Portfollium
2 Seguida
Notas iniciais
Voltei para essa cidade porque simplesmente queria recomeçar, gostava das florestas, dos campos, da brisa suave de fim de tarde e do tempo quase sempre depressivo de chuva e ventania.
Eu disse ''quase'' porque agora o lugar está mais para 332.535 mil quilômetros de boates que são frequentadas por 4.999 mil pessoas fúteis e metidas do lugar. Todo mundo, menos eu.
Mas, como estou tentando ser normal, eu vou a escola todos os dias mas não, não tenho amigos. Ainda acho que sozinha eu consigo o que quero, até porque ''amizade'' para mim é você compartilhar praticamente tudo com a outra pessoa, e eu certamente não vou contar sobre minha real identidade.
Eu faço ballet todo dia depois da aula, então acho que estou me saindo bem com essa histórria de ''esquecer o meu passado'' porque isso não tem nada haver com bruxaria.
E, como todos os dias quando vou ao colégio, fico pensando em coisas aleatórias, para passar o tempo, e eu não prestar atenção em ...certas pessoas, tais como Joan Marlunk e Yeth Trenth que aparentemente alimentam uma paixão ardente por mim, porque é só eu chegar que eles já começam com as piadinhas do tipo : '' Olá, anti-social'' e '' como sua roupa é bonita!'' (eles disseram isso quando eu tinha sido...escolhida por um pombo para ser seu novo penico).
A aula foi a mesma coisa que todo o começo do mundo. Alias o dia inteiro estava uma mesmice incrível, até a hora do ballet, quando assim que estava terminando minha última girada, eu vejo um vulto na porta.
Geralmente o colégio está sempre vazio, pois eu pedi permissão aos diretores para treinar quando as aulas acabassem, todos os dias. Mas neste foi diferente. E que parei repentinamente e olhei para a porta um pouco tonta e vi um garoto alto de olhos azuis e cabelo preto me olhando intrigado e que provavelmente estava prevendo que eu cairia de tontura, mas eu não caí. Chega de mico.
O garoto, que agora estava sorrindo, começou a falar:
– Hm, desculpa te interromper, é só que eu queria saber onde fica a diretoria e quando ouvi o barulho nesta sala, vim pedir informação.
– Tudo bem, não precisa contar sua vida. — Eu disse, ríspida, porque tinha alguma coisa nele que eu não gostava. — Não tem ninguém aqui além de nós dois.
– Então o que você faz aqui? — o garoto me perguntou levantando uma sobrancelha.
– Não te importa, agora vamos embora. Presiso fechar o colégio.
– O.K.
Saimos e eu tranquei o colégio. Então o garoto me perguntou:
– Qual o seu nome?
– Qual o seu nome, garoto. — eu disse incitanto briga.
– Joshua Portfollium e o seu?
Nesse momento eu congelei por dentro. Portfollium. Mas eu não podeira deixar que ele perceba que eu conheço aquele sobrenome.
– Wilson Hall. — disse, sem hesitar.
– Belo nome — ele disse, rindo.
– Um nome de homem eu sei,mas e daí? — não gosto de piadista.
– Você tem sempre mal humor? — perguntou ele, parando. — Eu estou conversando direito com você. Se eu fosse um maníaco eu já teria te matado.
– Um maníaco? Você? Com esse corpinho e grilo você não conseguiria nem correr atras de uma velha cansada. — disse eu, confrontando — o. — E, agora eu vou para casa.
– Você não deve ter muitos amigos, não é? — Ele disse quase gritando, porque eu já estava um pouco longe. — Porque você é uma bruxa.
Ele gritou a última palavra pois eu já estava a uns dois metros de distância dele. Então, relacionando a palavra bruxa com o sobrenome dele, eu simplesmente parei.
Girei a cabeça bruscamente e o olhei com raiva. Ele estava sendo sarcástico, só pode. Ele andou alguns passos em minha direção e então eu também comecei a andar, e os passos dele começavam a acelerar, fazendo os meus acelerarem e então eu percebi que estava correndo de um Portfollium em plena noite escura e quieta em que poderia me vingar sem que ninguém soubesse. Mas continuei correndo e entrei na floresta escura à minha direita. Ele parou de me seguir e então olhou ao redor e foi embora. Depois de alguns minutos eu fiz o mesmo.
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