Power Academy
1 Chegada e colegas de quarto
Notas iniciais
– filha! Desça aqui! Queremos conversar com você! – gritou meu pai do andar de baixo.
– Peraí pai! Tô num meio de uma partida! – falei, sem tirar o olho da tela do computador.
– desça agora mocinha! Ou não vai ter sobremesa no jantar! – falou meu pai e eu revirei os olhos. Avisei pro povo da call que eu estava saindo, e desci.
– oque que vocês queriam falar? – falei, toda delicada.
– bom, eu e sua mãe conversamos, e achamos que você deveria dar um tempos nos seus eletrônicos. – falou o pai.
– desiste, mesmo que tire meu computador, notebook e tablet, eu tenho DSses escondidos pelo quarto todo. – falei, cruzando os braços.
– não Julie, você sabe que todos da família tem grande reconhecimento no país, não sabe?
– sim, e daí?
– e daí que nós vamos te matricular numa academia integral, para desenvolver melhor seus poderes, afinal, queremos que seu futuro seja brilhante como dos seus ancestrais, e não que você se torne uma gamer inútil.
– O QUE?
– vá fazer suas malas, você voltará daqui há um ano. – falou ele se levantando.
– MAS E OS MEUS AMIGOS? EU NÃO PRECISO DE UMA ACADEMIA IDIOTA PARA TER UM FUTURO BRILHANTE.
– já está feito, Julie. Você vai para esta academia e ponto final. – falou ele.
– mamãe! Você não vai falar nada?! – falei.
– desculpe, querida... mas seu pai tem razão. – ela ainda não parecia ter se acostumado com a ideia de não me ver por 1 ano inteiro.
– vocês... EU QUERIA TER NASCIDO HUMANA! – gritei e subi a escada correndo. Entrei no quarto, batí a porta com força e me joguei na cama.
– filha... – falou mamãe entrando no quarto.
– não mãe, me deixa sozinha. – falei.
– Julie, pare de agir como uma garota mimada. Não vai ser tão ruim assim, seja otimista! Você vai fazer novos amigos, vai aprender coisas novas e vai poder ler livros todos os dias! – falou, sentando na ponta da cama e alisando meus cabelos.
– bom, é verdade que eu gosto de livros, mas eu não vou conseguir ficar longe do meu computador por todo esse tempo. – falei.
– vamos, não será o fim do mundo! Aposto que você nem vai sentir falta! Dizem que a biblioteca de lá é enorme, a maior do país!
– m-mas e os meus amigos?
– você ainda terá 2 dias para se despedir deles, eles com certeza irão compreender e te apoiar até o último segundo! – ela dizer isso me fez abrir um sorriso de orelha a orelha. – quer ajuda com as malas?
– sim! – eu falei animada, graças à mamãe. Eu definitivamente tenho a melhor mãe do mundo. – obrigada, mamãe.
2 dias se passaram, e eu estava no aeroporto às 4:24 da manhã, esperando meu voo, às 4:30.
– tchau pai, tchau mãe! – falei, pronta para ir.
– até mais, filha! – disse o papai.
– boa sorte, meu amor! – falou a mamãe.
– táááá! – falei, e corri para pegar meu voo.
O voo foi razoavelmente tranquilo, umas 5 horas de voo depois, eu já estava com um papel na mão, com o endereço. Obviamente, eu teletransportei direto para lá. Eu estava em frente à academia, ela era ENORME! Eu entrei no prédio, e fui até a secretaria pegar meus horários e ver onde seria meu quarto. A secretária era bem gentil, mas disse que não havia mais ninguém para tomar conta da secretaria, então eu teria que me virar procurando o meu quarto... o número dele era 151. “Vou me teletransportar” pensei. “Espera...eu não sei o andar... e o prédio é o primeiro ou o segundo? ... DROGA” nisso, eu comecei a procurar... eu já estava no segundo prédio dos dormitórios, e ainda não tinha achado... quando vi uma garota repetindo o número “151” e andando olhando os números de todas as portas.
– hey! Também vai ficar no 151? – falei.
– hm? Ah! Sim, vou! Você sabe onde fica?? – falou a garota.
– na verdade não...
– ah! Então vamos procurar juntas, afinal, você é a minha colega de quarto! Vamos! – quando ela ia voltar a procurar de novo ela do nada parou e se virou pra falar comigo. – oh! Que maus modos os meus... eu me chamo Ana! Ana Diaz! Intercambista do México! Espero que nos demos bem!
– hey! Não precisa ser tão formal, guarde o discurso para usar se apresentando para a classe. – eu sorri – eu me chamo Julie Closs, e manjo do teleportes. – falei, e ela começou a rir.
– Closs?! Puxa! Você deve ser muito poderosa! Eu “manjo” dos fogo doido. – ela ficava com uma voz engraçada falando gírias com sotaque mexicano.
– isso explica o cabelo ruivo, bom, vamos? – falei
– vamos!
P.O.V. Ana on
Eu meio que suspeitei que a Julie era da família Closs... esses enormes e brilhantes olhos azuis entregaram-na, mas ela é diferente do que eu imaginava... é bastante simpática e engraçada, mas eu não entendi o que ela quis dizer relacionado ao meu cabelo... bem, o que importa é que achamos o nosso quarto!
P.O.V. Ana off
Quando entramos, havia algumas pelúcias espalhadas pelo quarto, e uma garota de óculos tentando colocá-las dentro de uma caixa, mas parece que já estava cheia.
– hmm? Ah... o-oi... e-eu estava tentando colocá-las dentro da caixa... mas... desculpem a bagunça... eu vou arrumá-los agora mesmo. – falou a menina fechando a caixa, e correndo para recolher todos os ursos apressadamente. – d-desculpem novamente.
– ah! Que nada! Vamos ajudar também! – falou a Ana.
– sim! E não precisa se desculpar tanto! Deixa com a gente aqui, e você arruma a sua caixa para caber mais ursos, tudo bem? Vimos que você estava tentando botar todos nela. – falei.
– o-obrigada! B-bem... vocês vão ficar nesse quarto, certo? Eu sou Ivy Parker, e vocês?
– sou Julie Closs!
– e eu Ana Diaz!
Depois que arrumamos tudo, escolhemos nossas camas, e conversamos um pouco, até que deu 12:00 e fomos para a quarta para a cerimônia de abertura, a diretora era alta, magra e velha, além de muito mal-humorada e rígida, e ela nos explicou as regras básicas da AAAEH (academia americana de atividades extra-humanas) ou seja, adolescentes com poderes que por algum motivo, tem algum problema em usá-los, vão para essa academia para resolver esse problema, e eu sou um desses adolescentes.
Eu prevejo um ano longo pela frente.
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