmeza categórica.
Dickerson fizera contato:
— Garotos, escutem: virei a última noite construindo o trunfo para remover as gemas de Artropopha diretamente deles. São as manoplas intangíveis, elas atravessam matéria sólida a uma certa profundidade. Mas o tempo que tive rendeu apenas três, o que vem a calhar. Estou enviando-as nesse instante.
As manoplas prateadas tecnológicas surgiram em teleporte nas mãos direitas do trio domador.
— Que beleza, eu já tava imaginando que o senhor teria inventado uma solução genial! — falara Austin.
— É tudo uma exibição patética, vocês vivem apenas de aparências como todos os adolescentes da Terra! — criticava Kronan.
— Acho que você tá nos julgando cedo demais! — retrucou Owen — Austin, vamos mostrar a eles que não vestimos fantasias novas pra se exibir.
— Com a força do lema mosqueteiro: um por todos... — disse o líder.
— E todos por um! — disseram os três que avançaram valentes contra os X-Rangers.
— Espada Ignnus! — a espada surgiu para Austin enquanto corria.
— Alabarda Basteh! — invocara Damian sua arma lendária.
— Martelo Cryog! — bradou Owen, o martelo surgindo na mão direita, o girando pela alça no fim do cabo.
— Ao ataque! — bramiu Kronan, os X-Rangers rapidamente avançando.
Wyvoll e Dresh se juntaram lançando os tentáculos espinhosos e os chicotes em forma de centopeia contra Damian que bateu a alabarda no solo erguendo cinco pedras no ar que foram arremessadas contra a dupla, cancelando o avanço dos tentáculos e chicotes e os atingindo de modo que as rochas grudavam em seus braços e pernas como grilhões.
Ambos bateram as costas num carro, caindo para frente.
— Tô pensando que o jogo virou mesmo pra eles! — disse Dresh.
— São só pedras, não vai ser... difícil quebrar, grrr... — falara Wyvoll tentando libertar-se.
Damian saltou para perto deles e pousou entre ambos, logo atravessando as costas de Dresh usando a manopla.
— Primeiro você. — retirou a gema amarela — E por último você, meu arqui-rival. — enfim removia a gema verde.
Ambos voltaram as suas formas Ranger base. Damian se afastou para esmagar as gemas.
— E dois já foram. — disse ele virando as mãos ao deixar cair os fragmentos.
Owen enfrentava Makeena e Thalo rebatendo com o martelo ataques de energia disparados das asas da Ranger X2 que explodiam em fogo atrás dele. Thalo saltou por trás dela ficando de um só joelho de costas a parceira com as garras de crustáceo apontadas.
Makeena bateu suas asas produzindo energia rosa em espiral enquanto Thalo despejou dois jatos d'água venenosos combinando-se ao vento espiral.
O Ranger Verde girou o martelo acelerado e se impulsionou, o avanço contendo e refreando até bater contra eles, os derrubando para os lados. Owen freou com os pés arrastando no solo e virou-se. Nesse instante, Makeena e Thalo reerguiam-se.
— Vocês não sabem quando se dar por vencido, né? — disse ele que bateu o martelo no chão fortemente, gerando dois caminhos de gelo que aprisionou-os em blocos nas pernas e nos braços.
Owen caminhou até eles, logo usando a manopla para remover a gema de Makeena do tórax dela e depois a de Thulo pela barriga.
— Fácil como tirar docinho de criança. — disse ele com as duas gemas que logo esmagou apertando. Virou-se deixando cair os pedacinhos brilhantes — Lá se foram mais dois!
Ambos retornavam as formas base. Já Austin duelava ferozmente contra Kronan, a espada Ignnus em choques contra as estacas que brotavam dos braços do Ranger X1. Austin girou num pulo o chutando com potência vibrante, logo desferindo um golpe inflamado da espada. Porém, Kronan se desfez em múltiplas aranhas pequeninas que se dispersaram.
— Belo truque pra escapar, mas não pode se esconder o tempo todo! Aparece!
— Você é péssimo em ler as intenções de um inimigo! — falou Kronan, as aranhas se aglomerando por trás de Austin rapidamente.
O Ranger X1 se reformou, lançando teias vermelhas de energias que prenderam Austin.
— Seu covarde!
— A sua guarda baixa foi tentadora! Com essa técnica posso desaparecer e reaparecer sem que o adversário identifique minha posição!
— Só uma pena que essas teias não me seguram tão forte quanto você acha!
Através do poder Ignnus, Austin elevou uma aura flamejante que incinerou as teias, o fogo se estendendo até as mãos de Kronan e alastrando pelo corpo. O Ranger X1 se desesperou tentando apagar as chamas. Austin investiu num chute de impulso que gerou onda vibrante no impacto ao peito de Kronan.
Ao cair, o Ranger X1 viu-se vencido quando Austin ficou sobre ele e removeu a gema vermelha atravessando seu abdômen com a manopla.
— Não, isso não significa que fracassamos! — disse Kronan voltando a forma Ranger base.
Austin saíra de cima dele.
— Acabou de uma vez por todas, vocês perderam. — virou as costas, logo esmagando a gema vermelha e derramando os fragmentos.
Kronan foi rastejando ferido ao ver o controle do foguete largado a uma certa distância.
— Espera aí... — Karen deu zoom na imagem — Aquilo é o controle de decolagem do foguete, deve ter caído durante a luta.
— Austin, olhe pra trás. — alertou Dickerson — Kronan pretende lançar o foguete!
— O quê? — disse Austin virando-se — Não! — correu e pulou sobre Kronan que esticava o braço para reaver o controle — Você não vai... conseguir... — tentou uma chave de braço.
— Também temos... nossos ases na manga. — falou Kronan retirando discretamente algo do cinto.
Uma esfera metálica minúscula, a qual ele jogou no rosto de Austin.
A bolinha estourou liberando um gás vermelho que bloqueava a visão do capacete. Austin afastou-se atordoado, promovendo a deixa para Kronan avançar mais rápido e assim pegar o controle. O Ranger X1 levantou quase recomposto com o objeto na mão.
— Sugiro que não tire o capacete pra se livrar dessa nuvem de esporos. Ela é temporária, mas é venenosa. Mas bem que eu gostaria de ver você cometer esse erro.
— Rangers, impeçam-no, depressa! — pediu Dickerson, apreensivo.
— Que se inicie a contagem regressiva para o fim da Intercorp! — disse Kronan que apertou o botão de lançamento do foguete.
— Nããããooo! — disse Austin, aturdido com a nuvem tomando a face do capacete.
Os propulsores do foguete soltaram jatos de fogo com a ignição automática. Os Rangers correram para tentar impedir, mas a onda de fumaça das turbinas os parou. O foguete decolava ganhando velocidade conforme a altura elevava.
Dickerson voltou-se a Flint e Mason.
— É a vez de vocês, resgatem o comandante Leozor com o Gigante Cavernoso, ajam rápido.
— Missão difícil, mas não impossível pra gente. Tá pronto, parceiro? — disse Mason com a célula e o morfador.
— Agora e sempre, irmão. — disse Flint.
— Hora de morfar! — falara Mason.
— Urso Pardo!
— Morcego Púrpura!
A dupla fora ao local imediatamente chamando pelos seus zords que saíam do hangar rumo a missão. Os Rangers Roxo e Marrom saltaram e adentraram nos cockpits.
— Esses trapaceiros deviam tomar vergonha. — comentou Flint.
— Bem que eu falei que iam jogar sujo. — reforçou Mason — Tô vendo o foguete. O status diz que já passou da estratosfera, caramba!
— Não vamos esperar ele chegar até o espaço, né? Sequência Megazord, ativar!
Os dois zords uniram-se formando o Gigante Cavernoso que prontamente liberou as asas do morcego voando em direção o foguete.
— Olhem, Flint e Mason estão indo salvar o comandante! — apontou Zoe.
— Vocês conseguem! — berrou Jessie.
Austin, com o poder Ignnus já desativado, voltava aos amigos após os esporos dissiparem.
— Ei, amigão, você tá legal? — indagou Tim tocando-o no ombro.
— Eu tô bem, já passou. Vamos contar com Flint e Mason.
— Mas talvez nossos Megazords não possam suportar o limite da atmosfera. — disse Damian.
Os X-Rangers reuniram-se. Makeena e Thalo livraram-se do gelo com ajuda de Dresh e Wyvoll.
— O que significa que a possibilidade de salvar o comandante não anula a do foguete atravessar a estação como uma bala. — afirmou Kronan.
— De jeito nenhum vamos pra outro round! — determinou Austin — Mudança de plano, galera: Flint e Mason libertam o Leozor enquanto nós seis destruímos o foguete antes que saia da Terra.
— Precisamos do poder Megazord agora! — disseram os cinco em uníssono com as mãos erguidas.
Owen sacou a adaga Kong, soprando o apito em chamado ao Gorila Esmeralda que logo saiu do hangar na caverna rugindo e batendo no peito. Os zords vieram em peso com seus pilotos saltando e adentrando nos cockpits.
— Beleza, pessoal, hora das chaves de comando! — disse Austin.
Os heróis inseriram as chaves e giraram.
— Ligado!
— Sequência Megazord! — falou o líder.
As máquinas animais se conectaram formando o Megazord Z. Owen saltou ao cockpit do Gorila Esmeralda.
— E aí, parceiro? Vamos quebrar tudo!
Inseriu a adaga Kong no painel para a pilotagem. O gorila rugiu selvagem correndo pela cidade.
— Perdemos nossos mega-poderes, mas temos ainda nossos zords! — disse Kronan — Barooma, libere-os agora!
— Nesse instante. — disse o cientista apertando um botão que fizera os zords artrópodes surgirem em teleporte na metrópole, causando pânico e correria.
Ele virou para Aracna que estava em prantos.
— Ahn, mas o que... O que houve com as imagens dos patronos?
— Não tá vendo que viraram cinzas? As gemas eram ligadas às estátuas e assim que foram tiradas de dentro deles e destruídas elas... se reduziram a pó! — Aracna debulhava-se em lágrimas — Não sabe o tamanho do ódio que eu tô sentindo agora! — chutou a mesinha de vidro com as cinzas das imagens, mas conteve-se ao ver o estrago — Ahn... O mestre vai ficar furioso e me mandar limpar essa bagunça, né?
— O que você acha? — falou Barooma, ríspido.
O Megazord avançava direto aos artro-zords.
— Aqueles são os zords deles?! Um monte de bichos nojentos e asquerosos, argh. — reagiu Jessie.
— Dá um desconto pro caranguejo, amiga, ele nem é tão feio assim. — falou Zoe.
— Não temos tempo pra enfrenta-los, mas sim pra dar uma mão no resgate do Leozor! — disse Austin.
— Então vamos voar! — disse Jessie — Águia Flavescente, liberar asas!
As asas se destravaram e o Megazord alçou voo. Contudo, o Arachnida Zord saltou pousando no alto de um arranha-céu, logo disparando fios de teias que prenderam os braços e pernas do Megazord Z interrompendo o voo e o derrubando.
Os zords artrópodes aproximavam-se.
— Se depender de nós vocês não voam nem dois centímetros metros acima do solo. — disse Makeena que disparou raios das antenas do Insecta Zord.
— Sabre Selvagem! — a espada caíra na mão direita do robô que rebateu os raios para os lados, causando explosões.
— Conexão Artro-X! — bradou Kronan.
Os artro-zords unificaram-se na formação do Artro-X Megazord que foi logo atingido pelas Tropi-granadas do Gorila Esmeralda explodindo pelo corpo e o forçando a recuar uns passos.
— Owen, vem pra somar! — disse Austin — Ativar conexão Megazord!
O Gorila Esmeralda se desmontou com as partes sendo fixadas ao Megazord Z.
— Megazord Z x2!
— Artro-Sabre! — invocaram os X-Rangers, a lâmina surgindo em teleporte.
— Pessoal, cuidado que esse robozão aí é casca grossa. — avisou Owen — Falando por experiência própria.
Enquanto o duelo de sabres ocorria, o Gigante Cavernoso prosseguia no voo perseguindo o foguete que alcançava uma agravante altitude. Leozor continuava grunhindo com a boca amordaçada, sua juba desgrenhada pelo vento.
— Turbinas ao máximo! — disse Mason, a potência de voo amplificada — Já estamos indo, comandante, aguenta firme!
— Mas como vamos tirar ele daí? — indagou Flint.
— Deixa comigo, tive uma ideia.
O robô estendeu seu braço direito segurando no foguete. Mason logo saíra do cockpit usando o braço gigante como ponte até Leozor.
— Não olha pra baixo, hein Mason. — aconselhou Flint.
— Meu zord é um morcego, cara! Tá suave aqui, tá dando até pra ver minha casa!
— Deixa de pose, você tem medo de altura até em roda de gigante, fala a real.
— Pelo menos dentro do zord é mais seguro, falou?
O Ranger Roxo aproximou-se de Leozor, logo sacando a pistola Z recalibrada com a qual disparou lasers finos que derretiam as correntes nos dois lados. Leozor caiu de frente sendo segurado por ele.
— Tá tudo bem, o senhor vem com a gente!
— Excelente trabalho, garotos. — disse Leozor com a voz cansada.
Mason foi levando-o até o cockpit como quem segura um companheiro de guerra ferido. Abaixo, o Megazord Z x2 e o Artro-X seguiam duelando com suas lâminas. Porém, o artro-sabre foi energizando durante um choque, logo baixando o sabre selvagem para desferir um brutal corte diagonal que explodiu faíscas no peito do robô, sacudindo o cockpit.
— Vão ter que fazer melhor que isso pra deitar nosso Megazord, seus fanfarrões! — desafiou Tim.
— Hora da Chama Cromática! — falou Austin.
O sabre se inflamou de chama multicolorida e realizou cortes de várias posições.
— Escudo-Teia! — Kronan chamara pelo escudo de teias energéticas que formou-se no braço esquerdo do robô e se ampliou, anulando os cortes cromáticos.
— Até a Chama Cromática neutralizaram! — disse Jessie.
— Calma, ainda temos a Dupla-Lança Selvagem, é nela que vamos apostar pra valer! — dissera Austin.
Ondas vibratórias de cima atingiram o Artro-X causando explosões em volta. O Gigante Cavernoso voava em aproximação.
— Flint, Mason, cadê o comandante? — perguntou Austin.
— Ele tá aqui do nosso ladinho, são e salvo. — respondeu Flint.
— Já vamos deixar ele no solo, tem uma equipe da tropa de elite da Intercorp lá embaixo esperando. — informou Mason.
— Mas enquanto isso não acontece, que tal eu tomar a liberdade de sugerir rumos pra essa batalha? — Leozor se propôs, de pé entre os dois segurando nos assentos.
— Fechou! Qual é a dica pra botar esses malas no devido lugar deles? — pediu Mason.
— Dispare novamente aquelas vibrações, mas mantenha constante. Os outros saberão o que fazer.
— Já entendi! — disse Mason — Vibração sonar, potência total!
Os emissores sônicos liberaram mais ondas num ataque contínuo antes que o Artro-X desferisse um golpe do sabre contra o Megazord Z x2.
— Galera, o Gigante Cavernoso tá segurando o ataque pra nos dar abertura! — captou Austin —Eu escolho o protezord Salamandra!
O anfíbio robótico surgiu no ar em teleporte, logo transformando-se na sua forma de arma, a tesoura, que se atraiu a mão do Megazord.
— Depressa, pessoal... — disse Mason com força nos controles — Não dá pra segurar por tempo ilimitado!
— Modo Espada! — bradou Austin, a tesoura juntando as pontas e formando a lâmina que incendiou-se da base até a ponta na horizontal — Corte inflamado da Salamandra!
Porém, o Gigante Cavernoso havia esgotado sua carga no segundo em que o golpe flamejante da espada foi lançado ao Artro-X que defendeu-se com o sabre sendo empurrado.
A energia do fogo foi absorvida, logo sendo rebatida num corte vertical intenso que atingiu o Megazord Z x2 causando explosões em volta, no corpo do robô e salpicos de faíscas no cockpit que chacoalhava.
O Megazord caíra de frente estourando faíscas de todas as partes. Dickerson e Karen estavam com nervos em frangalhos, a esperança da vitória se amainando. Por outro lado, Aracna e Barooma se empertigavam com ânimo.
O Gigante Cavernoso pousou com a dupla-espada invocada.
— A treta de vocês voltou a ser conosco! — disse Flint.
— Que entediante lutar com o Megazord de apenas dois outra vez quando acabamos de derrotar um de cinco. — falara Kronan.
— Derrubados sim, derrotados não! — disse Mason — Peraí, o Megazord não tá se movendo, tá apagado. Comandante...
— Não há motivo para se preocupar, o Megazord apenas sofreu uma queda brusca de energia, mas logo os sistemas se restabelecem automaticamente.
Dentro do cockpit do Megazord Z x2, os Rangers gemiam tentando recompor a orientação.
— Minha cabeça tá vibrando... — disse Jessie.
— Parece que fomos atingidos por um raio de um milhão de volts. — disse Tim.
— Um milhão de volts não faria todo esse estrago. — corrigiu Damian. Eis que sua marca de domador brilhara tal como de Austin e Owen.
— Nossas marcas de domador... — disse Austin — Estão dando outro sinal.
— Mas o que significa dessa vez? — indagou Owen.
As feras lendárias surgiram juntas saindo do portal.
— As feras lendárias... — disse Dickerson — Agora entendi, a sincronia final, é isso. Austin, Damian, Owen, lembram-se da história do guerreiro alado que salvou Honohulu da invasão alienígena? Bem, chegou a hora dele voltar a ação após séculos.
— É isso aí, elas querem se unir para forma-lo! — disse Austin, entusiasmado — Amigos, vamos depressa!
— Certo! — disseram os outros dois.
O trio se teleportou diretamente aos cockpits das feras lendárias. Os heróis tornaram a usar os coletes com capas que surgiram magicamente.
— Unificação lendária, desperte! — o líder fizera movimentos com as mãos canalizando o poder do chamado as feras que se conectaram.
A Raposa Cryog e a Pantera Basteh colavam suas costas foram respectivamente os lados esquerdo e direito. O Pássaro Ignnus fixou-se as costas, formando a cabeça e o torso. O guerreiro biomecânico levantou o bico do Ignnus como num elmo, seus olhos verdes piscando um brilho, logo fazendo uma pose combativa.
— Besta Alada Megazord! — disseram os três batizando o colosso.
— Esse anão aí quer bater de frente com nosso robô parrudo?! — disse Wyvoll.
— Ele parecer baixinho é mera questão de perspectiva. — retrucou Damian.
— Tamanho não é documento, caso não saibam. — disse Owen.
— Vamos mostrar pra eles que nem tudo é o que parece ser! — falara Austin com fervor de liderança — Espada Ignnus!
A espada surgiu na mão direita, uma versão gigante com detalhes arrojados e adicionais. A lâmina se inflamou em chamas.
— Chicote de fogo!
O fogo se moldou num chicote que envolveu a cintura do Artro-X e expandiu calor pelo corpo do robô artrópode, causando danos externos e internos.
— Essa temperatura... é muito excessiva pro suporte de energia do Megazord! — disse Thalo.
— Não é aqui que nossa jornada de vingança vai acabar! — esbravejou Kronan que energizou o artro-sabre para destruir furiosamente o chicote, o que funcionou.
Os dois robôs avançaram iniciando outro duelo de espadas, mais ferrenho e acirrado, com defesas e golpes efetivos, além de resistência.
— Não estão se esquecendo de uma coisinha voando em direção ao espaço? — relembrou Karen, dando um apavoro em Flint e Mason.
A dupla entreolhou-se:
— O foguete! — disseram juntos, atemorizados.
O Megazord Z x2 reergueu-se, Tim e as meninas observando maravilhados o Besta Alada travando um novo duelo de lâminas.
— Yeah, boas-vindas pro Megazord novo! — disse o Ranger Azul.
— Que lindo, as feras lendárias se combinaram de um jeito incrível! — comentou Zoe.
— Me apaixonei logo de cara, eu amei! Arrebentem com eles, rapazes! — torceu Jessie.
O Gigante Cavernoso deixava Leozor de volta ao solo. O comandante pulou da mão gigantesca do robô e virou-se.
— Detenham aquele foguete!
— Nem nós ou o Megazord Z consegue, mas... — disse Mason.
— Talvez o novato ali consiga. — falou Flint.
O Besta Alada tomou recuo, a espada Ignnus desaparecendo.
— Isso acaba aqui e agora, chega dessa loucura de se vingar por um passado que merece ficar enterrado! — disse Austin.
— Trindade da Luz! — bradaram os três.
O Megazord gerou com as mãos uma esfera de luz dourada que se remodelou num símbolo de triquetra, os espaços sendo preenchidos pelas marcas das três feras numa conjunção de preto arroxeado com vermelho e verde-água em ciclo de energia perfeito. Lançou a triquetra contra o Artro-X que foi tomado de raios dançando pelo corpo e cambaleando.
— Abortar missão! — disse Kronan.
— Tirou as palavras das nossas bocas! — falou Dresh.
Os X-Rangers teleportaram-se fugindo do Artro-X em pleno colapso destrutivo de dentro para fora. O robô artrópode caiu para trás com fissuras de luz amarela. O Besta Alada virou de costas, logo a explosão fatal do inimigo ocorrendo. Aracna berrou contra o visualizador, sua raiva dando lugar ao choro copioso ao se jogar no chão.
— O mestre vai nos expulsar dessa nave! Não fica aí parado, Barooma, me consola!
— Não deve sofrer pelo fracasso do Esquadrão X, afinal os zords se tornaram propriedade deles! Perderam por uso irresponsável!
— Não, perderam porque as gemas foram destruídas!
— Ahn... Como a ideia de oferecer as gemas foi sua... sim, você tem maior parcela de culpa! Se entenda com o mestre quando ele voltar!
— Vou arrancar essa sua cabeça de panela e fazer um ensopado de sakorguiano! — Aracna se enfureceu levantando para esganar Barooma — Eu pedi um consolo, não um julgamento, seu grande idiota sem sentimentos!
— Socorro, Theron, ela ficou insana!
Os X-Rangers, desmorfados, corriam em fuga pelo ferro-velho.
— Segundo a análise do meu sensor, o foguete ultrapassou a última camada atmosférica! — informou Thalo vendo pelo seu relógio.
— Quem liga pra essa droga de foguete? O plano já era! — redarguiu Makeena.
— Temos que buscar refúgio e esperar nossas energias recarregarem pra voltarmos a nave de Lokknon! — definiu Kronan.
Contudo, a fuga desesperada fora interrompida com tiros de laser em advertência explodindo faíscas no solo ao para-los. Um grupo de Combanautas saía detrás das pilhas de sucata cercando a equipe de renegados.
— Brincadeira... — disse Wyvoll sendo o primeiro a erguer as mãos.
— Jamais devíamos ter sido libertados. — disse Thalo — Se era esse o destino inevitável.
— Ainda podemos evitar! — Kronan mostrou-se impetuoso aos soldados que aproximavam-se apontando as armas — Se derem mais passos, acabaremos com todos vocês!
— Kronan, para! — disse Makeena tocando-o no ombro para vira-lo frente a ela — É o fim, acabou pra todos nós. Falhamos como Rangers... E pior ainda como vingadores da nossa honra.
— Mãos ao alto os cinco! — disse o capitão do grupo — Se desacatarem, abriremos fogo!
Kronan foi o último, hesitantemente fazendo o sinal de rendição e expressando raiva nítida.
— Seus fracotes, vocês me dão nojo. Não teríamos perdido dessa forma humilhante se não fosse pela incompetência de deixar tirarem nossas gemas.
— E o velho Kronan voltou. — disse Dresh.
— Tava morrendo de saudade. — ironizou Wyvoll — Babaca. — xingou em voz baixa.
O Besta Alada liberou asas flamejantes do pássaro Ignnus voando deslumbrante ao espaço. O foguete encurtava a distância até a estação da Intercorp onde todos os funcionários estavam aflitos, muitos se preparando para o impacto catastrófico.
O novo Megazord cruzava as estrelas, as asas flamejantes batendo.
— Eu nem acredito, estamos voando no meio do espaço sideral dentro de um Megazord! — celebrou Owen.
— Proximidade com o foguete na medida certa! — disse Damian.
— Owen, que tal fazer as honras? — sugeriu Austin.
— Se tá comigo, tá com sorte! Martelo Cryog!
A versão gigante do martelo surgiu na mão esquerda que o girou adiante com energia criogênica concentrando.
— E... Lá vai o arremesso da vitória!
O martelo foi lançado com força bruta, atingindo o foguete que foi dilacerado, os pedaços congelados voando pelo vácuo espacial. O trio comemorou com barulho assim como Tim, Jessie e Zoe no Megazord Z x2 e Flint e Mason no Gigante Cavernoso.
— O Esquadrão Z acabou de entrar pra história! — disse Austin, jubilante.
O martelo Cryog voltará como um bumerangue a mão do Besta Alada que o ergueu em postura vitoriosa. Karen e Dickerson aplaudiram emocionados, ambos logo abraçando-se.
***
Lokknon enfim regressara a sua nave que foi apresentada a Enckantess, adentrando na sala central de mãos dadas com a feiticeira. Theron fizera questão de recepciona-lo primeiro.
— É um deleite vê-lo retornar em segurança, milorde.
— Essa fala era pra ser minha! — resmungou Barooma perto de Aracna que estava sentada na grande almofada.
— Esta é Enckantess, minha escolhida para ocupar o trono de rainha do novo império de Nemethea que construiremos na Terra quando varrermos os Power Rangers da face do planeta. — disse Lokknon, convicto.
— Me chamo Theron, é um prazer conhecê-la, madame Enckantess. — disse o mordomo-ciborgue beijando mão o direita dela.
— Hum, mas que mordomo mais cavalheiro. Deve fazer um trabalho fabuloso nas tarefas pra manter essa nave brilhando.
— Menos agora. — disse Lokknon vendo o piso sujo de cinzas e cacos de vidro — Mas que sujeira toda é essa? Barooma, Aracna, vocês coodernaram tudo já que Mudok parece estar ausente.
— E até agora nada dele retornar. — alarmou Aracna.
— Ele não está aqui na nave? — indagou Lokknon.
— Saiu pra procurar pelo senhor em Savagah porque sentiu que estava demorando...
— Ah, aquele imbecil deve estar com parafusos soltos! Barooma, faça contato com Mudok agora mesmo e o avise de que nos desencontramos. Ele deve ainda estar em Savagah achando que fomos pra um hotel, tenho certeza.
No vasto deserto de Savagah, sob o escaldante sol, Mudok caminhava lentamente com os pés afundando nas dunas cada vez mais densas ao longo do trajeto.
— Nenhum sinal de vida evoluída por aqui... Aquele maldito me enganou, não existem hotéis por essa região... Mas afinal... — ergueu a cabeça olhando para cima — Onde está o senhor, mestre Lokknon! — seu grito ecoou pelo deserto.
De volta a nave, o imperador desejava com expectativa inflada saber da situação envolvendo os X-Rangers.
— E o que aconteceu ao Esquadrão X? — questionou Lokknon— Eles foram minimamente bem-sucedidos?
— A resposta tá bem aí atrás do senhor, mestre. — disse Aracna, retraída de frustração.
O imperador voltou-se a tela que exibia a prisão dos X-Rangers. Na Terra, no meio do ferro-velho, Leozor condecorava os Z-Rangers que estavam sem seus capacetes, isso tudo diante do desmoralizado Esquadrão X que, enquanto algemados, os encarava enojados.
— Essas novas medalhas parecem tão mais luxuosas, amei. — disse Jessie.
— É da mais alta comenda para aqueles que prezam pela integridade da corporação em tempos de crise. — afirmou o comandante enchido de orgulho pelos heróis — Parabéns aos oito, vocês superaram nossas estimativas.
— Eu queria que meu pai estivesse aqui pra ver isso, estamos com muita moral, haha. — falara Tim.
— Aí, o seu pai por acaso se chama Ryan Dixon? — indagou Wyvoll.
— Sim... Por que tá perguntando?
— Ele ainda tá vivo, né?
— Tá numa penitenciária por um crime que não cometeu. Quer saber da minha vida por que?
Wyvoll dera uma risadinha de cabeça baixa.
— Meu sobrenome é Dixon e, obviamente, meu nome real não é Wyvoll.
Aquilo chocara aos Rangers, especialmente Tim.
— Cara, tá querendo dizer que... somos parentes, é isso?
— Eu tenho um primo chamado Ryan que só vi uma vez na última visita que fiz a Terra antes daquela missão maldita. Ele era só um bebê chorão ainda. O último da geração.
— Então você é o quê? Meu primo? Meu tio? — Tim tentava entender, atarantado.
— Esse negócio de árvore genealógica confunde mais que matemática. — comentou Mason.
— Pelo meu conhecimento em genealogia, ele está mais para um primo de segundo grau seu. — disse Damian.
— O nerdzinho acertou. — disse Wyvoll com sorriso debochado.
— Eu tô chocada. Caramba, Tim. — disse Jessie.
— Esse mundo é pequeno demais mesmo. — falara Austin.
— Um criminoso de verdade na sua família. — disse Zoe.
— Pois é, só que agora a justiça verdadeira vai ser feita. — falou o Ranger Azul com firmeza.
Leozor voltou-se aos X-Rangers.
— Quanto a vocês, um passo a frente.
Os renegados o fizeram, as caras fechadas de desprezo e ódio. Leozor sinalizou cinco Combanautas a se aproximarem com armas específicas.
— Espero que reavaliem cada ato nefasto que investiram contra vidas inocentes. O lugar pra onde vão pode ajudá-los nisso.
Os soldados se posicionaram frente a eles apontando as armas. Ao dispararem, liberaram feixes de laser azuis que pareciam decompor seus corpos em fragmentos digitalizados dos pés a cabeça e eram sugados.
— Nossa, isso deve doer. — comentou Flint.
— Ei, me fala o seu nome real! — pediu Tim — Meu pai nunca me falou de um primo que foi Ranger, preciso confirmar com ele quando eu for visitá-lo na prisão!
— Você pode me chamar de... Marv... — o desconforto interrompeu o momento crucial, a cabeça de Wyvoll sendo decomposta.
— Ah, que droga, não deu tempo! — frustrou-se Tim com as mãos na cabeça.
— Relaxa, cara, não tem importância. — disse Owen.
— Claro que tem, ele pode ser um babaca bandido, mas é da família.
— Se minha audição analítica não me enganou... — falou Damian — Creio ter escutado ele dizer: Marvin.
— Marvin?! Ah, então é esse! — disse Tim, tranquilo — Confio na tua audição, amigão.
Terminado o processo, os homens retiraram cartões nos compartimentos das armas, entregando a Leozor.
— Pra que tipo de prisão eles foram? — indagou Jessie.
— Essas daqui. — Leozor mostrou os cartões — São chamados de cartões VR, a sentença para criminosos galáticos de alta periculosidade.
— VR... Quer dizer que eles foram pra dimensões virtuais? — questionou Austin.
— Exato. Realidades falsas onde viverão eternamente vagando sem rumo.
Lokknon boquiabriu com a voz entrecortada.
— Isso não é real...
— Mas que lástima, eu me arrependo de ter confiado nesses inúteis. — lamentou Aracna.
— Meu arrependimento é ainda maior! Maldita Intercorp! Malditos Rangers! Maldito Dickerson! — esbravejava Lokknon — Aaah, que vergonha me deparar com esse fiasco na frente da minha rainha!
— Está tudo bem, não me envergonho. — disse Enckantess tentando acalma-lo — Não é sempre de sucessos e glórias que vivemos, né?
Lokknon explodiu furioso num berro gutural disparando raios púrpuras da mão direita nas paredes que explodiam faíscas, assustando Enckantess que recuou para perto de Aracna e Barooma. Ambas se colocaram atrás da grande almofada.
— Como vocês fazem pra parar esse descontrole?
— Não tem como, só depende dele mesmo! A propósito, sou Aracna, princesa de Artropopha.
— Oh, prazer, sou aprendiz de feiticeira. Ele me falou... ui! — Enckantess assustou-se com um estouro de faíscas — Me falou bastante de você e dos outros. Seremos boas amigas, certo?
— Não força a barra, bruxinha. Minha amizade não vem numa bandeja de ouro.
— Está bem, compreendo. — disse Enckantess em postura pacífica — Quanto tempo dura esse surto?
— Até o Theron vir trazer a aspirina. — falou Aracna — Theron, tá esperando o quê?
— Ah, sim, sim, já estou indo buscar. Mestre, por favor, acalme-se! — o mordomo-ciborgue saiu as pressas da sala.
— Eu nunca mais aposto alto em Rangers contra Rangers, nunca! — bramia Lokknon, colérico, lançando raios, os dois braços cruzados em X.
A vários anos-luz do sistema solar, uma nave cujo formato e aparência lembravam uma abóbora de Halloween com um laranja-ferrugem cruzava o espaço no quadrante sul da via láctea. No recinto espaçoso do capitão, entrava um general com aspecto de ogro medieval de vestes azuis e capacete dessa cor.
Parou, seus olhos negros e vermelhos fitando seu chefe que estava de costas olhando a imensidão estelar pela alta janela.
— Milorde, recebemos novas atualizações do paradeiro de sua filha.
— Mas eu ouvi claramente informarem que a capturaram após uma perseguição no espaço, estava a deriva! Ela não pode ter escapado de novo!
— Aí que está, mestre! Ela não escapou. Na verdade, nunca esteve nas mãos deles. Foi mais um dos truques espertos dela. Aquela danadinha sabe tapear, haha.
O robusto capitão da nave, um mago de vestes azul escuro ostentando um chapéu de bruxo, virou-se ao subordinado o encarando com seu rosto metálico de olhos amarelos brilhantes e boca de dentes compridos.
— Eu não estou achando isso nada engraçado, Ganthroc!
— Perdão, mestre, eu não quis zombar do seu aborrecimento. Mas infelizmente ela nos enganou e fugiu com um membro da Aliança Imperial. Ele atende por... Lokknon.
— O herdeiro de Nemethea?! Minha filha está comprometida com o imperador de um planeta decadente?! Pois mandem um recado através do dispositivo mensageiro.
— O que quer que eu diga, mestre?
— Avise... que o honorável Magighor está indo conhecer seu novo genro, esteja onde ele estiver.
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