Power Rangers: Esquadrão Z
51 A Verdadeira Fúria Selvagem (Parte 4)
Notas iniciais
Desesperados na luta desigual, os Rangers buscavam uma brecha, mas a cobertura dos dois zords inimigos dificultava o ataque. Austin, firme nos controles, bradou:
— É tudo ou nada! Sabre Selvagem!
A espada prateada surgiu na mão do robô, pronto para a luta.
— Que espadinha mais bonitinha eles tem. — zombou Mason.
— Acham que viemos desarmados? — completou Flint. Um escudo roxo com uma joia rubi teleportava-se para o braço do Gigante Cavernoso.
— Escudo Vortex!
O Megazord Z avançou, o sabre cortando o ar, mas o escudo defendeu com agilidade. Um golpe horizontal foi repelido, e a joia do escudo disparou raios vermelhos, forçando o Megazord a recuar sob as explosões.
— Precisamos de um furacão pra derrubar essa lata velha? — zombou Mason.
— Que graxa ia ter? Hora do Chute do Urso! — exclamou Flint.
O Gigante Cavernoso saltou, girando de cabeça para baixo e desferindo um chute poderoso no Megazord Z, que explodiu em faíscas e caiu com estrondo.
— Droga! Justo o de bicicleta, meu preferido! — lamentou Tim, atordoado pela queda.
— A agilidade desse Megazord rivaliza com nosso Modo Velox! — observou Damian.
— Se querem poder, vão ver! — retrucou Austin, com bravura. O Megazord Z levantou, brandindo o Sabre Selvagem para afastar Aracna e Mudok com golpes certeiros. — Sumam daqui! Essa luta não é de vocês!
— Esse desaforo não engulo! — sibilou Aracna, lançando teias que prenderam o braço esquerdo e o torso do Megazord. — Tentem cortar isso! Mudok, ataque!
O robô de Mudok avançou, sua espada energizada por raios vermelhos, e desceu em um golpe explosivo contra o Megazord Z, sacudindo o cockpit com violência. Mas, em um instante, o Sabre Selvagem brilhou com energia azulada, cortando as teias sintéticas.
— Até agora, vocês são mais incômodo que ameaça. Lokknon já tem dois generais bem melhores. — zombou Zoe.
— Chama Cromática! — rugiu Austin. O Sabre Selvagem incendiou-se em chamas multicoloridas, e o Megazord Z desferiu golpes flamejantes contra os dois robôs, derrubando-os.
— Até esses pirralhos reconhecem esses dois como generais de elite do Mestre! — resmungou Mudok.
— Caímos, Mudok! — exclamou Aracna, com faíscas em seu cockpit. — E agora?
— Recuar não é uma opção! Reerga-se! — ordenou o androide.
— Modo Velox! — gritaram os Rangers. O Megazord Z diminuiu de tamanho, ganhando agilidade e velocidade incríveis. O Sabre Selvagem, ainda em chamas cromáticas, desferiu uma série de cortes rápidos, mas o Gigante Cavernoso esquivava com destreza. O último golpe foi bloqueado pelo Escudo Vortex, a joia absorvendo o impacto e liberando uma onda de energia que arremessou o Megazord Z para trás.
— Nosso escudo tem uns truques maneiros. — avisou Mason. — E o próximo é bem afiado. Vamos, Flint!
— Modo Espadachim! — bradaram em uníssono.
Uma espada cromada surgiu do Escudo Vortex, que servia de empunhadura.
— Agora essa! Escudo canivete?! — exclamou Tim.
A voz de Dickerson ecoou no cockpit:
— Rangers, adicionei ao Modo Velox mais trinta segundos! Aproveitem!
O Megazord Z avançou velozmente, o Sabre Selvagem em chamas chocando-se contra a espada do Gigante Cavernoso em um duelo feroz. Encontrando uma brecha, o Megazord inimigo desferiu um corte preciso com a espada, seguido por um soco, um giro com chute e, finalmente, um corte diagonal carregado de raios vermelhos que explodiu no peito do Megazord Z.
— Aguentem firme! — ordenou Austin, lutando contra os controles.
— Esse golpe deles drenou nossa energia drasticamente! — alertou Damian.
— Crianças, dez segundos! — soou a voz tensa de Karen.
— É agora! Golpe máximo! — bradou Austin. A Chama Cromática intensificou-se. O Megazord Z avançou com a espada em um golpe de cima para baixo, mas a lâmina inimiga surgiu por baixo, chocando-se contra o sabre. A força do impacto gerava faíscas intensas, cada espada lutando pela supremacia.
Mudok e Aracna, já de pé, lançaram seus zords para agarrar o Megazord Z em ambos os lados. O Modo Velox expirou, e o robô dos heróis retornou ao seu físico normal.
— Perdemos a velocidade! — lamentou Zoe.
— E ganhamos dois carrapatos! — exclamou Jessie. — Campo repulsor, cadê você?
Flint e Mason concentraram toda a energia do rubi na espada.
— O resultado já era certo. — disse Mason. — Energizar!
A espada sofrera um polpudo aumento de carga energética, o que levou o Gigante Cavernoso a se sobressair partindo o Sabre Selvagem ao meio. A parte cortada caiu com impacto no chão da metrópole. Dickerson e Karen sentiram um gelar na espinha tamanho o assombro.
— Não acredito... Quebraram nossa espada! — exclamou Tim, incrédulo. — Parecia feita de papel!
— E com a Chama Cromática no máximo! — reforçou Jessie. — Austin, fala que tem um plano B!
— Nada, pessoal... Desculpem. — disse o líder, a voz tensa. — Não consigo pensar em nada. Eles são muito fortes... Perdemos a espada e nosso escudo não vai aguentar.
Aracna e Mudok afastaram seus zords, preparando um ataque coordenado.
— Vão ficar aí paralisados, lamentando a derrota? — provocou Mudok.
— Vamos picotar essa lata velha! Hahahaha! — gargalhou Aracna. Canhões de laser emergiram do peito de ambos os robôs, mirando o Megazord Z de cada lado. Mas...
— Parem! — bradaram Flint e Mason em uníssono, o Gigante Cavernoso atacando-os com o rubi que disparou raios contra eles, ambos os robôs sofrendo explosões nos pontos onde saíam os canhões.
— Insolentes! Iríamos causar danos consideráveis neles, faltava muito pouco! — protestou Mudok.
— Qual é? Nós estamos aqui pra ajudar caso não tenham notado! — reclamou Aracna.
— Muito ajuda quem não atrapalha. — disse Mason.
— Mas até que foi uma boa ajudinha vocês agarrarem a lata velha deles, permitiu a gente vencer o duelo das das espadas. — disse Flint.
— Nós assumimos daqui, não interfiram! — definiu Mason — Estão prontos pra segunda surpresa do Escudo Vortex? Desistam, não há nada que possam fazer com uma espada quebrada a não ser se submeterem a isso!
O rubi brilhou em um vermelho intenso, raios crepitando ao redor. O Escudo Vortex apontou para o Megazord indefeso, e uma espiral sinistra surgiu na joia, expandindo-se em um redemoinho vermelho tempestuoso que se lançou contra os Rangers. O Megazord foi violentamente puxado.
— Que furacão é esse?! Tá nos sugando! — desesperou-se Tim.
— Agora entendemos o nome Vortex! — constatou Damian.
— Aquela pedra... se tivéssemos destruído antes... — lamentou Zoe, agarrando os controles.
— Eu suspeitava... mas talvez estivesse errado! Resistam! — exclamou Austin.
— Inútil lutar contra, a força só aumenta! — zombou Mason.
— Vão passar umas férias eternas no pior lugar do universo! — revelou Flint, com um sorriso cruel.
O redemoinho ergueu o Megazord do chão, a sucção implacável. No cockpit, os gritos dos Rangers ecoavam enquanto o robô girava, sendo tragado pela espiral vermelha como poeira para dentro da pedra. A Alameda dos Anjos estava silenciosa, sem seus protetores. Cidadãos escondidos observavam, perplexos.
— Mas... pra onde eles foram? — perguntou um homem de terno, olhando para o céu vazio.
— Os Power Rangers... derrotados? — murmurou uma senhora afro-americana.
— Não... aquele furacão só os levou! Eles vão voltar, eu acredito! — disse uma mulher loira com esperança.
Dickerson observava o radar, o rosto abatido.
— Perdemos o sinal... Eles se foram.
— Aquilo... parecia magia. — murmurou Karen, incrédula. — O poder dessa pedra é assustador.
— Eles não foram para outra dimensão. — disse Dickerson, reproduzindo um áudio do Gigante Cavernoso. — Escute. — A voz de Flint ecoou gravada — "O pior lugar do universo"
Karen olhou para Dickerson, o nervosismo evidente.
— Só um planeta se encaixa nessa definição...
— Phamtorus. — declarou Dickerson, a tensão marcando suas feições.
Enquanto os Rangers enfrentavam uma batalha impossível, Owen, impulsionado por uma teoria persistente, reuniu coragem e foi até a casa de Mason. Com semblante sério, caminhou até a varanda e bateu à porta, o coração acelerado.
— Pois não? — respondeu uma jovem de cabelos castanhos.
— Ahn... Você é a mãe do Mason, certo? Eu... queria falar com ele um instante. Ele está? — perguntou Owen, um pouco sem jeito.
— Sim, está. Mas quem é você? Um colega? — ela indagou, franzindo a testa com um sorriso divertido. — Não parece o tipo de amigo do Mason.
— Tudo bem, mãe. — disse Mason, surgindo com uma postura surpreendentemente diferente. — O Owen é da turma, a gente tem se conhecido, ele e o grupo dele.
Confuso, Owen tentava entender. Onde estava a rebeldia de Mason? Ele estaria apenas fingindo na frente da mãe? A suspeita e a curiosidade borbulhavam na mente do Ranger Verde.
— Se é assim, entre. — disse a mãe, abrindo a porta.
— Não, obrigado... Aqui fora tá ótimo. É só um assunto rápido da escola.
— Que tal uma volta? O dia tá lindo hoje. — sugeriu Mason, aproximando-se com um sorriso forçado.
— Boa ideia. Eu escolho o caminho. — respondeu Owen, desconfiado.
Enquanto isso, dentro do Megazord Z, os Rangers eram jogados de um lado para o outro em meio à selvageria de Phamtorus: um planeta vermelho e caótico, varrido por ventos implacáveis e com rochas de todos os tamanhos colidindo como meteoros.
— Onde fomos parar?! — gritou Tim, apavorado.
— Parece outro mundo... ou dimensão! Não sei! — respondeu Damian, igualmente perturbado.
— Sr. Dickerson! Karen! — tentou Austin, desesperado por contato.
— Ninguém responde! — confirmou Zoe, a voz trêmula. — Aquele redemoinho nos trouxe para algum planeta!
— Que lugar é esse que não tem chão?! Ou a gravidade é maluca e nos faz voar nessa tempestade! — questionou Jessie.
— A gravidade é normal, segundo as leituras! — informou Damian.
— Então é tipo Júpiter? Cheio de gás? — perguntou Tim.
— Não é um planeta gasoso! Planetas de gás não têm rochas! — corrigiu Damian. — Austin, tentei de tudo, perdemos a comunicação com a Terra!
— Vamos ficar presos aqui para sempre?! Tem que haver um jeito de sair! — desesperou-se Jessie.
— Vamos escapar, custe o que custar! — afirmou Austin, a determinação vacilando aos olhos de Zoe.
— Custe o que custar?! Mal conseguimos mover o Megazord nesse vento! Os controles não respondem!
— Droga! O Lokknon não pode ter vencido! Tem que haver uma saída! — frustrou-se Austin, socando o painel.
— Cuidado! Vamos bater! — alertou Damian sobre uma rocha gigante que se aproximava.
— Força nos controles! Propulsores no máximo! — ordenou Austin, segurando firme. O Megazord tentou desviar, mas a lateral da Arraia Rósea foi atingida.
— Atingimos a rocha! A Arraia Rósea foi danificada, a articulação travou! — reportou Zoe.
— A atmosfera e o clima daqui estão prejudicando o Megazord, causando oxidação! — avaliou Damian, preocupando a todos.
— Quanto mais tempo aqui, pior o Megazord fica? Estamos perdidos! — lamentou Jessie.
— Calma! Enquanto estivermos no Megazord, estamos seguros! — tentou tranquilizar Austin.
Outra rocha atingiu o robô com violência, fazendo os Rangers gritarem.
— Melhor desligar os propulsores. Só ligamos se vier algo maior! — decidiu Austin.
— Esse grandão aguenta mais do que imaginei! — disse Tim, tentando manter o otimismo. — E a gente também! O Sr. Dickerson vai nos tirar daqui!
Owen cruzava a ponte Entwistle junto à Mason e também Flint que havia se juntado a ambos no caminho até ali.
— Sabe, foi uma boa você ter vindo conosco, Flint. — disse Owen entre eles — De início eu pensei que você fosse o menos legal dos dois.
— Que nada, até o Mason sabe que sou o mais gente boa, ele não é de se entregar a ninguém fácil. — disse o transferido de camisa marrom.
— Menos pra Jessie, né? — brincou Owen. O rosto de Mason enrubesceu e ele virou o rosto com expressão meio zangada.
— Eu não arrastei asa pra Jessie, só nos demos muito bem, só isso, como dois bons amigos que gostam de um do outroà a primeira vista. — disse o Ranger Roxo.
— E você, Flint? O que acha da Zoe?
— Não tenho nada contra ela, só acho que precisa agir com mais pulso firme na hora dos problemas. — disse o Ranger Marrom — Mas achei ela uma garota adorável, gentil e sensível, ela me tratou bem como nenhuma outra.
— Então... Vocês se arrependem das coisas ruins que disseram a elas, né?
Os dois novatos trocaram olhares sérios e, de repente, derrubaram Owen com uma rasteira, chutando suas canelas. O Ranger Verde caiu de frente.
— O que foi isso?! Estavam sendo legais! Que mudança repentina!
— É aí que você se engana. — disse Mason, o rosto agora frio e ameaçador.
— Nunca fomos legais. — completou Flint, com um sorriso sinistro.
Suas aparências começaram a se distorcer, como hologramas falhando, revelando suas verdadeiras formas: Psycho-Bots implacáveis. Owen levantou rapidamente, atacando os robôs com chutes e golpes de karatê. Os Psycho-Bots revidaram, mas Owen se defendeu com agilidade. Chutou um deles no peito, jogando-o da ponte para a água. Desviou dos golpes do outro, agarrou seu braço, chutou sua barriga e o arremessou para frente, mantendo-o preso.
O Psycho-Bot foi teleportado para longe, e um alerta soou no comunicador de Owen.
— Preciso avisar Dickerson e Karen! Tem algo muito errado com esses dois! — pensou Owen, assustado com a revelação, correndo de volta o mais rápido que podia.
Aracna e Mudok caminhavam lado a lado perto do campo esportivo, discutindo acaloradamente a luta contra os Rangers.
— Meu laser teria desintegrado metade daquele Megazord! — afirmou Mudok, convicto.
— Metade? O meu o transformaria em pó estelar! Barooma me mostrou as especificações! — retrucou Aracna, minimizando o fracasso.
— Deveríamos ter esperado o Gigante Cavernoso quebrar a espada para atacarmos com as teias, criando a abertura perfeita!
— A culpa é minha agora? Foi sua ideia segurar o Megazord enquanto a "espada de brinquedo" era destruída! — rebateu Aracna, irritada. — Se tivéssemos esperado o golpe final... Espera! Por que estamos brigando? A culpa é daqueles Rangers!
— Exato. Essa discussão é inútil. Falhamos por causa da arrogância daqueles dois. Agora estamos aqui, sem rumo, com medo da punição do Mestre.
— Ele deve estar preparando as manoplas... — disse Aracna, encolhendo-se ao imaginar a dor.
— Ou será a tortura mental... as ondas psíquicas dele.
Owen dobrou uma esquina e deu de cara com Aracna e Mudok, freando bruscamente, surpreso.
— Vocês?! O que fazem aqui?
— Olha só, o Power Pirralho banido! — zombou Aracna. — Já desistiu de defender seus amiguinhos? Ah, é verdade... eles nunca mais vão respirar o ar desse planetinha insignificante! Hahaha!
— O que fizeram com meus amigos?! Respondam! — exigiu Owen, em posição de luta.
— Algo tão ruim quanto o que faremos com você... agora! — rosnou Mudok, desembainhando sua espada. — Quer lutar? Ótimo! Adoraremos acabar com um Ranger indefeso.
— E não vamos pegar leve. — sibilou Aracna, suas unhas vermelhas crescendo. — Sem faíscas para soltar, melhor ainda para mim!
Os dois se aproximaram, ameaçadores. Na Central de Comando, Dickerson detectou Owen no radar.
— Não... Owen está em perigo.
— Ele não pode lutar contra os dois desmorfado! — alarmou-se Karen. — Eles não se comparam aos Rangers de Lokknon, mas são perigosos. Vou pedir que ele fuja.
— Não. — decidiu Dickerson. — Traga-o para cá. Não temos tempo. A sobrevivência dos Rangers depende dele.
Karen hesitou, mas apertou o botão de teletransporte externo. Owen sumiu em um raio de luz verde.
— Ele fugiu! — exclamou Aracna, ultrajada. — Ninguém me evita assim!
— Ele não fugiu. Nem se mexeu. — disse Mudok, embainhando a espada. — Dickerson o teleportou. Mesmo banido, ele ainda está ligado à Intercorp.
— Acha que Dickerson e a assistente vão arruinar tudo?
— Não é isso que me preocupa. — respondeu Mudok, pensativo.
Na Central de Comando, um sorriso surgiu no rosto de Owen ao ouvir a decisão de Dickerson.
— Sério? Que demais! Já posso ajudar!
— Owen... esta missão não é exatamente um trabalho em equipe. — ponderou Karen.
— Os Rangers foram sugados por um portal criado pela joia do escudo do Megazord inimigo. — explicou Dickerson, mostrando imagens da destruição causada pelo Gigante Cavernoso e um close-up do Escudo Vortex.
— Eles têm um Megazord... Então era isso que Aracna quis dizer sobre meus amigos nunca mais respirarem nosso ar. Eles foram mandados pra outro planeta, não foi?
— Aquele rubi abre um portal direto para Phamtorus, um planeta morto com tempestades de vento tão fortes que destruíram quase toda a superfície, expondo abismos mortais. — detalhou Karen.
— As tempestades estão mantendo o Megazord Z no ar por enquanto, mas as rochas voando certamente estão danificando a estrutura. — acrescentou Dickerson.
— Mas... minha suspensão acabou?
— Ainda não. — respondeu Dickerson, aproximando-se. — A decisão foi minha. Nesta emergência, você é a nossa única esperança.
— Mas eles têm um Megazord formado por dois zords! Meu Gorila Esmeralda não é tão poderoso...
— Sua missão é quebrar o rubi. Acreditamos que isso trará os outros de volta. — disse Dickerson, confiante. — Você consegue, Owen. A força do Gorila Esmeralda é imensa.
Dickerson pegou a célula e o morfador e entregou a Owen.
— Leozor não vai se zangar com isso?
— Eu ludo com o Comandante depois. Vá e salve seus amigos. Eles verão sua lealdade. Karen continuará fazendo a varredura nos vídeos.
Owen sentiu uma onda de determinação, assentindo com firmeza. Pegou seus equipamentos com garra.
— Sou a única esperança deles. É meu dever. Não vou falhar. — disse Owen, encaixando a célula no morfador. — Nunca vou desistir! É hora de morfar! Gorila Esmeralda!
O Ranger Verde retornou à ação com energia renovada. Owen saltou para o topo de um prédio destruído e acenou para o Gigante Cavernoso.
— Olhem só quem voltou! Vim dar a surra que vocês merecem!
— Não acredito... — murmurou Mason, incrédulo.
— O verdinho não devia estar chorando no bercinho? — zombou Flint.
— Quem vai chorar são vocês! Sei quem são, e todos vão descobrir! — retrucou Owen, sacando a Adaga Kong e soprando o apito. O Gorila Esmeralda surgiu, rugindo e batendo no peito, correndo para a batalha. — É isso aí, parceiro! Que bom te ver de novo!
Owen saltou para o cockpit do zord, segurando os controles com firmeza. O Gorila Esmeralda bateu os punhos, pronto para lutar.
— Podem vir! Não vou facilitar!
— Esse seu robô enferrujado não vai nem arranhar a gente. — zombou Flint. — Que tal mandarmos ele para o mesmo buraco dos outros? Economizaríamos energia.
— Ele quer briga e eu adoro um desafio! — respondeu Mason.
— É ele ou a gente! Vamos acabar com esse gorila de sucata! — concordou Flint.
O Gorila Esmeralda avançou, seus punhos encontrando o Escudo Vortex em um choque de faíscas.
— Seu macaco até que tem pegada, mas não é nada demais. — comentou Flint.
— Esse Megazord deles é bem ágil! — observou Owen. — E eu não estou lutando boxe! Meu estilo é único e vai acabar com vocês dois!
Lokknon levantou-se do trono, furioso, rosnando.
— Que idiotice Dickerson pensa que está fazendo, liberando aquele traidor do Ranger Verde?! A Intercorp enlouqueceu!?
— Dickerson deve estar desesperado sem os outros Rangers! — observou Barooma. — Mas mestre, há algo pior!
— Pior do que Dickerson me desafiando? O quê?!
— Nossos radares detectaram os clones holográficos de Flint e Mason se desfizeram quando o Ranger Verde os levou para fora da cidade!
Um vídeo surgiu na tela, inflamando ainda mais a raiva de Lokknon. Ele cambaleou de volta ao trono, a cabeça latejando.
— Por que esses clones malditos têm um limite?! Agora aquele verme do Ranger Verde sabe quem são meus novos generais! Minha cabeça lateja...
No combate entre os colossos, o Gorila Esmeralda atacava incessantemente o Megazord de Flint e Mason, que se defendiam com dificuldade.
— Fuja enquanto pode! — disse Mason. — Dois zords em um são imbatíveis contra um sozinho.
— Desista! Sua chance é nula! — reforçou Flint.
Juntos, eles liberaram raios do rubi, atingindo o Gorila Esmeralda em uma chuva de faíscas.
— Modo Espadachim! — gritaram em uníssono.
A espada surgiu do Escudo Vortex e golpeou o zord de Owen duas vezes, na diagonal e na horizontal, provocando explosões de faíscas.
— Dois golpes potentes e ainda resistiu a um terceiro?! Impressionante para um zord sozinho. — avaliou Mason. — Mas força não é tudo.
Raios vermelhos fluíram do rubi para a espada, eletrocutando o Gorila Esmeralda por dentro e por fora. Faíscas dançavam no cockpit, e Owen sentiu a dor lancinante da descarga elétrica.
— Owen, foque na joia do escudo! Resista! — ordenou Dickerson.
— Vou tentar... por eles! — respondeu Owen, controlando o zord apesar da dor lancinante, rosnando de esforço. O Gorila Esmeralda manteve a espada firmemente agarrada, puxando-a para perto. — Agora! — Com o punho erguido, Owen girou o escudo e golpeou o rubi com força, estilhaçando-o em pedaços.
— Não! — gritaram Flint e Mason.
O Gigante Cavernoso começou a brilhar em um vermelho intenso, a energia oscilando por todo o seu corpo.
— O que está acontecendo?! — perguntou Flint, assustado.
— Não sei, mas não é bom! — concordou Mason.
O redemoinho vermelho voltou a se manifestar da pedra destruída, cuspindo o Megazord Z que caiu de lado com grande impacto. Karen e Dickerson entreolharam-se suspirando de alívio.
— Yeah! Meus amigos voltaram e a partir daqui nada vai nos segurar! — comentou Owen socando o ar.
— Galera, estamos de volta à Terra! — disse Austin.
— O que terá acontecido? — indagou Zoe.
— Rangers, na escuta? — chamava Dickerson pelo comunicador do cockpit.
— Sim, Sr. Dickerson! Voltamos! — disse o líder — Isso foi coisa de vocês?
— Pensem na única pessoa que poderia estar disponível pra salva-los independentemente de qualquer risco. — disse o mentor sorrindo leve.
O Megazord levantou-se e os Rangers logo constataram o autor do resgate.
— Owen?! Mas... Como assim? Sua inocência foi provada pra você ser liberado de volta a ação? — questionou Austin.
— Ainda não, pessoal. O Sr. Dickerson precisou desacatar o comandante Leozor pra que eu pudesse salva-los, não havia outro jeito.
— Muita coragem a dele. — disse Jessie.
— Aquele leãozão deve meter uma bronca da pesada. — imaginava Tim.
A espada do Gigante Cavernoso lançou cortes de energia, atingindo o Megazord Z e o Gorila Esmeralda com explosões.
— A pedra destruída só continha nosso poder pela metade! — revelou Mason.
— O rubi os impedia de lutar com força total?! — exclamou Zoe.
— Lutando só com o Megazord Z, teremos mais problemas. — ponderou Austin.
— Podemos combinar? — perguntou Damian — Sofremos danos em Phamtorus.
— Sim, a energia está intacta. Podem se unir! — autorizou Dickerson.
— Owen também? — hesitou Tim.
— Tim, larga de cisma. — criticou Jessie.
— Confie na hipótese de ter sido uma armação do Lokknon. — disse Zoe.
— E o Megazord combinado nos dará vantagem. — completou Damian.
— Certo! Owen, prepare-se! Conexão Megazord, ativar! — ordenou Austin.
O Gorila Esmeralda se desfez em raios verdes, acoplando-se ao Megazord Z.
— Megazord Z x2! — gritaram os Rangers, em posição de combate. Owen entrou no cockpit, ainda tenso.
O Gigante Cavernoso atacou com a espada, o Megazord Z x2 defendeu, mas foi atingido, mostrando a agilidade do inimigo que atacou a lateral com uma explosão de faíscas.
— Chute duplo! — gritaram os vilões, o Gigante Cavernoso saltou, mas o Megazord Z x2 segurou-o e o jogou para o alto. As asas de morcego se abriram, e eles atacaram com a espada energizada em voo baixo.
— Laser Óptico! — disparou Owen, atingindo a espada inimiga, que serviu de escudo.
— Ele atravessa o ataque! — alarmou-se Tim.
O Gigante Cavernoso cortou o peito do Megazord, explodindo faíscas e forçando-o a recuar. O cockpit tremeu, e os Rangers gritaram.
— Mostrem todo o seu poder! — provocou Mason.
— Andem logo, vermes! — zombou Flint.
O Gigante Cavernoso voou em arco para repetir o ataque com a espada energizada.
— Vão fazer de novo! — previu Tim.
— Temos que reagir rápido! — alertou Damian.
— Pessoal, preciso contar algo sobre Flint e Mason! — disse Owen, agitado.
— Agora não, Owen! Foco na luta! — repreendeu Austin. — Sr. Dickerson, alguma arma para substituir o Sabre Selvagem?
— Boa hora! — respondeu Dickerson, preparando algo. — Conheçam a Dupla-Lança Selvagem! — uma lança de dois gumes surgiu nas mãos do Megazord Z x2.
— Gostei! Parece ser bem prática! — aprovou Austin.
— Não percam tempo! — disse Dickerson.
Quando o Gigante Cavernoso atacou novamente, o Megazord Z x2 golpeou-o com uma ponta da lança, derrubando-o.
— Sentiram essa?! Vamos virar o jogo! — vibrou Tim.
— Porque também voamos! — exclamou Jessie, liberando as asas da Águia Flavescente.
Dickerson comunicou:
— Ativem o Modo Velox x2 para mais velocidade e força! Sem limite de tempo!
— Senti a vantagem! Modo Velox x2, ativar! — ordenou Austin, confiante.
O Megazord encolheu, ganhando agilidade superior ao Velox original, e bateu as asas enquanto o Gigante Cavernoso se levantava.
— Não se iludam por um golpe acertado! — retrucou Mason.
— Podemos cair e levantar sem fim! — reforçou Flint.
O robô inimigo voou verticalmente, seguido pelo Megazord dos heróis. Lança contra espada no ar, até que a ponta giratória da lança quebrou a lâmina ao meio.
— Haha, a vingança! — celebrou Tim.
O Megazord Z x2 atacou com as pontas da lança, ágil como nunca, danificando o oponente. Faíscas jorravam do cockpit inimigo. Um chute duplo giratório lançou o Gigante Cavernoso ao chão em meio à poeira.
— Ainda não acabou! — disse Austin.
— Nem pra gente! — rebateu Mason, o robô levantando. O Megazord Z x2 avançou com a lança como furadeira, mas o inimigo a agarrou, destruindo suas mãos. Longe da cidade, a lança energizada perfurou o torso do Gigante Cavernoso.
— Que tal uma viagem ao subsolo? — disse Austin, empurrando o inimigo para baixo, cavando fundo. — Boa viagem ao centro da Terra!
— Que calor da moléstia! — exclamou Tim.
— Meio quilômetro do manto! 3700 graus! Defesa termodinâmica ativada! — avisou Damian.
— Vamos explodir! Bater um retirada, Urso Pardo! — ordenou Mason.
— Concordo! — reclamou Flint, o cockpit derretendo. — Venceram a batalha, mas a guerra é nossa!
A dupla se teleportou.
— Abandonaram o Megazord! — notou Jessie.
— Voltando à superfície! — disse Austin.
O Megazord Z x2 subiu enquanto o Gigante Cavernoso caía no núcleo, explodindo em uma onda de fogo que ameaçou os heróis em ascensão.
— Máxima velocidade!
O Megazord saiu do abismo, freando com um rastro. A explosão surgiu, enquanto o robô posava vitorioso com a Dupla-Lança Selvagem. Os Rangers saltaram, comemorando. Austin e Owen foram os últimos.
— Arregaram feio! Mandamos os zords deles pro quinto dos infernos! — disse Tim.
— Essa expressão não é nada elegante para um herói. — observou Damian.
— Tá, então... pro fogaréu eterno.
— Melhorou.
Os outros riram. Owen, isolado, cerrou os punhos e caminhou à frente.
— Esperem! Descobri quem são os Rangers do Lokknon.
O grupo parou.
— Disse que sabia algo sobre Flint e Mason... — começou Austin — Quer dizer que...?
— São eles. Confirmei. — afirmou Owen.
— Não pode ser! — exclamou Jessie. — É algum engano, Owen. São só transferidos malvados.
— Muita coincidência, não? — ponderou Zoe.
— Pessoal, acho que devemos ficar muito alertas a partir de agora. — disse Austin — Tô sentindo que não é só mera coincidência. Owen, como você tirou essa prova?
— Escutem só porque lá vem história. — disse o Ranger Verde prestes a narrar sua desilusão com os farsantes Psycho-Bots.
Na nave de Lokknon permeava uma atmosfera de incertezas, temores e, como rotineiramente não poderia faltar, decepções com fracassos.
— Não aceito essa derrota! — Flint socava a parede repetidamente. — Precisamos de uma revanche contra aqueles lixos!
— Calma! — Mason segurou o braço do parceiro. — Lokknon nem parece tão irritado. Lamentar não ajuda, precisamos de método e paciência.
— É esse seu plano brilhante para revidar? Fomos humilhados! — rebateu Flint, empurrando Mason, que manteve a calma.
— A arma nova deles nos superou, não estávamos prontos. — disse Mason. — Perdemos os zords, mas nossos poderes bastam para aniquilá-los.
— Ótimo! E agora? — Treinamento no simulador? — sugeriu Mason, voltando-se para Lokknon, que parecia pensativo.
— Nada de simulador agora. Talvez nem seja mais necessário. — disse Lokknon. — Vocês já leram todos os padrões técnicos de ataque dos Rangers de Dickerson, embora reste uma modalidade ainda não testada.
— O Modo Fúria Animal. — completou Mason.
— Teremos mais poder como o seu, Mestre? — perguntou Flint.
— Não diretamente de mim. — respondeu Lokknon, sorrindo.
Barooma interveio:
— Mestre, minha análise confirma que, em suas formas básicas, eles se equivalem à tecnologia Zoomorph dos Rangers!
— Aquele operário não era tão inútil. — disse Lokknon. — Mas não basta igualdade, precisamos ir além.
— Como superá-los? — questionou Mason.
— Entrando no bio-modelador. — determinou Lokknon, apontando para a máquina, surpreendendo Barooma.
— Mas Mestre... O bio-modelador não funciona em humanos saudáveis!
— Coragem, Barooma! — incentivou Mudok, de braços cruzados ao lado de Aracna. — Subestima sua invenção?
— Deixa eles entrarem. É ordem do mestre, obedeça. — reforçou Aracna.
— Esse incentivo é estranho... mas tudo bem, aproximem-se!
A dupla foi até a máquina, enquanto Barooma programava a transmutação.
— Barooma, quero poder superior e aparências monstruosas! — exigiu Lokknon, ansioso.
— Vão virar monstros como os que saem dessa coisa todo dia? — perguntou Aracna.
— Isso desmentirá a alegação do Ranger Verde sobre Flint e Mason serem meus generais. Ele os alertou, mas talvez duvidem, dada a situação dele.
— Se eles acham que somos monstros disfarçados, essa transformação confirmará. — entendeu Mason.
— Daí o verdinho perde a credibilidade. Genial! — aprovou Flint.
A porta do bio-modelador se abriu, e a dupla entrou. Barooma acionou a máquina.Luzes frenéticas, vapor denso e raios púrpuras e marrons envolviam a cabine. Lokknon, ansioso, sorria amplamente em seu trono.
— Renasçam, meus generais!
— Tá aí uma coisa que nenhum de nós dois vamos ouvir pra gente. — disse Aracna para Mudok.
— Me enoja como o mestre relevou o fiasco da missão com o Gigante Cavernoso, aquilo é passível de penalidade severa, eles falharam com direito a isso. — comentou o androide.
A porta do bio-modelador se abriu, a dupla emergiu em meio ao vapor. Lokknon sorriu, maravilhado com a transformação.
— Me sinto impactado com tamanho sucesso!
— E eu desapontada. — resmungou Aracna com expressão mal-humorada.
— Que pena não ter sido um desastre. — disse Mudok.
— Amanhã, os Rangers de Dickerson serão caçados até a extinção por meus predadores implacáveis! Hahahaha! — Lokknon celebrou a transformação, sua risada ecoando pela nave.
***
Na Angel Grove Middle School, durante o intervalo, a ausência de Owen foi notada. — Cadê o Owen? — perguntou Zoe, procurando no refeitório. — No banheiro?
— Acho que ele ainda não se sente à vontade para sentar conosco. — disse Jessie, tomando seu suco.
— Essa história de Mason e Flint serem os Rangers de Lokknon... não me parece coincidência. — murmurou Austin, pensativo.
— Uma acusação com base. — concordou Damian.
— A acusação contra o Owen também tem. — lembrou Jessie. — Karen e o Sr. Dickerson precisam provar a armação logo, o prazo de Leozor acaba hoje. Owen está encrencado.
— E nós também, se perdermos um membro importante. Não quero ver Owen expulso. — disse Zoe, preocupada.
— Lá vem o Tim com os nachos. — disse Austin, esperando. Mas Flint e Mason abordaram Tim, derrubando sua bandeja de nachos com ketchup em seu rosto e roupa.
— Qual o problema de vocês?! Essa jaqueta é nova!
— Que pena, sujamos a roupinha do bebê da mamãe. — zombou Mason.
— Pede um babador para a mamãe, chorão. — provocou Flint, rindo.
— Agora vocês me deixaram muito irado! — gritou Tim, tentando atacá-los, mas Austin e Damian o seguraram. — Me soltem! Vou ensinar uma lição a esses abusados!
— Calma, Tim! — pediu Austin.
— É essa a reação que eles querem! — disse Damian, segurando-o.
— Vamos, Flint. Somos os únicos sãos nesse colégio. — disse Mason, virando as costas.
— Duvido muito! Não têm vergonha de importunar os outros sem motivo? Já chega! — repreendeu Jessie.
— É verdade! Parem, ou terão mais problemas para serem expulsos! — acrescentou Zoe.
— Foram vocês que fizeram a caricatura da Srta. Webb, confessem! — acusou Austin.
— Cai fora, era nosso primeiro dia aqui nessa pocilga. — retrucou Mason.
— Respeitem a escola! Desonram o lugar que os acolheu! — insistiu Austin.
— Dane-se a escola! Fazemos o que quisermos. — Mason desafiou Austin, aproximando-se perigosamente. — Se duvidar, causamos outro incêndio. Vai nos impedir, príncipe?
Austin o encarou, furioso, mas contido. Mason se afastou com um olhar ameaçador, seguindo Flint.
— Não aguento mais ficar sem saber a verdade. — disse Austin aos outros.
— Tim, aqui. — Zoe entregou um pano para ele se limpar.
— Valeu, Zoe. Ainda desconfio do Owen, mas ele faz falta. Onde ele se meteu?
Owen estava na sala de monitoramento escura, aproveitando a ausência do controlador. Acessou as filmagens e encontrou cópias do dia da detenção.
— As gravações foram copiadas... — Ele abriu o vídeo da sala de aula, vendo Arianne Webb pegar seu morfador enquanto Austin dormia. Avançou e voltou, vendo Aracna retornar com o morfador falso.
— E esse é o falso. Ela levou o original para Lokknon. — Owen pegou seu pen-drive. — É agora ou nunca. — Inseriu-o, copiando os arquivos.
Após a aula, os seis Rangers saíram juntos.
— Pessoal, vamos para a Central de Comando em vez do Earl. — propôs Owen.
— O Sr. Dickerson vai cozinhar pra gente? A Karen nunca fez isso. — estranhou Tim.
— Não para comer, mas para ver provas concretas.
— Que provas, Owen? — perguntou Austin. — Não diga que...
Os comunicadores tocaram. Eles correram para o bosque, atentos. Escondidos entre as árvores, atenderam à chamada.
— Entendido, Sr. Dickerson. — respondeu Austin.
— Novo ataque de Flint e Mason na zona norte! Vão rápido e usem o Modo Fúria Animal e o Super Fúria se necessário!
— Certo! — Austin desligou. — Cansei desses dois. — Sacou célula e morfador.
— Todos nós. — concordou Jessie.
— Pelo menos Owen está conosco e destruímos seus zords. — disse Zoe, esperançosa.
— Lembrem-se: Modo Fúria Animal, sem economizar. Vamos acabar com eles! — Austin liderou, com os morfadores prontos. — Hora de morfar!
— Touro Ônix!
— Tubarão Cobalto!
— Gorila Esmeralda!
— Arraia Rósea!
— Águia Flavescente!
— Leão Escarlate!
No estacionamento de um shopping, Flint e Mason lançaram raios de suas espadas, causando explosões de fogo nos carros. Viraram-se, rindo diabolicamente.
— E dizem que não somos Power Rangers! — zombou Mason.
Os Rangers chegaram correndo.
— Voltaram pra mais uma dose? — provocou Mason.
— Os melhores sacos de pancada são os que não se cansamde apanhar. — disse Flint, aquecendo os dedos.
— Sabemos quem vocês são! — acusou Owen, apontando.
— Vamos mostrar nossa verdadeira forma! — decretou Mason. — Pronto? Já!
Auras sombrias os envolveram, transformando-os em monstros.
— O quê?! Monstros?! — exclamou Owen, chocado.
— Você bateu na trave, Owen! — disse Tim.
— Lokknon não usaria terráqueos como cobaias. — comentou Jessie.
— Confia em seus monstros e na sua ciência. — adicionou Damian.
— Como pensávamos... Flint e Mason são só valentões comuns. Desculpe, Owen. — disse Zoe.
— Mas e os Psycho-Bots disfarçados? Não faz sentido! — insistiu Owen.
— Foi um truque para você pensar que éramos aqueles garotos. — revelou Mason.
— Lokknon previu sua investigação e quis dar essa falsa certeza. — concluiu Flint. — Mistério resolvido! Poder máximo agora!
A dupla disparou raios das maoa atordoando os Rangers com explosão fortes de faíscas que os faziam cair.
— Será que ficaram mesmo mais fortes além de mais feios? Vamos tirar a prova! — disse Austin levantando-se — Agora, pessoal!
— Colete Zoomorph! — gritaram, as armaduras surgindo. — Cartão da Fera! Modo Fúria Animal, ativar!
Morfados, os Rangers avançaram. Jessie atacou Mason com garras e rasteira, mas ele desviou e lançou bumerangues de morcego, atingindo-a. Zoe a ajudou com o canhão-bolha, mas Mason o anulou com um grito supersônico. O arpão de Zoe atravessou a onda e eletrocutou Mason, explodindo-o.
Austin e Owen lutaram contra Flint. Austin atacou com patas de leão e chutes giratórios, mas Flint defendeu e o lançou, tomando suas patas. Owen o atacou com punhos primatas, jogando-o contra um carro em chamas.
— Valeu, Owen! — Austin pegou suas patas de volta. — Ficam melhor em mim.
— Não tá bravo por eu ter errado?
— Não por isso, mas estarei se o Leozor te expulsar.
— Tô emocionado! Vocês voltaram a confiar em mim!
— Cuidado!
Flint tentou um chute duplo, mas Owen defendeu. Flint ativou invulnerabilidade e carregou energia.
— Juntos! — disse Austin. — Ciclones Flamejantes!
Owen lançou pulsos de energia. Flint saltou no instante do impacto dos ataques que causaram uma tremenda explosão. Em pleno ar disparou das mãos a energia da aura, atingindo a dupla que sofreu com uma explosão atrás.
— Super-Torpedo! — Tim lançou um projétil em Mason, que o parou com uma mão.
— Patéticos. — Mason amassou o torpedo. Damian atacou.
— Chifres Bélicos! — lançou tiros. Mason se autoclonou, cercando os Rangers com ondas vibratórias. Damian resistiu e lançou sua esfera batedora, cancelando as ondas e os clones.
— Boa, Damian! — disse Jessie.
— Meu cérebro já tava quase virando geleia. — disse Tim.
— Já não era assim antes? — zombou Mason, atacando.
Damian girou sua esfera, lançando-a contra Mason, que caiu perto de Flint.
— Eles não estão se contendo. Prepare-se.
— Estão bem? — perguntou Zoe.
— Sim. Artilharia pesada agora! — disse Austin — Combinar armas!
As armas do Modo Fúria Animal formaram o Abatedor da Fúria.
Karen avisou:
— Dickerson liberou os punhos primatas de Owen para potencializar o Abatedor.
— Era o que eu queria! — animou-se Owen. — Punhos primatas, agregar! — as armas de Owen se uniram ao Abatedor, formando o Macro-Abatedor da Fúria.
A arma sêxtupla mirou a dupla inimiga, que carregava esferas de energia.
— Um, dois, três... Disparar! — gritaram os Rangers, lançando os seis emblemas animais giratórios.
— Precisamos de mais tempo! — implorou Mason.
— Atira logo! — apressou Flint.
Mas os emblemas animais uniram-se em uma quimera de energia que rugiu, golpeando a dupla e atravessando-os. Cambaleando sob raios, caíram, explodindo.
— Acabou? — perguntou Jessie.
— Veremos. — disse Austin. — Mas eles são fortes demais pra serem derrotados assim. Vamos pra casa acalmar nossos pais.
— Esperem! — Owen recolheu pedaços de pele. — Vejam.
— Eca, isso parece cartilagem. — disse Jessie. — É nojento, Owen, larga isso.
— Não sem entregar pra uma análise de DNA. Provaremos se são monstros... ou os transferidos.
Austin concordou.
— Vamos descobrir a verdade. — teleportaram-se à Central de Comando.
Quinze minutos depois, aguardavam sentados em cadeiras tendo tirado os capacetes.
— Análise concluída, Rangers. — disse Karen voltando-se a eles que levantaram se aproximando.
— Que nervoso. — disse Jessie.
— Tirei as luvas de tão nervosa que eu tô. — confessou Zoe.
— E então? — perguntou Owen.
— Essa espera só aumenta a fome. — disse Tim.
— Karen, reconhecimento facial. — ordenou Dickerson. — Saberemos as identidades desses Rangers desonrados.
— Na tela. — Karen exibiu imagens granuladas que gradualmente se tornavam nítidas.
Os rostos de Flint e Mason chocaram os Rangers, especialmente Jessie e Zoe.
— Era verdade... — murmurou Austin.
— Flint... — Zoe cambaleou, abalada.
— Mason... — Jessie sentiu o coração apertar. — Estão sob controle do Lokknon.
As duas encaravam as fotos dos transferidos, agora precisando de salvação.
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