Notas iniciais
Espero que aproveitem as maresia, porque ela vai acabar depois do cap 9

/Local desconhecido, 19:30./

Ivon escutou por alguns segundos, com os olhos agora fechados podia se concentrar em de onde viria o próximo ataque apenas pelo deslocamento do ar do oponente. Em um giro de braços prendeu sob a axila e a articulação do cotovelo o que julgou ser um braço.

— Nada mal, concentração e foco no vazio da escuridão. – A voz rouca acompanhada de uma fumaça de teleporte se desfez do agarrão do jovem.

— Ficaria surpreso. – Ivon respirou fundo deslizando um dos pés no chão para ficarem paralelos ao corpo. Ao sentir a presença se aproximar defendeu o golpe iminente com seu joelho atingindo em seguida a forma com um chute parafuso. – É tudo o que tem? – O russo posicionou as mãos na posição de tigre do kung-fu. Defendeu vários socos consecutivos direcionados ao rosto e peitoral.

— Vi tudo o que precisava. – Uma luz acendeu, a pequena sala que parecia uma solitária de prisão revelando a imagem de um homem todo trajado de preto com o que parecia ser uma roupa ninja. Ivon sabia de quem se tratava. O herói profissional Sombra. – Você passou.

— Passei no que? – Ivon desfez a posição de combate.

— No meu teste. – Tirou a máscara sorrindo revelando seu rosto bronzeado. – Claro que peguei leve com você, mas até que você bate bem.

— Teste? – O rapaz ainda estava desacreditado. – Vou ser seu estagiário?

— Não gosto desse termo. – Disse fazendo uma careta. – Prefiro ajudante ou parceiro.

— Okay senhor.

— Não me chama de senhor. – Sombra riu. – Vem vou te levar de volta e te vejo na segunda-feira. Vá com o traje e se prepare para não participar da ação no primeiro mês.

— Como é? – O rapaz foi segurado pelo ombro e sumiu numa nuvem de fumaça estando de volta ao salão do colégio um pouco zonzo.

— Seu amigo de volta inteiro. – Sombra olhou para o general Zolotoy batendo uma continência. – General, alunos. Até mais.

Antes que qualquer um pudesse perguntar alguma coisa o herói se desfez em fumaça de novo. Ivon estava confuso e seus amigos ainda mais, mas mesmo com preguiça o estagiário contou tudo que acontecera em sua pequena viagem até a “solitária”.

/Terraço do prédio escolar, 19:30./

— Até que hora vai ficar enrolando? – Luna comentava impaciente, Connor havia enrolado a italiana, mas não tinha mais escapatória. –Está dando voltas no assunto a vinte minutos.

— Você disse que tinha a noite toda. – O britânico comentou sarcástico, mas ao perceber o olhar sério de Luna conteve a brincadeira. – Okay.

— Estou ouvindo. – Comentou impaciente.

— Bom... – Connor ficou nervoso. – Eu morei sozinho até vir pra cá.

— Isso é mentira.

— Claro que é. – O loiro sorriu nervoso. – É que, meus pais me largaram quando eu tinha quatro anos então eu...

— Te largaram? Como assim? Por que? – Perguntou desesperada.

— Se quiser continuar me interrompendo eu deixo. – Luna riu com o pedido do colega.

— Continua! – Ordenou.

— Eles... acho que não queriam ter um filho super. – Connor se levantou. – Então foram embora, pensei que eu iria pra um orfanato. Mas eu tinha minha avó, ela cuidou de mim, mesmo eu torrando algumas coisas de vez em sempre.

— Então você é um criadão com a vó? –Luna riu da própria piada.

— Não me interrompa. – Connor riu. – Mas sim... – Connor levantou vôo. – Minha avó é o máximo. – Gritou fazendo um looping de fogo no céu descendo para o terraço em seguida com um semblante abalado. – Mas ela tá doente e eu tenho medo de não conseguir cuidar dela.

— Mas você tá tentando né? – Luna perguntou preocupada.

— A diretora disse que eles estão dando suporte. – Connor se sentou ao lado de Luna novamente. – Eu vendi muita coisa pra pagar alguns medicamentos pra ela, mas depois que não tinha mais o que vender eu fiz parte de um movimento anarquista, me pagavam bem, para bater, quebrar, roubar e em troca eu só não podia delatar eles...

— E você... tipo delatou eles?

— Não, fui pego no último trabalho e vim pra cá. – O britânico respondeu. – Mas eu preferia estar com a minha avó. Imagina ela morre e eu não estou por perto? Por causa disso ser herói não é minha prioridade, enquanto estou na Alemanha ela tá lá na Inglaterra fazendo quimio...

— Se acalma. – A morena tentou acalmar o piromaníaco. – A escola tá ajudando... você sabe que eles não ofereceram qualquer coisa. Você está fazendo o possível...

— Ainda não é o suficiente! – Connor elevou o tom de voz se levantando, puxando os cabelos e seu corpo começara a expelir vapor.

— Ah não ser que queira acabar pelado, eu sugiro que se acalme. – Luna esbravejou se levantando.

— Você não sabe como é... – O loiro abaixou a cabeça. – Eu tô longe e ela tá...

— Connor você não é a única pessoa que está longe de alguém que gosta. Eu tenho uma família que fez de tudo para me colocar aqui. – Explicou tocando o ombro quente do piromaníaco. – Eles querem o melhor pra mim e com certeza sua avó quer a mesma coisa pra você.

— Ela sempre quis. – Connor sorriu fraco. – Acho melhor eu ir, esse sentimentalismo de merda tá me fazendo parecer um bundão.

— Não acho. – Luna deu de ombros indo para trás. – Mas se quiser ir, fique a vontade.

— É melhor eu ir. – Connor acendeu os punhos de novo. – Quer um impulso?

— Por que não. – Luna sorriu segurando a mão que o loiro apagou. –Se me jogar do alto de novo eu mato você!

— Não tenho dúvida.

/Área verde, 20:00./

Ivon junto ao general Zolotoy e Elena, caminhavam pela calçada de lajotas da área verde. O moreno conversava com a ruiva sobre diversos assuntos, já o general permanecia em silêncio. A conversa entre os dois cessou ao pararem em frente ao dormitório feminino significando a parada de Elena.

— Eu fico por aqui. – Elena sorriu para os dois. – Boa noite.

— Creio que eu também me despeça aqui. – Proferiu o general. – O carro já está me esperando.

— Vai voltar hoje? – O pai assentiu para o mais novo. – Então, boa viagem general. – Ivon bateu uma continência.

— Boa sorte soldado. – O general correspondeu. – Até o Natal.

Ivon observou a imagem de seu pai ficar cada vez menor e desaparecer quando adentrou o Audi preto.

— Tem certeza que esse tipo de relação é normal? – Elena provocou.

— Super saudável não é? – Ivon comentou sarcástico. – É mais uma questão de respeito, todo mundo conhece ele como general e eu também.

— Ainda assim é seu pai. – Elena deu de ombros. – Mas não vou me intrometer na sua relação soldado.

— Falou igual meu pai agora. – Ivon riu olhando para o rosto da ruiva. – Já vai entrar?

— Já, sei que é cedo, mas preciso arrumar umas coisas para o meu treino de domingo. – O russo sorriu sem graça. – A gente se vê.

— Claro. – Ivon sorriu colocando as mãos no bolso começando a caminhar novamente pelas lajotas. Claro repetiu em sua cabeça. Não acreditava que aquilo era o melhor que conseguiu dizer.

— Ivon! – Elena chamou alto fazendo o moreno cessar sua caminhada. Correndo em direção ao mesmo em um turbilhão o abraçou envolvendo seu pescoço com os braços quentes por conta do moletom cinza que usava. – Boa sorte na segunda.

— Ah... – Ivon estava sem reação.Apenas envolveu a ruiva pela cintura a tirando do chão. – Obrigado.

— E fala pro seu chefe não tirar você da gente tão cedo.

— Ninguém nunca vai me tirar de você. –Ivon se puniu mentalmente pelo que acabara de dizer, mas já estava dito. – É melhor eu ir.

— É... – Elena concordou mas não libertou o amigo do abraço. – Boa noite. – Libertou o moreno.

— Boa noite... – Ivon sorriu voltando sua caminhada.

Ambos foram para lados opostos caminhando para seus dormitórios. Ivon pensava em seu estágio e seu pai, Elena pensava em seus treinamentos e futuros projetos, mas na mente dos dois sempre sobraria espaço para pensar no “nós”.

/Área da piscina, 10:20, domingo./

— Pode me explicar por que acordamos tão cedo no domingo? E por que trouxe ela junto? – Connor perguntava sonolento para Tom que estava ao lado de Manu.

— Quero treinar seus reflexos e depois testar uma hipótese. – Explicou se sentando. – Começa a voar.

— Sim senhor. – O britânico bufou levantando vôo. – O que eu faço agora?

— Desvia. – Falou tom tirando os óculos escuros. – Sugiro que tire a camiseta.

— Por que?

— Só tira e joga pra cá! – Ordenou. Connor obedeceu e tirou a mesma. – Agora começa!

Tom disparou consecutivos lasers curtos que se dissipavam logo que Connor se esquivava, não pretendia machucá-lo, só derrubar. Connor desviava com facilidade dos lasers, seus reflexos eram bons, em rasantes na água, loopings, manobras laterais E horizontais, o talento era inegável.

— É tudo que tem? Man... – Não terminou sua frase ao ser atingido por uma cadeira que o fez cair na água. – Mas que merda foi essa?

— Foco. – Manuella falou segurando a cadeira no ar com sua telecinese. – Acha que o oponente vai te atacar por apenas um lado?

— Já entendi. – Connor comentou sarcástico. – O casal tirou o dia pra me bater.

— É por aí. – Manu riu. – Agora voa!

— Sim senhora.

Boa parte do treino se seguiu dessa maneira, Connor se esquivava bem, mas vez ou outra era atingido por um laser ou cadeira que o jogava na água.

— Okay Connor. – Tom colocou os óculos de volta. – Entra na água, quero fazer um teste. – Connor entrou e em seguida tom jogou o que parecia ser uma braçadeira. – isso é um termômetro que tá linkado com o meu celular. Quero ver a quantos graus você consegue chegar e... meu Deus você já está a oitenta.

— É minha temperatura normal. –Explicou o loiro. – E não dá pra esquentar mais, água e fogo juntos não dão certo.

— Não tô falando pra acender. – Repreendeu Tom. – Tô falando pra aquecer.

— Tá bom! – Connor se concentrou e começou a agitar o calor em seu corpo, não demorou muito até que a água da piscina começasse a borbulhar e produzir vapor. – Caramba.

— Concentra você está a cento e vinte. – Tom continuou olhando para o celular. – Cento e cinquenta... setenta... se conseguir duzentos você para. – Tom ficou pasmo ao ver o termômetro marcar duzentos graus Celsius. – Pode parar.

— Okay. – Connor respirou fundo nadando até a borda da piscina que havia diminuído o nível da água. – Era só isso?

— E se ele tentar fazer fora d’água? – Sugeriu Manu. – Ele pode fazer o corpo todo entrar em combustão tipo o Tocha Humana.

— Podemos testar. – Connor gostou da ideia.

— Não até seu traje ficar pronto. – Pontuou Tom. – Não trabalhei nele a toa.

— Não colocou uma capa né? – Provocou Connor.

— Não, mas se continuar me irritando vou colocar uma rosa. – Ameaçou. –Agora vamos até o percurso.

— Sim senhor...

/Salão de ginástica, 11:00/

Elena se alongava tranquilamente sentada no chão de mosaku para iniciar seu treinamento semanal, podia não precisar dele, mas gostava de manter a rotina. Caminhou até as barras paralelas aonde fez seus loopings, transições em mortais transversais e paradas de mão. A ruiva sempre amou o esporte não é atoa que era campeã olímpica categoria juvenil aos treze anos de idade.Em silêncio voltou para o meio da sala e executou uma parada de mão que a mesma transformou em uma reversão para frente e em seguida fazer uma sequência de seus mortais alongados para trás. Seus pés não faziam nenhum barulho ao tocar no chão, sua graça era exemplar e seu equilíbrio magnífico.

— Tá indo bem. – Elena cessou os mortais se virando para trás.

— Bem? – Perguntou debochada. – Eu estou impecável.

— Não tanto quanto eu. – Ivon se aproximou. – Não na ginástica claro.

— Que bom que sabe. – Elena deu tapinhas no rosto do moreno. – Mas seria engraçado te ver tentar.

— É um desafio?

— Quem sabe. –Levantou as mãos como se dissesse “sou inocente”. –Mas... – A ruiva fez uma reversão sem as mãos para frente. – Se quiser.

— Okay. – Ivon jogou a perna direita para trás com força virando em um webster pousando perfeitamente. – Não fique chateada se perder na sua modalidade.

— Jamais. –Elena fez uma parada de mão e foi seguida pelo russo que a imitou ficando frente a ela.

— Fácil demais. – Ivon gritou com apenas uma mão no chão e forçou a palma contra o solo para se levantar. – Sua vez.

— Claro. – Elena confrontou de cabeça para baixo começando a fazer um air flare se levantando em seguida. Ivon observava o sorriso da ruiva boquiaberto. – Não baba não.

— Golpe de sorte. – Revirou os olhos. – Quer água?

— Ainda não, acabei de começar. – Voltou dessa vez para um arco que tomou em suas mãos e começou a executar uma coreografia, perfeitamente harmoniosa, não precisava de música. Em giros de sua sequência percebeu os olhares de Ivon por todo seu corpo, que nem se dava o trabalho de disfarçar. – Tudo bem? – Perguntou parando.

— Tudo... eu só estava assistindo. –Comentou sem jeito. – Eu vou tomar água e já vou sair.

— Pode esperar um pouco? – Perguntou se aproximando, ela sabia o que faria,estava próxima de fazer aquilo, quase não dormiu a noite por conta disso. Dessa vez não deixaria escapar a oportunidade. Se aproximou do rapaz tomando o rosto do mesmo em suas mãos.

— Tá fazendo o que? – Perguntou russo sem entender.

— Só segura minha cintura! – Ordenou inquieta.

— Okay. – O moreno atendeu a ordem.

— Não vai se esquecer de mim no seu estágio? – Perguntou aproximando ainda mais seu rosto.

— Prometo. – Com os lábios entre abertos e um choque que percorria a espinha de ambos, era agora ou nunca. E novamente o celular de Ivon começa a tocar. – Puta que pariu. – O moreno pega o aparelho do bolso sem tirar uma das mãos da cintura de Elena. “General Zolotoy.”

— Atende vai. – Elena sabia que perdera sua chance.

— Pode esperar. – Ivon soltou o aparelho no chão puxando a ruiva pela cintura selando seus lábios, o momento era esperado por ambos, por mais que não quisessem admitir. Seus lábios dançavam em união como se aquele momento tivesse sido ensaiado. O ar fez falta e tiveram que se separar colando suas testa. – Isso foi...

— Atrasado. – Elena sorriu ofegante. – Como a gente fica depois disso?

— Eu também não sei. – Respondeu Ivon. – Eu tô pensando em tanta coisa, estágio, competição, formatura.

— Vou facilitar sua vida então. – Elena segurou o moreno pelo queixo para olhá-lo nos olhos. – Vamos deixar acontecer, devagar.

— Okay. – Ivon concordou. – Obrigado por isso.

— Eu sei, sou muito boa com você.

— E você voltou ao normal. – Ivon riu. – Ainda quer treinar ou quer fazer alguma coisa comigo antes que minha vida vire uma correria pelos próximos dois meses?

— A segunda opção. – A ruiva sorriu. – Te encontro em uma hora.

— Uma hora? Por que? – Perguntou confuso afastando seus rostos.

— Preciso de um banho e me arrumar. – Explicou analisando o russo de cima a baixo. – Recomendo que faça o mesmo.

— Estou muito bem. – Elena riu com o comentário, calça de moletom, regata e chinelo preto não era o que ela esperava para um encontro. – Okay senhora. Te vejo em uma hora.

— Até daqui a pouco então.

/Dojo de artes marciais, 16:00./

— Você vai quebrar minha perna desse jeito! – Reclamava Connor enquanto Tom alongava sua abertura.

— Você precisa de uma abertura boa para dar chutes mais alto. – Explicou o moreno forçando as pernas de Connor. – Vai ver como estou certo.

— Já pode parar? – Connor pediu? – Tá doendo pra caralho.

— Okay. – Tom parou e Connor fechou as pernas. – Posso te perguntar uma coisa?

— Isso já é uma pergunta jovem padawan.

— Eu sei Yoda. – Connor respondeu a referência de Tom que sorriu. – Por que topou me ajudar?

— Por que não toparia? – Perguntou retoricamente. – Você é meu amigo, apesar do pouco tempo que te conheço.

— Só isso?

— Não, também queria te manter longe de encrencas com o Ivon ou Kyle. – Sorriu.

— Justo. – Connor riu. – Quer passar o resto do domingo com a sua garota? Eu me viro daqui.

— Ela não é minha garota...

— Você mente mal, sensei. – O loiro interrompeu o amigo. – Anda logo, escuta seu padawan.

— Lembra da sequência não é? — Tom se levantou tentando conter o sorriso.

— Lembro. –Connor apontou para porta. – Vai logo!

— Até amanhã então. – Tom saiu correndo pela porta lateral deixando Connor sozinho.

O loiro fez a sequência descrita no saco de pancada com chutes laterais, socos diretos e cruzados. Foi para o speedbag fazendo sete minutos no mesmo sem perder o ritmo. Voltou ao saco de pancada para repetir tudo, mas se colocou em alerta ao ouvir alguém entrar na sala.

— Quem tá aí? – O piromante se virou para observar dando de cara com o nada.

— Aqui atrás. – Ouviu o sussurro em seu ouvido e se virou rapidamente para tentar atingir, mas não havia nada ali. – Aqui. –Tentou o acerto, mas não havia nada.

— Me deixa em paz! – Connor acendeu um tornado de chamas em volta de si. – Quero ver passar por isso otário.

— Nem preciso. – Connor se assustou apagando o tornado e correndo para um dos cantos da sala.

— Sai daqui! – Gritou esquentando seu corpo a uma temperatura que o deixou em total combustão, estava em chamas. – Olhou para um lado e para o outro, o chão embaixo de seus pés começará a tostar ficando com algumas marcas pretas. – Apaga merda... apaga!

/Dormitório masculino, 16:15./

Correndo em combustão deixando rastros pretos de queimadura estava Connor indo até o quarto de Kyle para pedir ajuda.

— Abre aí. – Connor bateu desesperado na porta. – Abre a porta!

— Calma eu já... – Kyle arregalou os olhos ao abrir a porta. – Puta que pariu o que aconteceu?

— Eu tô pegando fogo. – Falou desesperado. – Me ajuda apagar porra.

— Calma. – Kyle correu sabe-se lá para onde e voltou com um extintor de incêndio disparando o conteúdo no amigo que não apagou. – Puta merda. – As pessoas que estavam no dormitório começaram a sair e observar. – Pensa Kyle, pensa...

— Anda logo antes que o chão derreta no meu pé!

— Eu tô pensando! – Gritou o moreno como resposta. –Já sei. – Kyle começou a correr ao redor de Connor criando um redemoinho para drenar o oxigênio apagando o fogo revelando o amigo pelado que ele não deu a oportunidade de ninguém ver antes de correr e colocar uma jaqueta sobre o loiro. – O redemoinho tira o oxigênio e sem oxigênio não tem fogo.

— Obrigado Einstein. – Connor levantou colocando a roupa para se cobrir.

— Tirando a desgraça eminente. –Kyle apontou para o caminho de pés no corredor. – Se aprender a controlar isso, seria uma baita arma.

— Por hora esquece que isso aconteceu. – Connor pensou em contar o que havia acontecido, mas sabia que Kyle não acreditaria e iria caçoar dele. – Obrigado de novo, apesar de quase me matar asfixiado.

— De nada.

/Lago secreto do Tom, 17:00/

Manuella se esquivava de alguns galhos próximos ao local que Tom descobrira a alguns meses, era próximo do campus, um cantinho de paz como o mesmo chamava.

— Você disse que era urgente eu vim assim que... – Manuella olhava para a situação a sua frente. Uma toalha xadrez no chão, uma cesta e velas que ainda estavam apagadas. –Realmente era urgente. – Sorriu para o moreno a sua frente.

— Espero não ter exagerado. – Comentou nervoso. – Vamos sentar?

— Claro. – Manu caminhou até a toalha xadrez e se sentou. – Esse é o melhor lugar que alguém poderia descobrir.

— Sim, é muito bonito. –Tom comentou pegando as velas apagadas e acendendo com os lasers de seus olhos.

— Você faz quase tudo com isso não é? – Manu riu.

— É muito prático. – Tom sorriu, adorava a risada de Manu, poderia ouvi-la por dias. – Gostou?

— Uhum, ainda mais da companhia.

Os dois ficaram ali por horas aproveitando seu piquenique e o Início da noite de domingo, Manu uma hora ou outra se distraía olhando os vagalumes que por ali pairavam. Tom focava em manter o momento perfeito, queria aproveitar cada minuto, queria que fosse especial para ambos, queria que aquele fosse o nosso lugar. De certa forma, o rapaz sabia que era.

Notas finais
Finalmente elenivon da massa aconteceu hahahaha vejo vocês no cap 9 Abraços