Potion of Hearts

3 Changing Life


Notas iniciais
Esse capítulo ta maior que os outros, mas vai ser mais ou menos esse tamanho pelo resto da fic. E eu sei que ta chata por enquanto, mas é porque ta no começo, todo começo é chato. Por favor, não parem de ler porque ta chata! E mandem mais reviews! Capítulo passado não teve nenhuma, mas como eu ainda tenho esperanças de que irão aparecer eu vou continuar a fic.

- Terminei minhas malas. Vamos logo com isso.

E no fim, eu fui vencida. Acabei aceitando me mudar para um lugar... “normal”. Depois de a Mohan passar horas insistindo e ameaçando, eu finalmente decidi ir. Não que eu esteja feliz com isso. Na verdade pelo contrário. Só vou porque é a força.

- Bom, então, antes de irmos, preciso falar umas coisas pra vocês. – disse Mohan. – como eu disse, andei pesquisando e descobri muita coisa, e muita coisa que vocês precisam saber. Primeiramente, o nome da escola que só a Fatin, a Hécate e a Luna ficarão é Mystic High. Fatin, você cursará o segundo ano do ensino médio.

- Ta, tanto faz. – respondi. Eu não estava muito animada.

- Hécate e Luna cursarão o terceiro. Eu e Weyna iremos para a faculdade.

Weyna levantou a mão.

- Estou sem tempo para perguntas, Weyna. Enfim...

- Mas o que é faculdade? – perguntou.

Eu nem queria prestar atenção, mas sabia que aquelas coisas eram importantes. Eu não poderia simplesmente chegar numa escola sem saber nada do mundo deles, sem nem saber direito o que estou fazendo lá.

- Alguma coisa que as pessoas aprendem para seguir carreiras. Iremos para a mesma faculdade, para que não haja problemas. Bom, continuando...

- Faculdade de quê?

- MEDICINA! Agora quieta.

- Bom, só mais uma pergunta. O que é isso?

- É uma coisa que lá eles usam para salvar a vida das pessoas.

A Mohan salvando vidas? Isso eu pagava pra ver.

- Se eu poder continuar minha explicação agora... Bom, para as meninas – ela apontou para a Luna, Hécate e eu. – eu usei feitiço para fazer uma coisa que eles chamam de histórico. Vocês terão que dizer que são de Chicago e passaram a vida estudando em casa. Aqui está o de cada uma. Alguma pergunta?

Pensei em levantar o braço apenas para dizer que ainda não estava com muita vontade de ir. Mas sabia que minha opinião só iria resultar mais uma das brigas diárias. O pior de tudo era que ela sempre vencia.

Mohan finalmente acabou com seu discurso e nós pegamos as vassouras e finalmente fomos voando para uma nova vida. Durante todo o percurso eu fiquei imaginando como seria viver em uma cidade normal. Lá provavelmente não tinha centauros, sereias e nem dragões. Apenas pessoas. Mas como seriam as pessoas de lá? Como Mohan? Não tinha como imaginar. Eu nunca tinha vivido com esse tipo de gente, e do nada iria começar a conviver todos os dias como se sempre fosse normal.

Aquela tal cidade não era nada perto de onde eu vivia. Weyna ficou o tempo todo perguntando se estávamos chegando, e Mohan sempre respondia que não, não e não. Acho que quando ela finalmente disse “sim” foi a melhor sensação da minha vida.

- Já estamos em Maine, que é o estado da cidade onde vamos ficar. Só falta chegarmos em Moonwood.

- Moonwood? – perguntei, confusa.

- Sim, é nossa futura cidade.

Depois de mais ou menos uma hora, pousamos numa floresta deserta e saímos andando a pé, para que não nos vissem com as vassouras. Quando finalmente saímos da floresta, nos deparamos com asfaltos, lojas e lanchonetes. E casas, claro. De repente lembrei de uma coisa. Onde iríamos ficar? Aquele lugar era repleto de casas e apartamentos, mas nós não tínhamos onde ficar.

- Passaremos a primeira noite num hotel e depois alugamos um apartamento. – disse Mohan, literalmente lendo meus pensamentos.

- Ótimo. A pergunta é: como?

- Você realmente acha que eu não pensei em tudo? Arrumei uma coisa que eles chamam de cartão de crédito para comprarmos tudo o que precisamos. Afinal, não podemos sair por aí com essas roupas, por aqui eles consideram como se estivéssemos numa festa à fantasia. E nós não estamos. Então pararemos num hotel, depois iremos direto para um shopping fazer compras.

- Tá. Mas como você descobriu tudo isso?

- Eu vim aqui...

Fiquei pasma. As outras nem sequer estavam escutando a conversa, mas dessa vez eu realmente não pude acreditar. Mohan já estava planejando isso muito antes de nos falar. Sempre compartilhávamos ideias e feitiços umas com as outras assim que tínhamos a tal ideia. Mas pelo jeito quando Mohan viajou meses atrás ela já estava planejando essa nossa viagem. Como sempre, achei melhor ficar calada.

Andamos até o hotel mais próximo, ela falou com um rapaz atrás de um balcão, eu a vi passando em uma espécie de máquina o tal “cartão de crédito” e então voltou com três chaves.

- Aqui estão as chaves dos seus quartos. – ela entregou uma chave para mim e para Luna.

- Mas só são duas – comentou Luna.

- Sim. Em um quarto ficarão você e Hécate, no outro a Fatin e a Weyna e no outro apenas eu.

- Por que você vai ficar sozinha no quarto? – perguntou Hécate, indignada.

- Eu sou a mais velha, tenho direito.

Eu sou a mais velha, tenho direito, murmurei fazendo uma péssima imitação de sua voz. Para a minha sorte, ela não escutou.

Deixamos as malas no quarto e saímos. Estava de noite, mas a cidade não estava nada movimentada como eu já havia escutado falar. Na verdade estava bem deserta. Fomos ao shopping e nos dividimos. Eu e Weyna fomos primeiro para uma loja de roupas. De acordo com Mohan, precisávamos daquilo urgente.

- Boa noite, o que desejam? – perguntou a atendente.

- Bom... é... eu e minha irmã queríamos um conjunto de roupas. Porque... Err...

- Nossa casa pegou fogo enquanto estávamos numa festa de halloween! – disse Weyna. Aquilo mudou completamente a expressão da atendente. O olhar dela passou de “nossa, que meninas estranhas” para “owwn, tadinhas delas”.

- Bom... Então é meu dever ajudar vocês com isso.

- Obrigada – disse eu – até porque nós chegamos nessa cidade há pouco tempo e as aulas começam amanhã!

Ela continuou com a expressão de pena e foi direto para os cabides. Voltou com dois pares de roupas e nos entregou.

- Experimentem, tenho quase certeza de que esse é o tamanho de vocês.

Fomos até umas cortinas e nos trocamos. Tirei minha blusa tomara que caia de espartilho azul e minha saia preta para uma blusa de moletom colorida com uma calça jeans branca. Weyna não estava muito diferente, mas sua blusa tinha um pouco de estampa de laços.

- Vocês estão lindas! – disse a vendedora.

Eu não estava acostumada com aquele tipo de roupa. Faltava preto naquilo. E pela expressão de Weyna, dava pra ver que ela também não tinha gostado muito.

- Com licença – disse ela – será que eu e minha irmã poderíamos conversar a sós por um momento? Sabe, para... discutir o preço.

- Oh, sim, claro! Com licença. – disse isso e depois saiu.

Quando vi que ela realmente tinha se afastado, falei baixinho:

- Eu me recuso a usar isso! Não parece conosco! Weyna, eu quero meu espartilho e minha saia preta de volta!

- Fatin, fica calma. Eu também não gostei nada disso.

- Eu estou parecendo um arco-íris ambulante!

- Fatin! Me escuta. Essas roupas a gente não vai usar o tempo todo. Mas precisamos de uma roupa casual. Quando formos comprar as roupas para a faculdade, ou escola, no seu caso, poderemos usar mais preto. Infelizmente a gente precisa dessas roupas.

Ela tinha razão. Nós precisávamos parecer pessoas normais, e pelo jeito era daquela maneira que se vestiam. Fomos até a vendedora, aceitamos e saímos daquele jeito com as antigas roupas na sacola. Não me arrependi de ter comprado o moletom, naquele horário estava realmente muito frio. Passamos em outras lojas e compramos várias outras roupas – que não pareciam tanto com arco-íris ambulantes -, um celular para cada, acessórios e sapatos. Quando terminamos as compras, encontramos Mohan, Luna e Hécate, que também não pareciam estar muito felizes com o que vestiam.

Finalmente voltamos ao hotel. Aquele dia não poderia ter sido mais que exaustivo. Assim que entramos no quarto, pulei na cama e adormeci. Até porque sabia que o dia seguinte não ia ser menos cansativo.

Notas finais
É como eu disse lá em cima, mandem reviews nem que seja reclamando!