Notas iniciais
Ai meu deus como estávamos ansiosas para o começo desse projeto. Depois de meses de planejamento finalmente P.E.S.C.? está sendo postada EEEEHHH! Realmente esperamos que gostem da historia e que se sintam representadados pelo menos por um dos personagens. Uma boa leitura!

Ansiedade não era uma palavra suficiente para descrever o estado da garota que se encontrava sentada em uma das poltronas da sala de televisão que existia em sua casa. Allana estava além dos padrões, ou limites dessa característica.

O motivo de toda essa inquetiação era a imensa vontade da garota de contar para suas amigas sobre o acontecimento do século. Porém, por mais que ela quisesse espalhar para os quatro ventos a novidade, se apegou a ideia que devia conta-la pessoalmente. E então a garota já quicava na poltrona, desesperada.

O acontecimento do século da garota de cabelos escuros era sua mais nova paixão. Não um simples crush, não. Para Allana aquele garoto se tornara o amor de sua vida, sua eterna paixão, e talvez por isso ela estivesse desesperada para contar a suas amigas, e contar como tudo aquilo havia acontecido. Ela se lembrava exatamente de como havia conhecido o rapaz.

Era uma terça-feira a tarde, no meio da tarde, e Allana estava cumprindo sua obrigação de fazer as compras para sua casa, junto a sua empregada, já que o pai da garota não achava muito conveniente que a empregada fosse sozinha, pois na maioria das vezes surrupiava o que sobrava do dinheiro que lhe era dado. Então lá estava Allana, no meio de sua aprendizagem sobre frutas e verduras que sua empregada dava, e que no meio das frases colocava milho de lições de vida direcionadas a garota que somente assentia, quando a garota se viu em uma grande e complicada situação, as alfaces estavam todas murchas ou machucadas. E como Allana não queria levar nenhuma bronca ou coisa do tipo ,ela foi atrás de um dos empregados do mercado para ver se alguém podia ajuda-la.

Allana sempre fora muito tímida tinha a enorme dificuldade de pedir coisas a estranhos, porem ela criou forças e cutucou um dos garotos que arrumavam os tomates em caixas em meio a risadas. Assim que o garoto cutucado se virou para saber o que o havia cutucado Allana sentiu seu coração bater mais forte. Ela sentiu como se estivesse sendo acertada por um raio e como se todos seus órgãos internos estivessem em uma festa eletrônica, pelo tanto que se reviravam dentro dela.

A garota de cabelos castanhos encarava o garoto muito distraída e com os pensamentos bem distantes de seu corpo. Allana sempre sonhara em encontrar o amor de sua vida, no estilo “amor a primeira vista”, e então quando olhou para o garoto de cabelos castanhos encaracolados e olhos cor avelã, Allana soube, que ele era o amor de sua vida.

O garoto também encarava a menina de rosa em sua frente com um olhar curioso e um sorriso de canto quase imperceptível no rosto.

—Olá, no que posso lhe ajudar?- disse um garoto de altura mediana olhando para baixo para encontrar o rosto da garota, que por sua vez era mais baixa que ele.

A garota se sentia descongelando depois de ouvir pela primeira vez a voz do garoto. Allana sentia seu corpo e mente não concordarem sobre suas próximas palavras, já que em sua mente as palavras e sentenças eram bem claras e compreensivas;“ ola, você poderia me ajudar com as alfaces, por que elas não estão la as melhores” e no final uma risadinha, pronto, não seria tão difícil.

—Ah, alfaces, elas estão, bem, feridas.- ela sentia que todo seu vocabulário houvesse desaparecido, como se todas as aulas de gramatica não tivessem efeito algum sobre ela, e como se a concordância fosse apenas algo, sem mais.

O garoto a encarou sem entender muito bem, ele franziu as sobrancelhas tentando decifrar as palavras da garota, ate que depois de uns dez segundos ele sorriu para a garota.

—Ah, claro, as alfaces, entendi. Quer que eu vá buscar uma melhor?- perguntou olhando para Allana, que só assentiu parada.

A garota olhava para ele enquanto o mesmo fazia o caminho em direção a uma porta transparente. Allana estava estática e não conseguia mais ver nada através da porta, então ela so esperou. Esperou que ele voltasse com a santa alface. Allana nunca fora tão grata a uma alface.

*-*-*-*

— Vamos logo Tarsila- disse a garota agarrando o braço da irmã mais nova e a puxando pela rua- Preciso te deixar em casa.

A menina que andava em passos apressados era Talita Cavalcanti. Depois de praguejar por um bom tempo elas pararam em frente ao prédio que moravam.

— Fique aqui Tarsi, ok? –disse a mais velha com a intenção de se livrar da irmã- suba direto

Tarsila bufou mostrando a sua indignação e entrou acenando para Talita. Logo que percebeu que a irmã tinha passado pela portaria, Talita se virou e disparou em uma corrida.

A garota não parava de pensar na mensagem de Allana (uma das suas melhores amigas), estava doida para descobrir o motivo da urgência em falar com ela e com Jasmine.

A sorte era que Allana morava a uma quadra de seu apartamento então em questão de poucos minutos estava parada em frente ao portão dos Moscardini.

Talita de repente se sentiu imponente parada em frente em frente aqueles muros altos. A casa de Allana era o cumulo da proteção havia câmeras, alarmes monitorados, cerca elétrica, portões gigantesco, etc, mas aquilo só deixava Talita mais desconfortável, como se ela estivesse em uma prisão ou em uma versão escrota do Big Brother.

Um clique anunciou que Talita podia entrar, a garota de cabelos castanhos caramelados caminhou rapidamente ate a sala da amiga.

Jasmine estava praticamente deitada no sofá da sala da amiga enquanto discutia com Allana sobre o episodio de Bob Espoja que assistia.

— Agora podem parar de chorar porque a Lia chegou- disse Talita sorrindo.

— Oi- disse Jas sem tirar os olhos da tv.

Allana sorriu e não disse nada, ela nem precisava mais falar a típica frase “Sinta-se em casa” pois as amigas já se sentiam.

— Agora Lana desembucha logo- disse Jasmine.

Allana mexeu na barra da saia sem muita coragem então respirou fundo então disse:

— Acho que estou apaixonada.

— Oi? – perguntou Jas.

— Eu estou apaixonada.

— Humm... por quem?- Talita perguntou.

— Pelo pacoteiro do mercado

"Não" pensou Talita "Não podia ser verdade".

*-*-*-*

— Allana? — Chamou Talita. — Você tem certeza disso?

— Tenho, Lia. — Respondeu Allana (ou Lana, para os mais íntimos) — Ele foi tão fofo e...

Ele só te deu um sorriso. — Interrompeu a amiga, bufando. — Pare de agir como se vivêssemos em um musical da Disney.

— Vamos ver o lado positivo, caso comecem a sair, ele sempre vai empacotar suas compras quando for ao mercado. — Disse Jasmine, deitando-se no sofá.

Em resposta, Allana mostrou a língua.

— Ele também pode empacotar suas coisas em caso de mudança. — Talita brincou.

— É praticamente um Bombril: Mil e uma utilidades.

Talita riu, dizendo outra frase sobre o garoto desconhecido.

Em menos de dez segundos, Jas e Lia riam como duas focas sendo eletrocutadas.

— Parem com isso! — Allana falou, tentando acalmar as amigas. — Ele é bom, trabalhador, sensível...

Você-não-conhece-ele. — Talita falou pausadamente, de forma que ficassem evidentes suas palavras. — Ele pode ser um assassino, um estuprador, um drogado. Não pode ser tão inocente, Lana.

— Não sou inocente, sou romântica.

Talita e Jasmine se encararam por um segundo, deixando claro à Allana que ambas a achavam inocente.

O celular de Jasmine vibrou, indicando que recebera uma mensagem. Digitou a senha, desbloqueou a tela e se deparou com uma mensagem de seu irmão. Nela, o rapaz mandara que ela voltasse para casa imediatamente, já que vira em um jornal que uma tempestade se aproximava. Despediu-se das amigas e saiu apressada, ainda sem acreditar na nova paquera de sua amiga. Mas, sendo a garota que crushava garotos que via no ônibus e nas ruas, quem era ela para julgar?

Notas finais
E ai? Por favor deixe um reviewzinho nem que for pra nos xingar, queremos muito saber a opnião de vocês.Beijokas amores