Power High
12 Capitulo 12
Notas iniciais
/Casa dos Solberg 15:05./
Connor analisava a situação de dentro da casa. Havia cinco viaturas e dez policiais, armamento leve, nada páreo para super dotados, mas as duas motos eram o que preocupava o loiro.
— Vai, tirem o capacete. – Como se o tivessem ouvido os dois homens tiraram o capacete revelando serem Ivon e Sombra. Mas o que estavam fazendo ali? –Só pode ser brincadeira.
— O que? – Sohye perguntou.
— Ivon e Sombra estão lá fora. – Connor falou sem tirar os olhos do quintal.
— Isso diminui nossas chances pra zero. – Kyle se levantou. – Se eles têm um herói profissional lá fora não temos a menor chance. – Negativou o norueguês.
— Sim, eles têm um herói profissional. – Connor concordou sorrindo. – Mas um herói alemão. A não ser que a gente seja considerado uma ameaça nacional ele não pode intervir, está fora da jurisdição dele.
— Como sabe? – Kyle perguntou se aproximando da janela.
— Andei estudando...
— Saiam com as mãos para cima e se entreguem pacificamente! – Uma voz gritava por um megafone.
— Estamos sem tempo. – Connor tirou o moletom rubro ficando apenas com a camiseta azul marinho que estava.
— O que vai fazer? – Kyle segurou o britânico pelo ombro.
— Negociar.
— Prefiro que eles atirem na gente. – Sohye destilou um pouco de veneno.
— Tem ideia melhor manca? – Sohye fez uma careta para o loiro. – Foi o que pensei.
Connor saiu com as mãos atrás da cabeça com os dedos entrelaçados vendo dez armas apontadas em sua direção, pode ouvir o barulho das mesmas sendo destravadas quando parou em frente aos degraus da pequena varanda.
— Eu quero falar com ele. – Apontou diretamente para Ivon. – Ele me conhece, não vamos chegar a lugar algum se eu não falar com ele. – Os policiais continuaram com as armas levantadas a medida que o moreno se aproximava e subia a pequena varanda. – O que estão fazendo aqui? Achei que seu estágio de merda fosse na Alemanha.
— Powers me pediu para vir atrás de vocês. – Revelou Ivon mantendo a calma. – Connor, se entreguem pacificamente, vocês só vão ter que passar por uma audiência com a Powers e o conselho de Power High. Não precisa dificultar as coisas.
— Eu não nasci ontem. – Connor respondeu com escárnio. – Eles querem levar o Kyle para o reformatório e sabe-se lá Deus o que vão fazer comigo.
— Você não apresentou nenhum quadro, esse é o primeiro...
— Já vi policiais me amarrarem e me afundarem em uma banheira com gelo. – Connor interrompeu Ivon. –Ninguém vai se entregar, muito menos pacificamente.
— Quais são as exigências? – Ivon foi direto ao ponto vendo que a discussão não iria a lugar nenhum.
— Vai mandar as viaturas irem embora antes que eu exploda elas...
— Você não vai fazer isso. – Ivon cortou com dúvida na voz.
— Experimenta. – Os olhos azuis do loiro não pareciam mentir para o russo. – Vai sair com seu amigo herói profissional e vai arranjar um helicóptero que vai nos levar de volta pra escola e eu te entrego a Sohye, ela precisa de atendimento médico, torceu o tornozelo... e também não precisa se foder comigo e com o Kyle.
— Connor olha...
— Essas são as exigências. Enquanto me arruma isso vou buscar a Sohye.
— Okay, vou ver o que posso fazer. – Ivon poderia acabar com ele ali, mas não podia arriscar a vida dos policiais que estavam por perto.
Connor deu as costas para voltar para dentro. Foi uma fração de segundos para ouvir o disparo de uma das armas de fogo. Se virou para ver de onde vinha mas Kyle já estava ali para segurar a bala entre os dedos.
— Você tá bem? – Perguntou para Connor que respirava fundo com o corpo expelindo vapor.
— Segura as balas e eu faço o resto. – Connor levantou a cabeça com os olhos alaranjados que expeliam pequenas brasas. Seu olhar estava mortal. – Vai!
Connor disparou uma rajada em uma das viaturas que explodiu em contato com as chamas, porém, Sombra foi rápido o suficiente para tirar os policias de perto enquanto o loiro descarregava contra as outras. Kyle ficava na frente do amigo segurando as balas que ameaçavam o atingir o loiro.
— Até quando? – Kyle gritou segurando mais balas.
— Eu não sei, talvez eu... – Connor não terminou frase por ter sido atingido por uma bola de madeira no rosto que o jogou da varanda caindo no quintal vizinho.
— Connor! – Kyle correu até o rapaz. – Eu devia ter visto.
— Relaxa. – Connor levantou olhando para Ivon que de um corpo de madeira havia se tornado concreto. – Não interfira. – Pediu para Kyle.
— Tem certeza?
— Tenho. – Respondeu o britânico estalando os dedos da mão direita. – Vai ajudar a Sohye.
Os rapazes ficaram se encarando sentindo o ar gelado percorrer suas espinhas causando um arrepio não respondido por feições incomodadas.
Connor lançou com sua mão esquerda uma enorme bola de fogo que Ivon não teve problemas para se esquivar, avançando na direção do loiro. Ivon desferiu uma cotovelada que foi defendida por uma das mãos de Connor dando oportunidade do britânico atingir o russo no estômago com um chute frontal que o fez dar alguns passos desequilibrados.
— Isso é novidade. – Ivon sorriu de canto avançando contra Connor que tentou acertar outro chute, mas teve a perna segurada para ser lançado como um saco de batatas para o outro lado.
— Andei treinando. – Connor se recuperou com um rolamento avançando com seu nitro na direção do russo que preparou sua guarda para se defender do soco, porém, Connor esperava essa reação e se esquivou com uma curva fechada acertando uma rasteira no moreno que antes de encontrar o chão levou uma cotovelada que desceu com seu corpo. Rapidamente Ivon acertou as costelas de Connor com um soco poderoso que fez o loiro urrar de dor, se colocou por cima desferindo socos que o loiro defendia com facilidade.
— Não esquece. – Ivon continuava batendo nos braços de Connor. – Nunca vai ser melhor do que eu.
— Vai se ferrar! – Connor gritou a plenos pulmões jogando o corpo pra cima com uma rajada de fogo que desequilibrou Ivon possibilitando a virada de jogo, onde o loiro começou a gerar explosões a cada soco começando a lascar a pedra que o corpo de Ivon era, possibilitando ver a pele nos braços. O russo se apressou em gerar espinhos de concreto que fizeram o loiro se desvencilhar.
— Já está enchendo meu saco . – Ivon absorveu metal. –Vou acabar com isso.
— Pode vir. – Connor avançou surfando sob o fogo.
Ivon esperou o iminente contato da mão do loiro contra seu rosto que foi atingido, mas o mesmo não se mexeu ao receber o impacto. O russo havia cravado os pés no chão com estacas que saíam direto das solas. Connor estava perto, perto o suficiente para receber uma pancada de uma bola enorme que Ivon havia transformado sua mão, jogando a cabeça do piromaníaco contra o gramado em chamas.
— Fica no chão! – Ivon ordenou.
— Não é a minha cara. – Connor levantou desnorteado com o olho inchado, lábio e ouvido sangrando. – Sua garota bate mais forte que você. – Provocou Connor sorrindo acertando uma cotovelada explosiva no rosto do russo.
— Como é? – Ivon perguntou se recuperando do golpe.
— Treinei com ela a uns dias atrás. – Connor sorriu maligno acertando dois socos diretos no nariz do russo. – Ela tem uma perna bem macia aliás.
— Cala a porra da boca. – Ivon acertou um soco direto no rosto de Connor que o jogou alguns metros para trás.
— É sério. – Connor comentou rindo de cara no chão. –Ela bate bem. – Connor provocou se levantando. – Se é que me entende.
— Mandei ficar quieto. – O russo atingiu a cabeça do piromaníaco com uma canelada. – E fica no chão antes que você morra.
— Ela é bem gostosa também. – Connor falou baixo levantando a cabeça vendo Ivon ir na direção da casa onde Kyle estava na varanda com as mãos levantadas se entregando. Não, pensou o britânico se levantando sentindo o corpo arder. – O Ivon! – Gritou atraindo a atenção do moreno. – Eu só tô esquentando. – O corpo de Connor ficou inteiramente em chamas antes de avançar contra o russo o laçando com os braços impedindo de escapar e ser atingido por pedaços de madeira das cercas se quebrando. Sentiu o aço do braço de Ivon derreter chegando em sua pele, não tiraria sangue do russo, mas deixaria um pequeno estrago.
— Eu mandei! – Ivon posicionou as pernas criando pequenos cravos que o prenderam no chão parando o avanço de Connor. – Ficar no chão! – Ivon juntou todas as suas forças em uma cabeçada que apagou o loiro na hora fazendo as chamas se extinguirem deixando apenas o corpo nu de Connor no gramado.
/Power High, dois dias depois, 14:00/
Connor abriu os olhos devagar dando de cara com o teto branco da enfermaria, estava com uma camisola de hospital. Se levantou de supetão para olhar ao redor.
— Calma. – Kyletocou o ombro do amigo. – Você levou umas pancadas fortes dessa vez.
— O que aconteceu comigo?
— O Ivon trincou seu crânio no soco. – Kyle explicou. – Mas relaxa, te colocaram em uma câmara curativa, sua cabeça tá inteira de novo, mas acho que ainda vai ter dor por alguns dias.
— E como ele tá? – Perguntou o loiro se referindo a Ivon.
— Queimaduras de segundo grau nos dois antebraços e meio das costas. – Connor sorriu vitorioso.
— Pelo menos deixei uma marca feia. – Se jogou de volta na maca. – E agora?
— Tem uma audição com a Powers e o conselho as cinco. – Connor olhou preocupado. – Não vamos envolver Sohye e Tom na confissão okay?
— Estava pensando nisso. – Connor puxou os fios loiros para trás. – A gente tá muito fodido.
— É, e nem valeu a pena. – O velocista se condenava por não ter conseguido salvar a irmã.
— Ei, fizemos todo o possível okay? – Connor tentou consolar o moreno. – Não foi sua culpa.
— Pode tentar me convencer. – Kyle se levantou. – Só tentar. Agora vou avisar que você acordou, vão te escoltar para o seu quarto e mais tarde... nosso destino.
— Te vejo lá. – Connor riu. – Não podemos perder um evento desses.
/Sala do Conselho, 17:00./
A dupla adentrou a sala trajando roupas semelhantes jeans e tênis preto, a diferença era pelas camisas sociais que cada um usava, Kyle usava uma camisa preta e Connor uma branca.
Na sala se encontravam a diretora Powers, Butcher, os guardas que haviam sido nocauteados, Ivon e Sombra.
— Sentem-se. – Pediu a diretora. – Obrigado por terem vindo.
— Como se tivéssemos escolha. – Connor respondeu com grosseria.
— Peço que mantenha o decoro. – Brunilda manteve a voz calma. – Como diretora de Power High eu declaro essa seção aberta. – Bateu o malhete na mesa de madeira. – Os réus estão sendo acusados de, fuga do ambiente escolar, roubo de aeronave privada, homicídio culposo, destruição de propriedade alheia e agressão contra autoridades.
— Essa é a hora que a gente confessa? – Connor debochou.
— Decoro. – Butcher falou com a voz grossa. – Mas sim.
— Então... – Connor apoiou as mãos contra a mesa e se levantou. – Quero começar com sim, nós saímos da escola e também roubamos o avião, mas devolvemos.
— Thomas Stamford está envolvido com vocês? –Brunilda perguntou.
— Não. – Kyle respondeu calmo se levantando. – Demos uma surra nele porque ele nos viu tentando pegar o avião. Depois mandamos ele pilotar de volta.
— E Sohye? – Ivon se pronunciou recebendo um sinal de Butcher para ficar em silêncio.
— Precisávamos de uma refém pra conseguir negociar. – Connor encarou Ivon com um Olhar que implorava para que ficasse quieto. – Eu torci o tornozelo dela pra ela não fugir.
— Isso é comprometedor senhor Rivers... e porque resolveu atear fogo nas viaturas? – Butcher perguntou caminhando até Connor.
— Garanto que está omitindo a parte de que eles tentaram atirar em mim não é? – O loiro afrontou o professor. – E na boa, ele tava lá. – Apontou para Sombra. – Ele não ia deixar nada acontecer, eu sabia que ele ia agir.
— Foi uma suposição muito exata. – Powers reconheceu. – As duas pessoas mortas no processo...
— Cala boca! – Connor gritou. – Você tá acusando ele de matar a própria irmã e o pai? Isso é ridículo, saímos daqui pra tentar salvar ela! – Butcher tocou o ombro de Connor que rejeitou o contato. – Não encosta em mim! Vocês enlouqueceram? Fomos tentar ajudar... tentar... ser herói. – Connor berrava na pequena sala. – Não é isso que vocês querem?! Heróis?
— Senhor Rivers, é uma atitude louvável, mas creio que o ocorrido não pode ser justificado com um discurso de ódio contra os métodos que os heróis agem. – Brunilda explicou se levantando.
— Eu não tô nem aí. Quer me colocar na geladeira, pode ir em frente, mas vocês não podem jogar ele no reformatório. – Connor respirou fundo se mantendo calmo para não entrar em chamas de novo. –Ele só tentou salvar a irmã... – Ficou em silêncio ao sentir um aperto forte em seu braço. Olhou para Kyle que balançou a cabeça negativamente. – Se precisarem punir alguém devia ser eu. – Respondeu se sentando.
— Agiram juntos... – Pontuou a diretora. – Não posso punir apenas um eu...
Uma pancada na porta foi ouvida. Tom e Sohye entravam pela porta ofegantes.
— Dá tempo de testemunhar? – Tom perguntou recebendo um olhar assustado de Brunilda seguido de um aceno positivo de cabeça. – Okay. – Andou até o lado de Kyle e Connor. – Fui cúmplice, pilotei a aeronave e ajudei a desativar as câmeras do hangar.
— A história que eles me contaram foi meio diferente. – A diretora afirmou olhando para a dupla.
— Eles mentiram. – Tom respondeu. – Eles vieram tarde da noite no meu quarto me pedir para pilotar um avião até a Noruega. – O estadunidense olhou para Kyle. – Eu neguei no começo, mas fui mesmo assim. Fui contra, mas percebi que um herói que ignora alguém que não pode se proteger sozinho... não é um herói. Não é o tipo de herói que eu quero ser. Não vou escolher a dedo quem devo ou quem posso salvar... não sou assim. – Kyle encarou Tom. – Sinto muito... – O olho laser voltou seu olhar para a diretora. – Se for punir eles, também vai ter que punir a mim.
— E a mim também. – Sohye se pronunciou. – Fui com eles por vontade própria, torci o tornozelo por conta de um ataque de arma de concussão. – explicou. – E só não obtivemos sucesso, pois havia alguma entidade super dotada no caminho.
— O que disse? – Butcher perguntou surpreso.
— Eu também vi.- Kyle se pronunciou pela primeira vez em meio ao pequeno caos. – Fumaça preta, brilho vermelho... achei que estivesse vendo coisas, mas estava lá pelo visto.
— Estão me dizendo que foram atacados por uma fumaça negra? – Sombra perguntou se aproximando.
— Não exatamente. – O norueguês procurou em sua memória. – Ele devia ter uma habilidade de se apossar do corpo das pessoas...
— Brunilda. – Sombra interrompeu Kyle olhando diretamente para a diretora.
— Sim. – Powers concordou com um maneio de mão. – Mesmo com essa explicação eu não posso deixar de puni-los. – A diretora se sentou novamente. – Senhor Stamford e Sohye, Iram passar duas semanas em detenção após as aulas. – Ambos concordaram. –Agora vocês dois... detenção até o final do ano e serviço voluntário na biblioteca...
— Ainda vou poder participar dos jogos entre fraternidades? – Connor interrompeu. – Desculpa interromper.
— Se estiver em uma fraternidade, sim. – Brunilda concordou arrancando um sorriso do loiro. – Mas vejam bem, apenas mais um deslize e vocês vão para o triângulo... Fui clara?
— Sim senhora. – Kyle e Connor falaram em uníssono.
— Declaro essa seção fechada.
Connor olhou para Kyle com um sorriso aliviado. O norueguês por sua vez levantou e abraçou o piromante que achou o gesto estranho.
— Sem sentimentalismo. – Connor retribuiu o abraço rindo. – Eu disse que não ia deixar te levarem.
— Sim. – Kyle soltou o amigo e correu na direção de Tom. – Obrigado de novo.
— Não tem de que. – O menor estendeu a mão. – Sinto muito pela sua perda.
— Obrigado. – Kyle apertou a mão de Tom. – Espero que a gente se entenda ainda.
— Estamos trilhando o mesmo caminho... só temos escolhas diferentes... acho que é por isso que alguém me convenceu. – Em um maneio de cabeça Tom insinuou Sohye. – Agradeça por ela gostar de você.
— Acredite... eu agradeço.
Os quatro caminharam em direção a porta passando por Ivon. Quando foi a vez de Connor cruzar o caminho do russo, soltou um sorriso de canto olhando para as regiões enfaixadas de Ivon.
— Ainda não acabou. – Provocou Connor.
— Mal posso esperar. – Ivon sorriu de volta.
/Uma semana depois, 13:00/
— Okay... o próximo é Connor Rivers. – O líder da BiteBones com mais duas pessoas estava avaliando os poderes para a seletiva do combatente.
— Sou eu. – Connor se aproximou usando seu traje azul marinho, com calças agarradas, uma bota preta, uma separação na região do quadril também preta que simbolizava um cinto e na região do peitoral até o pescoço havia um detalhe de chamas também preto.
— Então... nos mostre.
— Com prazer.
/Dormitório masculino, 13:21./
Kyle continuava sua pesquisa e caça a forma de sombras, havia feito um paralelo com a situação e anotava tudo no quadro branco que havia colocados em seu quarto. Fotos, imagens capturadas de câmeras, e cores de caneta que simbolizavam o grau de informação. Verde: informações concretas, amarelo: Suposições e vermelho: Informações fantasma. Havia se aprofundado, na última semana estava obstinado. Mas isso não impedia que os outros batessem em sua porta.
— Tô ocupado. – Respondeu abrindo a porta dando de cara com Tom. –Aconteceu alguma coisa?
— Não eu só... – Tom estendeu um pote de biscoitos. – Vim te entregar isso, receita de família.
— Valeu... – Ambos estavam sem jeito.
— Minha mãe diz que acalma e esquenta o coração. – Kyle forçou um sorriso.
— Obrigado. – O mais alto agradeceu.
— Chegou a algum lugar? – Tom perguntou apontando para o quadro.
— Quase, mas não faço ideia do que possa ser. – Bateu o pé impaciente.
— Posso te ajudar.
— Não quero incomodar. – O norueguês queria a ajuda, mas não iria admitir.
— Se tem alguém que entende de vilões... Sou eu. – Tom sorriu.
— Se você insiste.
— Vamos descobrir quem é o filho da mãe!
/Área verde, 13:30/
Sohye caminhava com Luna pela área verde indo até aonde Manuella estava sentada.
— Manu quero que conheça alguém. – Sohye se sentou ao lado da brasileira. – Essa é a...
— Oi Luna. – Sohye estranhou.
— Se conhecem? – Sohye perguntou apontando para ambas.
— A gente se viu no dormitório algumas vezes. – Luna riu.
— E eu sou a narradora oficial dos jogos entre fraternidades, preciso saber o nome dos competidores. – Manuella se gabou. – Luna Lombardi competidora pela Beta 6, salvamento do cidadão. Sei até a cor do uniforme se vocês quiserem.
— Não precisa. – Luna riu. – Está fazendo o que?
— Anotações importantes para o festival de outono no mês que vem, vamos ter algumas atrações novas e não posso deixar nada passar. – Manuella explicou. – Afinal a presidente disse então é uma ordem.
— Então ela pode te chamar de presidente. – Luna pousou a mão sobre o peito fingindo estar ofendida.
— Por que fui tornar vocês duas amigas? – Sohye riu.
— Não faço ideia. – As duas responderam em uníssono.
— Acho que eu vou gostar disso.
/Salão de artes marciais, 13:40/
Ivon e Elena treinavam focados pelo menos Elena estava. Ivon estava incomodado desde a briga com Connor... eles treinaram mesmo? Pensava o russo antes de levar um tapa na cabeça.
— Foco. – Elena reclamou. – Tá acontecendo alguma coisa?
— Tô com dor. – Respondeu olhando para os braços, as marcas já estavam quase sumindo.
— Você não sabe mentir. – A ruiva sorriu. – Aconteceu mais alguma coisa na Noruega?
— Não... talvez. – Ivon se condenou internamente. – Você... treinou com o Connor?
— Como é? – Perguntou incrédula.
— Você treinou com o Connor ou não? –Perguntou o russo novamente.
— Dá pra chamar de sparring. – Elena riu. – Dei alguns chutes nele e cada um treinou sozinho no seu canto.
— Pelo jeito que ele falou na Noruega não parecia só isso. – Ivon estava se sentindo ridículo por pensar isso de Elena.
— Ele fez isso para desestabilizar você. – Falou apontando para os braços do namorado.
— Desculpa perguntar essas coisas eu só...
— Relaxa. – Elena abraçou o rapaz pelo pescoço dando um selinho rápido. – É seu primeiro relacionamento... é de se esperar que fique inseguro, ainda mais quando sua namorada sou eu.
— Não sou inseguro. – Elena riu com o embaraço. – Vamos voltar a treinar?
— Sim soldado Zolotoy. – Elena riu se separando do moreno.
— General Starkov.
/Sala da diretora, 14:00./
O Comandante se mantinha em pé inquieto.
— Tem certeza que era ele? – Perguntou andando de um lado para o outro.
— A descrição bate Arthur... tem que ser ele. – Brunilda afirmou.
— O Sem Forma... se ele está atacando alunos... ele está começando uma guerra que não vai vencer.
— Isso é o que me preocupa. – Brunilda olhou pela janela de sua sala para a área verde. – Está apenas começando.
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