Power Rangers: Esquadrão Z

52 A Verdadeira Fúria Selvagem (Parte 5)


Notas iniciais
Sinopse do capítulo: Os Rangers tentam libertar Flint e Mason da programação mental de Lokknon, mas não podem libertar Karen sem sacrificarem suas células de morfagem. Tenha uma ótima leitura (e que o poder o proteja)!

A imagem de Flint e Mason no monitor pareciam um pedido silencioso de resgate, e a confirmação de que eles eram os temidos Rangers Roxo e Marrom ecoou como um choque entre os Rangers. Jessie e Zoe, apesar da crescente certeza, ainda nutriam uma réstia de esperança da dupla não estar direta e intimamente ligada às figuras desprezíveis dos Rangers Roxo e Marrom.


— Owen, sua iniciativa de investigar a fundo a situação de Flint e Mason merece ser reconhecida. — Dickerson ponderou — Alguém realmente culpado, no seu lugar, teria se isolado, evitando qualquer ação para esclarecer os fatos.


— Mas essa história dos dois não muda o lance do morfador falso do Austin. — Tim manteve sua descrença — Desculpa, cara, queria te defender, mas tá difícil.


— Naquele momento, talvez eu não tivesse como provar minha inocência, mas senti que precisava agir. Haviam indícios que apontavam eles como os Rangers de Lokknon. — Owen se justificou.


— Então essa investigação visava limpar sua barra, caso encontrasse provas concretas contra os Rangers Roxo e Marrom. — Damian aproximou-se, tocando o ombro de Owen — Pra mim, isso reforça seu comprometimento e a teoria de que Lokknon armou para enfraquecer a equipe.


— E aí, meninas, tudo bem? Deve ter sido um baque confirmar que são eles. — Austin perguntou, com um tom acolhedor.


— Fiquei abalada, mas minha força de vontade fez isso passar. Quero salvar o Mason desse controle do Lokknon o mais rápido possível. — Jessie enxugou uma lágrima discreta.


— E eu não vou desistir do Flint até vê-lo livre também. — Zoe afirmou, com determinação.


— Pra mim, não foi tão surpreendente. — Karen observou os Rangers — Desde o início, a coincidência de dois transferidos com histórico problemático surgirem antes dos ataques dos Rangers malignos era muito estranha. Uma lógica simples elimina qualquer ideia de acaso.


— É verdade, acho que a suspensão do Owen deixou a gente meio desligado. — Jessie concordou.


— Mas isso não anulava a possibilidade de serem apenas estudantes comuns e valentões. — Austin lembrou.


— Temos que admitir: caímos feito patinhos. — Damian constatou.


— Mas eles continuam sendo valentões, essa é a verdade. — Tim insistiu em sua visão.


— Antes de tudo, são vítimas. Não consigo acreditar que estejam nessa por livre vontade. — Zoe contrapôs com convicção.


— Ah, vai nessa. Os caras são arrogantes e cruéis, incendiaram um colégio. Um acordo com Lokknon pra virarem Rangers do mal não seria surpresa. — Tim argumentou, cético.


— Não, precisamos confiar que estão sob controle mental. — Jessie insistiu — Algum feitiço, algo assim, que Lokknon usou para transformá-los em seus soldados leais.


— Também acredito nisso. A mudança repentina deles depois de faltarem dois dias da transferência é muito estranha. — Zoe reforçou essa explicação.


— Olha, entendo vocês terem se apegado a eles, mas... — Austin tentou ser conciliador — Eles confirmaram o que pensávamos de transferidos problemáticos, até ameaçaram fazer na nossa escola o que fizeram em Los Angeles.


— Isso não prova que Lokknon não os esteja controlando! — Jessie rebateu, cruzando os braços, um tanto zangada.


— Eles podem ser diferentes do que estamos acostumados a ver nesse tipo de aluno. Mostraram isso desde o início. Sinto que aquele é o verdadeiro caráter deles. — Zoe expressou sua crença.


— Ai ai, essas garotas... O cupido não perde tempo. — Tim revirou os olhos, em tom de brincadeira.


Jessie e Zoe se aproximaram de Tim e lhe deram leves pescotapas.


— Ei! Quem faz isso é o Damian!


— Dessa vez, foi merecido em dobro. — Zoe retrucou, sorrindo levemente.


— É, não nos importamos com eles por estarmos... — Jessie ficou desconcertada, com as bochechas coradas — Você sabe...


Austin, Damian e Owen compartilharam um breve riso.


— Comandante Leozor quer falar conosco. — Karen informou, acionando a videochamada.


Leozor surgiu na tela, com uma expressão séria, pronto para se inteirar da situação dos dois novos e perigosos inimigos.


— Saudações, equipe. Algum progresso contra os Rangers impertinentes?


— Eles sofreram uma derrota recente. — Dickerson informou — Confirmamos que são os estudantes transferidos da classe dos Rangers. Karen enviará as fichas, a análise de DNA comprovou.


— Ótimo. Mas investiguem a fundo a aliança deles com Lokknon para sabermos como reverter isso.


— Não vamos destruí-los, são vítimas. — Jessie protestou.


— Não sugeri nada, Srta. Stone. A solução é de vocês, mas confirmem suas suspeitas primeiro.


— Faremos isso, comandante. Essa luta vai acabar favoravelmente a todos nós. — Dickerson declarou com firmeza.


— E a investigação dos vídeos contra Owen? O prazo está acabando, ele corre risco de suspensão permanente.


Um silêncio tenso se instalou. Owen deu um passo à frente, retirando o pen-drive do cinto, visivelmente nervoso diante da autoridade de Leozor.


— Comandante, já que está aqui... gostaria de mostrar a prova da minha inocência.


A revelação atingiu os Rangers como um raio.


— Não brinca! — Tim exclamou, surpreso.


— Agora que eu quero ver. — Jessie estava ansiosa.


— Owen, sério? — Austin perguntou.


— Mais sério impossível. Minha salvação está aqui. — Owen afirmou, segurando o pen-drive.


— Você não disse nada. — Zoe comentou.


— Isso explica sua ausência no recreio? Sala de monitoramento? — Damian questionou.


— Sim. E agora verão as filmagens reais daquele dia. — Owen se virou para Karen — Por favor, Karen. — entregou o dispositivo.


— Com sua permissão, comandante? — Karen perguntou.


— Permissão concedida. — Leozor assentiu.


Karen inseriu o pen-drive e o primeiro vídeo surgiu, mostrando o corredor vazio no momento da conversa falseada com Aracna. Leozor observava atentamente.


— Aí está. No vídeo falso, Arianne fala comigo neste instante.


— Vou comparar. — Karen acessou os vídeos forjados, digitando rapidamente. A montagem surgiu ao lado da original. Dickerson se inclinou, franzindo a testa.


— Estou vendo mal ou... tem um rabo de gato passando ali?


— Sim, claro. — Karen confirmou — Nos dois vídeos, o mesmo gato... ou quase.


— Vamos brincar de jogo dos sete erros agora? — Tim ainda duvidava.


— Falando em gato, preciso limpar a caixa do Volt assim que chegar. — Jessie lembrou de seu gato.


— Tim, sossega! A verdade está aí e você continua implicando. — Zoe o repreendeu.


— Próximo vídeo. — Karen exibiu a filmagem da sala do 6º ano-A, mostrando a cópia falsificada com Owen trocando os morfadores — Isso prova tudo.


— Aracna trocou os morfadores. — Jessie concluiu.


— Ela esperou eu dormir para fazer isso. Espera... lembro agora.


— Lembra do quê, Austin? — Dickerson perguntou.


— A Arianne... quer dizer, Aracna, me ofereceu água dela. Pouco depois, fiquei sonolento e dormi na carteira.


— Se a sonolência veio da água... — Damian começou a entender.


— Ela te envenenou! — Tim exclamou, alarmado — Caramba, será que você tem pouco tempo de vida, Austin?


— Relaxa, era só um sonífero. — Austin tentou tranquilizar.


— Ah, bom! Um sossega-leão! Hahaha! Entendeu? — Tim abraçou o amigo de lado.


— Entendi, hahaha. — Austin riu levemente.


— Com essas provas, comandante, Owen pode ser reintegrado sem intervenção do conselho. — Dickerson falou, aliviado.


— As provas são bastante contundentes. Oficializo a reintegração de Owen como Ranger Verde. Parabéns pela atitude, rapaz. Provou sua inocência e que é um digno Power Ranger.


— Nossa, meu coração até acelerou com esses elogios! — Owen não escondeu a alegria.


Os Rangers comemoraram, abraçando Owen.


— Bem esperto copiar a gravação, hein? — Tim brincou.


— Qual é, Tim? Depois de provar minha inocência, ainda sou suspeito? — Owen sorriu, franzindo a ltesta.


— Quer saber? Tava de pirraça. No fundo, sabia que você não faria isso. Desculpa, mano. — Tim admitiu, meio envergonhado.


— Desculpa também, Owen. Fui a maior acusadora, te apontei o dedo injustamente. — Jessie se sentiu culpada.


— Tudo bem, pessoal. Perdoados. Eu sabia que a verdade viria à tona. Ser Ranger mudou minha vida, não suportaria perder isso por causa do Lokknon. — Owen falou com emoção.


Austin tocou o ombro de Owen. — Eu também te devo desculpas. Te tratei mal, estava confuso. Confesso que tendi a te acusar.


— Nunca faria nada para te prejudicar ou tomar seu lugar. Se pareci egoísta no início...


— Tá tudo bem, não precisa se desculpar. Ser Ranger traz um poder único, mexe com a gente. Lembro de quando morfei pela primeira vez... a adrenalina com a Beast Cycle pra salvar vocês... Aquilo foi mágico! Me senti imbatível como líder, mas entendi que meu papel era inspirar vocês a serem melhores por si mesmos. — Austin falou sinceramente.


— Pra ser honesto, fiquei deslumbrado com o poder no primeiro dia com essa roupa verde. Minha vida mudou. Lembro da Beast Cycle verde indo contra o Hypnoculus... Foi muito louco Eram vocês, meus colegas, meus irmãos. Me achava o máximo, minha autoestima explodiu. Mas aí veio o acidente... a queda da ribanceira. Tive um choque de realidade. Aquele garoto convencido sumiu. Ainda precisei me adaptar, e hoje faço parte desse grupo que me enche de orgulho e gratidão pelo apoio. — Owen compartilhou suas reflexões.


— Belas palavras, Owen. Você merece seu lugar na equipe. — Karen sorriu, emocionada.


— Valeu, gente. Senão vou chorar. — Owen brincou, gerando risos.


— Pois é, sou coração mole nesses momentos. Owen, a gente te adora, bem-vindo de volta. Essa equipe sem você não é nada. — Tim limpou uma lágrima.


— Ainda mais com esses inimigos. — Damian reforçou, sério.


— É melhor nos prepararmos para quando voltarem. A próxima batalha será decisiva. Power Rangers até o fim. — Austin afirmou, confiante.


Os heróis uniram as mãos umas sobre as outras.


— Até o fim. — responderam em uníssono. Austin assentiu, determinado a acabar com o confronto.


***


Mais tarde, Jessie, tendo mentido sobre visitar Zoe, foi até a quadra onde delinquentes perigosos jogavam basquete. Por trás da cerca de arame losangular, observou Mason exibir suas habilidades em meioàs às más companhias. Decidida a falar com ele, aproximou-se quando ele comemorava um ponto.


Ao ver Jessie, Mason pediu tempo e os outros concordaram. Ele caminhou até ela com sua postura arrogante.


— Posso saber o que a loirinha sem sal quer comigo no meio desse jogaço onde eu tava arrebentando?


— Mason, não adianta mais esconder. Sei o segredo seu e do Flint. E pode apostar que não vou descansar até libertar vocês dois. Falo pela Zoe também. — Jessie foi firme.


— Que segredo? Já sabem tudo sobre nós.


— Falta o principal. Você e Flint são os Rangers bandidos do Lokknon. — Jessie o confrontou.


Mason recuou, desconfiado.


— Vai, diz alguma coisa. Não podem mais fugir. Vocês perderam.


Um sorriso cínico surgiu no rosto de Mason.


— Como descobriram?


— Não importa. Queremos tirar vocês dessa. Acreditamos que Lokknon os controla.


— Hum, o que te faz pensar que me conhece tão bem?


— Vocês não agem como são. Lembro da sua gentileza na biblioteca, se preocupou comigo sem nem me conhecer. Isso é altruísmo, bondade.


Mason riu zombeteiramente.


— Qual a graça? Pare de caçoar e vê se entende o que quero te provar.


— Provar o quê? Que fomos cobaias pra virar maus? Que éramos bonzinhos antes? Transplante de cérebro? Vocês são piada.


— Não lembra de como viraram Rangers malignos?


— Mesmo que lembrasse, não diria. — Mason se inclinou, ríspido.


— Foram transformados, então?


— Não! — Mason vociferou, chamando a atenção dos outros — Sempre fomos assim. Esse é meu eu de verdade. Lokknon é nosso imperador, nos deu um propósito.


— Quer que eu acredite que toda aquela gentileza era fingimento? — Jessie perguntou, com os olhos marejados — Tá bom, acredito, se é o que você quer. — Uma lágrima escorreu.


— Sem chantagem emocional. Vocês garotas usam isso, mas comigo não funciona. — Mason virou as costas.


— Mason, por favor, espera! — Jessie pediu, mais brava. Ele se virou, desinteressado. — Essa luta não acabou no empate.


— Recuamos por falta de tempo para contra-atacar direito. Mas não se enganem. Os Power Rangers de Dickerson serão poeira cósmica em breve. O que viram ontem foi só uma amostra do nosso poder. Esteja avisada. — Mason apontou o dedo, com um olhar maníaco, voltando para o jogo.


Jessie limpou as lágrimas, fitando-o com raiva, engolindo a ameaça.


— É o que veremos. — Ela disse, com determinação, indo embora.


Zoe escrevia em seu diário na Cantina do Earl quando Flint chegou e a viu, mostrando irritação. Ele passou por perto dela com indiferença, o que não passou despercebido.


— Flint... Espera. — Zoe o chamou, fazendo-o parar e virar-se com má vontade — Precisamos conversar sobre algo importante. Consegue adivinhar o que é?


— Não enche. Não temos nada pra ficar de papo furado. Me erra.


— Não é papo furado, vê se me escuta. — Zoe levantou e o virou — Só quero um diálogo pacífico.


— Diálogo? Desprezo isso. Prefiro linguagem da violência, é direta e resolve problemas.


— Tá errado, esse não é você.


— O que te faz achar que me conhece em poucos dias nessa cidadezinha?


— Sua ajuda quando Brock e Stuart me importunavam. A primeira impressão é a que fica.


— Impressão errada. Acontece com os trouxas que acreditam em bondade. Eu sempre fui assim, Mason também. Somos mais que irmãos.


— Se Mason corresse perigo, você o protegeria?


— Qual é a sua? Virou nterrogatório? Cai fora, nunca gostei de você. Aquilo foi só pra te enrolar, é divertido ver gente otária se iludir.


Zoe balançou a cabeça, olhando-o séria.


— Não acredito que vocês sejam tão desagradáveis.


— Pois acredite. — Mason surgiu atrás dela, pegando o diário de Zoe e folheando — O que é isso? Segredinhos?


— Devolve! — Zoe tentou pegar, mas Flint a segurou pelo braço — Flint, me larga! Earl...


— Earl não vai nem te ouvir gritar.


— Falando em segredos, Zoe... Sabemos que sabem dos nossos. E vamos saber dos seus especialmente. — Mason fechou o diário, olhando-a com malícia.


— Não, por favor, devolvam. É minha agenda, não tem segredos. — Zoe estava aflita.


— Ah, quer que pensemos que não escreve bobagens sentimentais. — Flint ironizou — Já era, princesa. Perdeu.


— Se tiver informações dos Power Rangers, estamos perto da vitória. — Mason disse — Larga ela, Flint. Mestre Lokknon nos espera para o treino.


Flint a soltou, e ambos saíram rindo zombeteiramente. Zoe sentou-se novamente, tensa.


— Isso não vai ser nada bom...


Exultantes com o diário de Zoe, Flint e Mason cruzavam o beco.


— Mestre Lokknon decide quem lê. — Mason afirmou.


— Por que não lermos juntos? Como as revistas do meu pai. — Flint sorriu de canto.


— Eu peguei, eu leio. Fim de papo. E as revistas do seu pai não têm nada a ver. Vamos ao mestre, mas sem falar do diário. — Mason decretou.


— Acho mais seguro. Nosso segredo está a salvo. — Flint concordou, rindo.


Teleportaram-se para a nave de Lokknon.


No sábado de manhã, os Rangers se reuniram na Cantina do Earl. O foco era Flint e Mason e como libertá-los do controle de Lokknon, baseados na teoria de lavagem cerebral.


— Lobotomia? — Austin perguntou a Damian.


— Resumidamente, é uma intervenção cirúrgica que afetava os lobos frontais na expectativa de modificar comportamentos e curar doenças psíquicas. — explicou Damian, tomando suco — Mas Lokknon não usou de instrumentos rudimentares.


— Tipo agulhas e furadeiras? Eca! — Tim fez careta.


— Que tipo dessa cirurgia eles podem ter sofrido? — questionou Zoe.


— Não sei, mas Lokknon tem muitos métodos. — Damian ponderou.


— Austin, ainda acha que eles trabalham pro Lokknon por vontade própria? — perguntou Jessie.


— Supondo que sejam fantoches, qual método Lokknon usou?


— Algum dispositivo interno... — sugeriu Damian.


— Microchip? Sem volta, então. — desconsiderou Tim.


— É possível com a tecnologia dele, mas apostaria em algo menos comum. — Damian tentou imaginar.


— Mas e se for um microship? — especulou Zoe — Teríamos que captura-los pra que o Sr. Dickerson fizesse uma remoção neles.


— Isso pode dar ruim. — Tim estava desconfortável.


— É o cérebro, perigoso demais mexer com um órgão vital. Só se... ficássemos do tamanho de formigas pra destruir os chips. — Jessie imaginou.


— Pessoal, é só teoria. Damian tá apostando em algo incomum. — Austin os orientou.


— Hum... Controle mental por gás? Seria plausível. — Damian sugeriu.


— Gás tóxico? Bem realista pro que aconteceu com eles. — Zoe concordou.


Os comunicadores tocaram em simultâneo, levando-os a se levantarem depressa e irem até o corredor próximo da entrada.


— Limpo. — Jessie confirmou.


Austin atendeu.


— Na escuta, Sr. Dickerson.


— Rangers, há um ataque de Psycho-Bots no hotel cinco estrelas. Mas sem sinal da dupla dinâmica.


— Estranho Lokknon enviar só Psycho-Bots com aqueles dois à disposição. — suspeitou Austin — Já vamos. Owen nos dá reforço se precisar. — desligou — Acho que estão tramando algo. Mas vamos lá detonar os palhaços de lata. — pegou seu morfador e sua célula, seguido pelos outros — Prontos? É hora de morfar!


— Touro Ônix!


— Tubarão Cobalto!


— Arraia Rósea!


— Águia Flavescente!


— Leão Escarlate!


Os Rangers invadiram o hotel em meio aos Psycho-Bots, iniciando o combate.


— Corram! — Austin gritou, derrubando robôs com socos e disparos da pistola Z.


Logo pegara um dos robôs socando-o diversas vezes na barriga e depois o pegando pelo braço para derruba-lo. Sacou a pistola Z disparando em três que avançavam até ele, os derrubando com explosões de faíscas.


Zoe e Jessie tocaram-se no ombros lado a lado e saltaram para efetuar um chute quádruplo de pés juntos que derrubara os robôs contra um carrinho repletos de malas e bagagens.


Tim e Damian lutavam juntos, com golpes precisos. Tim usou uma pilastra para impulso, disparando contra robôs. Damian, no balcão, desarmou um robô a sua esquerda enquanto oda direita fora agarrado pela arma que atingiu a esmo um lustre, este caindo sobre outro robô. Uma nova onda de Psycho-Bots marchava pela cidade, disparando lasers.


— Tantos Psycho-Bots assim fazem lembrar de Nekovolt quando ele dominou a cidade. — Karen comentou.


— Hora da cavalaria. — Dickerson contatou Owen.


Owen estava no dojo. Seu comunicador tocou.


— Owen na escuta.


— Os Rangers precisam de ajuda contra um exército de Psycho-Bots.


— Psycho-Bots? Estranho sem Flint e Mason no comando.


— O estranho é não estarem lá. Vá rápido, Owen, evite mais danos.


— Entendido. — Owen desligou, morfando — Gorila Esmeralda!


Owen chegou na Beast Cycle, lançando lasers contra os robôs. Sacou a adaga Kong energizada, riscando o chão em volta dos inimigos, a moto derrapando em um círculo de energia. Passou o dedo na lâmina.


— Tchau, otários! — a moto se afastou e o círculo explodiu, aniquilando os robôs.


Lokknon contatou Mudok que estava em um terraço.


— Mudok, está tudo pronto para o disparo?


— Perfeitamente, milorde. Míssil travado, contagem regressiva iniciada. Aracna já está entrando com seu boneco aracnídeo.


Um escorpião robótico de Aracna surgiu, movendo-se entre os Psycho-Bots.


— Boneco?! Se olha no espelho!


— Caramba, um escorpião de ferro! Bloqueou meu caminho! — Owen acelerou.


— Olá, maçãzinha verde e azeda. Eis a nossa revanche, lembra? — Aracna zombou.


Lasers vermelhos atingiram Owen, as explosões o fizeram perder o controle da Beast Cycle, caindo.


— Que acidente feio! Quer que eu chame uma ambulância? Bem, acho que não, hahaha! — Aracna pilotava seu escorpião robótico, sentindo-se poderosa.


— Estou farto desses fedelhos! Vou usar meu mais pesado arsenal! — Lokknon esbravejou — Barooma, dispare o laser devastador!


— O senhor usava esse laser para destruir planetas! Deseja criar um abismo na Terra?


— Ajuste para atingir somente os Rangers! Já!


— Sim, mestre! — o cientista acionou um botão e um raio arroxeado mirou o hotel.


— Rangers, saiam daí! É o laser devastador! Rápido! — Karen alertou, apavorada.


— Vamos! — Austin gritou. Os cinco saltaram pelas janelas, quebrando as vidraças, segundos antes do laser destruir o hotel em múltiplas explosões.


Caíram a salvo.


— Que mega-explosão! — Zoe ajudou Jessie a levantar.


— Destruiu tudo! — Jessie constatou.


— Lokknon acordou com a faca nos dentes! — Tim comentou.


— Quase fomos desintegrados. — Damian avaliou.


— Ainda bem que não havia mais ninguém. — Austin suspirou, vendo Owen lutar — Olha o Owen!


— Pessoal! — Owen gritou, cortando robôs com a adaga — Uma cobertura aqui?


O quinteto saltou para ajudar Owen.


— Não me ignorem! — Aracna surgiu com seu robô — Conheçam o Scorpandroide! Mas aviso que sou o menor dos seus problemas, hahaha.


— É a Aracna naquela coisa? — Zoe perguntou, golpeando um robô.


— Pelas cores xexelentas, sim! — Jessie chutou outro.


— Xexelenta? Olha pra você, loirinha sem brilho!


O scorpandroide disparou tiros das garras, atingindo os Rangers que se atordoavam com explosões de fogo em volta. Owen saltou para ficar sobre o Scorpandroide.


— Vou usar meu abridor de latas! — Ele fincou a adaga na estrutura.


— Não estrague meu mascote! — Aracna controlou as garras para agarrar Owen — Vou te desmontar que nem brinquedo! Hahaha! — as garras puxaram os braços de Owen.


— Owen! — Austin levantou, ferido.


Rangers, acabei de liberar o acesso a um veículo de batalha que tem uma função extraordinária. — revelou Dickerson mexendo no painel — O chamo de Glady Motor Z. Lá vai ele! — apertou Enter, a versão virtual do carro desaparecendo na tela e se materializando próximo aos heróis vindo em piloto automático.


— Que máquina! — Tim aprovava logo de cara — Aí, quem vai dirigir?


— É usual para cada um. Decidam rápido, Owen está em perigo! — Dickerson insistiu.


— Eu piloto! — Austin decidiu.


— Sem objeção. Arrebenta, amigo. — Damian apoiou.


— Valeu! — Austin saltou para o carro, o teto abrindo. Acelerou — Canhões Pulsar, disparar!


As armas traseiras dispararam pulsos de energia azul, atingindo os braços do Scorpandroide, libertando Owen.


— Yeah, Austin! Salvou minha vida! — Owen comemorou, livrando-se de uma garra — Sai daqui, coisa asquerosa! Aracna, obrigado pelo alongamento!


— Grrr, pestinhas! Esse carro não deve ter mais nada impressionante! — Aracna, furiosa, disparou o ferrão. O Glady desviou, causando uma explosão.


— Ele é mais do que os olhos podem ver! Modo Sentinela! — Austin ativou, o carro transformando-se em um robô com garras.


— Virou robô! — Zoe admirou.


— Igual minha coleção de Cybertron Wars! Arrebenta! — Tim vibrou.


O robô correu, desviando dos tiros. Aracna atacou com o ferrão, mas o robô o agarrou.


— Vamos dar uma volta! — Austin disse, girando o Scorpandroide, depois lançando-o para o alto — Míssil-Motor! — um míssil saiu do peito do robô, explodindo o Scorpandroide em pleno ar.


A princesa aracnídea caíra gritando sobre um canteiro de arbustos. Levantou revoltada, seu rosto sujo de fuligem e poeira, além de folhas pequenas no cabelo. Cuspiu folhinhas, indignada.


— Não perdem por esperar, seus pirralhos! Eu fui só um aperitivo! — disse ela antes de teletransportar.


— Míssil lançado! A população desta cidade será mentalmente escrava do império mais poderoso do universo! — anunciou Mudok.


— Alerta de invasão! Um míssil da nave de Lokknon vem vindo pra cá! — Karen detectou.


— Detecção infravermelha? — Dickerson perguntou.


— Assinatura de agente tóxico gasoso. Uma cortina de gás que vai se espalhar por toda parte.


— Acreditamos que Flint e Mason foram transformados por gás. — Austin lembrou.


— Vamos confirmar essa teoria. Austin, voe até o míssil e remova o gás para eu criar uma versão reversa.


— Boa ideia! Ativar propulsores! — Austin voou com o Glady em direção ao míssil.


— Quer mais potência? Ative o Modo Vermelho.


— Como ativo?


— Enviando o disco de instalação. Insira-o na entrada indicada.


Um disco pequeno vermelho com o emblema de zord estampado surgia no meio dos controles do Glady Motor Z. Austin o pegara.


— Veremos o que acontece quando eu instalo essa belezinha aqui. — Austin inseriu o disco. O robô mudou de aparência, lembrando o Leão Escarlate — Fantástico!


— O Glady não sei o quê trocou de pele! — Jessie apontou.


— Glady Motor Z. Sua vez ainda vai chegar, Jessie. — garantiu Dickerson.


— Amamos essa novidade! Vamos, Austin! — Zoe incentivou.


O Glady alcançou o míssil, agarrando-o. Lasers partindo dos ombros cortaram um quadrado na superfície. Austin removeu o recipiente do gás.


— Prontinho! De volta ao remetente! — o robô chutou o míssil para o espaço, lá explodindo na nave de Lokknon. A sala tremeu com o impacto.


— Barooma, avaliação de danos!


— Nível L3, senhor! Refrigeração em risco!


— Mudok consertará depois! — Lokknon disse. Flint e Mason teleportaram-se. — Mas voltaram cedo! Achei que estavam de férias.


— Sem férias até a missão. — Mason afirmou.


— Às suas ordens. Próximo passo? — Flint perguntou.


Lokknon os encarou.


— Eu faço as perguntas aqui. Onde estiveram? O que fizeram?


— Chega de segredos: descobrimos a base dos Rangers. — Mason revelou. — Se pudéssemos ir até lá...


— E podemos. Diga-nos o que fazer. — Flint completou.


Lokknon sorriu maquiavelicamente. Na Terra, o Glady pousou.


— Isso aí, show! — Owen parabenizou Austin.


— Haha, Lokknon deve estar tremendo! — Austin riu.


— Mandou direto pra ele?! Essa foi braba! — Tim elogiou.


— Foi por quase nos vaporizar. — Damian concluiu.


Os Psycho-Bots atacavam.


— Escudo de Força! — Austin criou uma barreira, depois contra-atacou com lasers das mãos.


Na Central de Comando, Dickerson arrumava seu armário de reserva numa sala de luz branco-azulada quando ouviu um ruído suspeito. Olhou para a porta e se fora até ela para sair e verificar de quem seriam aqueles passos.


— Karen? É você? — indagou ao deslizar a porta para o lado reabrindo-a — Quem está... Ah! — recebeu um pulso de energia roxa que o arremessou contra uma parede, batendo as costas numa lâmpada embutida e fazendo faíscas salpicarem. Caiu sentindo-se zonzo, sua visão apagando-se tal qual sua consciência.


Os Rangers teleportaram-se de volta, comemorando a vitória contra os robôs.


— Que farra fizemos com aqueles panacas! — Owen disse.


— Verdade. — Jessie concordou.


— Por que as luzes estão apagadas? — Tim estranhou.


— E os computadores? — Zoe notou.


— Karen? Sr. Dickerson? — Austin chamou.


— Há três assinaturas de calor... Essa não... — Damian alarmou-se.


As luzes acenderam, revelando Flint e Mason.


— Descobriram nossa bat-caverna! — Tim exclamou.


— Como nos acharam? — Austin perguntou com braveza.


— Fácil. — Flint respondeu, olhando para Zoe — Não é, ovelhinha?


— Não pode ser... — Zoe estava aflita.


— Sem explicações. Mas nos devem uma revanche. E é bom darem tudo que têm ou ela pagará — Mason virou uma cadeira, mostrando Karen algemada e amordaçada.


— Karen! — Os heróis gritaram.


Flint sacou sua espada.


— Um passo e acabamos com ela aqui mesmo.


— Até mais, Power-Perdedores. Preparem-se para o final. — Mason disse. A dupla teleportou-se com Karen.


— Não, Karen! — Austin estava perturbado — Isso não tá acontecendo...


— Mas como foi que entraram? — Owen perguntou.


— Células de morfagem criadas com a ajuda do Bouk. — Damian explicou.


— Zoe, por que o Flint se referiu a você? — Jessie indagou.


— Eu cometi um erro, me desculpem. — Zoe chorou.


— Calma, conta pra gente. Você os trouxe aqui? Como? — Austin perguntou.


— Eu tava no Earl escrevendo no meu diário quando o Flint apareceu e falei com ele. Só que me distraí na conversa e não percebi o Mason chegar por trás. Ele pegou meu diário onde escrevo cada aventura que vivo como Power Ranger. Nele também revelo a localização daqui.


— Nossa, Zoe... — Owen lamentou — Mas tudo bem, afinal eles te intimidaram.


— Flint me agarrou. Devia ter tomado o diário. Por minha culpa, Karen está em perigo! — Zoe chorou, batendo na mesa.


— Calma, Zoe. Vai ficar tudo bem. Daremos a revanche que eles querem. — Jessie a amparou.


— Preciso religar os sistemas e contatar o Leozor. — Damian disse.


— Isso é trabalho do Sr. Dickerson. — Owen lembrou.


— Mas cadê ele? — Tim perguntou.


— Lá dentro! — Austin correu para os fundos, encontrando Dickerson acordando. — Sr. Dickerson!


— Ai... — Dickerson gemeu — É um alívio vê-los.


— A Karen foi sequestrada. — Jessie avisou.


— Lamentamos não poder fazer nada no momento, eles estavam no controle. — disse Damian.


— Karen... Isso é péssimo. Tenho que contatar o comandante agora. — Dickerson levantou.


— Primeiro uma passadinha na enfermaria. — Tim insistiu.


— Obrigado pela preocupação. — Dickerson foi andando, amparado por Austin e Owen.


Minutos depois, Leozor estava na tela.


— Rangers, a situação é crítica. A vida de uma funcionária de grande utilidade está em risco.


— Karen não é só útil. É nossa amiga. Vamos salvá-la a qualquer custo. — Austin afirmou.


— Priorizando o resgate, a libertação dos garotos é secundária. — Leozor disse.


— Não, vamos salvá-los também. — Jessie insistiu.


— Se o gás for a causa... E se meus testes falharem... — Dickerson ponderou.


— A única solução será... eliminá-los. — Leozor decretou para o temor das meninas.


— Se preciso... faremos. A vida da Karen vale mais. — disse Austin, sério.


— Não! — Jessie confrontou o amigo, chorando — As vidas deles importam, são vítimas também. Vou acreditar nisso até o fim.


— Eu digo o mesmo. — Zoe apoiou — Comandante, a culpa foi minha. Se quiser me punir...


— Não precisa, Zoe. Era inevitável. Foquem no efeito, não na causa. Boa sorte.


O alarme tocou. Dickerson checou o monitor.


— Karen está presa num guindaste numa área de construção civil na zona oeste. — voltou-se aos Rangers — Corram. Salvar Karen é quase certo. Já qjuanto a eles... Sei que é difícil, meninas, mas estejam preparadas.


— Aconteça o que acontecer, camos lutar. — Zoe afirmou.


Os Rangers pegaram seus capacetes.


— Último round. — Austin disse.


— Pela Karen. — Owen.


— Pela cidade. — Tim.


— Pelo mundo. — Damian.


— Pela nossa honra. — Jessie.


— Pela humanidade. — Zoe.


— E pelo universo. — Austin colocou o capacete — De volta à ação!


Na nave de Lokknon, Flint e Mason estavam insatisfeitos.


— Nos recusamos! — Mason disse.


— Não podemos obedecer! — Flint reforçou.


— Preferem morrer?! São valiosos para meu triunfo! — Lokknon estava exasperado.


— Valiosos até nos descartar. Quer nos controlar por isso. — Mason acusou.


— Blefando para nos deixar de lado pela negociação. — Flint rebateu.


— Quer a localização exata? Aceite nossos termos. — Mason decretou.


— Me chantageando?! — Lokknon levantou furioso — Não admito isso!


Aracna e Mudok observavam.


— Botaram as garras pra fora. O mestre está impondo respeito. — Aracna comentou.


— Os olhos do mestre estão sendo abertos pra verdade. Eles querem ser independentes usando o poder total, mas isso é realmente um erro. — Mudok declarou.


— Mestre, os Rangers se aproximam! — Barooma alertou.


— Vão, mas não façam nenhuma loucura. — Lokknon ordenou.


— Que seja. Nosso poder pela metade basta. — Mason afirmou.


A dupla teleportou-se. Os cinco Rangers chegaram nas Beasts Cycles.


— Aguenta firme, Karen! — Austin disse.


A dupla maligna surgiu bloqueando o caminho. Sacaram suas espadas, energizando-as e disparando raios como tornados.


— Atenção! Agora! — Austin gritou.


— Colete Zoomorph! Cartão da Fera! Modo Fúria Animal, ativar!


Os ataques atingiram as motos, causando uma enorme explosão da qual irromperam os Rangers saltando já com seus trajes de Fúria Animal. Austin atacou Mason, que esquivou w avançou dando um chute no peito do líder combinando a um salto mortal para trás.


— Mason! Deixa a gente passar! A Karen não precisa ficar no meio disso! — Jessie voou — Chuva de penas!


— Precisa sim! Emissor ultrassônico! — Mason disparou ondas que pararam as penas e as mandaram de volta, atingindo Jessie.


— Jessie! — Austin correu, mas Flint o impediu com sua invulnerabilidade.


— Passa por mim! — Flint gesticulou.


— Ciclone Flamejante! — Austin girou as patas em chamas, mas Flint avançou ileso. — Droga...


Flint lançou sua aura animal, atingindo Austin que foi tirado do chão com uma explosão de fogo. Damian, Tim e Zoe avançaram.


— Querem também? Tomem! — Mason disparou mais ondas, explodindo atrás do trio, que seguiu em frente.


— Canhão Bolha! — Zoe atacou.


— Super Hidro-Canhão! — Tim disparou.


— Chifres Bélicos! — Damian atacou.


Mason lançou sua aura de morcego que engoliu os ataques e se transformou numa bola de fogo arroxeada, atingindo o chão perto do trio que se dispersou antes, causando uma explosão em forma de cogumelo.


Owen vinha na sua Beast Cycle na horizontal passando pela fachada de um prédio.


— Tô indo te tirar daí, Karen! — disse o Ranger Verde que saltou da moto visando cortar o cabo do guindaste que prendia a tecnóloga. Porém, Flint agiu depressa ao disparar um raio da sua espada que o atingiu em pleno ar no corpo, o derrubando contra pilhas de caixas de madeira das quais caiu rolando em meio a faíscas.


— Acabou a brincadeira! — Owen reergueu — Colete Zoomorph! — a armadura surgira.


— Falta só o verdinho.


— Ele nos faz suar.


Ambos energizaram as espadas. Dickerson contatou:


— Owen, a adaga Kong desbloqueou uma forma evoluída que eu já vinha preparando há meses. A transforme no Sabre Kong.


— Beleza! Sabre Kong! — a adaga virou uma espada sofisticada.


Flint e Mason atiraram raios, rebatidos por Owen, causando explosões. Owen deslizou para frente , golpeando-os e derrubando-os.


— Isso não é vantagem! — Mason resistiu.


— Olhem para trás! — Owen correu para o guindaste. A dupla viu os Rangers preparando o Abatedor da Fúria.


— Foi uma distração! — Flint percebeu.


— Um, dois, três... Disparar! — os Rangers lançaram seus emblemas animais que formaram a quimera, atingindo a dupla com uma explosão.


Owen lançou um corte do Sabre Kong, mas uma barreira roxa o impediu.


— O quê? Parede invisível?


— Sim! — Barooma surgiu com um cajado — Barreira intransponível!


— Vamos tentar! Cartão da Fera! Modo Fúria Animal, ativar! — Owen socou a barreira insistentemente com os Punhos Primatas.


— Sua teimosia é o seu fracasso! — Barooma disparou um raio no cajado, abrindo um portal vermelho abaixo de Karen — Quanto mais ela desce, mais perto da condenação!


Dickerson notara o portal para Phamtorus.


— Rangers, Barooma abriu um portal para Phamtorus!


— A situação piorou! — Jessie exclamou.


— Owen só tá gastando energia! — disse Tim — O que fazemos?


— Super Fúria Animal? — Zoe sugeriu.


Não, por mais forte que seja, dura muito pouco pra acabarmos com eles. — contrariou Austin.


— Mas o Abatedor da Fúria os atingiu. — Damian lembrou.


— Porque permitimos. — Mason disse em meio às chamas.


— Fomos obrigados a nos conter... até agora! — Flint falou.


A dupla desobedeceu Lokknon, passando para as formas monstruosas com poder ilimitado.


Lokknon se consternou.


— Não! Tolos... Por que é tao difícil lidar com crianças impetuosas?


— Partiram pro tudo ou nada. — Austin disse.


— Querem poder bruto? — Mason disse. Ambos lançaram raios combinados, derrubando os Rangers com explosões intensas de fogo e desativando suas transformações.


Dickerson notou:


— Foram forçados a se conter... Por quê? Desobedeceram Lokknon. A servidão deles não é absoluta. — olhou para a caixa clm granadas contendo o gás reversor — Mas a lavagem cerebral é possível.


— Mestre Lokknon, nos engrandeça! — Mason pediu.


— Revelaremos a base dos Rangers em troca! — Flint completou.


— Se estiverem mentindo... Barooma, laser regenerador!


— Ahn... Sim, mestre! — Barooma hesitante ativou o laser verde, gigantizando a dupla.


O Psycho-Bot na retroescavadeira descia Karen a cada três minutos.


— Rápido! Karen se aproxima do portal. O reversor está pronto, mas não para o tamanho deles. — Dickerson alertou.


Os Rangers recuaram quando Flint pisara a fim de esmaga-los.


— Precisamos do Megazord agora! — Austin gritou.


Os zords saíram, formando o Megazord Z.


— Chaves de Comando! Ligado! Sequência Megazord, ativar! — Austin comandou.


— Sabre Selvagem! Chama Cromática! — O Megazord atacou, mas a dupla resistiu. Mason lançou bumerangues de morcego, atacando o robô. O Megazord tentou destruí-los com o sabre, sofrendo explosões de faíscas.


— Segurem essa! — Flint derrubou o Megazord com o ombro.


— Owen, esqueça essa barreira e vá somar forças ao Megazord. — orientou Dickerson — Flint e Mason preparam um ataque conjunto capaz de um estrago arrasador!


Flint e Mason carregavam um ataque de energia, pisando no Megazord caído.


— Que força... esmagadora! — Damian disse.


— Se o Owen não se apressar... — Jessie temeu.


— Vamos virar sardinha! — Tim exclamou.


O Gorila Esmeralda lançou suas tropi-granadas, interrompendo o ataque. A dupla se afastou e o Megazord levantara.


— Salvos pelo Kong! — Tim disse.


— Cheguei pra esquentar! — Owen disse.


— OK, ativando conexão Megazord! — bradou Austin. O Gorila Esmeralda tiveera sua parte fixadas ao robô, formando o Megazord Z x2.


— Vamos usar tudo que tivermos! — disse Owen — Eu começo: protezord porco-espinho!


O protezord veio, a cauda se enrolando no dedo da mão direita do robô. Mason disparou mais bumerangues, os quais foram rapidamente destruídos pelos movimentos do porco-espinho como ioiô que logo atacou o Ranger Roxo girando com seus espinhos faiscando no peito.


— Doeu, mas não o bastante! Sua vez, Flint!


O Ranger Marrom avançou com suas garras energizadas.


— Minha vez: protezord sapo! — dissera Tim. O anfíbio robótico veio ao robô tornando-se o disco que se fixou no braço direito, logo disparando os dardos venenosos que refrearam Flint com estouros de faíscas dolorosos.


— Meu corpo está anestesiado!


— Sinta o veneno! — Tim zombou.


— Protezord Girafa! — Jessie disse. A girafa viera, logo tornando-se um bastão elétrico.


— Ativar modo Velox x2! — Austin reduziu o robô, atacando a dupla com o bastão elétrico.


— Vem, protezord coelho! — Zoe chamou. O coelho viera, tornando-se um aspirador na mão esquerda do robô.


— Ação e reação! — Mason lançou uma onda sônica, absorvida pelo coelho e devolvida como um raio, atingindo-o.


— Protezord Javali, sua vez! — Damian disse. O javali virou brocas, atacando Flint no peito e chutando-o.


O macaco vermelho vinha com sua transformação em tonfa, sendo movido num golpe que batera em ambos. O Megazord movimentou a arma habilidosamente, posando e fazendo gesto com chamado para a luta.


— Vamos mostrar o que acontece com quem fica cheio de si pra cima da gente! — disse Mason — Flint, aquela nossa técnica, agora!


A dupla energizou suas mãos para lançar um poderoso ataque com suas auras emanadas ao limite faiscando em raios roxos e marrons. Lokknon inquietou-se ao assistir.


— Rangers, agora a Insígnia Feroz Hexa! Karen está a um metro do portal! — Dickerson alertou.


Flint e Mason atingiram o limite, raios os envolveram, regredindo-os ao normal.


— Voltaram ao normal! — disse Austin, surpreso.


— Íamos mandar nosso trunfo! — Tim lamentou.


A dupla levantou-se sofrendo um colpaso de energia similar ao que Austin vivenciou.


— Por isso Lokknon os controlava. Iriam se auto-destruir. — Dickerson constatou.


Os Rangers saltaram do Megazord.


— Estão passando pelo mesmo que eu! — Austin disse.


— A lei do retorno não falha! — Tim falou.


— Tim, sem chacota! — Jessie repreendeu.


— Temos que ajudá-los! — Zoe desesperou-se — Flint...


Dickerson teleportou-se com a caixa do reversor.


— Sr. Dickerson! — Owen exclamou.


— Austin, pegue! — Dickerson jogou a caixa.


— Peguei! — Austin abriu a caixa com as granadas de gás reversor — Beleza! — Lançou duas em Flint e Mason. O gás branco os envolveu.


— O efeito agirá em dez segundos. — Dickerson cronometrou.


Os heróis se aproximaram cautelosos.


— Pronto! Agora, dois de vocês devem recalibrar as pistolas e disparar nos morfadores agora que o gás está se dissipando! — orientou Dickerson.


— Owen, você e eu! — decidiu Austin a direita do Ranger sacando sua pistola.


— Eu topo! — Owen sacou a pistola. Ambos dispararam lasers nos morfadores, destruindo-os. Flint e Mason caíram.


— Mason... Acabou. — disse Jessie.


— Flint, fala comigo! — Zoe o amparou.


— Jessie? Pessoal... Sinto muito. — disse Mason para alívio das meninas.


— Que dor de cabeça. — queixou-se Flint — Zoe... Valeu por não desistir.


— Eu nunca faria isso com um bom coração.


— O gás funcionou! — Jessie exclamou.


— Melhor: lavagem cerebral confirmada. Estão livres. — Austin afirmou.


Entretanto, raios púrpuras manifestaram-se a uma certa distância dos Rangers.


— Mas o que é isso? — perguntou Austin.


— Parece que vai cair um temporal — alarmou Tim — Até o clima escureceu!


Lokknon teleportou-se. Dickerson correu até os Rangers.


— Não... Lokknon.


— Aquele é o Lokknon?! — exclamou Owen.


— Parecia mais alto nos vídeos. — comentou Jessie.


— Finalmente ele veio nos enfrentar. — Austin se preparou.


— Será que é hoje a nossa última luta? — Zoe questionou.


— Se ousarem combatê-lo. — avisou Dickerson — Vocês dois, comigo. Rangers, não o enfrentem diretamente, Lokknon está a um patamar elevado demais pra vocês numa luta vale-tudo, fujam depressa.


Dickerson levou a dupla para longe.


— Não tão rápido, Dickerson! — Lokknon disparou um poderoso raio púrpura da mão esquerda.


— Sr. Dickerson! — Austin saltou na frente, recebendo o golpe que causou fortes explosões em volta do líder que caiu ajoelhado desmorfando.


— Austin! — Os outros correram para ajudá-lo.


— Fiquem onde estão, vermes! — Lokknon atirou outro raio explosivo de intensidade a fazê-los desmorfarem — Hora dos adultos conversarem. — caminhou até Dickerson.


— Escondam-se atrás daquele trator. —disse Dickerson a Flint e Mason.


— Mas o que você vai fazer? — Mason perguntou.


— Não pode lutar! — Flint disse.


— Eu assumo daqui. Austin, fique longe. — Dickerson ajudou-o a levantar.


— Não... Tenho que lutar. — Austin gemeu.


— Não nessas condições.


— Dickerson, faz tempo que não travamos um embate justo.


— Também senti saudades. — ironizou Dickerson — Sei o que quer em troca da liberdade de Karen.


Lokknon sorriu cinicamente.


— Se não quiser que sua assistente... — ameaçou Karen com um raio — ...sucumba ao terror de Phamtorus... Conto até dez. Mude de ideia e corto aquele cabo!


Os Rangers feridos juntaram-se a Austin. Dickerson lamentou o que faria.


— Sr. Dickerson... — disse Damian — O que vai oferecer?


— Esse seu olhar tá me assustando. — temeu Jessie.


— O que vai dar? Grana? Joias? — Tim perguntou.


— Não, crianças. — disse Dickerson com a voz embargada — Suas células de morfagem.


Karen estremeceu:


— Dickerson, não faça isso! Não por mim!


— Prefiro esse sacrifício.


— Sacrificar o legado de seu pai? Eu não faria isso.


— Brigue comigo à vontade, mas a sua vida primeiro. É o ato mais sujo que um vilão faz com um herói: desvirtua-lo dos seus princípios. — olhou para os Rangers — Por favor, me entreguem as células.


Austin engoliu em seco, assentindo, apesar do baque o afetar emocionalmente. Entregou sua célula.


— Todos de acordo com o Sr. Dickerson, certo?


Os outros concordaram em silêncio. Jessie, Zoe, Tim e Damian entregaram suas células.


— Preciso apenas das cinco células criadas por Wallace. — Lokknon exigiu.


— Owen, você está isento. — decretou Dickerson.


— Não, faço questão de entregar a minha.


— Não, Owen, fique com ela. A Terra precisará de um Ranger mesmo que um não baste. — recomendou Austin.


— As quais eu ajudei a criar. — revelou Lokknon, chocando a todos.


— Como assim ajudou? — perguntou Dickerson.


— Só forneço maiores detalhes quando estes cinco belos cartões estiverem na palma da minha mão.— exigiu Lokknon.


Dickerson entregou-as forçosamente.


— Agora solte-a.


Lokknon riu.


— Se for um homem de palavra, Lokknon, solte ela!


Lokknon fechou a mão, o portal sumindo e a corda se rompendo, levando Karen a cair desamarrada. A tecnóloga correu para Dickerson e ambos se abraçaram apertados.


— Não faz ideia da sua estupidez que acabou de fazer.


— Se salvar sua vida é ser estúpido... então me declaro o cara mais estúpido desse planeta.


— Seu pai e eu tínhamos um vínculo profissional. — revelou Lokknon — Mas precisei me infiltrar como cadete da Intercorp.


— Você se infiltrou para se aproximar do meu pai?


— Para liquidá-lo. Mas Wallace trabalhava num projeto ambicioso e inovador. Foi numa noite bisbilhotando a sala dele que nos conhecemos e fomos nos tornando parceiros a tal ponto que ele já me permitiu auxiliar ativamente no projeto depois de ver minha notável habilidade tecno-científica. Você foi privilegiado em ter um pai tão receptivo e amigável, não era nem a sombra do homem cruel que prendeu meus pais num maldito tubo gigante.


— De homens cruéis você entende! — rebateu Jessie. Dickerson a conteve.


— Mas não deixei a afeição me desviar do meu propósito.


— Que propósito? Pra quê quer as células, Lokknon?


— Descobri que Wallace escondeu o tubo com meus pais numa lua do meu planeta. Uma máquina o desativa com chaves específicas. Vi os rascunhos na época e tive um brilhante lampejo.


— Fazer das células as chaves. — Dickerson falou, enojado.


— Por que deixou Wallace com elas? — perguntou Karen.


— Eu as roubaria, mas circulavam boatos de um cadete não registrado e me removi de cena. Agora os trarei de volta!


Lokknon virou-se com as células. Aracna, Mudok e Barooma comemoraram.


— Incrível! Conseguimos! Derrotamos os Power Pirralhos! — Aracna abraçou os colegas no meio deles.


— Aracna, pare! — reclamou Mudok.


— Está apertando! — disse Barooma.


— Por que não chama o Sr. Dickerson de Thomas, mas o pai dele de Wallace? — perguntou Tim a Lokknon.


— Wallace está morto. Não há mais descendentes além do seu mentor. Não faria diferença chamar pelo nome ou sobrenome, ambos são igualmente desprezíveis. — Lokknon continuou andando.


— O único desprezível é você! Isso não acaba aqui, Lokknon! — disse Austin.


— Ah, acaba sim, ex-Ranger Vermelho, hahaha. — Lokknon teleportou-se. Zoe e Jessie choraram abraçadas.


— Queria tanto que fosse um pesadelo. — lamentou Karen.


— O que acontece se Lokknon trouxer os pais dele de volta? — perguntou Austin.


— Um cenário catastrófico pra toda a galáxia. — Dickerson pressagiou.


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