Potion of Hearts

7 The First Death


Notas iniciais
Eu volteeeeei :D vocês não fazem ideia da quantidade de capítulos que eu escrevi enquanto tava sem internet! Mas eu sou malvada e vou fazer vocês irem lendo um por dia u.u bjss e boa leitura :D

Quando desliguei e fui em direção à sala, já estavam todas as minhas irmãs sentadas à minha espera. Sentei junto e apenas esperei que Mohan começasse a falar.

- Essa reunião aqui é para planejarmos a morte de cada homem e depois como roubar seu coração. Alguém aqui já conheceu sua vítima?

Todas nós, exceto Weyna, levantamos a mão.

- Como assim você ainda não conheceu sua vítima, Weyna?

- É que ele provavelmente está na faculdade também e como você sabe hoje nós faltamos. E você, Mohan? Já conheceu sua vítima?

Os olhos azuis de Mohan transbordaram de raiva. O que para nós era bem comum, mas era capaz de paralisar um ser humano. Não paralisar de verdade, mas ele ficaria com tanto medo que não saberia mais o que fazer, ou seja, nem correr iria. Eram de um azul bastante intenso, parecia vidro. Chegava a ser até bonito, mas se ela lançasse aquele olhar para alguém, realmente seria capaz de traumatizar uma vida.

De repente, ela voltou ao normal. Não estava mais lançando o olhar de raiva. Provavelmente percebeu que Weyna estava certa e que era inútil discutir.

- É claro que sim. Na verdade, fiz muito mais do que cada uma de vocês aqui. Eu já trouxe minha vítima.

Elas começaram a sussurrar entre si, surpresas, enquanto eu apenas continuei esperando que ela continuasse. Como elas poderiam ficar surpresas com uma coisa dessas? Parecia até que não conheciam a irmã que tinham. Eu sou a mais nova, a conheci bem depois das outras e ainda achava Mohan completamente previsível. Não tem como provar por escrito, mas eu sabia que a próxima coisa que ela iria fazer era mandá-las calarem a boca.

- Caladas! – e eu estava certa.

- Continue, Mohan – suspirei

- Calada você também. Como eu ia dizendo, sim, já encontrei minha vítima. E ele já está aqui. Ou vocês acham que eu vou perder tempo conhecendo-o para aprender a matar? Ah, isso aí só vocês fazem. Eu sou mais experiente com meus poderes e, claro, muito mais poderosa que vocês.

Dessa vez todas permaneceram em silêncio. Vi que Mohan estava apenas esperando elas começarem a falar para poder mandá-las calar a boca novamente. Não deu certo.

- Continuando. Para que vocês tenham apenas uma ideia de como matar cada homem e tirar seu coração, vejam e aprendam.

Ela estendeu a mão para o armário da sala, que se abriu e de dentro caiu o corpo de um homem. Weyna se admirou.

- Você já o matou?

- Não seja ridícula, é claro que não.

Mohan foi até o homem e o levantou. Ele estava amarrado e amordaçado. Não estava inconsciente. Parecia ter uns vinte anos, tinha os cabelos castanhos bagunçados devido ao fato de que provavelmente já fora torturado por Mohan e seus olhos cor de mel demonstravam medo. Ela arrancou a mordaça.

- Q-quem são vocês? – gaguejou. Eu permaneci calada. Sabia que Mohan gostaria de responder essa pergunta sozinha.

- Ah, isso não importa agora. Mas... Você está certo. Merece um pouco de informações, já que estes são seus últimos minutos de vida, não é?

- O que? – ele quase gritou.

- Quietinho. Ou eu coloco a mordaça novamente e você morre agora mesmo. Aproveite estes cinco minutos de explicação, meu jovem. Eu vou resumir a história. Nós somos bruxas, viemos de muito longe para chegarmos aqui e não vamos desperdiçar o jantar.

- Jantar?

Jantar? Nós não íamos comer o coração de ninguém. Provavelmente ele pensou que éramos bruxas canibais. Pelo jeito Hécate pensou a mesma coisa:

- Ah, e nós não somos bruxas canibais. Só precisamos do seu coração pra uma poção que vai triplicar os nossos poderes.

Mohan apenas ignorou. Consegui entender o que ela estava fazendo. Estava lançando seu olhar de raiva. Torturando-o. Ele estava se debatendo entre as cordas, e tentou gritar, mas ela foi mais esperta. Logo que escutou o primeiro “pio” já arrancou sua voz. Depois disso chegou bem perto dele como se fosse beijá-lo, mas o que fez foi apenas sussurrar em seu ouvido. Consegui escutar suas palavras:

- Agora que você já sabe nosso segredinho, não tenho mais outra opção a não ser matá-lo. Não se preocupe, a pior parte já passou.

Ele continuava a se debater. Ainda estava sendo torturado. Cheguei a ficar quase com pena, mas bruxas não tem um coração tão mole a ponto de sentir pena de alguém.

- Vai doer só um pouquinho. Bom, talvez mais do que isso.

Com isso, foi fechando a mão aos poucos perto de seu peito. Notei o que estava fazendo. Ela estava apertando seu coração. O homem parou de se debater. Agora estava como se estivesse sentindo uma dor enorme, e foi caindo de joelhos. Já estava quase morto, mas Mohan deu a cartada final: enfiou a mão que estava usando para enfeitiçá-lo em seu peito, e arrancou-lhe o coração. Todas as outras lhe aplaudiram, o que a fez sorrir. Mas não o sorriso que estava estampado quando estávamos no carro. Aquele era o sorriso de Mohan. O sorriso de satisfação por maldade, e sede por mais maldade ainda.

- Obrigada, obrigada. Só não aceito plágios.