Programas de inclusão social para seres místicos e sobrenaturais esforçavam-se pela convivência pacífica, por isso tentavam colocá-los em empregos que suprissem suas necessidades.

No turno da noite, Arethusa organizava alguns documentos, brincando com o canudo no copo fornecido pelo próprio hospital. O copo metálico evitava incomodar os pacientes com a visão do conteúdo. Pacientes e alguns funcionários. Dr. Étienne sempre se aproximava tolhido pelo desconforto.

— Algum problema, doutor?

— Não, nenhum! Só é esquisito sua naturalidade pra beber… isso. Como consegue? Você era humana antes, afinal…

Arethusa riu sem soltar o canudo.

— Faz tanto tempo que nem lembro dessa época. Necessidades mudam.

Notas finais
O hospital alimenta os funcionários vampiros para evitar que eles saiam atacando gente aleatória na rua. Azar do Remy que a Arethusa ainda não tinha emprego quando encontrou com ele.