Portfollium
5 Aprendendo
Notas iniciais

Joshua já devia esta chegando em casa quando me perguntei: Porque ele estava amarrado? Eu esqueci de perguntar. Ele estava amarrado quando eu o encontrei na minha porta, desacordado. Porque? Essa história está estranha... Mas como comecei meu jogo para engana — lo, vou continuar. Não vou me esconder deles novamente. Não quero mais fugir. Então eu fui para o quarto e fiquei diante de meu espelho. É, eu tenho uma cara de bruxa mesmo, sobre isso não precisamos discutir. Meus olhos negros não conseguem mentir. Eu nasci assim. Soltei meu cabelo que sempre está em um coque convicto e bem feito, e a extensão preta que caiu sobre meus ombros me cobria quase que por inteiro. Amanhã vai ser deste jeito. Está na hora de ficar por cima.
Depois disto, fui dormir e sonhei que sombras de corvos dançavam em um céu nublado fora de casa. Eu estava na minha cama, e quando levantei, os corvos vieram para a minha janela. Me observam com seus pequenos olhos negros, então começaram a cantar uma música um tanto estranha, mas que eram como a voz da minha cabeça falando comigo.
''Ela está tão cega que nem consegue sentir.
Ela não se escuta, não mais.
Nunca passara em sua cabeça, um devaneio?
De que pode ser sem volta este passeio?
Conte portas e muros,
Conte armas e corações.
Ela não sabe quem ele é.
Ela reconhece de longe o som de um opressor,
Mas não sabe o que significa o amor.''
Eles cantavam como se estivessem me acusando. Então se transformaram em borrões de preto que tamparam a janela por inteiro, me fazendo recuar. Olhei para o lado e vi uma Wilson de vestido preto, suja de lama e com seus longos cabelos caídos na cara me observando. Seus olhos eram um buraco profundo e escuro. E de repente eu não estava em meu quarto, estava no pantanal, 115 anos atrás.
Eu estava caída no lodo verde escuro daquele lugar de novo. Me levantei e fugi, como me lembro. Então o sonho se inverte e me mostra de costas correndo, e o pai de Anthony, Victor Lumer Portfollium, o prefeito de Massive Town me observando, e logo depois se virando e indo embora. Então eu acordo. O sol na minha cara e o telefone tocando. Me levanto e atendo — o, era uma pessoa, uma garota, com uma voz calma, me fazendo perguntas sobre meu colégio. Ela se calou por uns três segundos e quando eu já ia desligar, ela volta com uma voz mais forte, e fala:
– Massive Town é pequena demais. Uma guerra não pode começar. Mas Ela vai guerrear. Vai trair e depois vai morrer. Porém eles estão te vendo em todos os lugares. Você não pode fugir de novo. De novo.De novo.De novo.....
Então eu desliguei. Eles, são eles!, eles estão em vigiando. Em qualquer lugar....preciso mais que nunca de um plano. Agora é hora de lutar. Já eram cinco para as seis da manhã, e eu comecei a me arrumar. Tomei banho, botei minha roupa habitual mas soltei o cabelo. Penteado ele ia até abaixo da cintura. Estava pronta. Peguei meu celular, tinha uma senhor que concertava aparelhos na rua atrás do colégio, então fui lá antes de chegar no colégio.
Quando chego na porta do colégio, já com o celular concertado ( era apenas a bateria, que estava descarregada), vejo Marshall Portfollium e um cara mais alto e magro de aparência cansada, que devia ser seu secretário, na porta do colégio. O que aquele velho estava fazendo ali? Eu não poderia entra agora, certamente me reconheceriam, como Joshua me disse, pelo meu ''cheiro de enxofre''. Enxofre. O cheiro das bruxas. Não sai de jeito nenhum,mas só caçadores o sentem. Victor ganhou votos unânimes para prefeito pois sua família era de caçadores. Os mais astutos. Naquela época as pessoas nos temiam mais. Qualquer um que chegasse com um ''torturador 3000'' ganhava crédito e moral. Qualquer um, até os assassinos Portfollium que mataram uma família inteira de negros, porque eles os haviam chamado de 'difamadores e hipócritas''. A família toda sumiu depois do 'reinado' de Victor. Foram encontrados por minha mãe no rio com uma pedra enorme amarrada no pescoço de cada um.
Me escondi atras de um carro grande e preto. Estava os espionado, quando uma mão fria tocou me braço. Quando olho, era Joshua.
– O que você está fazendo aqui? — ele perguntou, sorrindo.
– O que parece que eu estou fazendo? — eu disse, séria.
– Hum, espionado meu avô e seu secretário?
– É exatamente o que estou fazendo.
– Porque? — ele levantou uma sobrancelha.
– Porque? Estou sendo ameaçada. Porque você está aqui? Você esta chamando atenção. Vá embora.
– Uma garota agachada observando dois coroas quarentões na porta do colégio chama um pouco de atenção, não? E, este é meu carro.
Calma Wilson, seja educada com o garoto.
– Desculpa. Vamos entrar? Você me esconde. — eu disse me posicionando atras dele.
– Claro. Transportando uma gata atras de mim. Que estimulador.
O dia vai ser longo.
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