Power High

21 Arco 2 Capitulo 9


Ivon

Eu e Elena descemos do avião e ter o ar gelado de Moscou ná pele novamente era uma sensação ótima, mesmo que apenas por alguns dias.

— Meu pai já está ali. – Ela apontou para o homem grisalho com um uniforme de comandante... por mais que ele não fosse um superdotado, era intimidador. – Vem falar com ele.

— Eu acho melhor só esperar...

— Tarde demais. – Elena falou me fazendo notar a presença de seu pai.

— Comandante Starkov. – Cumprimentei com um aperto de mão forte. – É um prazer.

— Elena falou muito de você. – Comentou sorrindo.

— Espero que só as coisas boas. – Brinquei vendo meu pai mais a frente. – Aquele é meu sinal pra ir embora. Vejo você antes do ano novo? – Encarei Elena.

— Claro que sim. – Ela me deu um rápido selinho. – Vai lá, campeão.

— Você é a melhor. – Falei. – Até mais comandante.

Caminhei em silêncio até chegar próximo a meu pai, o recebi com uma continência e a resposta que obtive foi “descansar soldado, estamos no recesso.”

Seria um longo recesso de fim de ano.

Connor

Eu e Kyle estávamos dentro do taxi indo até o hospital, aonde minha avó residia atualmente, pelas ruas meu amigo pode ver a situação dos movimentos ante superdotados, placas, manifestações o povo por aqui pode ser bem ignorante . Descemos na portaria do Hospital e fomos direto para a recepção.

— Somos os netos da Lisa Rivers, quarto quinhentos e três. – Kyle me encarou confuso.

— Certo. — a moça da recepção nos entregou duas etiquetas adesivas que estavam escrito “visitante”. – Feliz Natal.

— Obrigado. – Dissemos juntos antes de irmos para o elevador.

— É o seguinte, relaxa. – Falei antes de abrir a porta. – Como está minha garota favorita?

Kyle

— Eu estou ótima. – A senhorinha com cabelos curtos e grisalhos respondeu sorrindo. – Por que não disse que teríamos visita? Eu teria me arrumado melhor.

— Desculpe. – Connor pediu. – Esse é o Kyle, meu amigo que eu te falei.

— Venham aqui pra eu dar um abraço em vocês. – Ela falou se levantando da maca.

— Vó, fica deitada, a gente chega mais perto. – Connor foi ao lado dela.

— Eu ainda posso andar. – Ela abraçou o neto e em seguida me abraçou. – Você é grande!

— Ele é norueguês né. – Connor Brincou.

— Espero que o Connor tenha falado as coisas boas sobre mim. – Respondi segurando ambas as mãos de Lisa.

— Ele falou que vocês cuidam um do outro. – Ela sorriu... era tão doce. – E isso já é o suficiente.

— Que bom que se conheceram, agora você pode sentar... por favor. – Connor pediu sendo atendido pela avó. – Ótimo, temos muita coisa pra contar e uma comida de hospital horrorosa como ceia de Natal, esse vai ser do caralho.

— Olha a língua. – Ela chamou a atenção de meu amigo me fazendo rir.

— Desculpe. – Pediu ele sorrindo.

Nunca tinha visto Connor pedir desculpa por xingar... acho que foi a primeira vez que eu vi Connor calmo dessa maneira.

Luna

Estávamos na minha casa e minha primeira ação foi preparar um colchão para mim, Sohye ficaria na minha cama, acho que devia fazer ela se sentir bem confortável nessa visita.

— Amanhã a gente pode fazer um boneco de neve. – Falei animada.

— Não consigo acreditar que você gosta disso. – Ela ria enquanto me ajudava com os lençóis.

— É tradição minha e do Pietro, sempre fazemos isso. – Expliquei sorrindo. – Quem sabe você não começa a passar os natais comigo e vira moda pra você também.

— Quem sabe... – O celular dela tocou. – É o Kyle.

— Atende vai. – Revirei os olhos. Continuei arrumando as coisas enquanto Sohye ia para a varanda.

— Hey pequena. – Pietro enfiou cabeça pela fresta da porta. – Um minutinho?

— Claro. – Deixei os lençóis e fui até ele. – Diga.

— Então. – Ele coçou a nuca, geralmente é uma notícia bosta. – Eu recebi uma ligação do trabalho... e precisam de mim, meio que agora.

— Mas é Natal... – O encarei amuada. – Não dá pra adiar?

— Dessa vez não posso... – Respondeu cabisbaixo. – Você vai ficar chateada?

— Não. – Menti. – É seu trabalho.

— Obrigado pequena. – Ele me abraçou. – Vou tentar voltar o mais rápido possível.

— Promete? – Perguntei levantando o dedo mindinho.

— Prometo. – Apertamos os dedos. – Até mais.

— Até... – Fiquei em frente a porta enquanto Pietro descia as escadas. Meu celular tocou e um pequeno emoji de fogo apareceu no contato, obviamente atendi. – Não é uma boa hora Connor. – Desliguei logo em seguida.

— O que foi? – Sohye surgiu na porta..

— Nada. – Menti.

— Sabe que não consegue mentir pra mim né? – A asiática perguntou retoricamente.

— Pietro não vai ficar para o Natal...

— Por essa eu não esperava... – Ela ficou sem jeito. – Eu não sei o que dizer.

— Tudo bem, eu vou sobreviver. – Sorri. – Vamos aproveitar o Natal.

Thomas

Como sempre visitei a Times Square para ver os artistas de rua e as cantatas de Natal que sempre aconteciam, esse espírito de fim ano sempre me cativava o coração. Peguei o celular e escolhi a opção chamada de vídeo para falar com a Manu.

— Oi. – Atendi sorrindo girando o celular. – Natal bem iluminado esse ano.

— Por aqui bem ensolarado. – Ela estava com um biquíni amarelo em uma praia linda demais. – Esse ano meus pais optaram por Fernando de Noronha, algum dia espero te mostrar isso pessoalmente.

— A gente pode tirar férias juntos algum dia sabe? Pra aproveitar junto. – Sorri. – Queria que estivesse aqui...

— Também queria... – Ela sorriu fraco. – Liga quando for Natal?

— Eu sempre ligo. – Lembrei-a. – Te amo.

— Te amo. – Ela respondeu. – Manda um oi pra todos aí.

Assenti sorrindo antes de desligar. O Natal não seria completo, mas ainda sim, seria mágico como todos os anos.

Elena

Saí do chuveiro e fiquei pensando no convite que meu pai pediu para fazer a Ivon quando estávamos no carro não que eu não queira passar o Natal com ele, mas quando comandantes e generais se encontram eles não sabem fazer nada além de falar sobre operações, honrarias e outras coisas, não sei se é o tipo de Natal que quero me lembrar com Ivon. Peguei o aparelho e liguei para meu namorado.

-Aluô – Ele tá de boca cheia?

— Tá falando de boca cheia? – Perguntei.

— Desculpa. – Ele terminou de engolir. – Tudo bem?

— Sim e não. – Fui sincera. – Meu pai me pediu para fazer um convite.

— Para?

— Natal dos veteranos. Vários velhos falando dos tempos de glória e guerra. – Fingi uma voz entusiasmada.

— Tem certeza que quer que eu vá? – Questionou. – Quase certeza de que nossos pais vão ficar medindo o tamanho do pau... não é um Natal que eu quero me lembrar, ainda mais sendo meu primeiro Natal junto com você.

— Tem alguma ideia melhor? – Perguntei.

— Tenho. – Respondeu confiante. – Arruma uma mochila com roupa quente para uns três dias. Passo te buscar em uma hora.

— Não conhecia esse seu lado misterioso. – Não contive um riso.

— Sou cheio de surpresas.

***

Como ele havia dito, em uma hora ele estava na frente de casa em uma caminhonete verde oliva. Joguei minhas coisas na caçamba e entrei no veículo.

— Aonde vamos? – Perguntei curiosa lhe dando um beijo na bochecha.

— Meu pai tem um chalé a quarenta minutos daqui. Pensei em passarmos o Natal lá... só eu e você. – Eu agarrei ele pelo pescoço num abraço muito forte.

— Você é perfeito. – Admiti em voz alta.

— Obrigado. – Agradeceu sem jeito. – Aliás. – Ele estendeu uma caixa pequena. – Feliz Natal.

— Claro que comprou um presente. – Abri, revelando um anel de prata extremamente delicado com um diamante maravilhoso em forma de pétala de flor. – É lindo...

— Eu sei. – Sorriu dando partida no carro.

— Agora eu vou achar seu presente muito simples. – Fiz um bico.

— Eu sou fácil de agradar, ainda mais se tratando de você. – Respondeu sem tirar os olhos da pista. – Se me der um peso de porta eu juro que uso no meu alojamento.

— Vou entregar só quando for natal. – Avisei. – Vai ser mais especial.

— Anotado.

Connor

Finalmente era oficialmente natal. Minha avó já estava dormindo e já tínhamos comido aquela comida maravilhosa de hospital.

— Feliz Natal. – Kyle disse do outro lado do quarto.

— Feliz Natal. – Desejei. – Não é o melhor Natal, mas espero que esteja valendo a pena.

— Qualquer coisa é melhor do que ficar enfiado no alojamento. – Sorriu. – Por mais natais. – Ele levantou o copo de plástico com suco.

— Por mais natais.

Sohye

Luna e eu fizemos um boneco de neve bem legal até, não é porque Pietro não está aqui que não faríamos o que ela tanto ama no natal.

— Olha, ficou maravilhoso. – Falei olhando nosso “Olaf” de baixo orçamento. – Só faltou um casaco.

— Não, tá ótimo só com o cachecol – Luna Sorriu. – Obrigada.

— Estou aqui para o que precisar.

Manuella

Eu e meus pais já tínhamos voltado para a casa de praia que havíamos pego juntos com meus tios e primos, estava uma bagunça desde que tínhamos começado a comer, ninguém parava quieto e os menores nem sequer pararam de brincar para comer.

— Com licença. – Pedi indo para o lado de fora discando o número de Tom. – Alô.

— Oi princesa. – O barulho em sua ligação podia ser ouvido por mim. – Estou na Times Square.

— Eu imaginei. – Deixei um sorriso escapar. – Feliz Natal.

— Feliz Natal meu melhor presente. – Ele Desejou. – Eu te amo e prometo que o próximo natal vai ser incrível, vamos estar juntos.

— Jura de dedinho? – Perguntei com uma voz de criança.

— Juro de dedinho.

Ivon

Estava tudo perfeito, o vinho, nossa conversa, o chalé... ela estava linda com minha camisa branca e calça de pijama xadrez vermelha.

— Espero que seja uma ideia boa de Natal. – Sorri enchendo sua taça.

— Foi uma ótima ideia. – Ela se levantou. – Espera aí. – Ela correu até sua mochila e veio com uma embalagem pequena e retangular. – Acho que isso pode enfeitar sua prateleira.

— Obrigado. – Sem cerimônias abri o pacote revelando uma figura de ação dos transformes do Ultra Magnus combiner wars. – Cacete... esse é o melhor presente de todos.

— Eu vi seu histórico de pesquisa pra saber de qual você estava atrás... – Ela sorriu. – Eu espero que tenha gostado.

— Eu adorei. – A abracei com força. – Esse é o meu melhor Natal em anos.

— Que bom que eu fiz parte dele.

— Que venham mais natais. – Sorri beijando-a. – Feliz Natal.