Potion of Hearts
2 The Five Hearts
Notas iniciais
- Bom, meninas, é o seguinte. – começou Mohan – No livro de poções que eu encontrei ultimamente tem uma muito interessante, que nos dará o triplo dos poderes que já temos. Mas essa aqui é diferente das que geralmente fazemos. Precisamos de cinco corações.
- Cinco corações de quê? – perguntou Weyna.
- Dragões? – Luna chutou.
- Hmm, sereias? – adivinhou Hécate.
Eu não queria nem tentar adivinhar. Pela expressão de Mohan provavelmente não eram coisas simples como dragões e sereias. Unicórnios, talvez, mas não entendo como corações de criaturas tão fofinhas poderiam triplicar nossos poderes. Provavelmente eram centauros. E acredite, capturar cinco corações de centauros não é nada fácil. Mohan continuou enrolando, esperando para que chutássemos mais respostas.
- Para de fazer suspense e fala logo, Mohan.
- Calada. Não vai tentar adivinhar também?
Não respondi.
- Agora vai me ignorar?
- Você me mandou ficar calada!
Ela revirou os olhos.
- Bom, já que vocês não acertaram, e no caso da Fatin nem sequer quis adivinhar eu vou falar. Precisamos de cinco corações de homens.
- O quê? – perguntei, espantada. Aquilo era pior do que centauros. Onde iríamos encontrar homens em um mundo onde só existiam criaturas místicas? Claro que eu já tinha ouvido falar de homens antes, não sou tão burra, mas o difícil mesmo iria ser encontrá-los.
- Iremos nos mudar.
Ótimo. Aquilo foi a gota d’água. Eu não queria me mudar, estava muito feliz onde vivia, num castelo apenas com minhas irmãs, saía apenas para caçar. Além disso, para onde nos mudaríamos?
- Mohan, não dá pra gente se mudar. Nós passamos toda a nossa vida aqui! – reclamou Luna, coberta de razão.
- Querem o triplo dos poderes ou não?
Todas disseram que sim, mas eu fiquei calada, o que fez com que minha irmã ficasse me encarando.
- Sim. – disse, à contra vontade.
Desde pequena, eu vivia brigando com Mohan. Ela era sempre sedenta por poder e eu gostava mais do normal. Quer dizer, o normal para uma bruxa. Todas as minhas irmãs eram praticamente criadas dela, sempre faziam tudo o que ela mandava, menos eu. E, claro, quando eu não falava, era praticamente obrigada a falar.
Também não via o porquê de termos que triplicar nossos poderes. Nem sequer usávamos direito o que já tínhamos, ainda mais ter que triplicar aquilo. Mas eu não podia fazer nada. A abelha-rainha era ela, não eu.
- Aonde vamos? – finalmente perguntei.
- Ainda não sei. Pensei em diversas cidades de diversos países. Poderíamos ficar na França. Ou quem sabe Inglaterra... talvez México. Mas estou de olho numa cidadezinha pequena no interior dos Estados Unidos.
Hécate pareceu decepcionada. Pelo jeito não gostou da escolha do lugar.
- O que foi, Hécate?
- Eu queria ir pra Grécia! Conhecer a deusa que nos inventou, e que inspirou a mamãe a me dar esse nome.
- Querida, mesmo se fôssemos para a Grécia obviamente não iríamos conhecer deusa nenhum. Além disso precisamos nos passar por adolescentes estudantes.
- Estudantes? – perguntou Weyna.
- Sim. Eu andei pesquisando e descobri que os adolescentes normais frequentam uma coisa chamada “escola”, na qual aprendem matérias de números, letras...
- Lá aprendem bruxaria? – perguntou Luna.
- Bom... não, mas...
- Então eu também não quero ir.
- Ah, meninas! Deixem de besteira! Nós vamos passar apenas uns dias. Só até conseguirmos nossos ingredientes e então voltamos.
As outras garotas se convenceram, mas eu, como sempre, continuei de cara amarrada. Eu não ia me mudar de jeito nenhum.
Notas finais
Continuem comentando! Reviews deixam escritores felizes, e no caso de ter alguma coisa que você não gostou, comente também! Isso vai me fazer melhorar! Bjs, até o próximo capítulo :))
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