Por você, Baby Girl.
13 Um novo vilão, antiga vítima.
Notas iniciais
Quando o médico anunciou que Penelope havia escapado milagrosamente de ter sequelas permanentes ou momentâneas a equipe resolveu comemorar.
Derek comprou um anel para Penelope. Era o mais lindo da loja. Ele estava esperando que ela fosse finalmente liberta daquele lugar maldito logo.
Foram seis meses indo e vindo daquele lugar por uma boa causa, foram seis meses que ele passou sozinho, com fotos de Penelope enquanto ela estava presa a uma cama de hospital. Quando finalmente chegou o dia da alta, Derek a colocou gentilmente na cadeira de rodas. Ela precisaria de fisioterapia para ajustar os músculos adormecidos. Ela poderia muito bem se vestir de noiva e ir até o altar para eles se casarem.
Derek e a equipe saíram com Penelope pelas portas automáticas do hospital. Finalmente eles poderiam voltar a sua rotina diária. Derek parou a cadeira de rodas em que Penelope estava e foi para sua frente.
— 50 Que ele pede ela em casamento agora. – Falou JJ para Reid.
— Eu vou perder. – Ele falou.
Morgan tirou a caixinha do bolso e mostrou a Penelope.
— Eu simplesmente não posso mais esperar. – Falou Derek. – Penelope Grace Garcia. Você aceita ser a futura senhora Morgan?
— É claro que sim. – Ela falou sem hesitar.
— Se eu tivesse apostado eu teria perdido. – Falou Reid.
Todos estavam seguros agora. Ou era isso que eles achavam. Alguém os observava de um carro. Ele já havia escolhido sua vítima perfeita. A câmera foi mirada para a moça na cadeira de rodas sorrindo pela emoção do pedido.
Ele tirou várias fotos. Ele chegou em casa pronto e revelou as fotos dela e as colocou na parede do quarto dele. Ele sabia muito bem o que ele queria. Ele queria Penelope Garcia.
Uma semana depois.
Derek e Penelope resolveram ir até um cartório com seus amigos e se casarem de uma vez. Todos comemoraram porque aqueles dois haviam passado muita coisa.
Derek levou Penelope para a casa dele e colocou trancas extras na porta. Ela ainda não podia andar então ele a carregou escada acima e faria isso quantas vezes fossem necessários.
Derek tinha que trabalhar no dia seguinte então ele acordou e deixou Penelope dormindo na cama com o efeito do remédio que o médico havia passado para dores. Ele deixou café da manhã, perto dela na cama e um telefone também caso ela precisasse de qualquer coisa. Ele pediu para ficar em Quantico para qualquer coisa. Ele havia deixado o quarto climatizado e ela com suas trancas reforçadas. Ele deu um beijo em Penelope e a olhou como fez por seis meses no hospital, a diferença que ela agora sabia o quanto aquele homem a amava.
Ele entrou no carro e sentiu vontade de chorar. Algo não estava certo, mas Hotch pediu a ajuda dele com um caso local então a decisão de deixar ela por alguns minutos ou horas foi tomada. Ele voltaria caso a sensação ficasse pior.
O homem misterioso estava observando Morgan sair com o carro e decidiu não esperar mais. Era a hora. Ele pegou panos e cordas e um frasco de clorofórmio para dobrar a inconsciência dela. Ele sabia que tudo que precisava era droga-la, imobiliza-la e leva-la com ele para longe do novo homem da vida dela. Morgan havia tirado sua liberdade uma vez o mandando para a cadeia e ele se vingaria dele através dela.
E foi o que ele fez. Ela não conseguia fugir por causa das pernas que ainda não respondiam do jeito que ela queria quando estava longe de sua cadeira. Então enquanto ela perdia a consciência ela tentou agarrar o telefone, mas seus braços não respondiam.
Ela conseguiu apertar o botão programado para situação de perigo antes de sentir a escuridão. E então tudo ficou calmo. Ele a amarrou e a levou para o porta malas e arrancou com tudo.
Morgan saltou quando recebeu o alerta de pânico.
— Hotch! – Morgan gritou, fazendo o agente chefe sair correndo do escritório.
— Morgan. Por deus. – Falou Hotch irritado.
— Pânico. – Morgan falou enquanto tentava encontrar palavras. – O botão de pânico do meu telefone.
— Acha que Penelope está em perigo? – Perguntou Hotch pegando a arma e o distintivo e colocando perto ao corpo.
— Tenho certeza. – Respondeu Morgan.
— Vamos. – Gritou Hotch. – Rossi. Reid. – Gritou Hotch. – Alguém ligue para a polícia proteger o apartamento.
Morgan sentiu aquele dia voltar para ele de novo. Era como se o universo resolvesse que uma noite de casados era suficiente para eles. Ele torcia para que Penelope apenas tivesse apertado o botão por engano ou talvez o telefone apenas tivesse caído em algo e....
— Ela está bem, Derek. – Falou Hotch.
— É a mesma sensação de agonia que eu tive quando... – Morgan parou. –Quando ela foi levada. Alguma coisa me dizia para sei lá... Ficar em casa com ela hoje.
Hotch não falou nada até que o telefone tocasse e fosse Reid. Ele não tinha certeza se queria ouvir as notícias.
— Notícias boas, Spencer. – Pediu Hotch quando atendeu. – Apenas notícias boas.
— Não posso oferecer isso, Hotch. – Falou Reid. – A polícia encontrou a porta do apartamento de Derek arrombada há alguns minutos. Disseram que a porta foi aberta no chute.
— Penelope. – Gritou Derek. – Onde ela está Reid. – Derek esmurrou a porta.
— Eles não a encontraram. – Falou Reid. – A cadeira estava ao lado da cama junto com o telefone e um pano molhado. Eles estão executando testes agora.
— Eles sabem o que pode ser? – Perguntou Hotch acelerando o SUV.
— Clorofórmio. – Respondeu Reid. – Antigo, mas eficiente.
Hotch pisou ainda mais no acelerador. Eles chegaram ao apartamento de Morgan e ele só queria bater em algo.
— Morgan. – Começou Reid. – Eu sinto muito.
— Eu não quero sentimentos. Eu a quero de volta. – Falou Morgan. Vendo que Reid ficou triste, Morgan voltou. – Ei. Desculpa. Não queria gritar com você. E só que eu estou...
— Sob muita pressão. – Falou Reid. – Não é para menos. Eu não fiquei chateado. Eu entendo. Foi o mesmo jeito que eu fiquei quando Maeve foi sequestrada.
— Derek. – Falou Rossi colocado um par de luvas. – Talvez você possa me dizer algo sobre as trancas na porta.
— Eu as coloquei quando Penelope saiu do hospital. – Falo Derek. – Projetadas para nunca estourarem.
— Ele estourou a porta. – Falou Rossi.
— Porque ela não reagiu quando a porta estourou? – Derek ficou perplexo.
— A quanto tempo ela havia tomado o remédio? – Perguntou Reid.
— Dei duas horas antes de sair. – Falou Morgan. – Ela provavelmente estaria dormindo ainda, já que ela fazia quando sai hoje de manhã. Mesmo assim, uma pessoa chutando uma porta no andar, alguém teria ouvido.
— Não ouviram. – Falou Reid.
— Chutes fortes e uma porta quebrando e ninguém ouviu nada? – Perguntou Rossi. – Alguém deve ter ouvido algo e está com medo de falar.
Morgan subiu para o quarto.
— Derek. – Reid o segurou antes de entrar no quarto. – Talvez você devesse ficar de fora dessa.
— Reid. – Derek se virou nervoso para Reid. – Ela foi levada de novo. Não vai ser dessa vez que eu vou ficar longe daqui enquanto a mulher que eu amo está outra vez nas garras de algum psicopata.
Morgan se soltou e entrou no quarto. O telefone estava caído ao lado da cama perto de um pano que foi sinalizado com uma placa.
— Agente precisa se afastar. – Falou um técnico de perícia.
— Essa é minha casa e minha esposa. – Derek gritou com o jovem. – Então não. Não vou me afastar.
— Eu tenho consciência disso tudo agente. – Falou o jovem.
Ele não ficou chateado com Morgan. Sabia o que Penelope significava para ele.
Derek se afastou e pegou o porta retratos com a foto do casamento no dia anterior.
— Que fez isso com ela? – Derek perguntou com lágrimas correndo nos olhos.
— Vamos descobrir Derek. – Falou Reid tentado ser positivo.
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