Posso Empacotar Seu Coração?

2 Capitulo Um: Uma coisa pior que frango: segundas-feiras


Notas iniciais
Oi pessoas! Aqui está mais um capitulo. Só que queria agradecer a todos os reviews do capitulo passado e vcs que apoiaram nós: Dreamer Soul Fênix Serena Seelie Queen Mazza Voces são as melhores E alguns de vcs falaram que ficaram confusas com os apelidos então aqui um pequeno "guia": Jasmine: Jas Talita: Lia Allana: Lana ou Laninha. Espero que goste do capitulo.

Talita Cavalcanti

–Fala sério mãe, você não consegue deixar um dia eu no horário certo na escola?!- disse encarando o painel do carro que marcava 7:25 da manhã.

–Talita, querida, não é minha culpa que existe congestionamento- ela disse na mais perfeita calma.

–Mas vai ser minha culpa se eu reprovar por falta!

Ela revirou os olhos e buzinou para o carro da frente.

–Calma Lia- pronunciou-se minha irmã na parte de trás do carro-Logo logo chegamos.

–É super fácil falar Tarsila, afinal não é você que vai ficar na diretoria esperando por um bilhetinho e ainda levar sermão!- disse fingindo um bico.

Minha mãe soltou uma risada:

– Você devia ganhar o prêmio do drama, sabia.

–Eu não sou dramática.

Tarsila riu no banco de trás.

Eu encarei a rua deixando claro que discordava com as afirmações das duas.

Alguns minutos depois minha mãe estacionou no portão do Colégio. Tanto eu como Tarsila descemos com pressa do carro.

–Talita- chamou minha mãe- Eu te dei o dinheiro, certo? Almoce por aqui e depois volte de ônibus. A Tarsila eu venho pegar.

Eu assenti e me despedi. Tarsila me seguia em passos apressados.

– Ei Lia com clama- ela disse quando começamos a subir os primeiro degraus da escadaria.

–Talita!- gritou uma voz que eu reconhecia claramente, Lucas Almeida.

– Lucas parece que quando o dia já começa ruim o ele só tende a piorar- eu forcei um sorriso, Tarsila riu.

– Sempre um amor de pessoa, não é Lia.- então ele direcionou o olhar para Tarsila- sua irmã é a sua cara, Lia. É tipo uma mini Talita mais nova e com cara de fofa e educada.

Tarsila sorriu sem graça.

–Obrigada pela parte que me toca- disse irônica.

Lucas riu com gosto.

Assim que chegamos ao topo da escadaria, Tarsila foi em direção a sua sala e eu e Lucas para a diretoria.

Eu olhei de canto Lucas, não sabia dizer como classificar nosso "relacionamento", trocávamos muitas ofensas, riamos e ele algumas vezes parecia me entender. Mas não sabia dizer se ele era um amigo ou apenas um colega muito próximo. Eu sabia que ele também se perguntava isso.

O maior problema era que Lucas era popular, seus amigos eram todos mais velhos (ele também era, mas tinha reprovando no 9° ano e caído na sala com o pessoal mais novo), mas às vezes as coisas eram melhores ser mantidas da maneiras que se encontram. Cada um no seu canto.

Assim que chegamos à sala da diretoria deu para ver que não éramos os únicos atrasados do dia. Por isso eu me sentei em um dos sofás para esperar a coordenadora desocupar. Lucas sentou-se ao meu lado.

Estava tudo indo bem do seu jeito era só mais um dia comum. Até ele passar pela porta.

Pedro Henrique entrou na sala exalando um ar de superioridade. Mas o brilho travesso em seus olhos não me negava que ele era o mesmo de antes, que ele era o garotinho de olhos verdes que era vizinho da minha avó. Que ele era meu melhor amigo.

Mas tudo não passava de grande "ERA".

Pedro andou em passos em direção a Lucas (que no caso era seu melhor amigo), as garotas que estavam na diretoria soltavam suspiros e murmuravam entre si algo como "Ai meu deus é o P.H! Acho que vou morrer!" como grandes escrotas. Como se ele fosse notar garotas que ficavam soltando risadinhas e suspirando toda vez que ele passa, na verdade ele até notaria, mas a acharia elas completamente idiotas.

Tinha dias que eu gostaria de ligar para minhas amigas, Jasmine e Allana, e despejar toda a história de como conhecia P.H.

Então eu pensava bem, tinha coisas que eram melhores serem mantidas apenas com você. Elas nunca entenderiam toda a confusão que se passava na minha cabeça, a única pessoa que realmente me entendeu um dia era ele.

Mas aquele garoto que estava parado na frente de Lucas era realmente o meu melhor amigo, o "meu" Pedro Henrique? Provavelmente não, afinal fazia cinco anos, eu mal o conhecia mais.

Então uma coisa me chamou atenção, Pedro Henrique estava sentado batendo os dedos sobre a mesa, um tique que eu me lembrava muito bem que ele tinha desde pequeno. Parecia que pelo menos ainda havia algo. Provavelmente não, afinal fazia cinco anos, eu mal o conhecia mais.

Então uma coisa me chamou atenção, Pedro Henrique estava sentado batendo os dedos sobre a mesa, um tique que eu me lembrava muito bem que ele tinha desde pequeno. Parecia que pelo menos ainda havia algo do antigo Pedro.

Eu percebi que a coordenadora tinha finalmente desocupado então fui em direção da mesa dela.

–Novamente atrasada Talita Cavalcanti?!- eu sorri de forma sem graça enquanto ela falava a pergunta retórica.

– É... Novamente minha mãe se atrasou para me deixar aqui.

–Sabe esses atrasos irão te prejudicar Talita- ela escrevia no bilhete- Peça pra sua mãe assinar e se for possível me ligar teremos que marcar uma reunião para falar sobre eles.

–Pode deixar. — eu peguei o bilhete e agradeci.

Sai de perto da mesa e sai andando quando estava quase passando pela porta eu virei à cabeça direcionado o olhar para o lugar onde ele se encontrava. E ele ria, mas ele não estava falando com ninguém. Então meus olhos se encontraram com o dele e eu rapidamente desvie o olhar seguindo em frente.

Ai Deus porque eu era tão idiota? Eu achava que estava em onde? Em um filme de romance da Disney?!

Eu respirei fundo e segui em frente, já preparando a cara de quem não liga para nada.

Por sorte quando cheguei à sala o professor da primeira aula estava saindo, por sorte ele mal me notou.

Entrei com pressa na sala e me joguei no meu lugar.

Meus olhos varreram a sala em busca das minhas amigas. Elas soltaram um sorrisinho para mim.

Os professores em uma espécie de vingança com todos da sala haviam separados todas as "panelinhas", o que aconteceu comigo e com as minhas amigas e era um saco.

A professora entrou na sala com uma cara de estresse, eu realmente não a culpava era segunda-feira. E se existia lago pior que frango, em minha opinião, era segundas-feiras.

*-*-*-*

Quando deu o horário do intervalo a sala se tornou uma loucura. Eu peguei a minha carteira e fui em direção as minhas amigas.

–Vamos logo Sah- disse Flávia, jogando os cabelos castanhos médio para trás- Eu não vou lavar a fruta com você desse jeito.

Sabrina revirou os olhos e puxou um saquinho de dentro da bolsa.

–Flávia, Flávia- disse me aproximando- Quem não te conhece que te compre.

–Eu odeio frases feitas Lia, então não fique falando elas como se fizessem o maior sentindo.

– Flá, a Lia só quis dizer que você não quer ir lavar a fruta comigo só vai lá por segundas intenções- disse Sabrina soltando um suspiro como se deixasse claro o quanto era idiota não entender a afirmação.

Nerd!- disse Flávia

Arg! Vamos Flávia.

Eu observei as duas passarem pela porta da sala e logo serem seguidas de Marianne.

Allana e Jasmine se aproximaram e logo saímos da sala.

– Então temos novidades? -perguntei para as duas.

Jasmine deu de ombros. Allana sorriu.

Às vezes eu costumava pensar que minha irmã, Tarsila, parecia uma boneca. Mas bastava olhar para Allana que isso era rapidamente esquecido. Allana realmente parecia uma boneca, sua pele era clara os cabelos cor de café torrado iam até abaixo da cintura. Seus olhos eram da cor dos cabelos. E com o seu fascínio por rosa e ficava ainda mais parecida com uma boneca

– Eu o vi- ela disse parecendo uma criança que tinha ganhado doce. — ele estava perfeito.

Eu olhei pra Jasmine que respirou fundo.

– Serio Lana?! Isso é ótimo- disse Jasmine com um sorriso falso.

– Eu concordo com a Jas, isso é ótimo- disse.

– Parem de agir assim!- disse Allana batendo o pé.

– Estamos tentando a regra do contra Laninha- eu disse- Minha mãe disse que sempre deu certo com o Thiago.

Allana mostrou a língua.

– Vocês são chatas- ela disse.

– É que cansamos de falar para você tirar ele da cabeça. Ai é melhor parar de contrariar- Jasmine falou deixando claro seu desinteresse pelo assunto.

– Ta já que não ligam mais para isso nem vou dizer o nome dele...

– Não para tudo, garota!- Jasmine tinha os olhos arregalados enquanto proferia a frase.

– Você descobriu o nome dele? Essa é a minha garota!- eu joguei as mãos para o alto esquecendo que devia que abominar o assunto “pacoteiro”.

– Agora estão animadas? Vocês são bipolares migas– Allana disse rindo- Para a informação de vocês o nome dele é Jonathan. Eu achei lindo.

Hum... Até que o nome é bonito- eu assenti.

A tia da cantina logo chamou e eu fui pedir meu lanche.

*-*-*-*-*

Eu dei uma mordida no meu hambúrguer ( eu não era a pessoa que mais amava carne, mas entre carne de boi e frango eu sempre optava por carne) e passei os olhos pelo lugar a procura de Allana, a única que não havia comprado de nós 3. Eu a achei sentada em uma mesa com todas as outras garotas.

Elas conversavam e riam eu logo procurei um lugar para sentar.

– Sabe é um saco ficar naquela sala sozinha- disse Brenda- Eles deviam estar de sacanagem comigo me separando de vocês.

Brenda havia acabado separada de nós.

As garotas ficaram em silencio sem saber o que falar para ela.

– Olha quem esta ali- disse Flavia de repente- O Escroto.

Eu olhei o garoto parado a poucos metros que mexia no cabelo como sempre.

O resto do intervalo foi bastante divertido e durante aqueles 15 minutos eu pude afastar as duvidas relacionada ao Pedro Henrique.

*-*-*-*

Já era quase o final da ultima aula, o que era um alivio gigantesco. Eu olhei para a pilha de livros a minha frente já imaginando o trabalho que daria levar aquilo para o armário.

– Professor- chamei- Posso levar os livros no armário?

Ele me olhou, pensei que fosse negar o pedido, mas acabou assentindo.

Eu me levantei e caminhei em passos rápidos em direção a porta. Assim que passei dei um suspiro cansado.

Andei quase sem olhar para frente quando estava quase chegando ao armário eu trombei em alguém e derrubei todos os livros no chão. O que me fez quase gargalhar por ser uma cena tão clichê.

Mas a vontade de rir passou quando vi os olhos verdes. Era Pedro Henrique, porque eu tinha que sempre estar passando por perto dele? Para depois passar dias remoendo como ele tinha agido?

– Desculpe- disse quase sem fôlego- estava distraída, eu não te vi.

Ele me olhou e soltou um sorriso:

– Você nunca olha por onde anda Talita- ele disse.

Eu não pude deixar de sorrir enquanto juntava os livros:

– Sempre fui distraída...

– E sempre acabava trombando em mim- Pedro disse.

Eu levantei os olhos, os olhos dele brilhavam da mesma forma que brilhavam quando éramos pequenos.

– Sempre... — eu consegui dizer enquanto pegava os últimos livros no chão e me levantava- Obrigada.

– Nem precisa agradecer eu sempre estarei aqui te ajudando a levantar, Lia.

– Mesmo assim obrigada..- eu sabia que devia dizer o apelido que todos usavam nele, P.H, mas eu odiava aquele apelido- Pedro.

E me virei, mas ele segurou meu braço:

– Eu disse Sempre Talita, lembre-se disso: Sempre.

Porque meu braço formigava onde ele tinha pegado? Porque meu coração estava tão acelerado? Porque tinha que ser tantos Sempres, quando parecia que não havia nenhum? Porque tantas perguntas e tantos porques?

Eu realmente gostaria de saber, mas não sabia então deixei minha mente vagar para a imagem do brilho de seus olhos verdes.

Notas finais
Talia e seus segredos... O que acharam do Pedro e da Lia? Espero que tenham gostado. Bjss