Porque É Assim Que Tem Que Ser.
1 Chapter: 01
Notas iniciais
O próximo oponente de Kise seria a Seirin... E por falar nela...
Kagami olhava pensativo o tênis que havia ganhado. Aquilo o pegou – muito – de surpresa, mas embora tenha ficado feliz, afinal tinha mesmo que comprar um e com suma urgência; tinha também, ficado feliz apenas por aquelas palavras.
“Eu nunca te perdoaria se jogasse de qualquer jeito contra o Kise porque não está com o calçado adequado.”
Riu de lado e calçou o tênis. Não sabia o que rolava entre eles, mas Kise definitivamente era alguém muito importante para Aomine. Daiki queria uma partida justa, e acima de tudo, digna. Simplesmente por ele, Kise Ryouta, provavelmente ocupar o mesmo espaço no Ace da Touou que um baixinho quase invisível ocupava em si. Kagami se levantou e olhou seu parceiro que acabava de colocar suas munhequeiras. Os olhares se cruzaram e os sorrisos se formaram cúmplices em ambos os lábios.
O jogo começava.
Em apenas três minutos do primeiro-quarto, a Kaijou já estava com treze pontos de vantagem. Entretanto, como qualquer jogo de Kuroko no Basuke, o placar foi virado enquanto Kise estava no banco, tirado pelo treinador por causa de sua perna que ele sentia sendo forçada desde o início. E óbvio que Kasamatsu teve que lhe dar um “tapa na cara” para entender que aquilo era apenas um jogo. Afinal, precisariam dele no final e mais do que o jogo, Kise era importante para aquele time, não apenas como seu Ace, mas como um importante amigo que estava disposto a foder todo seu corpo, apenas por aquela vitória... Claro que ninguém daquele amável time deixaria uma coisa dessas acontecer.
O empate veio no final do segundo-quarto e Kise exaltou-se para que o treinador o colocasse de volta à quadra. Depois de muito o loiro insistir, Kasamatsu se levantou.
– Eu entendi o que você quer dizer.
E no início do terceiro-quarto, Kise estava no banco.
– Droga... – reclamou em pensamento.
“Eu entendi o que você quer dizer”
“Mas a resposta continua sendo Não.”
Aquele moreno realmente era uma maravilha.
“Isso é uma ordem de veterano. Cale a boca.”
Inevitável lembrar-se de quando ingressou à Kaijou.
“- O que há de grande em nascer um ou dois anos antes? Além do mais, em se tratando de basquete, provavelmente eu sou melhor que você, sabe? – Kise retrucou depois do “Isso é uma ordem de veterano. Cale a boca.”
– Eu vou te dizer o que há de grande nisso. Antes do fato de ser bom ou ruim, este é o time de Basquete da Kaijou High School. O segundo e terceiro ano aqui, têm trabalhado duro por esta equipe mais do que você tem. Estou dizendo para que você respeite essa experiência. Não importa se você é da Kiseki no Sedai ou qualquer outra coisa. Agora, você é Kise Ryouta, o calouro da Kaijou e eu sou Kasamatsu Yukio, veterano e Capitão daqui. Algo a reclamar?”
Um amor, não?
E no último-quarto, não aguentando mais, Kise voltava para a quadra. Em pouquíssimo tempo, o placar foi virado. Kise era um monstro. E até fez Kuroko se desculpar com seus companheiros. Afinal, ele queria que o loiro aprendesse a jogar pela sua própria equipe, por todos e não só por ele... Mas não imaginava o nível que ele poderia chegar com isso. Kise era um monstro, definitivamente. Um lindo e excepcional monstro que havia aprendido o real sentimento de se estar dentro de uma equipe e fazer parte verdadeiramente dela. Era palpável sua determinação em ganhar o jogo por seus amigos, por seus companheiros, pela equipe, pela Kaijou... Que no fundo agradecia à Seirin pela mudança que haviam causado no loiro após aquela “primeira derrota” no jogo amistoso.
80 x 81
Placar virado no último segundo, vitória inacreditável da Seirin.
Kise suspirou. Kuroko lhe disse que ele havia sido um forte oponente, que embora eles tenham ganhado a partida, no final das contas, não haviam conseguido deter o loiro. Se fosse o mesmo Kise de antigamente, ficaria muito feliz com isso... Mas hoje, só conseguia ver isso como um tipo de ofensa.
– Desculpe... — sorriu Kuroko espantado com o que ouvira. Ele realmente havia mudado.
– Da próxima vez, com certeza, nós (a Kaijou), venceremos. Nos vemos no ano que vem.
– Hai. — Kuroko.
– E ano que vem, ele terá subindo mais um degrau... — Kagami comentou vendo o rapaz se afastar.
– Sim. O Ace da Kaijou, é um exímio jogador.
E só depois de tudo isso, começava a sentir sua perna doer... Mas não importava... Havia acabado... Os músculos começavam a pesar e a dor a tomar sua atenção. Entretanto, antes de tudo isso, o coração apertava. Kasamatsu jogou-lhe uma toalha e o pegou circundando o próprio pescoço com o braço do modelo...
– Senpai...?
– Dando na cara assim que está se forçando a aguentar, mesmo conseguindo seguir como modelo, como ator será impossível.
Kise deixava a quadra mais uma vez com o veterano... Com a Kaijou, aliás.
– Eu gueria der ganhado... — chorava. — Gueria der ganhado gom dodos... Ganhado gom os zenbais...
Não tinha como não ser amado. Kise era um pedaço lindo e mordível de fofura, muito bem cuidado pelos jogadores da Kaijou que não continham o riso daquela cena. Haviam perdido o jogo, mas haviam ganhado algo muito maior e melhor. Tinham orgulho daquele rapaz. Orgulho de seu Ace. O melhor de todos.
Da arquibancada, Aomine via o loiro deixando a quadra e sorriu de lado deixando o lugar. — Vamos, Satsuki. — Kise havia evoluído muito. Muito... Queria mesmo poder jogar com ele novamente.
Os dias se passaram num piscar de olhos e assim, nesse ritmo – relativamente – descontraído, o final do ano se aproximava. Em poucos meses, a primavera viria e com ela... O terceiro ano se formaria. Haviam treinado até tarde naquele dia e como no dia seguinte o colégio pedia por atenção logo cedo, muitos já tinham ido embora. Kise e Kasamatsu costumavam serem os últimos a irem embora, quando o modelo não tinha nenhum compromisso profissional que o impedisse disso. E depois de um merecido banho no próprio vestiário, no caminho, compraram uma bebida quente de latinha e como sempre passavam por um pequeno parque no caminho, pararam ali para terminarem seus merecidos agrados.
Kise sentou-se em um dos balanços e Kasamatsu, de pé, encostava-se na base do brinquedo. Há um bom tempo, o loiro refletia sobre a vida. Coisa que não fazia com muita frequência... Com frequência nenhuma, aliás. Bem, entretanto, após certo incidente que mexeu um tanto quanto muito com suas emoções, achava que as coisas não poderiam mais permanecer assim. Até então, não queria mesmo mais saber de relacionamentos amorosos... Sérios... Todavia, como tudo em nossa vida, chega um momento em que somos presos dentro de um quarto e balanceamos tudo que já aconteceu, está acontecendo e que talvez esteja por vir. Os orbes dourados rolaram para o lado e capturaram a imagem do Capitão que observava os céus. O loiro estava acostumado a vê-lo por cima devido à diferença de estatura entre eles, mas não podia negar que havia gostado da visão atual. Ele era encantador de qualquer jeito. Tudo nele parecia reluzir. Tudo nele parecia ser bom demais para pertencer a uma única pessoa. O admirava como Capitão. O admirava como veterano. O admirava como homem. Kasamatsu era a dignidade em pessoa. Nunca havia conhecido alguém tão correto, sincero e decidido como ele. Com ele, havia aprendido muito. Muito além do que sequer imaginava existir. Perto dele, sentia-se um moleque... Uma criança perdida e imatura... Queria aprender mais. Queria crescer... Queria aquela pessoa consigo... E tê-la para sempre perto de si...
Entretanto, sabia também, que um certo idiota ainda ocupava uma grande parcela de seus sentimentos amorosos. Mas... Sentia que havia chegado o momento de desistir de verdade. Eles nunca dariam certo. Aomine jamais o viria como ele o via. Jamais seria correspondido... Aomine era egoísta e insensível demais para um dia ao menos pensar nele, mesmo que como uma hipótese nojenta, assim. Já Kasamatsu...
Seria uma fuga...?
Riu.
Embora ainda fosse cedo, Kise sentia que o mais velho poderia ajudá-lo de verdade. Que ele poderia fazer aquele sentimento tão profundo, virar-se para ele. O moreno já o havia conquistado de tantos jeitos diferentes... Por que não, então? Por que não tentar? Sentia um nervosismo estranho em seu estômago e com isso... Cada vez mais tinha certeza que algo dentro dele poderia mudar... Poderia, finalmente, mudar.
Kise se endireitou e olhando para frente, chamou-o. — Nee, Senpai. — Yukio apenas fitou-o de canto, sem nada dizer, terminando sua bebida. Estava pensando há tanto tempo que até se esqueceu que tinha companhia... Mentira. Pensava neles, também... – Casa comigo?
O mais velho demorou alguns segundos até que as palavras fizessem algum sentido em sua cabeça.
– Senpai...? – Kise levantou o olhar encontrando uma expressão chocada por parte do mais velho, que, franziu o cenho e respondeu incrédulo.
– Claro que não. – não por estar assustado com a inesperada proposta, apenas... Não... Dur.
– Hm... — terminou a bebida e pegou a de seu Capitão que também já havia terminado e os jogou no lixo ali próximo. Caminhou com as mãos nos bolsos e de frente para ele, apoiou um de seus braços sobre a cabeça do moreno, na base do balanço, aproximando seus rostos. — Então, pelo menos, aceite ser meu namorado. – disse sério.
Kasamatsu o encarou e suspirou minimamente fechando seus olhos por um segundo e cruzando seus braços, encarando seriamente seu Ace. — Nem a pau.
– O quê? Não vai nem pensar um pouco?! — espantou-se. – Senpai...?! – desconcertado, não estava entendendo. — Por que, não?! – havia achado que... Que...
– Porque nossa relação não é sentimental. – respondeu sem hesitar.
Não é sentimental? — Como assim, não é?! – não sabia para onde isso tudo estava os levando, mas não estava gostando nenhum pouco dessa situação. E sério. Como assim não era?
– Significa que nosso amor não é verdadeiro um com o outro.
Certo... Isso havia machucado... Baixou a cabeça encostando sua testa na dele. – Que isso, Senpai... – comentou sentido de verdade, estampando um sorriso torto nos lábios entristecidos. Estava para dar um novo passo em sua vida. Estava para dar uma chance de verdade à eles... Estava...
– Kise... – interrompeu os transparentes raciocínios depressivos do rapaz, tocando-lhe gentilmente seu rosto com sua mão, trazendo de volta a atenção de seus olhos. — Não acha que já basta?
– Como...? – sua mente estava uma bagunça.
– Não acha que está na hora de enfrentar seus próprios sentimentos? – Kasamatsu deslizou suave a mão pelo rosto do modelo parando em sua nuca.
Kise congelou e engoliu seco. — ... haha... Não estou entendendo... – atordoado, o loiro desfez-se do toque e afastou-se um passo. – O que quer dizer com isso... Senpai...? – estava trêmulo, levemente. De verdade, aquilo havia doído... Mas algo realmente não estava lhe agradando no rumo que a conversa tomava.
O mais velho hesitou, não queria ser responsável por aquela expressão dolorosa no rosto do loiro, contudo, havia coisas mais importantes em jogo ali. Sentia-se sufocar. – Decidi acreditar em você dentro da quadra. E da mesma maneira, acredito em você fora dela.
– ....
– Organize seus sentimentos e coloque um fim nessa situação de vocês de uma vez por todas.
Uma batida falhou. E então, tudo fazia sentido. — Haha... Ah, qual é...? – sério que ele havia percebido isso? Eles nem se encontravam direito... Tinha sido tão transparente assim? Nem mesmo seus companheiros da Kiseki haviam percebido isso... Ao menos era o que achava...
– Não vou julgá-lo. Não espero que volte pra mim. Espero que se acertem de uma vez.
Kise o encarou. Realmente não entendia de onde ele havia tirado tudo isso e tudo bem que Kasamatsu nunca havia lhe dado qualquer tipo de certeza de gostar do loiro, mas poxa. Estava verdadeiramente disposto à soltar as amarras de seu coração embora ainda não tivesse plena certeza de que Aomine seria apagado dele... Mas queria acreditar que sim, oras!
– É irritante ficar te vendo todo pensativo. — franziu o cenho. — Vá, logo. — o esmurrou e o empurrou. — E não me decepcione!
– Ai!! – massageou o local atingido e encarou novamente seu Capitão.Às vezes, achava que o veterano era algum tipo de paranormal ou algo assim, porque né? Ele nunca havia tocado no assunto com Yukio, como ele...? Seus olhos se fecharam e suspirou. Cada vez mais tinha certeza de que nunca seria páreo ao moreno. Sentia-se ainda mais criança... Achava que havia chegado o momento de tentar um novo rumo, mas não. Mais uma vez, Kasamatsu o mostrava que estava errado. Era hora de encarar de frente, aquilo que havia ficado em aberto por tempo demais. Diferente de Kise, Kasamatsu era um homem e digno de admiração. Ao menos, na visão do loiro.
– Deixe de ser medroso. — cruzou os braços olhando seu kouhai firmemente.
Kise sentiu até seus ossos se arrepiarem. Mais uma vez seus olhos se fecharam e um longo suspiro deixava seus lábios, novamente. Kasamatsu era único. Virou-se dando as costas para o veterano e sorriu minimamente. — Ittekimasu. — disse num aceno, e correu.
Yukio viu as tão conhecidas costas afastando-se de si e encostou-se à base do balanço novamente. Havia conseguido... Havia conseguido ser firme... Sorriu tortamente e sentiu um peso além da conta dentro de seu peito... Sobre seus ombros...
– Kaaasaamatsu! – Moriyama pendurou-se de um lado enquanto Kobori estava do outro.
Espanto era pouco para figurar sua reação no momento. – O... O que fazem aqui?! – perplexo. Eles... Eles haviam visto tudo isso?
Eles se entreolharam e riram. Haviam passado numa loja de conveniência e ficado tempo demais lá dentro, vendo as revistas. No caminho pra casa, viram os dois entrando no parque e arrastado por Moriyama, foi inevitável Kobori estar ali também. Ambos suspeitavam... Na verdade Kobori sabia de tudo... Certas coisas não eram exatamente necessárias o uso das palavras, mas Yoshitaka queria provas das suas suspeitas e hey!... Embora já soubesse disso, também... Bem, enfim.
– Estávamos passando e ouvi você nos chamar. – Moriyama sorriu e Kobori, cúmplice, também.
Yukio os encarou e um sorriso escapou de seus lábios, meneando a cabeça negativamente. Eram seus melhores amigos, afinal.
– Idiota. – Yoshitaka.
– Moriyama! – Kobori o repreendeu, mas Kasamatsu apenas riu. Sabia disso, oras.
Sabia que gostava de Kise de verdade... Que ao menos os seus sentimentos, eram verdadeiros quanto ao loiro. Não que Kise o enganasse... Apenas, sabia que ainda existia alguém mais importante que ele dentro daquele coração. Até cogitou um dia, conseguir o coração do modelo... Entretanto, no dia daquele jogo... Algo o fez mudar de ideia.
Um bom tempo havia se passado desde que o loiro ingressara à Kaijou e desde então, já havia visto vários e vários sorrisos por parte de Ryouta... Mas nenhum deles havia sido tão sincero... Tão verdadeiro quanto aquele que se desenhou naturalmente em seus lábios assim que pisou na quadra e seus olhos se cruzaram com os de Aomine. Havia algo ali, muito maior do que o próprio loiro poderia imaginar e embora tenha hesitado... Depois daquela coisa toda pós-jogo, Kasamatsu não poderia deixar seu pequeno kouhai sofrendo em vão. Kise não enxergava, mas ele sim. Ele via que naqueles olhos azuis e raivosos, o mesmo brilho reluzia suas safiras quando fitavam o loiro. O mesmo brilho, que via nos olhos de Kise, quando ele via sua maior inspiração... Seu ídolo... Seu tudo.
Já estava escuro, mas não tarde demais. Correu e rapidamente estava dentro do trem e assim, naquela outra cidade... Naquela outra província. Seus passos se apertaram muito mais que de costume e frente ao portão, arfava olhando para a porta fechada, com poucas luzes acesas. Havia chegado o momento, afinal.
Pegou seu celular e antes que desistisse nada pensou e apenas apertou o “ligar” assim que encontrou quem queria. Suspirou profundamente e levou o aparelho ao ouvido. Três... Quatro... Cinco toques. Nunca em sua vida havia notado o quão horrível era esperar ser atendido. Seus olhos iam de um lado pelo outro nas janelas visíveis da casa e parou levemente assustado quando não foi atendido e a ligação caiu na caixa postal.
Por que... Não havia cogitado essa hipótese...?
Olhou descrente para o visor indicando que a ligação havia sido encerrada e fechou o aparelho, juntamente com seus olhos. Um pequeno suspiro escapou por seus lábios e sorriu tristemente abrindo os olhos. Por que... Não havia cogitado essa hipótese...?
Grunhiu relativamente alto esticando todo seu corpo e sentiu-se um tremendo idiota. Dificilmente ele atendia ao celular. Na época da Teikou, perguntava-se milhares de vezes o porquê ele tinha aquele objeto se ele não era utilizado. Correu como um louco até ali e parando agora para analisar, como conseguiu percorrer todo o caminho tão rápido assim? Kanagawa não ficava exatamente no extremo oposto de Tokyo, mas ora. Não era também, “a próxima estação”. Encarou a casa mais uma vez e assim ficou por alguns minutos. Talvez, não fosse mesmo para nada ser resolvido...
Riu de lado e com as mãos nos bolsos virou-se para a direita pra ir embora, entretanto, aquele rapaz que o fitava incrédulo com o celular nas mãos, no meio da rua, não o deixou prosseguir seu caminho.
Ryouta o encarou surpreso por alguns segundos, mas foi inevitável sorrir. Embora a incerteza o acompanhasse até então, ver Aomine ali, a sua frente e acima de tudo, sentir o que ele fazia com seu coração, apenas o fazia agradecer ainda mais Kasamatsu por ter entrado em sua vida e o empurrado dessa forma. — Aominecchi. Tem um tempinho pra mim?
Definitivamente, não poderia decepcionar seu Senpai.
Notas finais
KISEs no kokoro, ótemo AoKi Day e espero vê-los nos próximos capítulos 8D
PS: a fic tem 4 capítulos e pretendo postá-los em todas as terças-feiras. Então, até semana que vem ;D
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