Notas iniciais
Ola pessoas, cap 2 espero que gostem. Fiz uma pastinha de alguns personagens no pinterest. https://br.pinterest.com/campioniyago/power-high/ Glassine é um metal fictício que é extraído de vulcões. Criado por mim

/Auditório 15:30/

Os alunos observavam o homem de traje branco e vermelho com admiração.

— Obrigado por me receberem aqui. – A voz era tão alta que o microfone era desnecessário. – A cada começo de bimestre a querida diretora, Brunilda Powers, me convida para dizer algumas palavras de incentivo para vocês que visam se tornar heróis e heroínas. – O homem fez uma pequena pausa e se sentou na beirada do palco. – Quero que saibam que o caminho para sermos heróis é difícil, o preço pela liberdade é alto e muitas das vezes somos chamados de monstros e pedem a abolição dos super dotados. – No mundo aonde heróis trabalham para empresas o Comandante tinha razão no que dizia. Existiam muitos movimentos contra os super dotados, mas as mãos mais seguras continuariam sendo as deles. –Não desistam crianças, é preciso perseverar para se tornar grande e lembre-se, vocês são os verdadeiros heróis!

Aplausos tomaram o grande auditório, o Comandante era o ser mais poderoso da terra, super força, vôo, ivulnerabulidade e seu carisma o transformaram no herói perfeito. Ivon só podia pensar que um dia seria tão grande quanto, que trabalharia na Sberbank e cresceria até se tornar o número um.

— Escorreu uma baba. – Elena bate no queixo do moreno que olha feio para ela. – Não me olha assim.

— Achei que não gostava de ouvir as “palavras de incentivo repetitivas do Comandante". – Ivon afeta a voz para ficar fina o que faz a ruiva rir.

— Em primeiro lugar eu não falo assim. Segundo, consegui fazer uma coisa que você vai gostar. – Se defende jogando um cinto em Ivon, mas não um qualquer, um cinto com pequenos compartimentos vazios. – Me inspirei no Batman pra fazer isso. – O russo esboça um sorriso sarcástico. – Não me julgue.

— Vai mesmo me dar uma arma pra te derrotar de novo?– Pergunta analisando o cinto. – Consegui um materiais novos também, cortesia do meu pai.

— O papai ainda te dá materiais? – A rival brinca como se estivesse falando com uma criança. – Que fofo.

— Te mostro o que é fofo amanhã. – O moreno pisca para a ruiva que ri de sua ação.

— Nem nos seus sonhos. – Responde segurando-o pelo queixo. – Sou muito boa pra você...

— Eu tava falando da arena, mas já que você pensa em mim dessa maneira.– Touché pensou o rapaz ao ver o rosto envergonhado da ruiva. – Até mais tarde.

Ivon sabia virar o jogo para si, mas se ele pensava que Elena iria deixar barato, estava enganado.

/Dormitório feminino 06:00/

Deitada em sua cama, tirada de seu conforto por um “bip” proporcionado por seu despertador estava Luna, lutando contra a preguiça para se levantar.

— Já vou levantar, já entendi! – Resmungou para o objeto que não parava de tocar, apesar de suas incessantes pressões contra o botão de desligar. – Desliga. – Apertava com força agora e nada. – Qual o problema desse treco? – Levanta tomando o despertador em mãos. Não conseguindo desligá-lo lançou o objeto contra a parede. – Luna um, despertador zero. –Comemora desanimada abrindo a gaveta do criado mudo ao lado da cama e pegando outro despertador para substituir o destruído.

Caminhou até o banheiro e se olhando no espelho lavou o rosto, a jovem se recordava das palavras que seu irmão dissera para fazê-la parar onde está agora. [Eles podem te ajudar lá. Você pode achar seu lugar no mundo, fazer a diferença.] Eu não tenho lugar no mundo Pietro. Pensava a jovem ao entrar debaixo do chuveiro. Fazer a diferença, Luna pensava que fazer a diferença era desnecessária para si com tantos super dotados ao seu redor. Sentia falta da família que só via algumas vezes por ano durante as festividades de dezembro. Ao sair do chuveiro Luna veste uma roupa simples, não iria se arrumar toda para um dia de aula comum. Vestiu sua legging preta, calçou o par de vans brancos que não aparentavam ter uma sujeira de tão branco que estava e uma blusinha branca de manga curta com a palavra “Forget” estampada na região do busto.

Caminhando pelo corredor para ir para a primeira aula do dia Luna começa a perceber os sons locais, inclusive os passos apressados que ela conhece muito bem de quem são.

— Tá aqui pra ver se vou ir a aula não é? – Se virou para fitar a dona dos pés apressados e estava certa. Ali estava Sohye, com os cabelos em um coque frouxo preso com hashis pretos, uma camisa social branca perfeitamente passada que se moldava em suas curvas que estava por dentro da saia rodada azul marinho que ia até a metade de suas coxas e calçada nos pés um par de all stars pretos. Luna achava estranho alguém vestida de maneira tão fofa ser tão dura com as pessoas, mas era compreensível, afinal, ela era a presidente do conselho estudantil. – Vou estar na aula, não se preocupe.

— Não vale só marcar presença. – Adverte. – Tem que concluir a matéria, não posso ficar fazendo vista grossa, meu trabalho é...

— Analisar o rendimento dos alunos durante as matérias do bimestre em vigor. – A italiana já havia decorado a frase que fora dita a ela desde que chegou. – Pode deixar futura diretora, não vou te decepcionar... talvez só mais algumas vezes.

— É sério! – Esbraveja. – Precisa se esforçar.

— Okay. – Responde assustada. – Só não precisa usar seu poder em mim.

— Preciso se quiser colocar alguma coisa na sua cabeça! – Sohye pega a cabeça da amiga entre as mãos e chacoalha. – Se esforça okay? –Em seguida puxa um papel de sua pasta lateral preta que é pendurada por uma alça de couro. – Seu novo horário, transferiram você para outra turma.

— Tá brincando né? – A morena toma o papel em mãos. – Por que? – Quando seus olhos se voltam para a amiga ela já não está mais lá. – Odeio quando ela faz isso.

/Área verde: aula de disparos em geral 07:30/

— Bom dia classe, continuando com o seguimento da semana passada, hoje vamos trabalhar controle, precisão e velocidade. – Explicava Jhon o ex militar que agora ensina jovens heróis a atirar com seus poderes. – Tom você é o primeiro, está pronto?

— Sim senhor. – Thomas se posiciona na área delimitada pelo professor.

— Vamos trabalhar com múltiplos alvos hoje. – Jhon aperta um controle em sua mão e em seguida sete mini helicópteros surgem carregando alvos pintados de branco e vermelho feitos de glassine. – Esses alvos são quase indestrutíveis, quem conseguir quebrar ou pelo menos lascar um, ganha um ponto na matéria.Tudo pronto? – Pergunta.

— Sim senhor. –Os alvos foram posicionados em direções aleatórias, Tom analisou todos eles e finalmente retirou os óculos escuros. Olhou para o primeiro e feixes vermelhos saíram de seus olhos acertando o alvo. O rapaz não mudou sua visão, nem a direção do disparo, o laser começou a fazer curvas e atingir os outros seis alvos que restavam. – Chamo isso de "raios ômega". – Responde colocando os óculos novamente.

— Muito obrigado senhor Stamford. – Agradeceu o professor. –Só melhore a precisão, você acertou todos, mas nem todos foram perfeitos e isso pode ser fatal em uma batalha de verdade.

Tom sabia disso, por isso todo dia treinava e se esforçava. Como vou salvar os outros se não tiver um resultado perfeito? As cobranças eram frequentes na cabeça do rapaz, seu espírito altruísta era algo notável. O homem forte se defende sozinho, o homem mais forte defende os outros. Era seu lema e nesse mundo ele se enquadrava entre os mais fortes, que tinha capacidade de proteger os que não podiam se defender sozinhos, era por isso que ele estava ali.

/Laboratório de mecânica 07:50/

Ivon estava concentrado, ficou por algumas horas a fio no cinto de matérias que Elena o entregou. Realmente era útil, mas ter que apertar o botão da matéria específica para ser absorvida demandaria parte de seu foco e isso era inaceitável para o rapaz. Projetou então um sistema wireless com um micro comunicador que ficava dentro de seu ouvido. Levantou-se rapidamentecom com o cinto já colocado.

— Metal. – O pequeno sistema de compressão disparou um objeto de metal do tamanho de uma bola de gude que o moreno pegou na mão direita com facilidade. – Funcionou! – Comemorou absorvendo o metal. Sua mão se tornou metal e logo o corpo todo foi ficando prateado e rígido como a matéria. Ivon sabia muito bem usar seu poder, qualquer matéria sólida pode ser uma arma em suas mãos. – Agora vamos ver seu eu... – O rapaz transformou a mão em uma lâmina, em seguida um martelo e depois um machado. – Perfeito, está estável.

Elena não teria a menor chance. Ivon sempre trabalhara para aprimorar seu dote e o fazia com maestria, pois, o soldado perfeito estava sempre pronto para a guerra.

/Sala de ética heróica 08:20/

— Lembre-se jovens, os poderes existem para um propósito, ajudar. Uma pessoa que tira proveito para si próprio utilizando seu dote não pode ser chamado de herói. – Explicava Marta uma senhora baixinha de cabelo branco.

Connor ouvia o que a senhora falava e não podia deixar de pensar que a maioria dos delitos éticos que foram explicadosele já havia cometido. Usar os poderes a gosto era um passatempo de Connor,

— É um porre não? – Um rapaz de cabelos pretos e olhos azuis bem vivos chamou a atenção de Connor. – Ela fala sobre ética, mas ninguém nessa escola está nem aí pra como usamos os poderes.

— E você é? – Perguntou seco.

— Kyle. (Quile) – Apresentou-se. – Sou o cara mais rápido desse colégio.

— Connor. –Respondeu. – Sou calouro.

— E o que você faz? – Perguntou virando na cadeira para olhar para o loiro.

— Isso... – Connor projetou pequenas chamas em quatro dedos disparando para cima fazendo o alarme de incêndio ligar os irrigadores. – Merda!

— Quem foi que fez isso? – A professora observou a sala, sabia quem fora o responsável, só estava esperando uma confissão. – Já que o responsável não vai aparecer eu vou expor ele. – O olho esquerdo de Marta começa a brilhar e passa uma imagem holográfico do momento em que Connor joga as pequenas chamas para cima. – Saiam todos, se troquem e voltem para a sala. – Todos se levantaram e saíram da sala. – Senhor Rivers! – A android chamou sua atenção. – Você tem hora marcada na detenção hoje.

O loiro não discordou, não ligava de ficar em detenção, já estava preso ali mesmo.

— Nos deu uns quinze minutos de paz, foguinho. – Kyle passou o braço pelos ombros de Connor. – Cola em mim que posso te ensinar o segredo da vida fácil nessa prisão bonita, pode ser?

Quando Connor pensou em responder foi deixado para trás vendo apenas um vulto azul deixado pelo moreno.

— Realmente, ele corre.

/Refeitório 10:20/

O intervalo estava a mil, alunos caminhavam entre os corredores de mesas com estruturas metálicas pretas e madeira tratada, era dia de fricassê de frango e ninguém queria perder.

Connor observava uma mesa em que talvez conhecesse alguém, mas sem sucesso, não encontrou Tom nem Sohye.

— Se tá procurando um lugar pra sentar, – Kyle estava atrás de Connor com uma bandeja. – me segue.

Seguindo Kyle ambos vão parar em uma mesa redonda com duas cadeiras apenas. Connor se senta e começa a comer sem dizer uma palavra, não estava afim de papo, principalmente com uma pessoa que nem conhecia.

— É o seguinte. – Kyle quebra o silêncio após mastigar a primeira garfada de frango. – Disse que ia te ajudar a sobreviver aqui. O que quer saber?

— Nada, além de o que você quer comigo. – O comentário ríspido de Connor fez o norueguês rir.

— Não posso te ajudar? – Connor conhecia o sorriso malandro que o outro esboçava, já havia lidado com pessoas assim antes. – O gato comeu sua língua, ou a surra que levou do soldadinho te deixou mudo?

— Conhece ele? – Perguntou tomando um gole da garrafa d’água.

— Conheço bem demais. – Sim Kyle conhecia Ivon, mas a relação era mais uma inimizade do que amizade. – O que quer saber?

— Nada, só estou planejando uma pequena vingança que... – O loiro levou um tapa na cabeça.

— Primeira regra! – O moreno advertiu. – Ivon é inatingível, nem tente.

— Talvez pra você. – Insultou. – E se me der outro tapa eu arrebento você!

— Força do hábito. — Defendeu-se. – Mas é sério, a única pessoa que poder dar uma surra nele, na verdade, que tem capacidade pra isso é a Elena Starkov.

— Você não vai me convencer. – Os olhos de Connor passearam pelo refeitório, mas não obteve sucesso em encontrar Tom. – Qual sua fraternidade?

— Sou da Beta6. – Respondeu orgulhoso. – E antes que você pergunte, não, não sou o corredor da fraternidade, sou o combatente.

— Então não vou entrar na Beta6. – Sohye havia explicado para Connor que cada fraternidade tem um participante das seis modalidades dos jogos entre fraternidades. Corredor: uma corrida de um quilômetro com os mais diversos obstáculos. Salvamento do cidadão: Uma dupla que salva um boneco de uma situação de perigo real contra vilões do outro time. Natação: Dez idas e dez voltas em uma piscina, usando tornozeleira anti poderes. Disparo de precisão: Tiro ao alvo entre obstáculos do campo de tiro. Ginástica: Juntando elementos da ginástica geral, executada sem tornozeleira anti poderes, um dos mais disputados. Combatente: combate um contra um até o nocaute. – Alguma fraternidade está sem combatente?

— Tem a Bite Bones. – Revelou arrancando um sorriso de Connor. – O combatente deles se formou, estão procurando outro, vão fazer a seletiva em breve.

Connor ficou animado com a notícia, mal podia esperar para ter outra luta com Ivon, dessa vez, o resultado seria diferente.

/Arena de combate holográfico 13:50/

— Estão prontos? – Sohye perguntou olhando para o centro da arena. De um lado Ivon com sua osmose e do outro Elena com sua Biocinese, a asiática já estava acostumada a ser o árbitro das competições dos russos e se divertia fazendo isso.

— Já nasci pronta! – Gritou Elena.

— Última chance de desistir! – provocou Ivon colocando o micro comunicador no ouvido.

— Em seus lugares. – Ambos tomaram posições de combate. – Preparar. – Ivon absorveu uma matéria de pedra tornando o corpo uma rocha ambulante. – Lutem!

Notas finais
Obrigado por ler até aqui. Não se esqueçam de deixar sua, critica, elogio ou dicas no nosso serviço de atendimento ao cliente. hahahahahaha Vejo todos no próximo